É óbvio o porquê da desonestidade intelectual, face às religiões, dos que se dizem intelectuais – mentores religiosos, teólogos, políticos! Um único: manterem o PODER! Aqueles sobre as consciências; estes, sobre os povos que governam, governando-se... Todos conluiados, todos usufruindo das benesses que tal poder lhes outorga. Obviamente, benesses materiais, embora apelem perversamente para o espiritual, o além, o transcendente! (Veja-se o aproveitamento pelas igrejas das romarias, dos santos, dos supostos “milagres”, das crendices de todo o género!)
Imaginemos – o que já foi sugerido, como hipótese académica, no meu livro “Um Mundo Liderado por Mulheres” – que os líderes religiosos mundiais das respectivas religiões aceitassem o método científico aplicado às suas religiões: “a dúvida metódica cartesiana” e começassem a pôr em dúvida todas as verdades até agora pregadas como incontestáveis. O que aconteceria? – Obviamente, nenhuma religião resistiria à sua falsidade ou inverdade! Pior: todos o crentes, incongruentemente ou talvez não, se revoltariam contra o clero – dos papas ou gurus aos sacerdotes, pastores, astrólogos, adivinhos..., todos os que se alimentam do manancial da crendice ou Fé - por lhes porem em causa aquilo em que, desde o berço, sempre acreditaram, aquilo que faz as delícias dos seus sonhos de paraísos tão desejados, quando não é a Fé na Virgem ou nos Santos a panaceia para os muitos sofrimentos de que vão sendo vítimas! A propósito, transcrevamos do mesmo livro, a páginas 73: «Imaginemos que o Corão tivesse sido escrito por uma mulher, também ela “inspirada” pelo arcanjo Gabriel que lhe revelaria a Palavra de Alá. Que diferenças surgiriam nele do início até ao fim? Talvez não houvesse versículo ou sura que ficasse imune à mudança. Menos a inicial: “Em nome de Alá, o Clemente, o Misericordioso”! Muito menos seria apregoada a “guerra santa” contra os “infiéis”, nem tão pouco se ofereceriam aos jovens que se imolassem pela “causa de Alá” dezenas de virgens que, após a imolação, estarão à sua espera num apetecível e deslumbrante Paraíso!... Imaginemos que a Bíblia tivesse sido escrita por mulheres. Que textos se manteriam e que outros seriam abolidos, transformados, humanizados? Certamente pouca credibilidade seria dada aos profetas, chamando-se apenas de escritores, nem aos levitas que viveram parasitariamente mais de um milénio à sombra e para o Templo! Deus-Javé a interferir nas histórias ou na História, também não; muito menos a eleger um povo para seu interlocutor, devido desde logo à tremenda injustiça para com os outros povos do mundo, sendo Ele a Suprema Justiça! Milagres, nem pensar! Paraísos e infernos obviamente que não! Mas a mensagem de fraternidade universal apregoada por Jesus, dito o Cristo, essa, sim, essa de certeza que se manteria e seria a sua coroa de glória!»
Na verdade, com toda a razão do mundo, eu acuso! Acuso de desonestidade intelectual todos os mentores religiosos, sejam eles quais forem, ou quais foram ao longo dos tempos, continuando hoje florescentes, abusando, obviamente da tendência para crenças dos humanos, quando não impostas por lavagens ao cérebro, ou perante a ameaça do fio da espada ou da condenação eterna nos Infernos. Todos: sheiks, imãs, gurus, rabinos, padres, sacerdotes, pastores, bispos, cardeais, papas! Todos interessados em manter o PODER temporal , mantendo o poder sobre as consciências dos que – alienados pelos medos e que ainda não alcançaram a libertação das peias que os amarram a tais medos, através da Ciência e do Conhecimento, utilizando a dúvida metódica como arma de defesa contra tais “assassinos” das mentes – lhes continuam fiéis, vá lá saber-se porquê!
Resta-nos formular um voto, um voto bem sentido: QUE A LUZ DA CIÊNCIA E DO CONHECIMENT O CHEGUE DEPRE SSA A TOD A A HUMANIDADE PARA QUE, LIBERTA DE TOD OS OS MEDOS DA MOR TE E DO ALÉM-VIDA INEXISTENTE, CONSIGA VIVER PLENAMENTE ESTA OPORT UNID ADE MARAVILHOSA QUE SE CHAMA “VIDA ”, A ÚNICA POSS ÍVEL, A ÚNICA QUE, POR PRIVILÉGIO, AQUI SIM, DE INSONDÁVEIS MISTÉRIOS DA NATUREZA FOI OFERTADA AOS HOMENS! Nos foi gentilmente, gratuitamente, ofertada!...