Terá a vida vindo da matéria inerte?
Da própria Terra
ou do Espaço?
Os seres vivos são matéria
energizada, possuidores de um sopro vital, uns mais aperfeiçoados/complexos que
outros, mas todos possuindo um ADN que os distingue de espécie para espécie,
seja animal, planta ou fungo.
E são química em movimento. A
sua constituição física é conhecida: fósforo cálcio, ferro, magnésio, água
(H2O), oxigénio, etc. Basicamente, os componentes das estrelas.
Porém, muitos mistérios – mistérios
que duvidamos que alguma vez sejamos capazes de desvendar – se colocam aos
nossos cérebros pensantes quando falamos de… VIDA.
Eis uma dúzia deles:
1º - Como se originou a Vida?
Da abundante matéria inerte, inerte mas energizada e com potencialidades de
gerar vida, já que continha/contém os elementos que da vida fazem parte e que
constituem os seres vivos, elementos cheios de energia pronta a ser utilizada
para qualquer fim?
2º - Como se criaram os
seres, primeiro unicelulares, depois, pluricelulares? Provieram de vírus, bactérias
ou micróbios “feitos” na Terra ou vindos do Espaço com os meteoritos que estão
sempre caindo sobre a Terra e que, segundo afirmações de estudiosos, vêm
cheios deles, ou na cauda gelada de algum cometa que a tenha atingido? (A ideia
de alguns cientistas de que a vida não foi gerada na Terra, mas veio do Espaço,
não responde à pergunta-chave: se alguma vez da matéria inerte se pôde gerar
vida, isto é, gerarem-se seres cujas células se replicam e se diferenciam.)
3º - Como se originaram e
diversificaram as espécies vivas em três grandes categorias: animais, plantas e
fungos?
4 º - Como, em cada espécie, apareceram tantas subespécies, com as mais diversas formas, cada uma
adaptando-se ao habitat alimentar e climático onde se inseriu, criando bizarras
formas de se perpetuar, transmitindo os seus genes de geração em geração,
parecendo sempre aperfeiçoar-se, na luta pela sobrevivência, e criando também um
instinto vital que a leva a tudo fazer na vida – curta vida, mesmo que, para
algumas espécies vegetais, possa chegar aos dois ou três milénios – para que
não se extinga como ser enquanto viva, e muito menos se extinga como espécie?
5º - Como se organizou a
interdependência entre as espécies vivas, animais, plantas e fungos, parecendo
haver um processo em que tudo se alimenta de tudo, tudo se reciclando, nada se
perdendo, tudo voltando do mesmo ao mesmo através do diverso?
6º - Mistério dos mistérios:
como e quando se construiu, em cada espécie, o fantástico ADN, esse código
genético de informação, código que, uma vez aparecido, é transmitido de geração
em geração, levando para o novo ser a mesma carga genética do progenitor, com
todas as características de forma física e não-física, para as espécies mais
evoluídas, estando o Homem no topo da transmissão da carga não física, ou seja,
a intelectual e a emocional? (Se bem que todos os seres vivos têm o seu próprio
tipo de inteligência, inteligência sem a qual não sobreviveriam.) E tudo transmitido através de duas partículas microscópicas, uma masculina outra feminina…
7º - Como, na estirpe de
primatas da qual o Homem evoluiu, o ADN acrescentou às outras características,
uma forma avançada de inteligência, uma consciência moral, um livre arbítrio? E
porque os outros da mesma espécie se ficaram pelas limitações anteriores?
8º - Como nasceu, em cada
espécie, a vontade irresistível e incontrolável de se reproduzir e de se
propagar, mesmo que seja à custa de outras espécies de que se alimenta ou cujo
espaço ocupa selvaticamente, tentando aniquilá-las, parecendo que a ânsia de
viver/sobreviver se sobrepõe a qualquer outro valor (se é que de valor podemos
falar quando se trata de espécies que não o Homem, o único a ter consciência
moral)?
9º - Como o ADN de cada
espécie e subespécie “decidiu” a forma e tamanho do seu corpo, não
ultrapassando um certo limite? (E já tivemos os dinossauros com muitos metros
de comprimento e vários de altura, há uns 200 milhões de anos, e ainda hoje
temos, no mar, a baleia ou, na terra, o elefante que consomem por dia toneladas
de alimentos, alimentos que são, por sua vez, também seres vivos…)
10º - E porquê este ou aquele
limite, esta ou aquela forma e não outro limite ou outra qualquer forma? (Os
cientistas explicam não a origem da forma mas, a partir do que observam, a sua
adaptabilidade ao meio para fugir aos predadores e para se alimentar).
11º - Como e quando
apareceram os processos de reprodução, processos que hoje nos parecem tão
óbvios e simples, quer para os animais quer para as plantas quer para os
fungos? E porquê estes e não outros quaisquer?
12º - E qual dos itens
apareceu primeiro, o masculino ou o feminino, o pólen ou os polinizadores?
Tantos mistérios, Santo Deus!
E só o Homem se apercebe deles e tenta desvendá-los, por ser o único a
ter uma inteligência capaz de abstrações, raciocínios, análises da realidade
que o rodeia e na qual se integra!
SOMOS UNS SORTUDOS! Todos os
outros seres vivos vivem sem saber que vivem ou sem disso terem consciência!
NÓS… SABEMOS!
Resta saber – cremos que o Homem
nunca o saberá, mesmo que dure até ao finar-se da Terra, dadas as suas
limitações por ser físico pesado e não apenas partículas que pudessem
deslocar-se à velocidade da luz – resta saber se o Homem é único no Universo
ou se há muitos outros planetas com as mesmas condições de criarem e abrigarem
vida, e vida racional e emocional, como a Terra. Nem tão pouco sabemos se
existe apenas este Universo ou há muitos pluriversos num Espaço que tudo leva
crêr que seja infinito. E, aqui chegados, sentimos todo o peso das nossas
limitações…
NO ENTANTO, TEMOS DE NOS
SENTIR FELIZES COM O MUITO, O MUITÍSSIMO QUE A CIÊNCIA NOS OFERECE!