E festejemos o NOVO ANO, sorrindo, alegrando-nos porque iremos ter mais um ano de vida - esperemos, claro! - para admirarmos toda a beleza que nos rodeia, da Terra às Estrelas, pessoas e paisagens, pouco nos importando o muito de mal que os Homens vão construindo, dia a dia, a nosso lado, apenas tentando ver o muito de bom que também acontece nas nossas vidas. E viva a POSITIVIDADE!
Nós, por aqui, continuaremos a nossa saga da análise crítica do fenómeno religioso que vai determinando a vida dos Homens, lutando pela dignificação da prerrogativa mais nobre do mesmo Homem: a sua capacidade de raciocinar, de criticar, de analisar, para tomar atitudes condizentes com essa sua prerrogativa.
E, como "Em Janeiro, faz planos para o ano inteiro", eis de que nos iremos ocupar, este ano, e para cuja tarefa convidava todos a participar com as suas críticas, os seus comentários, os seus elogios, se a tanto o texto convidasse: ANÁLISE CRÍTICA DOS LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO.
Obviamente, não pretendemos fazer nenhum tratado de hermenêutica, nem tão pouco de exegese. Isso fica para os teólogos, havendo, aliás, inúmeros trabalhos interpretativos dos textos bíblicos. Ora, nós não queremos interpretar: queremos dissecar as passagens mais signficativas dos livros do AT e ver até onde e onde poderemos encontrar o "dedo de Deus" em tais escritos, já que as Igrejas cristãs - e os Judeus também?! - afirmam tais livros serem de inspiração divina, embora escritos por mãos humanas.
Os teólogos de todo o mundo parecem ter abdicado da crítica ou da análise crítica de tais livros, procurando-lhe no âmago, exactamente esse dedo de Deus, para apenas os interpretarem ou tentarem interpretar, encontrando explicações para o muito - quase tudo! - de inexplicável que a Bíblia contém. Muitos deles, habilidosamente, interpretando-os segundo as suas conveniências; basta ver as notas de rodapé que enchem as publicações bíblicas para de tal nos apercebermos. O exemplo mais típico - ou não estivéssemos nós no Natal! - é a "descoberta" de passagens alusivas ao Menino que nos iria salvar: "Um Menino vos foi dado..." "Puer natus in Betlheem, alleluia!", e cuja vida daria origem ao Novo Testamento.
Das lutas dentro da Igreja primitiva para estabelecer o cânone definitivo do livros do AT - lutas que se arrastaram por vários séculos - não serão objecto da nossa análise. Apenas diremos que o Espírito Santo andou muito arredado de tais decisões, havendo excomunhão daqueles - minorias - que tinham opinião contrária. No entanto, vale a pena referir que a Bíblia cristã integrou no seu seio, como considerados de inspiração divina, uns seis livros - ou livrinhos! - que não fazem parte da Thora judaica, embora escritos por judeus, como, aliás, todos os outros. A seu tempo, referi-los-emos. Estranho, não é?
Um ponto de encontro para discutir o outro lado da vida, abordando, com toda a abertura de espírito, a sempre polémica dicotomia: Razão e Ciência versus Religião e Fé.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
É Natal! Feliz Natal!
É NATAL! NATAL SEMPRE? FELIZ NATAL! (2/2)
Afinal, é bom haver Natal. Foi boa a invenção do Natal! E foi boa invenção a muitos títulos:
1 – O da solidariedade: muitos pobres, pedintes e sem-abrigo têm, nessa noite “venturosa”, a ventura de comer uma boa refeição servida por almas caridosas e solidárias; muitas crianças sem família ou afins recebem roupas e brinquedos nem que sejam usados pelos filhos dos ricos…
2 – O da reunião das famílias, embora criando-se muitos problemas e muitas dores de cabeça a quem não sabe com quem passar a Noite, pela complexidade de muitas famílias, num bom jantar de bacalhau com os acompanhamentos tradicionais: couves, batatas, grão, etc., bem regado com bons vinhos; depois, a ceia com o peru a pontificar, mas já introduzindo-se o cabrito ou o leitão; depois, alguém se vestindo de pai-natal, a distribuição das prendas, prendas que não foram menor dor de cabeça, havendo mesmo quem faça listas das que quer receber, abarrotando-se as crianças com jogos, muitos jogos e brinquedos que, mal abertos e descobertos, os põem de parte para, sofregamente, açambarcarem o novo que se apregoa muitas vezes nem sequer elas se lembrando de agradecer o quanto não custou “aquilo” em tempo e dinheiro; mas também as prendas aos “crescidos”: esses então é que foram o pior, pois dar o quê a este e àquele e àquela, se já têm tudo e nada de importante lhes faz falta?
3 – “The last but not the least!” O do desafogo do comércio que nesta época, vê aumentadas as suas receitas pelas muitas vendas efectuadas, venda das muitas bugigangas absolutamente desnecessárias que se vão produzindo por esse mundo fora – agora muitíssimas delas pelo grande e miserável e explorado povo trabalhador da China – incrementadas ou não pelas grandes empresas multinacionais, desperdiçando-se estupidamente recursos naturais que bem poderiam ser utilizados em produtos bem mais necessários e bem mais úteis à humanidade. E é comércio não só de bugigangas, está claro, mas também de roupas, aparelhos de toda a espécie, pontificando os de informática, alimentação, obviamente, que isto Natal sem ser bem comido e bem regado e bem açucarado com fartas guloseimas não é Natal!
4 – Então, esquecíamos o Pai-Natal inventado pela coca-cola? E o Santa Claus – S. Nicolau – que veio do Norte montando o seu carro puxado a renas, inventado pelos americanos, espalhando presentes por toda a parte, deixando, aqui, a Igreja destronar a tradição de ser o Menino Jesus que, à meia-noite, todas as crianças estando dormindo, vinha pela chaminé, encher o sapatinho de guloseimas, mas só aos meninos que se tivessem, durante o ano, portado bem?…
5 – Ah, ainda falta a encantadora árvore de Natal. Essa, então, é que faz as delícias da decoração da casa: enfeita-se com lâmpadas multicolores, anjinhos e bolas de cristal, sinos e figuras celestiais e outras coisas que tais…
6 – Mais: para os mais fervorosos, não se dispensa o presépio. E fazem-se presépios por todo o lado: nas casas particulares, nos palácios, nas assembleias, nas igrejas, nas curvas da estrada… E, assim, se repõe a falsa verdade de um menino que nasceu numa gruta em Belém, filho de uma virgem, mas sendo a encarnação de Deus ou do seu filho, obviamente, Verdade inconcebível, como qualquer racionalista, raciocinando – perdoe-se o pleonasmo! – facilmente constatará, já que Deus não pode ter um Filho assim sem mais nem menos, tendo a Igreja que inventar – ou reinventar, pois já existiam trilogias de deuses em religiões mais antigas – a SS Trindade, com o Pai , o Filho e o Espírito Santo.
7 – E ainda os enfeites de Natal em todas as ruas, em todas as praças da cidade, nas montras, na porta da sua casa e lá dentro também, estrelas e grinaldas e figuras natalícias resplandecendo por toda a parte…
8- Ah, como podíamos esquecer as mil e uma melodias que todos os compositores e o povo compôs para esta quadra festiva? E não são canções de encantar pela sua beleza, a candura das letras, a emoção que se tem ao cantar o aparecimento de uma criança? Ora, se aquela criança era assim tão especial, tão só o Menino Jesus, nascido da Virgem e Filho de Deus…
Afinal, é bom, muito bom haver Natal. Sem Natal, o mundo seria mais pobre, mais triste, mais acomodado a um dia-a-dia sem sabor… Mesmo que o Natal seja uma grande invenção, melhor, uma grande efabulação, mais uma, das religiões, neste caso do cristianismo.
Então, viva o Natal! Boas-Festas! Cantemos, bailemos, comamos, bebamos, pois que importa que o façamos comemorando um não-acontecimento? Não é viver o que realmente importa a qualquer ser vivo, a nós, portanto?!
O presépio

Imagem
O presépio foi inventado por S. Francisco de Assis, séc. XII, que se lembrou de recriar, na sua cidade natal, Assis, a cena do nascimento descrita por Lucas no seu evangelho. Segundo consta, ao vivo, com personagens e animais reais.
Depois, os franciscanos espalharam por todo o mundo tão comovente cena. E o presépio tornou-se imprescindível em todas as igrejas, palácios de reis e rainhas, casas senhoriais, casas particulares, lugares e lugarejos onde a devoção ao Menino Deus que "nasceu lá tão pobrezinho" a tanto levava.
E não há dúvida que é comovente! E deu origem - e continua a dar origem! - a centenas de obras de arte, da pintura à escultura e, nesta, em todos os materiais: pedra, madeira, cerâmica, ouro, prata...
Então, não pensemos na não existência do Presépio, pois não existiu Natal, mas sim na muita beleza dessas obras de arte que enchem as nossas igrejas, os nossos museus, as casas de ricos e de pobres.
BOM NATAL! FELIZES FESTAS!
domingo, 22 de dezembro de 2013
É Natal! Feliz Natal!
É NATAL! NATAL SEMPRE? FELIZ NATAL! (1/2)
Mais uma vez o mundo celebra o Natal, ou seja, o nascimento de Jesus a quem apelidaram de Cristo, o Ungido de Deus, o Escolhido pelo mesmo Deus para Salvador da Humanidade – diz-se na canção “Viva o Salvador do mundo!” – o Messias, o Libertador do Homem do pecado através do seu sacrifício cruento agradável aos olhos de Deus, seu Pai! (Que pai, meu Deus, estes Homens criadores do cristianismo vos fizeram!!!) E é um nascimento de narrativa comovedora e sensibilizante para todo o mundo… Pois quem não se comove perante uma mãe que tem de dar à luz numa gruta onde se abrigavam animais, pois não havia lugar para eles na estalagem, uma criança que nasce pobrezinha, em noite de frio e gelo, aconchegada em palhas que alimentavam os mesmos animais?! E, depois, há os anjos cantando, os pastores acorrendo, deixando os seus gados nos campos, ao serem avisados pelos anjos do nascimento do Messias Salvador! Tudo muito bucólico, tudo muito comovente, tudo muito apelativo ao sentimento de ternura, ao sorriso, à… Fé!
E ninguém se interroga – ou nenhum crente se quer interrogar! – numa análise fria, como é próprio da análise crítica e científica, se aqueles supostos factos são realmente supostos, ou seja, fruto da fantasia dos seus cronistas, essencialmente Lucas no seu evangelho, inspirados aliás em relatos mais antigos – e que corriam à época entre aqueles povos do Oriente – de nascimentos de deuses, se são verdadeiros. Para os crentes, a análise crítica não interessa: é agradável ao corpo e à alma acreditar, acredita-se e não se pensa mais nisso! “Disseram-nos que foi assim e nós queremos acreditar. Ponto final!” É a Fé no seu máximo esplendor!
Mas… Ah, meu Deus, meu simpático e ternurento Menino Jesus, quantas perguntas sem resposta toda a narrativa de Lucas em que assenta o Natal se nos apresentam a nós que pensamos estas coisas! Quantas, meu “santo” Menino!
Para não aborrecer os leitores com repetições do que se disse no início deste livro, QUEM ME CHAMOU JESUS CRISTO? O MENINO JESUS EXISTIU?, livro que nos ocupou uma cinquentena de textos, apenas diremos:
1 – O relato sobre os pastores que estariam pelos campos com os seus rebanhos, é falso ou desenquadrado com a realidade temporal: no Inverno, os rebanhos e seus pastores não podem dormir ao relento nos campos… Então, a narrativa – ou a tradição imposta pela Igreja! – peca pela impossibilidade de tal facto, pois os pastores, naquelas paragens, só se aventuravam/aventuram a ficar pelos campos, desde meados da Primavera até finais do Verão. Para esta parte da narrativa ser verídica, teríamos de fazer nascer Jesus lá para Maio ou Junho!
2 – A pergunta é óbvia: sabendo desta incongruência, porque é que a Igreja impôs a data de 25 de Dezembro, como a data do nascimento de Jesus? A resposta é simples: desde os primeiros tempos, que a Igreja se esforçou por apagar da mente dos Homens de então, a lembrança dos deuses solares antigos venerados/adorados por todo o mundo conhecido de então; ora, estes eram deuses que “morriam” no solstício de Inverno para ressurgir logo a seguir, rumo a uma exuberante Primavera. E o solstício de Inverno é a 23 de Dezembro. Colocando, pois, o nascimento de Jesus em 25, acertariam na “mouche”, ou seja, na data em que todo o Império Romano celebrava os seus deuses renascidos, fazendo substituir estes por aquele! Belo e sábio “golpe”, não?
Concluímos, sem nos alongarmos mais (É que há que ir preparar a consoada, jantar e ceia de Natal, convidar a família, comprar as prendas, o bolo-rei, o bacalhau, o peru, dependurar o bercinho com o simpático Menino na árvore… e tantas outras coisas, meu Deus!):
1 – O Natal é, hoje, celebrado por todo esse mundo, sobretudo cristão, obviamente, mas com a simpatia de muitas outras crenças ou de muitos outros crentes que têm também os seus deuses, todos evidentemente eivados de fantasias de gurus que os inventaram e assim os “venderam” ao mundo ignaro e não crítico.
2 – Não é por tal facto – não pode ser por tal facto! – que se prova que o Menino Jesus existiu e que tudo o que se afirma sobre ele seja verdade ou a VERDADE! Pelo contrário, tudo – mas tudo! – leva a crer que estamos perante a maior efabulação da História conhecida da Humanidade. Uma história com apenas dois mil anos… Uma história que está na base desta “fantástica” Religião que se chama “cristianismo”!
sábado, 21 de dezembro de 2013
Interrupção forçada e Boas-Festas
Caríssimos leitores,
Devido a problemas técnicos no meu computador, problemas que, devido à quadra natalícia, só terei resolvido na primeira semana de Janeiro, vou interromper até lá, a publicação semanal a que nos habituámos. As minhas mais sinceras desculpas. Até lá...
BOAS-FESTAS NATALÍCIAS (embora o Natal nunca tenha existido, mas foi bom que tivesse sido inventado - disso falaremos em próximos textos, além do muito que já Jesus Cristo disse na narrativa da sua vida aqui apresentada) e FELIZ ANO NOVO 2014!
E não se esqueçam de sorrir à vida em cada manhã que se levanta, para não desperdiçarem nenhum momento dela. Façam, pois, o favor de SEREM FELIZES!
Grande abraço festivo!
Até lá, se tiverem tempo, sugiro a leitura, possível em ebook, do meu último livro "Como um Rio...", Corpos Editora, que versa, em romance, o tema sempre actual do dilema Religião vs Ciência ou Fé vs Razão.
Devido a problemas técnicos no meu computador, problemas que, devido à quadra natalícia, só terei resolvido na primeira semana de Janeiro, vou interromper até lá, a publicação semanal a que nos habituámos. As minhas mais sinceras desculpas. Até lá...
BOAS-FESTAS NATALÍCIAS (embora o Natal nunca tenha existido, mas foi bom que tivesse sido inventado - disso falaremos em próximos textos, além do muito que já Jesus Cristo disse na narrativa da sua vida aqui apresentada) e FELIZ ANO NOVO 2014!
E não se esqueçam de sorrir à vida em cada manhã que se levanta, para não desperdiçarem nenhum momento dela. Façam, pois, o favor de SEREM FELIZES!
Grande abraço festivo!
Até lá, se tiverem tempo, sugiro a leitura, possível em ebook, do meu último livro "Como um Rio...", Corpos Editora, que versa, em romance, o tema sempre actual do dilema Religião vs Ciência ou Fé vs Razão.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Quem me chamou Jesus Cristo? O Menino Jesus existiu? (56/56)
Agora, sim, agora chegámos ao fim! E nada melhor do que relembrar, em índice,
essa centena de páginas de que são mostra estes 55 textos atrás apresentados.
E creio ter dito tudo, nessas páginas, embora de modo resumido, não
deixando de ser claro, fundamentado, correcto e conciso. E isto contra todos os
exegetas cristãos que partem de princípios totalmente irracionais, porque sem
fundamentos, tal como, o de considerarem os livros ditos sagrados, sendo os
mais carismáticos, a Bíblia para os cristãos e o Corão para os muçulmanos, como
intocáveis, indiscutíveis, e apenas analisáveis/interpretáveis, por terem
origem divina. Nada mais de errado. Diria mesmo, nada mais falso! Ou ainda: nada mais de anti-humano porque abdica da razão que é o timbre que caracteriza indelevelmente o ser humano! Como não há
nenhuma prova, por mais pequena que seja, de que esses livros tenham tal origem,
ou tenham sido escritos por Homens, sob inspiração directa de Deus, o
Altíssimo, o Todo-poderoso, o Senhor dos Céus e da Terra, o Omnipotente, o
Omnisciente, o Infinito e Eterno, o Criador…, os exegetas religiosos, chamados
teólogos, deveriam primeiro estudar Filosofia e, baseando-se nos princípios
cartesianos da dúvida metódica, sujeitarem a essa dúvida tudo o que existe
debaixo do céu ou firmamento, logo, os livros ditos sagrados também; aliás, ditos
sagrados sem qualquer fundamento! Mas não! Sem qualquer pinta de vergonha –
perdoe-se-me a expressão de cheirinho plebeu! – continuam a dissecar o
indissecável, a interpretar o ininterpretável, mas ganhando assim folgadamente a
vida, pois muitos são os crentes que lhes alimentam a “alma”!
Meu Deus, como é possível atribuir-Te uma Bíblia carregada de tanto ódio,
de tanto sangue, de tantos massacres, de tanta desumanidade?! Ou um Corão que
apregoa a “guerra santa” contra os infiéis, isto é, contra os que não são
muçulmanos, e discrimina as mulheres dos homens, tornando estes superiores
àquelas e fomenta guerras fratricidas ou terroristas?!
Enfim, basta! Mas que cada um se sinta livre de acreditar no que quiser
ou no que lhe der mais jeito para viver o melhor possível esta vida, vida para
cada um única e irrepetível, privilégio concedido a poucos - quantos não ficaram, ficam e ficarão na hipótese de ser? -
atribuamos essa dádiva a um qualquer Deus, à Natureza ou ao Acaso que não
sabemos bem o que é…
Índice do livro
QUEM ME CHAMOU JESUS CRISTO? O MENINO JESUS EXISTIU?
À margem do texto 3
I – Apresentação 5
II – Infância 9
III – Adolescência e juventude 12
1 – Uma
ousada iniciativa 12
2 – Aquele
que me permitiu o caminho 15
3 – A
situação histórica do meu tempo 19
4 – A
inspiração de Nicodemos 21
5 – Um convite irresistível 25
6 – Pelas
terras do Sol Nascente 27
IV – Vida adulta 28
1 – O
regresso à Pátria 28
2 – Depois
do deserto, o baptismo de João 32
3 – A
estranha revelação 37
4 – O
primeiro apelo à emoção 41
5 – João, o
sacerdote 45
6 – Em casa
de Maria Madalena 48
7 – O
cumprimento de um preceito 54
8 – O
dramático encontro com Nicodemos 55
9 – Um final
quase feliz 69
10 – A
verdade de mim 70
V – A minha morte 73
VI – Epílogo
Cinco momentos de reflexão: 77
1 – Fundamento das nossas
dúvidas 77
2 – Momentos
significativos da História 82
3 – Defesa de uma tese:
“O Deus das
religiões conhecidas não pode existir!” 86
4 – A alma humana não pode
ser imortal nem... eterna
89
5 – Das origens do
cristianismo 92
Advertência final 98
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Quem me chamou Jesus Cristo? O Menino Jesus existiu? (55/?)
PARA ALÉM DO FIM
Cinco momentos de
reflexão
Fundamento das nossas
dúvidas, as dúvidas que estão na base desta "Vida de Cristo" narrada
pelo próprio.
Advertência
final
Importa tornar
claro que toda a pesquisa efectuada ao longo deste ensaio, colmatada com um
toque romanesco quando escasseiam os dados considerados históricos, já que há
apenas documentos – evangelhos, actos e cartas – cuja historicidade é
facilmente posta em causa, quer pelos seus conteúdos fantasiosos (vejam-se, por
exemplo, os inúmeros milagres impossíveis), quer pela sua finalidade: cimentar
na Fé as comunidades cristãs nascentes, nada pretende de acintoso contra a
religião católica; insere-se na busca incessante da Verdade da Vida, essa
necessidade profunda, intrínseca a qualquer ser humano, de saber qual o seu
desfecho após a curta existência a que teve o privilégio de aceder, um
dramático problema existencial para o qual se procura uma resposta.
Pela Filosofia, o
Homem apercebeu-se da sua realidade: um ser que aparece no tempo, num dado
tempo, vive um certo tempo – curto, curtíssimo em relação ao Tempo universal em
que se movimentam todas as coisas nos seus ciclos de vida, sejam oitenta,
noventa ou cem anos, mil que fossem! – e, depois, inexoravelmente morre. Então,
aparecem as religiões a dar-lhe n respostas para o Além da morte,
“inventando” a Teologia! E vêm, primeiro, deuses em catadupa, deuses
antropomórficos e geomórficos, deuses que permanecem no imaginário do Homem
durante muitos milénios, condicionando-lhe a vida. Depois – e simultaneamente
com aqueles – um Deus único com os judeus de há três a quatro mil anos,
retomado ou “retocado” por Jesus dito o Cristo, há dois mil, voltando a ter
créditos de Livro com Maomé, há apenas cerca de mil e quatrocentos anos.
Mas, afinal,
nenhuma religião responde ao problema existencial do Homem: o Para-além da vida
– esta vida! – a única que ele pode ter como certa. Começam os seus mentores –
que se arvoraram e arvoram em guardiães da Verdade – por clamar de inspiração
divina os super-conhecidos livros que apelidam de sagrados: a Thora judaica, a
Bíblia cristã, o Corão muçulmano, devendo-se também referir os Vedas para os
hindus. Argumentos? – Nenhum que tenha qualquer credibilidade à luz da razão,
razão que é o grande distintivo do ser humano, face a todos os outros seres.
Então, sabendo que não têm argumentos credíveis, apelam para a Fé e para o
Mistério e, a quem pretenda ou exija tais argumentos, não se satisfazendo com
Fé e Mistérios, apelidam de ateus ou agnósticos, indivíduos de má-fé,
arrogantes face ao divino – divino que eles não conseguem provar como
existente! – e de outros epítetos que levam as gentes menos informadas a descrerem
de qualquer tentativa dos que querem “agitar as águas” que, no que toca às
Religiões em geral, bem tresandam de estagnadas...
Ora, tudo seria
mais simples se os arvorados em guardiães das Religiões descessem dos seus
pedestais, onde se auto-guindaram, e viessem discutir a Religião na praça
pública, isto é, nos Media de todo o mundo, para lhes dar credibilidade,
pondo em discussão a “indiscutível” sacralidade dos “seus” Livros. Mas não! E a
razão é óbvia, embora sempre desmentida e mais uma vez apelidada de acintosa e
de má-fé: não tendo argumentos, seriam cilindrados por um sem-número de
perguntas com que seriam confrontados e lá se lhes acabava o seu modus
vivendi, para uns, de sobriedade e de franca missão de solidariedade
social, para outros – muitíssimos! – de vida regalada e não poucas vezes
faustosa. A começar e a acabar no papa da Igreja católica, com o seu
luxuosíssimo Vaticano. Tudo para louvor de Deus Nosso Senhor...
A realidade nua e
crua, no entanto, mantém-se para todo o ser humano: só sabe que existe; o
“depois” fica-se no mistério de todos os que já partiram – um sem-número, desde
que se considera a existência do Homem, nos seus cerca de quatro a sete milhões
de anos – e nunca mais voltaram dando notícias de Paraísos ou Infernos existentes
e um Deus ou um Diabo neles... Perderam-se pura e simplesmente no... Nada!
Melhor: integraram-se, átomos e moléculas, na matéria universal donde um dia
vieram, tendo apenas sido, durante os tais oitenta ou cem anos, matéria
transformada em vida, uma vida que, tal como qualquer ser vivo, tal como as
estrelas, tinha o seu destino marcado: desaparecer para sempre...
Embora o tema seja
inesgotável, bastam estas palavras para fazer meditar todos os que quiserem ser
eles próprios a dissecarem a realidade que lhes assiste, não cedendo a ninguém
tal inalienável direito.
“A busca da Verdade da Vida deveria ser a preocupação suprema
de todo o Homem, como ser racional que é”. (Autor desconhecido)
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