quinta-feira, 27 de outubro de 2022

O Homem e o Universo

 

A VERDADE acerca do tudo existente e, nele, o Homem

 Pelos dados que a Ciência nos oferece, neste momento do Tempo, podemos concluir:

1 – Estamos num ESPAÇO Infinito e Eterno. E porque eterno, não criado, não havendo lugar a qualquer Criador…, excluindo-se, à partida, todas as religiões que o inventaram para seu suporte e lhe chamaram Deus.

2 – Nesse Espaço, sempre existiu a Matéria impregnada de Energia. Matéria e Energia sempre em movimento/transformação, eternas mas não infinitas porque forçosamente mensuráveis. Qual a sua dimensão é e será sempre um mistério.

3 – Esse conjunto de Matéria e Energia vão-se organizando e reorganizando, num dinamismo incompreensível mas perene, tudo sempre em movimento, nada se perdendo mas tudo se transformando, formando-se Universos, dos quais conhecemos apenas aquele de que fazemos parte. Um conhecimento limitadíssimo!

4 – A partir da análise deste Universo conhecido, poderemos dizer que os Universos são compostos por astros: nebulosas, galáxias, cometas, estrelas, planetas, asteroides…

5 – Neste Universo e num Planeta de uma Estrela de uma das suas galáxias (entre milhares de milhões) a que se chamou Terra, eclodiu a VIDA que se dividiu em plantas e animais, evoluindo sempre para formas novas desde o seu início, quando da matéria inerte brotou a VIDA.

6 - Após 3.5 mil milhões de anos de evolução, numa das espécies de animais, há apenas uns 4 milhões de anos, apareceu o Homem.

7 – O Homem tem tentado organizar-se em sociedades, para sobreviver e permanecer como espécie dominante e dominadora, no reino dos seres vivos.

8 – Infelizmente, a espécie humana ainda vive num razoável caos: predomina a ganância, a malvadez, o egoísmo, a insensatez, a exploração dos mais fracos, a sede de poder a qualquer custo de uns humanos sobre os outros e dos humanos sobre todos os seres vivos, animais e plantas, não havendo decisões que forçosamente teriam de ser a nível global, numa verdadeira ONU, sobre:

8.1 – Planeamento da quantidade de humanos que a Terra pode suportar.

8.2 – Organização das nações e, dentro delas, das sociedades, de tal modo que a economia e finanças se subordinassem totalmente ao bem comum, para que todos os indivíduos tivessem uma vida feliz, todos contribuindo para esse bem comum.

8.3 – Colocação dos avanços tecnológico-científicos ao serviço da construção da felicidade dos indivíduos e não ao serviço do poder e da guerra que faz a História e é o símbolo máximo da estupidez do Homem, criando-se armas de auto-destruição, cada vez mais eficientes e letais, falando-se embora de… paz!.

8.4 – Respeito integral pela Natureza e pelo Habitat de todos os seres vivos, todos vivendo na maior harmonia possível, embora sabendo-se que é uma realidade incontornável o Strugle for life (a luta pela vida), pois foi assim que ela nasceu e se desenvolveu, uns alimentando-se de outros, desde o micróbio e a bactéria à baleia ou elefante, mas numa harmonia que tende sempre para o equilíbrio, equilíbrio que, neste momento do Tempo e para sua própria ruína, está a ser quebrado pela estupidez do Homem que se diz inteligente.

É: O MUNDO ESTÁ A SER GOVERNADO POR HOMENS MAUS – alguma vez não esteve? – pondo a inteligência ao serviço dos seus mais baixos instintos: perversidade e ganância. E não são forçosamente os políticos, mas os que dominam as finanças e a economia.

Ora, cada Homem não é mais que um fogo-fátuo que aparece e desaparece no Tempo, tal como qualquer outro ser que vem à VIDA, perdendo-se para sempre na voragem do mesmo Tempo, não havendo lugar a qualquer eternidade – como enganosamente vendem os mentores das religiões! – sendo esta vida única e irrepetível: o EU nunca mais voltará a ser EU!...

E a pergunta que se impõe é esta:

Quando é que o Homem será capaz de criar uma sociedade onde haja HARMONIA entre todos os humanos e destes com todos os outros seres vivos, não esquecendo que todos estão em evolução/transformação, fazendo parte do contínuo e perene movimento do tudo existente neste Universo que vagueia pelo Espaço Infinito?

A resposta é pessimista: talvez um milhão! Talvez mil milhões! Ou, mais optimista, talvez apenas uns milhares de anos!

Ah, quem me dera estar cá para ver e… viver nesse paraíso!

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 358/?

 

À procura da VERDADE nos Evangelhos 

Evangelho segundo S. JOÃO – 52/?

 – “«Se Eu não tivesse vindo e não lhes tivesse falado, não seriam culpados de pecado. Mas agora não têm nenhuma desculpa do seu pecado. Quem Me odeia odeia também o meu Pai. Se Eu não tivesse feito no meio deles obras como nenhum outro fez, não seriam culpados de pecado. Mas eles viram o que Eu fiz e, apesar disso, odiaram-Me a Mim e a meu Pai. Deste modo, realiza-se o que está escrito na Lei deles: ‘Odiaram-me sem motivo’.»” (Jo 15,22-25)

– Parece que, sem dúvida, Jesus falaria dos do seu tempo que O não receberam e O mataram: os judeus. Eles realmente viram tudo o que Jesus fez e odiaram-no, não falando já no ódio ao Pai que certamente não entenderam como nós também não entendemos porque é preciso um Deus-Pai, bastando-nos apenas… DEUS! O que é certo é que os judeus se, antes de Cristo, já erraram de cativeiro em cativeiro, depois de Cristo, a sorte não lhes tem sorrido, sendo - como já dissemos - escorraçados ao longo da História de tudo quanto é lugar, culminando com os horrores do holocausto, vivendo hoje num pequeno território que parece e não parece pertencer-lhes… e em permanente conflito, ficando-lhes bem amargos o leite e o mel que desde tempos imemoriais desejaram que corresse na sua terra, a Terra Prometida!…

Se bem que o que está escrito “Odiaram-Me sem motivo” não seria motivo para tal rejeição a nível do Planeta… Se a Lei ou Escritura completasse com “Por isso nunca mais terão a paz.”, então sim, então justificar-se-ia tudo quanto lhes tem acontecido…

Mas, infelizmente, temos de voltar à mesma incontornável pergunta: “Se os judeus O tivessem recebido, acaso se cumpririam as “Sagradas” Escrituras?”

E, se os filhos não têm que pagar pelos pecados dos pais, numa perspectiva religiosa, porque sofrem os judeus de hoje pelos pecados cometidos pelos seus antepassados de há dois mil anos? Ou continuam a rejeitá-Lo como naquele tempo e, no seu coração, matá-Lo-iam se cá viesse de novo?…

Voltamos também à ideia de pecado. O pecado dos judeus que O não receberam e O mataram, o pecado de Judas que O entregou nas suas mãos… Pecados afinal – absurdo dos absurdos! – “necessários” porque, sem eles, não se cumpririam as Escrituras nem os desígnios do Pai a respeito de Jesus: “Foi precisamente para esta hora que Eu vim.” (Jo 12,27)!…

Enfim, ninguém entende aquele «Se Eu não tivesse feito no meio deles obras como nenhum outro fez, não seriam culpados de pecado.» Tal afirmação revela um fracasso total de Jesus: é que não conseguiu com tais obras extraordinárias “converter” os judeus. E será mais um argumento a favor de quem não crê que Jesus tenha feito qualquer milagre digno desse nome, tendo todos sido inventados pelos evangelistas para divinizarem Jesus para a posteridade. Um tremendo logro!

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 357/?

 

À procura da VERDADE nos Evangelhos

Evangelho segundo S. JOÃO – 51/?

 – “«Se o mundo vos odiar, sabei que Me odiou primeiro a Mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que é dele. Mas o mundo odiar-vos-á porque não sois do mundo, pois Eu escolhi-vos e tirei-vos do mundo. Lembrai-vos do que vos disse: ‘Nenhum empregado é maior do que o seu patrão. Se Me perseguiram a Mim, perseguir-vos-ão também a vós; se guardardes a minha palavra, guardarão também a vossa palavra. Far-vos-ão tudo isto por causa do meu nome, pois não reconhecem aquele que Me enviou.»” (Jo 15,18-21)

– O mundo!… Será a sociedade das injustiças, dos corruptos, do ódio, do não-amor ao próximo? - Aceitemos que sim. Mas nunca entenderemos - alguém entenderá? - porque é que vindo Jesus salvar o mundo, com a tal mensagem de… AMOR, o mundo O tenha odiado, O tenha matado, não tenha aceite de braços abertos tal mensagem pois assim alcançaria a vida eterna na bem-aventurança do Céu… Que falta de força a de Jesus, ou da sua mensagem, ou do Pai que O enviou que não conseguiu tal intento!

Falta de força inadmissível em… Deus, está claro!

Pior! Que Jesus reconheça tal “falhanço” e o apregoe, embora como que “desculpando-Se” dizendo que só aceita a sua mensagem quem não é do mundo…, não é fugir às responsabilidades? Não é o mundo o que Ele veio salvar? Se tirou os discípulos do mundo… e vão ser odiados e certamente perseguidos e mortos, quem poderá salvar-se, fazendo parte do tal mundo? Sejamos realistas, práticos e… olhemos à nossa volta! Quem pensa na mensagem de Jesus Cristo? Os que se dedicam à caridade? À recolha de donativos para os pobres deste mundo? Os que dão esmola? Os que rezam ou… enchem as igrejas ou fazem peregrinações a santuários? Os que ainda permanecem enclausurados em conventos? Os que se dedicam ao ministério das suas igrejas? Afinal, não parece nada fácil saber quem é o mundo e quem é a outra parte! Se quisermos, a parte que vai para o inferno e a parte que se salva…

– E os pobres e os oprimidos, com que meios ganham o… Céu? Já que não têm “meios” para fazer o tal amor ao próximo, ganham o Céu se manifestarem tal desejo quando, um eventual dia, tiverem com que ajudar? E os que não tiverem nunca tal dia, vão assim direitinhos para o Céu, tendo apenas sido “servidos” pela caridade alheia?

– “Eu escolhi-vos e tirei-vos do mundo”. “Escolher” foi real porque Jesus chamou os discípulos, mesmo o desgraçado do Judas…;“tirar do mundo” é que deve ser simbólico pois significa que os livrou de serem perversos, injustos, amantes do poder e das riquezas terrenas…

– Perseguir, odiar, matar… por causa do nome de Cristo, que o mesmo é dizer da sua mensagem de amor e de paz… é tão inconcebível!… Pois não deveria o amor gerar amor, a paz gerar a paz naqueles que tal mensagem escutassem? Porque tem efeitos contrários de ódio e de guerra? Bem precisávamos de mais este milagre de Jesus que, afinal não o soube ou não o pôde fazer, nem para Si nem para os discípulos que realmente foram perseguidos, torturados e mortos por pregarem Jesus Cristo…

– Não se compreende é porque Jesus justifica tal rejeição com o facto de o mundo não ter reconhecido aquele que O enviou: o Pai. Se Jesus nunca tivesse falado no Pai, acaso o Pai teria feito falta à força da sua mensagem, apoiada na força das suas obras?

Que acrescentou o Pai a Jesus Cristo? Apenas uma tremenda confusão de dependência que não é dependência, de uma filiação que não se entende, de um Pai que ama e que tortura um Filho…, Filho que não faz a sua vontade mas a do Pai que O enviou, não podendo a sua vontade ser diferente da do Pai…

Que confusão, Santo Deus! Que confusão!

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 356/?

 

À procura da VERDADE nos Evangelhos 

Evangelho segundo S. JOÃO – 50/?

 (Para uma melhor continuação da análise, repetimos o texto):

– “«O meu mandamento é este: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos. Sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando. Não vos chamo empregados pois o empregado não sabe o que o patrão faz; chamo-vos amigos porque vos comuniquei tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes mas fui Eu que vos escolhi. Eu destinei-vos para irdes e dardes fruto e para que o vosso fruto permaneça. O Pai dar-vos-á tudo o que Lhe pedirdes em meu nome. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.»” (Jo 15,12-17)

– Mas… como é que somos amigos de Cristo se nos amarmos uns aos outros? Não somos é amigos de nós mesmos, porque estamos assegurando a nossa salvação eterna onde usufruiremos com Ele, de toda a glória celeste? Aliás, objectivamente, que nos importa ser amigos de Cristo?

Simpático é o não nos chamar “empregados”! Muito simpático! Continuamos é sem entender o que é que Ele ouviu do Pai que não sabia desde toda a eternidade que, por ser eternidade, não tem “desde” nenhum!…

E alguém já sabe o que há-de pedir ao Pai em nome de Jesus para que lhe seja concedido? – Bem, o que toda a gente deveria pedir era a… Fé! A Fé em Jesus Cristo e na sua palavra! E se Deus não a concedesse a todos os que Lha pedissem, seria Ele o responsável pela perdição no inferno de toda a humanidade…

Mas o melhor mesmo é começarmos por nós, pois isto de salvação ou de condenação, quer queiramos quer não, queiramos ou não ser solidários, é pessoal e intransmissível: tens que cuidar da tua como eu tenho de cuidar da minha… Ninguém se pode substituir a ninguém…

Problema é sabermos quando é que Deus nos vai dar a tal Fé, uma vez que Lha tivermos pedido… Então, é assim tão fácil, tão simples, a salvação eterna? Basta pedir a Fé, depois acreditar, depois amar-nos uns aos outros e… aí vamos nós para o Céu? – Assim parece! Assim apontam as palavras de Jesus!… Só não nos disse Jesus que era simples e… fácil! O caminho foi o da… cruz!… E que caminho!… Aliás, para que é necessária uma cruz! Cruz que nunca sabemos se é a “cruz” desta vida se é outra cruz qualquer! Pois não foi Jesus à procura da morte na cruz, para cumprir as Escrituras e fazer a vontade do Pai que para tal O enviara? (Jo 12,27)

Já estamos confundidos! É que tudo há pouco parecia tão fácil!… Assim, já não sei se precisamos que Deus nos dê Fé, se discernimento para descortinarmos a Verdade de todas estas supostas “verdades” que não nos sossegam a alma mas a mergulham nas trevas da total incerteza…

 

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 355/?

 

À procura da VERDADE nos Evangelhos 

Evangelho segundo S. JOÃO – 49/?

 – O discurso de Jesus está longe de terminar… Aliás, o velho João, escrevendo uns sessenta anos depois dos acontecimentos, velho já dos seus oitentas, teria feito grande esforço de memória para reproduzir tal discurso de conteúdos tão complicados… Daí talvez este repetitivismo - e não pouca confusão! – sobretudo quando se fala do Pai e do Filho e das suas relações de dependência e de igualdade…

– Espanta, no entanto, a “precisão” com que se referem perguntas e respostas dos intervenientes… Mais parece escrito amanhã aquilo que se ouviu hoje… Claro que estamos excluindo a hipótese de milagre ou de revelação ou de inspiração do Espírito Santo que foi enviado aos discípulos, encontrando-se João sempre presente, como faz questão de afirmar mais tarde. (Jo 19,35) Infelizmente, mesmo a haver milagre de inspiração, Jesus, através de João, deixou mais dúvidas do que certezas, mais confusão do que clara luz.

– “«Eu sou a videira e o meu Pai é o agricultor (…) Vós sois os ramos. Quem fica unido a Mim e Eu a ele dará muito fruto, porque sem Mim não podeis fazer nada.»” (Jo 15,1 e 5)

– A comparação com a videira em que o Pai é o agricultor, Jesus a videira e nós os ramos, é… bonita mas… mas não nos traz novidades, e nada adianta à Verdade que procuramos: a da vida eterna após a vida terrena! Depois, não será arrogância infundada ao dizer que “Sem Ele não podemos fazer nada”? Não somos nós que, pelo nosso esforço, temos de alcançar a vida eterna (se a houver, claro! – coisa totalmente improvável, já que pertencemos ao Tempo…)?

– “«Se ficardes unidos a Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e ser-vos-á concedido.»” (Jo 15,7)

– Novamente, uma afirmação de esperança mas continuando nós sem saber o que pedir para que nos seja concedido… Afinal, sempre que os discípulos lhe pediram alguma coisa, lhe puseram alguma questão, ele não quis/pôde/soube responder! E será mais uma afirmação que deve ter saído da cabeça de João e não de Jesus enquanto vivo…

– “«Assim como o Pai Me amou, Eu também vos amei: permanecei no meu amor. Se obedecerdes aos meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu obedeci aos mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos isto para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.»” (Jo 15,9-11)

– Novamente, o Pai! Estas relações de amor ou outras de Pai-Filho já nos vão cansando até à exaustão...

E que mandamentos são os do Pai aos quais Jesus obedeceu e quais os seus aos quais nos pede que obedeçamos? Enfim, que alegria é aquela de Jesus? A do salmo: “Que alegria quando me disseram: vamos para a casa do Senhor!”(Sl 121)?

Primeiro, não sabemos o que é “ir para a casa do Senhor”; depois, o que será a nossa “alegria completa”? – Certamente a de irmos para o Céu… Infelizmente, um Céu nunca provado como existente ou como possível! Se provar a existência do Céu era a missão de Jesus, podemos afirmar sem qualquer dúvida que foi… uma missão completamente falhada! Uma frustração total!

– Agora, repete João uma das mais célebres frases de Jesus: “«O meu mandamento é este: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos. Sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando. Não vos chamo empregados pois o empregado não sabe o que o patrão faz; chamo-vos amigos porque vos comuniquei tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes mas fui Eu que vos escolhi. Eu destinei-vos para irdes e dardes fruto e para que o vosso fruto permaneça. O Pai dar-vos-á tudo o que Lhe pedirdes em meu nome. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.»” (Jo 15,12-17)

– O amor! Podemos escrevê-lo com maiúsculas: AMOR! É a palavra fetiche de Jesus! O amor a Deus, o amor ao próximo… Aqui, no “amai-vos uns aos outros”, até esqueceu o amor a Deus!…

Certamente por ter “percebido” que nenhum de nós entenderia bem o que é isso de amar a Deus…

(A análise continua no próximo texto)

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 354/?

 

À procura da VERDADE nos Evangelhos 

Evangelho segundo S. JOÃO – 48/?

 (Para mais fácil análise, repetimos o texto de João):

–“«Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. A paz que vos dou não é a paz que o mundo dá. Não fiqueis perturbados nem tenhais medo. Ouvistes o que vos disse: ‘Eu vou mas voltarei para vós.’ Se Me amásseis, alegrar-vos-íeis porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que Eu. Digo-vos isto agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis. Já não tenho muito tempo para falar convosco, pois o príncipe deste mundo vai chegar. Ele não tem poder sobre Mim, mas vem para que o mundo reconheça que amo o Pai, e é por isso que faço tudo o que o Pai Me mandou.»” (Jo 14,27-31)

– Que confusão, Santo Deus! Afinal, qual é a paz que Jesus nos deixa? Só no-lo disse pela negativa: que não era a que o mundo dá…

E o “voltarei para vós” era a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos ou era a vinda no fim dos tempos… não entendendo nós claramente nem uma nem outra?

Depois, o Pai é maior do que o Filho!… Não disse há pouco que “Quem Me viu a Mim viu o Pai”? Como é agora maior? Metáfora? Símbolo? Mas… símbolo de quê? E, segundo o mistério da Santíssima Trindade, o Pai não é igual ao Filho e ambos iguais ao Espírito Santo, havendo um só Deus uno e trino?

Alegrar-nos com a morte!… Com a partida!… Com a ida para o Pai!… É! A morte para os crentes deveria ser um dia de festa! Um dia do encontro definitivo do Homem com Deus, do Filho com o Pai, a entrada na vida eterna, em eterna bem-aventurança e felicidade… Então, porque choram, se vestem de luto, se enchem de tristeza?… Que pouca Fé nas palavras de vida eterna de Jesus, a destes crentes! Que pouca Fé!…

Mas parece que a Fé é um dom de Deus que o dá a quem Ele muito bem quiser, e não algo que se adquire com esforço, meditação, amor…

E quem é realmente o príncipe deste mundo? O Diabo ou… a morte?

– Neste contexto, parece nitidamente ser a morte. Mas…

E mais uma vez o total incompreensível: Jesus a ter de morrer para que o mundo reconheça que Ele ama o Pai e que faz tudo o que o Pai Lhe mandou fazer…

Aliás, que importa a Jesus que o mundo reconheça que Ele ama o Pai? Ou… que faz tudo o que o Pai lhe mandou fazer? É para que cumpra o que Ele disse porque disse aquilo que o Pai lhe ordenou que dissesse?

– E parece não haver dúvidas, por muito que nos custe acreditar, de que foi o Pai que ordenou a Jesus que morresse e morresse ignominiosamente numa cruz!…

É caso para repetirmos: “Intolerável por parte de um Pai que diz «Este é o meu filho muito amado.»! Inacreditável que venha de… Deus!”

E tanta incompreensão leva-nos ao descrédito quase total! (Ou total?!) Mas, mais uma vez, a esperança de que haja respostas para as nossas angústias, também nos leva a “aceitar” mesmo o inacreditável, para que nem toda a luz se perca…

domingo, 11 de setembro de 2022

La Rentrée - Porquê tanta invenção, Santo Deus?

 E como é que tantos - muitos milhões - acreditam nessas invenções, sem questionarem?

É: o Cristianismo - como todas as religiões - é um conjunto de invenções ou efabulações, baseadas num homem-judeu, de seu nome Jesus, a quem os seus discípulos divinizaram, chamando-lhe Filho de Deus. E, depois, outros epítetos que constituem as bases da mesma religião: Redentor, Salvador, Senhor, Filho do Homem (único título que Ele se deu a si próprio), o Cristo, o Messias, o Prometido, o Ungido de Deus...

Tantas coisas acerca de um homem que não foi, não era, não podia ser mais do que um homem! Embora um homem com um cariz especial, aptidões especiais, ideias contrárias às político-sociais do tempo em que viveu, ideias revolucionárias como as do amor ao próximo, o amar os inimigos e o dar a outra face, enfim, a ideia de todos serem iguais, enquanto filhos de Deus, fossem escravos ou homens livres.

E a época era propícia ao aparecimento de uma nova religião, digladiando-se entre si grupos como os essénios, os zelotas, os saduceus, os fariseus.

Um homem com aquelas ideias anti-sistema, pregando e defendendo tais "novidades" ("Se amardes os vossos amigos, que mérito tereis?) tinha de ser "aproveitado" para mentor de um novo movimento. E aí temos o CRISTIANISMO.

Toda a história conhecida de Jesus a quem chamaram de Cristo está impregnada de lacunas, acrescentos, invenções. Nas invenções, pontificam os milagres, milagres que obviamente não existiram por impossíveis.

Tendo-se tornado revolucionário e do desagrado do poder político-religioso vigente ("Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas..."), facilmente se conluiaram contra ele e o condenaram à morte e morte de cruz, o suplício preferido pelos romanos ocupantes aplicado aos "desobedientes". O que era mais uma manifestação da total perversidade da raça humana...

Já provámos aqui que Jesus não é Filho de Deus e da mesma essência que Deus porque Deus, pela sua própria essência - que ninguém sabe o que é! - não pode ter um Filho. Jesus também não foi Redentor nem Salvador porque não havia nada para redimir ou salvar. (Até há pouco tempo, ainda se falava no tal pecado original, recordando os míticos Adão e Eva bíblicos, dizendo-se a barbaridade de que Jesus tinha redimido, com o seu sangue, a humanidade dos pecados). Arquitectarem tal enleio foi o modo que os discípulos encontraram para divinizar o seu "Senhor" que viam morrer ali numa cruz como um malfeitor ou revoltoso político, dando, aliás, mais conteúdo à nova religião nascente.

E aí temos uma religião fundada ou fundamentada em nada de substancial, de credível, de racionalmente aceitável. Um grande NADA! Por isso, os seus mentores - padres, teólogos, bispos e papas - não podem fazer outra coisa senão apelarem para a Fé e o Mistério: não se entende, é Mistério; não se percebe, aceita-se pela Fé na "palavra do Senhor", palavra que não é de nenhum Senhor, mas de alguém que as escreveu e lhas atribuiu. É, aliás, o que se passa com toda a Bíblia!

PERGUNTO: QUE HAVEMOS DE PENSAR DE TUDO ISTO?