OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
PREÂMBULO
E essa só poderá ser uma religião que tenha
como base a Ciência e a Verdade do que conhecemos, das partículas sub-atómicas
ao átomo, ao Universo, conscientes de que o desejo de eternidade que levou o
Homem a criar deuses ou um Deus, e com eles um Paraíso ou um Inferno, dando de
algum modo sentido ao sofrimento e à morte, não é mais do que a máxima
manifestação do instinto vital que em qualquer ser vivo, do animal à planta, ao
micróbio, à bactéria, se manifesta como um poder supremo da realidade em que
nos inserimos e que fomos convidados a viver pelos Deuses, pela Sorte ou pelo
Destino que nunca saberemos bem o que é...
É essa Religião que nos propomos levar, urbi
et orbi (por toda a Terra) às gentes adormecidas, anestesiadas,
comprometidas com séculos, se não milénios, de obscurantismos, fanatismos, religiosismos todos non-sense,
todos baseados em crenças e mistérios, todos atentando contra a verdadeira
natureza do Homem: um ser racional que
deve, que tem de questionar qualquer ideia que lhe seja proposta antes de a
aceitar como válida, como credível, como
digna de por ela se bater ou “dar a vida”.
Para tanto, o Homem terá de ser conhecedor
da realidade que a Ciência já lhe proporciona e ter formação que lhe permita
ter sentido crítico na análise existencial que faz da VIDA e de tudo aquilo com
que se compromete.
Pelo non-sense
com que foram criadas e em que laboram, as actuais religiões estão todas, cedo
ou tarde, condenadas ao desaparecimento, dependendo do tempo que a Ciência e o
Conhecimento levarem a chegar a todos os humanos, criando neles aquele espírito
que será forçosamente analítico, céptico e inquisidor.
Começaremos pela definição de Deus:
“O TODO onde tudo
se integra: Espaço
e Tempo, Matéria e Energia.”
É uma definição que poderemos considerar
científica, bem longe das definições que, ao longo da História, os Homens
inventaram para os seus deuses, sejam politeístas, monoteístas, filósofos ou
fétiches de feiticeiros.
Analisadas criticamente tais concepções,
constatamos que aqueles deuses não passam de humanóides, pois concebidos à
imagem e semelhança de humanos, embora considerados Seres superiores com
poderes extraordinários e… misteriosos, por nunca provados. Assim, o Alá dos
muçulmanos, o Pai de Jesus Cristo para os cristãos, o Javé para os judeus, a
tríade divina Brama, Vishnu e Shiva para os hindus, Buda para os budistas, as
Divindades da Natureza para os Xintoístas, etc., e os deuses de todas as seitas
religiosas, umas autónomas, outras derivadas das principais religiões
mencionadas. E são deuses imperfeitos – o que é um contra-senso! – pois, além da
sua acção não passar ridiculamente o horizonte dos Céus visíveis (atmosfera
terrestre e firmamento onde pontuam as estrelas da galáxia Via Láctea) e Terra
e, nela, o Homem, se apresentam com desejos, ciúmes, ódios, vontades, quereres,
amores…, emoções obviamente não condizentes com um Ser divino…
Outra característica notável das religiões
actualmente existentes é que, não sabendo explicar os seus Céus, os seus
Infernos, as suas Santíssimas Trindades, os seus anjos e santos, os seus
dogmas, todas as suas invenções, remetem para o MISTÉRIO: “Não se percebe…,
MISTÉRIO! E… MISTÉRIO DE FÉ!”
Tal atitude, não deixa de ser, obviamente,
um acto de cobardia intelectual. Os mentores religiosos, aceite-se embora, como
na Ciência, que é muito mais o que desconhecemos do que aquilo que sabemos, o
que não compreendemos do que o que compreendemos da Vida e seus mistérios e do
TODO EXISTENTE, deveriam remeter os crentes para uma análise crítica de tudo em
que os fazem acreditar, tudo o que, por exemplo, os cristãos exararam num Credo
que debitam monotonamente em todas as
missas, certamente sem grande convicção, já que nele se afirmam ideias e
conceitos que, logo a seguir, são remetidos para o mistério… (Ver Nota 1)
Mas não! Têm o desplante de se dizerem ÚNICOS
DETENTORES DA VERDADE. Como se houvesse muitas verdades acerca do Desconhecido,
do Eterno, do Infinito! Enfim, Deus lhes perdoe… Afinal, só acredita quem quer
ou quem, traumatizado por traumas de ensinos na infância, de catequeses
fundamentalistas e anquilosadas, se sente levado, em consciência, a acreditar…
E ainda pior: é da História antiga e actual que as religiões se guerrearam e se
guerreiam entre si. Inacreditável!
E, apesar de tudo, esta será uma religião
que remete para o judeu Jesus de há 2.000 anos, apregoando na Terra um Reino de
Justiça, de Paz, de Fraternidade universal (a que chamava “Reino de Deus”), Reino
só possível quando a humanidade atingir a perfeição. Ora nós sabemos com quanta
imperfeição a humanidade se debate: embora com muitas virtudes, o Homem é
fundamentalmente egoísta, mau, desumano, cruel, injusto, “lobo” do seu irmão,
acusando aqui a sua ascendência simiesca, parecendo-nos que coloca as suas
inúmeras capacidades de criação e invenção mais ao serviço do seu lado MAU que
do seu lado BOM... Então, talvez que esse autêntico Paraíso na Terra só seja
possível dentro de muitos séculos ou milénios. Mas como a nossa querida Terra,
integrada que está no magnífico Sistema Solar, ainda tem de vida cerca de 4.5
mil milhões de anos, há esperança de que, cedo ou tarde, tal aconteça… (Ver
Nota 2)
Então, cometerá o mais nobre acto de
inteligência aquele que, constatando que só no culto da VERDADE a Vida tem
sentido, adoptar para si esta RELIGIÃO com um Deus que dia a dia é descoberto
ou redescoberto pela Ciência, sendo o TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, e que se
manifesta em todas as coisas, não se escondendo como o de Moisés da Bíblia numa
sarça ardente, o de Cristo num Céu de fé, o de Maomé num Paraíso totalmente
fantasiado, aquele, cheio de anjos e santos, este, cheio de virgens apenas para
os humanos machos que partem da Terra (uma tremenda e inconcebível injustiça
para com as mulheres, mais uma, desta religião muçulmana: injusta na Terra,
injusta no seu Céu…). (Cont.)
Sem comentários:
Enviar um comentário