segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O porquê da desonestidade intelectual (epílogo)

É óbvio o porquê da desonestidade intelectual, face às religiões, dos que se dizem intelectuais – mentores religiosos, teólogos, políticos! Um único: manterem o PODER! Aqueles sobre as consciências; estes, sobre os povos que governam, governando-se... Todos conluiados, todos usufruindo das benesses que tal poder lhes outorga. Obviamente, benesses materiais, embora apelem perversamente para o espiritual, o além, o transcendente! (Veja-se o aproveitamento pelas igrejas das romarias, dos santos, dos supostos “milagres”, das crendices de todo o género!)
Imaginemos – o que já foi sugerido, como hipótese académica, no meu livro “Um Mundo Liderado por Mulheres” – que os líderes religiosos mundiais das respectivas religiões aceitassem o método científico aplicado às suas religiões: “a dúvida metódica cartesiana” e começassem a pôr em dúvida todas as verdades até agora pregadas como incontestáveis. O que aconteceria? – Obviamente, nenhuma religião resistiria à sua falsidade ou inverdade! Pior: todos o crentes, incongruentemente ou talvez não, se revoltariam contra o clero – dos papas ou gurus aos sacerdotes, pastores, astrólogos, adivinhos..., todos os que se alimentam do manancial da crendice ou Fé - por lhes porem em causa aquilo em que, desde o berço, sempre acreditaram, aquilo que faz as delícias dos seus sonhos de paraísos tão desejados, quando não é a Fé na Virgem ou nos Santos a panaceia para os muitos sofrimentos de que vão sendo vítimas! A propósito, transcrevamos do mesmo livro, a páginas 73: «Imaginemos que o Corão tivesse sido escrito por uma mulher, também ela “inspirada” pelo arcanjo Gabriel que lhe revelaria a Palavra de Alá. Que diferenças surgiriam nele do início até ao fim? Talvez não houvesse versículo ou sura que ficasse imune à mudança. Menos a inicial: “Em nome de Alá, o Clemente, o Misericordioso”! Muito menos seria apregoada a “guerra santa” contra os “infiéis”, nem tão pouco se ofereceriam aos jovens que se imolassem pela “causa de Alá” dezenas de virgens que, após a imolação, estarão à sua espera num apetecível e deslumbrante Paraíso!... Imaginemos que a Bíblia tivesse sido escrita por mulheres. Que textos se manteriam e que outros seriam abolidos, transformados, humanizados? Certamente pouca credibilidade seria dada aos profetas, chamando-se apenas de escritores, nem aos levitas que viveram parasitariamente mais de um milénio à sombra e para o Templo! Deus-Javé a interferir nas histórias ou na História, também não; muito menos a eleger um povo para seu interlocutor, devido desde logo à tremenda injustiça para com os outros povos do mundo, sendo Ele a Suprema Justiça! Milagres, nem pensar! Paraísos e infernos obviamente que não! Mas a mensagem de fraternidade universal apregoada por Jesus, dito o Cristo, essa, sim, essa de certeza que se manteria e seria a sua coroa de glória!»
Na verdade, com toda a razão do mundo, eu acuso! Acuso de desonestidade intelectual todos os mentores religiosos, sejam eles quais forem, ou quais foram ao longo dos tempos, continuando hoje florescentes, abusando, obviamente da tendência para crenças dos humanos, quando não impostas por lavagens ao cérebro, ou perante a ameaça do fio da espada ou da condenação eterna nos Infernos. Todos: sheiks, imãs, gurus, rabinos, padres, sacerdotes, pastores, bispos, cardeais, papas! Todos interessados em manter o PODER temporal , mantendo o poder sobre as consciências dos que – alienados pelos medos e que ainda não alcançaram a libertação das peias que os amarram a tais medos, através da Ciência e do Conhecimento, utilizando a dúvida metódica como arma de defesa contra tais “assassinos” das mentes – lhes continuam fiéis, vá lá saber-se porquê!
Resta-nos formular um voto, um voto bem sentido: QUE A LUZ DA CIÊNCIA E DO CONHECIMENTO CHEGUE DEPRESSA A TODA A HUMANIDADE PARA QUE, LIBERTA DE TODOS OS MEDOS DA MORTE E DO ALÉM-VIDA INEXISTENTE, CONSIGA VIVER PLENAMENTE ESTA OPORTUNIDADE MARAVILHOSA QUE SE CHAMA “VIDA”, A ÚNICA POSSÍVEL, A ÚNICA QUE, POR PRIVILÉGIO, AQUI SIM, DE INSONDÁVEIS MISTÉRIOS DA NATUREZA FOI OFERTADA AOS HOMENS! Nos foi gentilmente, gratuitamente, ofertada!...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O porquê da desonestidade intelectual (2/2)

Antes de respondermos à pergunta formulada no último texto, vejamos a Verdade dos factos ocorridos e das mensagens nas quais se fundamentam as três religiões monoteístas.
O Judaísmo assenta na Tóra, código de conduta ditado pela classe sacerdotal, sempre conluiada com o poder político, cujo estratega mais importante foi Moisés a quem Javé supostamente outorgou no Monte Sinai as Tábuas da Lei, no regresso do Egipto para onde tinha emigrado no tempo de Jacob; conjuntamente, o único Deus Javé comete a imperdoável injustiça de escolher um povo – o “povo eleito” – para transmitir a sua revelação, através dos profetas, da futura vinda de um Messias salvador, salvador de quem os judeus ainda estão à espera, já que para eles, Jesus foi apenas mais um profeta. (Obviamente, não há nenhuma prova credível desse Javé, dessa escolha, desse Decálogo transmitido a Moisés: tudo tácticas político-religiosas para a classe sacerdotal e política dominarem o povo “de cabeça dura”, o povo judaico, levando Javé a aceitar e a ordenar as matanças mais horríveis que se conhecem na História!)
O Cristianismo – dividido, actualmente em católicos, ortodoxos e protestantes, tendo estes incontáveis seitas, facto que revela a sua fragilidade como religião credível, ou de bases credíveis, o de um Deus credível – assenta essencialmente no NT, isto é, nos evangelhos e nas cartas de Paulo. Ora, está mais que provado que os evangelhos não merecem qualquer credibilidade histórica nem tão pouco as cartas de Paulo, evangelistas e Paulo apostados em consolidar, com escritos, a religião nascente, tendo como protagonista Jesus de Nazaré que, aos trinta anos, se sente inspirado, sai da casa de seu pai onde exercia a profissão de carpinteiro, e começa a pregar a sua Verdade: um mundo de fraternidade universal, sendo os Homens todos irmãos, porque todos filhos do mesmo Deus-Pai, havendo uma vida eterna com um Paraíso para os bons e um Inferno para os maus. Não só estas bases são falsas (vejam-se textos argumentativos aqui antes publicados), como o Deus-Pai, dado como Deus que perdoa e que ama os Homens, não teve pejo em sujeitar o seu dito próprio Filho à maior ignomínia da altura: a morte de cruz após indizível sofrimento, ao que se diz para cumprir as antigas Escrituras... A mitificação de Jesus em Filho de Deus e em Messias redentor feita pelos evangelistas e por Paulo não passa disso mesmo: mitificação! Mas mitificação sempre, e desde os primórdios, apresentada como realidade inquestionável, sobretudo apoiada nos inúmeros supostos milagres, culminando com o da própria ressurreição de Jesus, dizendo Paulo: “Se ele não ressuscitou é vã a nossa fé!”. A Verdade é que ele não ressuscitou (vejam-se textos já aqui publicados), a Verdade é que ele não é Filho de Deus, a Verdade é que ele não é referenciado – nem nenhum dos seus milagres! – pelos historiadores com credibilidade da altura, sobretudo Flávio Josefo e Fílon de Alexandria. Como tal aberração histórica teria sido possível sendo verdade o que afirmam os evangelhos e Paulo?
Finalmente, temos Alá, pregado pelo auto-proclamado profeta Maomé, no seu livro inspirado/sagrado (ditado pelo supostamente existente Anjo Gabriel), que se revela como um Deus absolutamente inconcebível: Clemente e Misericordioso, por um lado, por outro, mandando matar todos os que não acreditassem em Alá, nem seguissem o Corão, a sua revelação aos Homens, elegendo a “guerra santa” como meio de propagação da nova religião. Obviamente, mais um conluio entre a religião e a política – conluio que se mantém até hoje com laivos de desumanidades e injustiças inconcebíveis, dentro e fora da religião – para dominarem, primeiro, os povos que governavam políticos e religiosos, depois, para conquistarem o mundo, o que conseguiram em parte, (são mais de mil milhões!) e pretendem ainda conseguir, actualmente, expandindo-se pelo globo.
Três religiões! Todas com o mesmo Deus! Um Deus absolutamente impossível! (Vejam-se textos aqui publicados)
E, afinal, não respondemos à pergunta! Fica para o epílogo.

sábado, 11 de agosto de 2012

O porquê da desonestidade intelectual (1/2)

 Todos os teólogos de todas as religiões, e com elas comprometidos, (excluindo, obviamente, os que são estudiosos do fenómeno religioso, enquanto tal e enquanto fazendo parte da cultura da Humanidade, desde os tempos mais remotos, ou, mais precisamente, desde que o Homem tomou consciência do ciclo inexorável que o encheu de medos: nascimento, vida e morte, desaparecendo para sempre na Terra que lhe deu o ser) são intelectualmente desonestos. A afirmação é contundente, mas... prova-se!
Os teólogos comprometidos (engagés) têm forçosamente alguns conhecimentos de Filosofia – ou então serão “amadores”! – logo, conhecem o princípio cartesiano da “dúvida metódica” sobre qualquer afirmação que se faça. Isto é: nada pode ser afirmado sem que se possa perguntar: “Qual a prova, se possível avalizada pela prática, para que tal afirmação tenha credibilidade?” Ora, os teólogos comprometidos passam o tempo a estudar e a argumentar – na Idade Média, chamava-se a tal “arte”, Apologética – partindo de pressupostos que dizem inquestionáveis. Para as três religiões monoteístas, a base de tais estudos argumentativos está nos livros sagrados: Tora, Bíblia e Corão. Sagrados, logo – dizem – indiscutíveis, inquestionáveis! Mas basta uma análise mesmo superficial dos mesmos para constatarmos que nada de sacralidade eles têm nem muito menos merecem qualquer credibilidade. E isto, seja qual for a interpretação que deles se faça: literal/textual ou metafórica/alegórica. Pior: os teólogos misturam a seu belo prazer as duas, isto é, quando lhes convém, avaliam/interpretam os livros em sentido textual/literal; quando não lhes convém para os seus escusos intentos, isto é, quando o que se afirma em tais livros não só não é sagrado como é altamente degradante da racionalidade e dos sentimentos humanos (os exemplos são mais que muitos!), fazem apelo à metáfora ou alegoria ou... ao mistério. Esta uma outra monstruosa desonestidade intelectual. Monstruosa ou, se preferirem, tremendamente perversa: insultam a racionalidade humana e o espírito de busca de Verdade que deve orientar toda a actividade intelectual humana.
Portanto, os teólogos comprometidos incorrem num erro altamente grosseiro: trabalham sobre bases que não merecem credibilidade – nenhuma credibilidade! – porque nada, mas absolutamente nada prova que tais livros sejam sagrados, de origem divina ou livros da revelação de Deus aos Homens. Nada, absolutamente nada! Pelo contrário: Deus teria vergonha de ter inspirado tais textos e de ter deixado uma mensagem – que dizem de salvação para os Homens – tão confusa, tão díspar de livro para livro – sendo Ele, obviamente, o mesmo Deus – e tão cheia de desumanidades, de falsidades, de erros grosseiros, cientificamente falando. Mesmo, reportando-nos à época em que foram escritos. Uma vergonha! Os exemplos continuam a ser mais que muitos. Aliás, sendo livros de revelação divina e de função salvífica para o Homem, não deveriam ser de carácter universal, primando pela uniformidade, livres de interpretações, mas facilmente entendíveis por todos a quem se destinavam? Ou Deus é tão incompetente que não é capaz – ou não foi capaz! – de fazer uma revelação entendível por todos a quem ela se destinava, e em todos os tempos, em todos os lugares? E que revelação! Simplesmente a mais importante para a vida do Homem: a Verdade do seu pós-vida, ou vida além da morte!
Mas porquê tão grosseira desonestidade intelectual?

terça-feira, 31 de julho de 2012

Apresentação da Nova Religião (Epílogo)

Ah, como dá vontade de exclamar perante esta maravilhosa religião: «Esta sim, esta religião é humana, não inventa Deus à imagem e semelhança dos Homens, Homens com os seus vícios e suas virtudes, Deus como um rei ou um príncipe sentado nos Céus e rodeado de anjos e santos, santos que os Homens também fizeram mais ou menos a seu belo prazer, pois sem qualquer fundamento credível ou com o mesmo fundamento não credível da própria religião que os “criou”!»
Viva, pois, a Nova Religião! Viva a Religião que respeita a racionalidade do Homem e não o aliena com medos de Infernos ou com ilusões de Céus e Paraísos e de eternidades inexistentes, não lhe permitindo viver em pleno a vida que é a certa: esta! Viva! E morram todos os deuses inventados pelos Homens, à sua imagem e semelhança, desde os politeísmos antigos aos monoteísmos mais modernos, mas, bem vistas e analisadas as falsidades que são apregoadas – e que têm tantos pregadores e tantos seguidores, santo Deus de todos os deuses! – com deuses unos tão díspares como o Javé de Moisés, sanguinolento, violento e ciumento, o Pai de Jesus Cristo, concedendo o perdão dos pecados aos Homens, mas não tendo pejo em imolar na cruz o seu próprio Filho, o Deus de Maomé, Clemente e Misericordioso, mas que manda matar, na gihad santa, todos os que não quiserem ou não aceitarem ser muçulmanos, (aliás, foi assim que o maometismo se espalhou pelo mundo, nos países que foram sendo conquistados pela espada muçulmano-árabe), a tríade hindu, com Brama, Vixnu e Shiva, criando classes entre o povo em vez de promoverem a igualdade (deuses, obviamente criados pelas classes dominantes para subjugarem o mesmo povo, perversamente inventando a reencarnação, controlando totalmente as consciências dos seus súbditos pelos medos, medos semelhantes aos do pecado e do inferno para os cristãos: “quem não aceitar a sua condição actual, seja pária, seja marajá, na próxima encarnação ainda será pior, podendo mesmo encarnar no mais asqueroso animal!...” ) Afinal, onde está a unidade destes deuses? Não são iguais ou piores que os politeístas antigos? De qualquer modo, invenções que são dos Homens, não merecem qualquer credibilidade e não têm qualquer veracidade.
Conclusão cheia de Verdade: Deus único e verdadeiro só o Deus da Beleza e da Harmonia Universal, o Deus que a Ciência e o Conhecimento nos vão revelando à medida que vão avançando no tempo. Mas... que Deus? Não, não é nenhum ser feito à moda humana, muito menos com barba e cabeleira, ou outra forma humanóide qualquer, mas o TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, ONDE TUDO EXISTE, O PRÓPRIO TEMPO, O PRÓPRIO ESPAÇO, POIS É ETERNO E INFINITO. Os outros deuses, bem dizem os mentores religiosos que são eternos e infinitos, pregando obviamente falsidades já que todas as características que lhes atribuem rondam a orla humana e material, embora apelem sempre para o transcendente, o imaterial, o eterno – neles incluindo o Homem – falácias óbvias para qualquer ser racional que pense e não se deixe alienar no seu crítico pensamento... (FIM)

domingo, 22 de julho de 2012

Apresentação da Nova Religião (7/7)

Continuamos, transcrevendo:
    «Um voto final? – Que a nova religião não desiluda o Homem pensante, chamando-o à Verdade! Que não corte ao espírito a fantasia e a capacidade de sonhar! Mas que lhe permita encontrar o equilíbrio entre o sonho e a realidade, entre a Fé e a Razão, entre a fantasia e a racionalidade, tendo a melhor vida possível no corpo e na alma, não podendo de forma alguma alimentar a ignorância que é sempre escura e triste face à Luz da Verdade! Pese-nos embora na alma toda a pena do mundo...
    Um manifesto? – Ensaiemos um! Subindo ao cume da montanha ou descendo ao fundo do vale, deixando-nos ouvir o silêncio que ainda por lá exista, olhando em redor ou o penedo que nos aparece defronte ou os horizontes a perderem-se na ténue linha do encontro com o céu, estaremos mais próximos do Deus verdadeiro, senti-lo-emos presente em nós, nas coisas, nos silêncios que sobem da Terra e descem do céu. E sentir-nos-emos mais em comunhão com o Universo de que somos filhos, partículas, elementos, a Verdade absoluta que apregoamos. Bem bradam eles, os mentores das religiões, levantando, orgulhosos, os Livros Sagrados a que atribuíram inspiração divina para os tornarem credíveis, jurando sobre eles fidelidade para a vida: Judeus, Hindus, Cristãos, Muçulmanos. Mas, na verdade, não houve inspiração divina nenhuma: apenas fantasia de humanos inspirados no que os seus olhos viam, os seus ouvidos ouviam, as suas mentes não entendiam…, criando deuses, prostrando-se diante deles, adorando-os! E, não entendendo, criaram a Fé, negando à razão o direito de duvidar, de questionar, de ter novas ideias. A Fé, mesmo a que move montanhas, é sinónimo de obscurantismo, de ignorância, de preguiça mental, de satisfação de um certo gostar nonsense que o Homem sente em não questionar para não ter que enfrentar a Realidade. Se tal não acontece na vida de todos os dias, acontece de forma categórica na Religião, tudo o Homem aceitando por comodismo ou por inércia, dizendo-se crente. E disso se aproveitam os criadores ou seguidores das religiões, bradando continuamente do alto das suas convicções, para não se perderem e, sobretudo, não perderem “clientes” a quem chamam de fiéis: “Proibido questionar! A Fé não se discute!” Ah, como nos quiseram, como nos querem fazer mentecaptos, santo Deus! E aqui, sim, aqui evocaremos o Deus Verdadeiro para barafustar com todas as forças da alma contra a falsidade que continua a subjugar milhões e milhões, contra os falsos papas de todas as crenças em todos os tempos, em todos os lugares, defendendo os seus “impérios” com evidentes interesses de poder, de vaidade, de dinheiro, de barriga cheia, alienando as consciências com falinhas mansas ou inflamados sermões, pondo as mãos em oração, elevando beatamente os braços para o céu ou curvando-se até ao chão em atitude submissa perante o inexistente Todo-Poderoso… E não há dúvida que temos um milagre, pois é realmente milagre que tantos milhões se deixem levar, se deixem tão facilmente convencer! Mas esta é a realidade de hoje que o será não sabemos até quando. Quanto a nós, nós apenas queremos ser a grande pedrada neste charco de fantasmagorias que enlameia a dignidade do Homem como ser possuidor de uma razão que não pode, não deve, jamais deverá deixar-se alienar! Mesmo que tal querer nos custe a perdição no Inferno! Mesmo que sejamos excomungados, perseguidos, ameaçados de morte por aqueles que, instalados nos seus pedestais, não os querem perder: os ditos seguidores de Cristo, os fanáticos seguidores de Maomé! Mesmo que, por defender tal verdade – afinal a única Verdade! – nos levem a própria vida!…» (Cont.)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Apresentação da Nova Religião (6/7)

Continuamos, transcrevendo:
    «Esta será a única religião possível com o Deus verdadeiro, infinito e eterno, e o Homem interligando-se com Ele, gozando em plenitude a vida, não sozinho, mas com os seus irmãos, os outros Homens, numa fraternidade universal, tendo como filosofia o hedonismo, o optimismo, a componente positiva que existe em todas as coisas e acontecimentos, mesmo os mais trágicos, cultivando o sorriso ou a forte gargalhada para afastar medos que nos roubam o gostinho de viver e tantos outros gostinhos que preenchem o nosso dia-a-dia, enquanto há vida, vendo ainda como prazer o partir para a integração universal onde faremos parte em átomos e moléculas de outros seres que terão não os nossos genes que esses, com a morte, se perderam, mas outros, quem sabe, melhores e que menos problematizarão a vida própria e a de todos os que tiverem o destino de se cruzarem com eles. Uma religião, com toda a certeza, de inspiração divina! Não há nenhuma razão para que a inspiração divina se tenha confinado àqueles profetas da Bíblia, ao Jesus Cristo de há dois mil anos, ao Maomé de há treze séculos apenas! Uma Boa Nova pregada por uma nova Igreja, com ritos novos que substituam, com Verdade, cerimónias tradicionais de baptismos, crismas, confissões, comunhões, matrimónios, funerais, elegendo a cremação como a melhor forma da nossa reintegração no Universo! Cada um no seu espaço, cada um no seu tempo. Todos convidados a terem vida e vida em abundância porque iluminada pela Luz da VERDADE! Só assim se harmonizará finalmente a Fé e a Razão oferecendo-se ao Homem, esse “animal religioso” na sua complexidade psico-física, toda a satisfação da sua componente espiritual, numa base de credibilidade da Ciência para a qual o espírito se processa misteriosamente no cérebro que é apenas matéria, num conjunto de muitos milhões de neurónios. É que foi harmonia perdida ou adulterada pelas religiões, que não seguiram a máxima desse inexcedível Jesus Cristo: “Só a Verdade vos libertará!” Aliás, de tão ilustre espécimen humano deveríamos deitar fora tudo quanto foi fruto da sua prodigiosa imaginação e fantasia – o Céu com o Deus-Pai, o Inferno com o Diabo, a vida eterna – para apenas retermos a colossal mensagem de fraternidade universal do “Amai-vos uns aos outros!” E quando os seguidores e mentores das outras fés, religiões, crenças, afirmando para si e seus fiéis: “Esta é a nossa fé! Ninguém encontrará melhor!”, apregoando uma falácia em que gostosamente se deixam navegar, quiserem abrir os olhos e a mente para fora do seu reduto de fé, verão que esse “melhor”, está na única Verdade possível, a soberana Verdade já aqui várias vezes repetida: “Somos filhos da Terra e do Universo, forçosamente integrados num panteísmo universal em que tudo é, todos somos partículas de Deus”. Alimentaremos o nosso espírito com a harmonia do Belo das formas, das artes, das paisagens que os nossos olhos possam alcançar, das melodias percebidas pelos ouvidos, do infinito e eterno que intelectualmente atingimos, deixando que a nossa fantasia crie mundos inexistentes embora não os aceitando como verdadeiros, apenas puro divertimento, bradando, olhos no céu: “Ah, quem pudera conhecer o que as estrelas nos escondem! Que mundos, que seres, que…Vida!” Será nesses mundos que mais se sente, mais se saboreia Deus, o Deus verdadeiro, o único possível que, definindo-O nós, deixa de o ser, por impossível ontologicamente! Um ser sem o ser porque é TUDO! E nisto, já o dissemos, reside a inverdade de todas as religiões. Sobretudo a de Jesus Cristo. É bonito ouvi-lo falar de um Deus-Pai! Bonita aquela vida eterna, bonitos aqueles anjos, maravilhoso o seu Paraíso. Mas qualquer um, se quisesse fantasiar, poderia inventar o mesmo. E, apesar dos seus apregoados milagres, apesar de se dizer ou de o dizerem filho de Deus, Cristo apenas teve a capacidade imaginativa para afirmar aquilo que certamente gostaria que fosse verdade mas… não o é! Pois, como quererá o Homem ter o impossível: começar um dia no tempo e perpetuar-se por toda a eternidade? Como? Só um espírito emocionalmente perturbado poderia criar, acreditar e fazer acreditar em tal fantasia!» (Cont.)

sábado, 7 de julho de 2012

Apresentação da Nova Religião (5/7)

Continuamos, transcrevendo, hoje, com um Credo pleno de humanidade e de... Verdade:
    «Valores? – Todos os valores de todas as religiões, filosofias, pensamentos. Também aqui nada se perdendo, mas apenas se direccionando para o outro Homem, o Homem novo, como o amor ao próximo de um Jesus Cristo.
    Um nome? – Talvez: “Adoradores do Deus universal, o Deus da Harmonia”. Ou simplesmente: “Adoradores de Deus”!
    Uma Bíblia? – O Sagrado Livro das Regras. Um livro certamente nunca acabado, pois sempre possível de acrescentos e aperfeiçoamentos conforme os tempos e as raças, a região do mundo onde brotasse. Também um desafio a todos os Homens inteligentes que queiram deixar um mundo melhor com a sua passagem nele, neste tempo, neste lugar, podendo dizer no termo dos seus dias: “Valeu a pena! Eu vali a pena!” E, nele, um credo que todos recitarão sempre que uma assembleia tiver lugar, imitando as actuais religiões que avassalam e alienam o mundo.
    Um exemplo de credo? – “Creio no Deus Universal, infinito e eterno, que se manifesta em todas as coisas visíveis e invisíveis, vivas e não vivas, sendo Ele a matéria e a antimatéria, o tempo e o espaço, a energia universal que tudo move, em acto ou em potência. Creio no prazer e na alegria, no optimismo e no pensamento positivo, na esperança e no sorriso que dão mais sentido à vida. Creio na eterna integração universal de tudo quanto se actualiza num dado tempo, num dado espaço, não vindo nem indo para parte nenhuma. Creio na inteligência do Homem que lhe permitirá conhecer e aceitar toda a Verdade que ele é: uma centelha de vida que aparece e desaparece, por acaso, num dado tempo, num dado lugar. Creio nas virtudes do Homem que o levarão a criar, um dia, uma sociedade perfeita e justa, tendo cada um aquilo que merece. Creio na solidariedade universal e na capacidade do Homem para dominar a Terra sem a destruir, autodestruindo-se. Creio na vida que foi, é e será a coisa mais bela que poderia ter acontecido à face da Terra. Creio que o Homem ter tido a inteligência capaz de pensar tudo isto é o maior milagre dessa mesma vida. Creio, enfim, que a vida é a mais tremenda e a mais maravilhosa manifestação do Deus Universal a quem bendiremos para sempre. Ámen!”» (Cont.)