quinta-feira, 26 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 10/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

PREÂMBULO

     Com a certeza na alma de que o Homem, esse “animal religioso”, parece incapaz de viver sem religiões – e as religiões continuam a dominar o mundo e a condicionar as sociedades e os indivíduos das mais variadas formas – para conseguir um correcto governo do mundo e um domínio de si próprio, o Homem terá forçosamente de substituir as Religiões actuais por uma universal credível, tanto emocional como racionalmente, uma religião da Verdade, sem mitos de Céus ou de Infernos inexistentes, sem quaisquer invenções fruto da fantasia.

    E essa só poderá ser uma religião que tenha como base a Ciência e a Verdade do que conhecemos, das partículas sub-atómicas ao átomo, ao Universo, conscientes de que o desejo de eternidade que levou o Homem a criar deuses ou um Deus, e com eles um Paraíso ou um Inferno, dando de algum modo sentido ao sofrimento e à morte, não é mais do que a máxima manifestação do instinto vital que em qualquer ser vivo, do animal à planta, ao micróbio, à bactéria, se manifesta como um poder supremo da realidade em que nos inserimos e que fomos convidados a viver pelos Deuses, pela Sorte ou pelo Destino que nunca saberemos bem o que é...

    É essa Religião que nos propomos levar, urbi et orbi (por toda a Terra) às gentes adormecidas, anestesiadas, comprometidas com séculos, se não milénios, de obscurantismos, fanatismos, religiosismos todos non-sense, todos baseados em crenças e mistérios, todos atentando contra a verdadeira natureza do Homem: um ser racional que deve, que tem de questionar qualquer ideia que lhe seja proposta antes de a aceitar como válida, como credível, como digna de por ela se bater ou “dar a vida”.

    Para tanto, o Homem terá de ser conhecedor da realidade que a Ciência já lhe proporciona e ter formação que lhe permita ter sentido crítico na análise existencial que faz da VIDA e de tudo aquilo com que se compromete.

    Pelo non-sense com que foram criadas e em que laboram, as actuais religiões estão todas, cedo ou tarde, condenadas ao desaparecimento, dependendo do tempo que a Ciência e o Conhecimento levarem a chegar a todos os humanos, criando neles aquele espírito que será forçosamente analítico, céptico e inquisidor.

    Começaremos pela definição de Deus:

O TODO onde tudo se integra: Espaço e Tempo, Matéria e Energia.

    É uma definição que poderemos considerar científica, bem longe das definições que, ao longo da História, os Homens inventaram para os seus deuses, sejam politeístas, monoteístas, filósofos ou fétiches de feiticeiros.

    Analisadas criticamente tais concepções, constatamos que aqueles deuses não passam de humanóides, pois concebidos à imagem e semelhança de humanos, embora considerados Seres superiores com poderes extraordinários e… misteriosos, por nunca provados. Assim, o Alá dos muçulmanos, o Pai de Jesus Cristo para os cristãos, o Javé para os judeus, a tríade divina Brama, Vishnu e Shiva para os hindus, Buda para os budistas, as Divindades da Natureza para os Xintoístas, etc., e os deuses de todas as seitas religiosas, umas autónomas, outras derivadas das principais religiões mencionadas. E são deuses imperfeitos – o que é um contra-senso! – pois, além da sua acção não passar ridiculamente o horizonte dos Céus visíveis (atmosfera terrestre e firmamento onde pontuam as estrelas da galáxia Via Láctea) e Terra e, nela, o Homem, se apresentam com desejos, ciúmes, ódios, vontades, quereres, amores…, emoções obviamente não condizentes com um Ser divino…

    Outra característica notável das religiões actualmente existentes é que, não sabendo explicar os seus Céus, os seus Infernos, as suas Santíssimas Trindades, os seus anjos e santos, os seus dogmas, todas as suas invenções, remetem para o MISTÉRIO: “Não se percebe…, MISTÉRIO! E… MISTÉRIO DE FÉ!”

   Tal atitude, não deixa de ser, obviamente, um acto de cobardia intelectual. Os mentores religiosos, aceite-se embora, como na Ciência, que é muito mais o que desconhecemos do que aquilo que sabemos, o que não compreendemos do que o que compreendemos da Vida e seus mistérios e do TODO EXISTENTE, deveriam remeter os crentes para uma análise crítica de tudo em que os fazem acreditar, tudo o que, por exemplo, os cristãos exararam num Credo que  debitam monotonamente em todas as missas, certamente sem grande convicção, já que nele se afirmam ideias e conceitos que, logo a seguir, são remetidos para o mistério… (Ver Nota 1)

    Mas não! Têm o desplante de se dizerem ÚNICOS DETENTORES DA VERDADE. Como se houvesse muitas verdades acerca do Desconhecido, do Eterno, do Infinito! Enfim, Deus lhes perdoe… Afinal, só acredita quem quer ou quem, traumatizado por traumas de ensinos na infância, de catequeses fundamentalistas e anquilosadas, se sente levado, em consciência, a acreditar… E ainda pior: é da História antiga e actual que as religiões se guerrearam e se guerreiam entre si. Inacreditável!

    E, apesar de tudo, esta será uma religião que remete para o judeu Jesus de há 2.000 anos, apregoando na Terra um Reino de Justiça, de Paz, de Fraternidade universal (a que chamava “Reino de Deus”), Reino só possível quando a humanidade atingir a perfeição. Ora nós sabemos com quanta imperfeição a humanidade se debate: embora com muitas virtudes, o Homem é fundamentalmente egoísta, mau, desumano, cruel, injusto, “lobo” do seu irmão, acusando aqui a sua ascendência simiesca, parecendo-nos que coloca as suas inúmeras capacidades de criação e invenção mais ao serviço do seu lado MAU que do seu lado BOM... Então, talvez que esse autêntico Paraíso na Terra só seja possível dentro de muitos séculos ou milénios. Mas como a nossa querida Terra, integrada que está no magnífico Sistema Solar, ainda tem de vida cerca de 4.5 mil milhões de anos, há esperança de que, cedo ou tarde, tal aconteça… (Ver Nota 2)

    Então, cometerá o mais nobre acto de inteligência aquele que, constatando que só no culto da VERDADE a Vida tem sentido, adoptar para si esta RELIGIÃO com um Deus que dia a dia é descoberto ou redescoberto pela Ciência, sendo o TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, e que se manifesta em todas as coisas, não se escondendo como o de Moisés da Bíblia numa sarça ardente, o de Cristo num Céu de fé, o de Maomé num Paraíso totalmente fantasiado, aquele, cheio de anjos e santos, este, cheio de virgens apenas para os humanos machos que partem da Terra (uma tremenda e inconcebível injustiça para com as mulheres, mais uma, desta religião muçulmana: injusta na Terra, injusta no seu Céu…). (Cont.)

quinta-feira, 19 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 9/?

OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

20 Mandamentos (cont.)

4 – Da Sociedade

10º Mandamento Resolverás todos os teus conflitos não com guerras e agressividades, mas num diálogo civilizado, não cedendo a egoísmos e cobiças, privilegiando a equilibrada distribuição de espaços, riquezas e bens. Então, perguntarás: “Se não há guerras, para quê as armas de destruição das vidas dos meus irmãos e dos seus bens?” e terás de dar uma resposta em conformidade.

11º MandamentoAssimilarás e aceitarás os slogans que te permitem viver em sociedade e não ser rejeitado por ela: 1 – “Homem algum é uma ilha; todos precisam uns dos outros para sobreviver.” 2 – “Tens tantos direitos a usufruir como deveres a cumprir.” 3 – “A tua liberdade acaba onde a dos outros começa.” 4 – “Procede para com os outros como queres que procedam contigo.”

12º MandamentoRespeitarás os mais velhos e cumprirás todos os Mandamentos que já vêm de Códigos antigos, como: “Não matarás. Não levantarás falsos testemunhos. Não cobiçarás as coisas alheias nem roubarás. Os homens não cobiçarão a mulher do seu próximo, nem as mulheres cobiçarão o homem da sua vizinha”.

13º Mandamento Contribuirás para uma sociedade justa e bem organizada em que cada um tenha aquilo que consegue alcançar ou conquistar pelo seu esforço e competência, não alimentando a preguiça de quem não quer contribuir.

14º Mandamento Não viverás à custa do teu semelhante, seguindo o princípio popular: “Quem não trabalha, não come!”

15º Mandamento Tornar-te-ás confiável e credível, cumprindo o slogan “Palavra dada, palavra honrada”, e cultivarás o sorriso e o bom humor para seres elemento agradável para o teu próximo.

5 – Do Homem

16º MandamentoConsiderarás o Homem como o ser mais perfeito e completo da “Criação” a que a Natureza foi levada pela evolução, por ser o único, até agora conhecido, que possui um cérebro capaz de ideias e abstrações, raciocínios, emoções, sentimentos e ter consciência da sua finitude.

17º Mandamento Respeitá-lo-ás na sua diversidade, quer de género, quer de capacidades ou carácter, considerando-o um igual a ti e todos iguais entre si, homens e mulheres, embora cada um com a sua missão específica, na Natureza: ele dando o sémen da fecundação, ela procriando e dando à luz.

6 – De ti próprio

18º MandamentoRespeitarás o teu corpo como o bem mais precioso que te foi dado, pois é por ele e com ele que vives e é ele que te alimenta o cérebro que te permite pensar, emocionares-te, sentires, amares, teres consciência de ti e do Universo que te rodeia.

19º MandamentoSorrirás às adversidades, mesmo as mais dramáticas, vendo e valorizando em tudo e em todos o BOM e o BELO que em tudo e em todos existem.

20º Mandamento – Consciente de que não passas de mera partícula que aparece e desaparece no Tempo, e absolutamente insignificante para o Universo, não te lamentarás porque, pertencendo ao Tempo, nasces, cresces, vives e morres, integrando-te no donde vieste, a Terra, e aceitarás essa tua sina como uma benesse da Sorte que te sorriu, trazendo-te à vida, permitindo-te usufruir de tudo o existente e a que tiveste acesso pela Ciência e pelo Conhecimento.

 

FIM DESTA BÍBLIA

(Ver Nota 3, no final)

sábado, 7 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 8/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

XI

Mandamentos

 – Vinte mandamentos! Fundamentais! Que visam os seis ítens-base da Religião ora proposta, e já exarados no Credo: 1 – Deus, 2 – A Ciência e o Conhecimento, 3 – A Terra, 4 – A Sociedade, 5 – O Homem, 6 – Tu próprio.

Assim:

1 – De Deus:

1º Mandamento – Terás como único Deus, o Deus definido pela Ciência como “O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA, SENDO INFINITO E ETERNO”.

2º Mandamento – Como ser pensante, terás este Deus não como Pai, Criador, Rei, Senhor, Juiz, Todo-Poderoso, Possuidor de um Céu…, mas a própria essência do TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, sentindo-te também tu PARTÍCULA DELE!

 

2 – Da Ciência e do Conhecimento:

3º Mandamento – Dedicar-te-ás ao aprofundamento da Ciência e à aquisição do Conhecimento para poderes usar de sentido crítico e contribuíres para um maior aperfeiçoamento da sociedade onde te inseres.

4º Mandamento – Seguirás o princípio da Ciência: “Isto é Verdade até que se prove o contrário.” No entanto, tal atitude não te impedirá de aceitar como válido o que, por agora, é tido como verdadeiro, por estar baseado em factos, provas, experiências.

5º Mandamento – Terás a Ciência e o Conhecimento como base da construção de toda a sociedade, ao nível político, económico e social. Sejas ou não chamado a colaborar directamente nessa construção.

3 – Da Terra

6º Mandamento – Respeitarás a Terra, como tua super-Mãe, pois foi dela que nasceste, é dela que te alimentas, é nela que vives e que respiras, pensas, amas e tens todos os prazeres da vida.

7º Mandamento – Terás o espaço que te for “dado” para viver sempre cuidado a primor, contribuindo assim para a beleza global desta tua Mãe-Terra, enquanto tens vida.

8º Mandamento – Respeitarás todos os seres vivos que na Terra contigo habitam, não te tornando espécie infestante, mas contribuindo para o equilíbrio global, quer te alimentes deles quer os tenhas como companhia ou apenas os admires na sua beleza e liberdade, cantando, voando pelos céus e pelos bosques, povoando os mares, lagos e rios, enchendo de verde e de todas as cores a Terra que tu pisas, no teu caminhar pela vida…

9º Mandamento – Não te esquecerás de olhar o céu, azul ou cheio de nuvens com as formas mais extravagantes, vogando ao sabor do vento e, por isso, sempre diferentes, durante o dia e, à noite, magnificamente repleto dos milhares de milhões de estrelas que fazem parte da nossa Galáxia, fantasiando o que se passará para além delas, nos triliões de triliões de astros que compõem este nosso misterioso e apaixonante Universo.