Madre Teresa dizia que “A maior força do mundo é a Fé”, mas também que “O maior mistério é a morte”. Realmente um crente não diz que a morte é mistério, diz, sim que é libertação, libertação da vida terrena para ir ao encontro da Pátria Celeste! E Madre Teresa representa um problema para a Igreja: as Cartas publicadas com o título “Come Be My Light”. Nelas, revela as suas profundas dúvidas sobre a Fé em Deus, assumindo uma posição agnóstica, ao não sentir as respostas de Deus para as suas angústias existenciais. É a denominada “noite escura”. Eis algumas frases emblemáticas de tal agnosticismo:
“Na minha própria alma, sinto a terrível dor da Sua perda. Sinto que Deus não me quer, que Deus não é Deus e que Ele não existe realmente”.
“Quanto a mim, o silêncio e o vazio são tão grandes que olho e não vejo, escuto e não oiço”.
“Falo como se o meu coração estivesse apaixonado por Deus. Se estivesses lá, dirias: Que hipocrisia!”.
“Se não houver Deus, não pode haver alma; se não houver alma, então, Jesus, Tu também não és real!”
“O sorriso é uma máscara ou um manto que cobre uma multitude de dores”.
Basta! Madre Teresa é santa pela sua vida, aos olhos dos Homens. Os de Deus não vêem nada. É que este Deus que as religiões, mormente a religião católica, apregoam não existe! Simplesmente porque não pode existir.
(Prová-lo-emos em próximas mensagens. Leia-se, entretanto, o final do cap. II do meu livro “Um Mundo Liderado por Mulheres”, onde o assunto é clarificado.)
Não posso “despedir-me” de Madre Teresa sem referir uma das suas frases mais realistas: “Vou passar pela vida uma só vez; por isso, qualquer coisa boa que eu possa fazer, ou alguma amabilidade que eu possa ter com um ser humano, devo fazê-lo agora porque não passarei de novo por aqui.”
Esta, a única VERDADE insofismável e inexorável de que temos a absoluta certeza. Tudo o mais é... fantasia! Obrigado, Madre Teresa! Viverás para sempre na memória dos que não te esquecem. Depois, serás nada, pois, depois da morte, só somos enquanto de nós houver memória. Faremos parte do Todo Universal que é TUDO para todos os seres que tiveram o privilégio de ter vindo participar na saga da Vida – nós, obviamente, também! – mas que é NADA para quem já teve tal divino, fantástico privilégio. Privilégio irrepetível, não se esqueçam: “não passarei de novo por aqui”!...