terça-feira, 24 de setembro de 2024

E o Eu cósmico?

 

Personagem que deu título a um livro por nós publicado na Europa-América, há uns anos

    O Eu Cósmico é essa nossa consciência indefinida mas essencial, que por aqui vai dialogando connosco… Personagem de fronteira, interroga-se incessantemente: “Afinal, o que faço eu aqui? Donde venho e para onde vou? Acaba-se esta vida ali com a morte ou prolonga-se pela eternidade? Vimos de Deus e vamos para Deus ou somos fruto da Acaso, do Destino, da Natureza e caminhamos para o… NADA, como qualquer ser vivo que, logo que nasce, tem como única certeza absoluta que um dia morrerá?”

    E como é persistente e não desiste facilmente, anda à procura da Verdade, por todo o lado onde a possa encontrar ou onde lhe disseram que a encontraria: na Ciência, na Religião, no próprio Homem, na Natureza, no Tempo, no Espaço, na Eternidade, no Universo que certamente será único num Espaço que tudo leva a crer que seja infinito…

    E é “cósmico” porque tenta projectar-se no Cosmos, sair desta minúscula-pequena Terra onde nos encontramos, ir até além das estrelas e olhar de lá para cá… Assim, a visão da vida, das gentes, das sociedades, da Terra, toma a sua real dimensão – totalmente insignificante! – que, real embora, não deixa de ser afectada por uma realidade muito mais alargada, porque ao nível das grandes distâncias, dos grandes astros, dos inúmeros mundos desconhecidos… mundos que, embora desconhecidos, temos quase a certeza de que povoam o imenso, o imensíssimo Universo…

    Assim, com que dimensão nova sentimos a nossa querida vida! Os nossos “queridos” e “importantíssimos” problemas do dia-a-dia! As nossas “magnas” preocupações! As nossas zangas e o nosso desperdício de minutos, horas, dias que estamos zangados connosco e com os outros, perdendo assim VIDA que nunca mais será possível recuperar, simplesmente porque nada é repetível mas tudo fluindo na inexorável voragem do tempo que não pára, tudo a cada momento se recriando!...

    Aliás, parar seria morrer, como toda a gente diz, mas poucos se darão conta do fundo de tal Verdade. Imaginemos que o Sol parava, a Terra parava, O Universo parava… Quem daria o arranque para novo movimento?

    E seria sempre noite onde fosse noite naquele momento e sempre Sol de rachar onde então o Sol brilhasse…

    Afinal, nada pára porque nada pode parar! Nem tu, nem eu, nem… o Universo…

    E surge a perguntas das perguntas: “Quem é que pôs tudo isto em movimento?” Só esse Alguém poderá decidir se o pode parar de novo! Só Ele terá o poder de, parado, o voltar a animar… E… chegamos a… Deus!

    Alguém quererá argumentar e provar facilmente que este DEUS não é, não pode ser o das religiões que fizeram de Deus nada mais nada menos que um humanoide superior que cria, comanda, protege, amaldiçoa e ama esse ser vivo que dá pelo nome de Homem?

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Embora em férias, o nosso espírito não descansa!

 À procura da VERDADE sobre a eternidade

 Ao longo dos tempos, filosofias, teologias, exegéticas, hermenêuticas… todas nos andaram “enganando”, dizendo possuir a VERDADE. Uns a VERDADE da Bíblia, outros a VERDADE de Jesus Cristo, outros a VERDADE de Alá, outros, a VERDADE de um Buda, outros ainda, a da trindade Brama, Visnhu e Shiva. E comprometeram o seu Deus com o Tempo que assiste à Terra e ao Universo, quando Deus tem forçosamente de estar fora dele, senão nega-se a Si Mesmo.

É que temos de definir Deus como Ser Omnipotente e Omnisciente - pode e sabe tudo - Omnipresente - está em toda a parte, Terra e Universo - Eterno - nunca teve começo nem terá fim e Infinito – contém tudo o existente no Espaço e no Tempo. O Homem, defini-lo-emos como ser que aparece e desaparece no tempo, numa relação incontornável de um antes e um depois, desaparecendo com a frustração pensada - porque ser racional - e sentida - ai as emoções! - de se prolongar na eternidade sem saber se realmente se prolonga…

Então, onde está a VERDADE da vida eterna, eternidade que, consciente ou inconscientemente ambicionamos? Diríamos que “Se Deus existe realmente, não poderia ter-nos dado um desejo sem que ele pudesse de algum modo ou de alguma forma realizar-se.” Ou será que apenas nos podemos perpetuar nos filhos que na Terra deixamos, Terra que está condenada a desaparecer no turbilhão do desaparecimento do Sol, daqui a uns cinco mil milhões de anos? Não nos impedem as distâncias de nos prolongarmos noutros sistemas solares? Não ficariam mesmo assim - prologando-nos nos nossos filhos, sejam eles da carne ou do espírito - os nossos desejos novamente frustrados? Que pensarão, sentirão os nossos vindouros que assistirem à agonia da Terra que acompanhará inexoravelmente a agonia do Sol?

Depois, há os que não deixam nada de seu - inúmeros! quase todos! - nesta sua efémera passagem pela Terra. Que identidade deles permanecerá? Apenas pó? Que será feito daquela pequena ou grande capacidade de pensar, de se emocionar perante o Belo, o Firmamento, o Mistério, DEUS?!

É! Precisamos mesmo que Deus realmente exista para nos dar certezas! E - repetindo-nos! - se precisamos realmente que Ele exista, não existirá mesmo? Haverá melhor argumento do que este? Não ultrapassará os de S. Tomás de Aquino, do Ser Perfeito e Necessário, do Motor primeiro, da Causa primeira?

A Bíblia!… Que grande efabulação se fez a partir da Bíblia! Que Jesus Cristo se apresentou aos Homens como Messias, o Filho do Homem, o Filho de Deus!… Que Igreja, que santos, que mártires, que civilização - a ocidental judaico-cristã!… Que humanismo mas também que despotismo imperaram baseados em tais credos!…

Depois, teólogos e exegetas quiseram convencer-nos de mudanças no pensamento de DEUS!… Como se Deus fosse mutável com o Tempo e o pensamento dos Homens e que agora fosse um Deus-X para os Homens que ainda pensam que o Sol anda à volta da Terra e que o Céu é lá em cima… e, depois, um Deus-Y para os outros que vão evoluindo conforme as descobertas da Ciência!… Como tal Deus – sem dúvida, o Deus da Bíblia – se descredibiliza! Como nos parece muito mais aceitável e credível o Deus de Santo Agostinho nas Confissões quando ele ainda se questionava e questionava a Fé nas Escrituras! (Confissões, Liv.VI) ou, então, o Deus “proposto” pela Ciência: O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, tudo sendo partículas d’Ele, estando aí a nossa possível eternidade: centelha de vida que apareceu e desapareceu como individualidade, mas que permanece para sempre nessa partícula de Deus que um dia foi… 

Bonito, não é?!

 

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Confessamos a Deus todo-poderoso e ao mundo...

 Estamos cansados de lutar! Vamos de férias!

 Mas a luta pela VERDADE continua. A Verdade da Vida, a verdade do Universo, a Verdade de Deus e a Verdade do Homem em toda esta maravilhosa e misteriosa saga!

Vimos falando de Paulo que pregava a vida eterna, a ressurreição dos mortos, o Céu, Deus sentado no seu trono, com Cristo à sua direita, etc., etc.

Comparamo-lo com alguém que dissesse que a Terra era quadrada. É que não é pelo facto de Paulo pregar a vida eterna no Céu ou por esse alguém dizer que a Terra é quadrada que isso seja verdade. As provas possíveis dizem o contrário. A Terra é fácil de constatar que é redonda; a vida eterna – frustração das frustrações! – nada mas mesmo nada leva a crer que exista. Os mortos vão-se e nunca mais voltam testemunhar seja o que for. Portanto, bem podem os gurus das religiões afirmar a sua existência que nunca passarão de sinos que soam e se perdem no vento…

Mas… as férias! E cada um tem e goza as suas de acordo com tantos e tantos, os mais diversos factores que as determinam ou condicionam.

Nós já vamos nas quatro décadas de vida. Por isso, serão bem mais pacatas do que há vinte ou quarenta anos!

Mas, em qualquer idade, fazem bem! Ao corpo e à alma. É, para todos, a mudança de uma rotina que se instala e fastidia.

Só resta sermos capazes de tirar o melhor partido delas e termos energias psico-físicas para atirarmos para trás das costas tantas coisas que, mesmo nas férias, querem ensombrar-nos a alegria e o sorriso de viver!

Ah! Temos que ter forças para mandarmos para o raio que o parta o diabo que, a cada passo se intromete nos nossos neurónios com chatas mesquinhices, ocupando-os com um simples mas potente pensamento:

«Somos ainda vida! E não por muito mais tempo, seja qual for a idade, que a vida é sempre curta, mesmo que vá para além de uns aparentemente longos 100 anos! E – mais contundente e arrasador de qualquer ideia de pessimismo, ou frustração – não teremos outra oportunidade. Foi só esta! É só esta! Uma vez perdida, perdêmo-la para sempre! E é uma pena, caramba!...»

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 407/?

 À procura da Verdade nas Cartas de Paulo 

Carta aos Efésios 1 - 2

 Pedimos desculpa aos cristãos por sermos tão críticos e demolidores do Cristianismo. Mas não temos alternativa perante a VERDADE dos factos. A consolação é que todas as outras religiões foram também inventadas por homens, mais ou menos sábios, mais ou menos espertos ou ambiciosos, qual Maomé que fundou o maometismo com fins políticos e de enriquecimento e que, agora, devido às suas leis rígidas passadas de pais para filhos, subjuga cerca de 2 biliões de seres humanos.

Posto isto, vamos a Paulo!

– “Fornicação, impureza e avareza não sejam nem assunto de conversa entre vós… O mesmo se diga de piadas indecentes, picantes ou maliciosas… Nenhuma pessoa imoral, impura ou avarenta terá herança no Reino de Cristo ou de Deus.” (5,3-6)

– Até se louva a elevada bitola do comportamento humano proposta por Paulo. Agora, excluir do Céu os que dizem piadas picantes, é que parece exagerado. (Embora o Céu não exista…)

– “As mulheres sejam submissas aos seus maridos. O marido é a cabeça da mulher como Cristo é a cabeça da Igreja. E assim como a Igreja está submissa a Cristo, assim as mulheres sejam submissas em tudo aos seus maridos.” (5, 22-24)

– E viva o machismo! Mas Paulo parece arrepender-se a seguir, em frases como:

– “Os maridos devem amar as suas mulheres como aos seus próprios corpos.” “Cada um de vós ame a sua mulher como a si mesmo.”(5,25-33)

– “Rezai incessantemente no Espírito com toda a espécie de orações e súplicas, vigílias, intercedendo por todos os cristãos. Rezai também por mim…”(6, 18)

– Nos muitos anos que nos dedicamos ao estudo das religiões, nunca percebemos o apelo incessante dos seus gurus à oração. É para pedir o auxílio de Deus para a vida do dia-a-dia (5 vezes ao dia rezam os muçulmanos)? É para louvar a Deus? E os católicos que, além de Deus e da Virgem, têm tantos santinhos e anjinhos a quem rezar?

Já aqui defendemos que o rezar dá conforto à alma do orante e paz e reconciliação consigo mesmo, pensando que está a reconciliar-se com Deus ou os santos. E isso é muito bom! Na verdade, Deus não atende nem súplicas nem orações, por muitas que sejam, simplesmente porque Ele não é o BOM HUMANO SUPERIOR que orienta lá do Céu (inexistente) a humanidade cá em baixo. E quem reza, salva-se, quem não reza condena-se ou fica sem sorte. Não! Já o dissemos: o Homem é um pequeno ser insignificante na saga universal, sem qualquer importância a que o Deus realmente verdadeiro não pode estar especialmente ligado. 

Mais interessante ainda: sendo Deus o TUDO onde TUDO se insere, o Homem é uma pequena partícula de Deus, partícula que apenas evolui e se transforma de acordo com as leis da vida onde apareceu, neste tremendamente imenso Universo, perdido algures, no Espaço Infinito que se confunde com o mesmo Deus!

Mas também nos questionamos: porque não permanecer vivos, depois da morte, numa qualquer forma de vida consciente, mas sem matéria - essa já se fora!... - portanto, em espírito?

Ah, que pena que a falta de informação por parte desses supostos espíritos nos deixe nesta eterna e frustrante incerteza!...

domingo, 23 de junho de 2024

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 406/?

 À procura da Verdade nas Cartas de Paulo 

Carta aos Efésios 1 - 1

Citemos algumas “tiradas” significativas desta carta:

– “Deus nos predestinou para sermos seus filhos adoptivos por meio de Jesus Cristo, conforme a benevolência da sua vontade.”

 “Por meio do sangue de Cristo é que fomos libertos e nele as nossas faltas foram perdoadas.”

 “Deus fez-nos conhecer o mistério da sua vontade, a livre decisão que havia tomado outrora.”

 “Em Cristo, recebemos a nossa parte na herança conforme o projecto daquele que tudo conduz, segundo a sua vontade (Deus).”

 “A sua força poderosa, Ele manifestou-a em Cristo quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita no Céu. (1, 1-20)

– Basta! As afirmações de Paulo, além de serem absolutamente pessoais e sem qualquer suporte de Verdade, revelam a concepção que ele tinha de Deus: um humanoide superior, benevolente ou não, com vontade disto e mais aquilo, um Deus que, obviamente, não é Deus, Ser infinito e eterno, o Tudo onde Tudo se integra.

Convencido como está de que Jesus é realmente filho desse Deus (humanoide!), vai arquitectar toda a sua argumentação, nesta carta e nas seguintes, em torno desse facto, misturando o humano e o divino sem qualquer lógica.

Enfim, pressupõe como verdade a ressurreição e a existência do Céu como lugar onde há um trono de Deus com direita e esquerda. Aliás, faltou-lhe alguém para sentar à esquerda de Deus… E, como sabemos, tudo isso é FALSO!

– “Foi por revelação que Deus me fez conhecer o mistério que acabo de expor.” (1,3)

– Ora aqui está mais uma razão para não acreditar em Paulo: é que não há revelações de Deus a nenhum humano. Só os paranóicos têm – melhor, pensam ter – tais revelações!

O caricato disto é que nos estamos ocupando de um paranóico, simplesmente porque é um dos doutores da Igreja e dos cristãos…

Mais caricato ainda é que todo o Cristianismo está construído sobre uma enorme FLASIDADE. Vejamos:

1 – Jesus foi simplesmente um judeu sábio do seu tempo que, a dado momento, começou a pregar as suas teorias de fraternidade universal, porque todos filhos do mesmo Deus-Pai (ideia de Deus também de um humanoide superior).

2 – Meia dúzia de outros judeus ouviram-no e seguiram-no e começaram a dizer que ele era o Cristo anunciado pela Bíblia (AT).

3 – As ideias eram simpáticas e, por isso, bem acatadas pelo povo.

4 – Os seus seguidores começaram mesmo a dizer que ele era o Filho de Deus.

5 – Jesus, embora não acreditando – ele nunca disse que o era! – foi-se convencendo dessa realidade, até porque tinha dons especiais de curar doentes.

6 – PRONTO: estava lançado o CRISTIANISMO que seria promulgado, primeiro por Paulo, depois pelos evangelistas, evangelistas que inventaram toda a espécie de histórias, nomeadamente milagres, para darem credibilidade aos supostos factos: JESUS CRISTO, FILHO DE DEUS, MORTO NUMA CRUZ, PELA REMISSÃO DOS PECADOS DOS HOMENS E RESSUSCITADO AO 3º DIA PELO MESMO DEUS-PAI QUE O CONDENARA ÀQUELE SOFRIMENTO ATROZ!

Pergunto: COMO É POSSÍVEL? COMO É POSSÍVEL QUE TÃO TREMENDA FALSIDADE se impusesse e tenha agora, 2.100 anos depois, mais de 2 biliões de seguidores?

É caso para dizer:

AQUELES JUDEUS SÃO MESMO UM POVO-CHAVE NA CONDUÇÃO DA HUMANIDADE!

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 405/?

 

À procura da Verdade nas Cartas de Paulo 

Carta aos Gálatas – 2

–“Quando, porém, chegou a plenitude dos Tempos, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher, submetido à Lei para resgatar aqueles que estavam submetidos à Lei, a fim de que fôssemos adoptados como filhos. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que chama: «Abba, Pai»! Portanto, já não és escravo mas filho; e se és filho, és também herdeiro por vontade de Deus.” (4, 4-8)

– Ah, Paulo, como dizes coisas sem qualquer nexo, embora pareça que tal exista ao concluíres que já não somos escravos mas filhos, logo herdeiros, logo por vontade de Deus!

E o que é essa plenitude dos Tempos? – Obviamente, no teu tempo, pensava-se que o mundo iria, em breve, acabar. O próprio Jesus disso estava convencido, ao afirmar “Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça…” Aliás, este medo do mundo acabar foi sendo lembrado ao longo dos tempos. Pelo ano mil, dizia-se: “Aos mil chegarás mas dos mil não passarás!”

Agora, diz-me honestamente: que provas tens tu de que Deus enviou o seu Filho? Aliás, sabes quem é Deus? E não sabes que, ontologicamente, Deus, por ser Infinito e Eterno, não pode ter filhos?

E, por ser Infinito e Eterno, só pode ser O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO (também infinito e eterno) E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA (estes eternos, porque sempre existiram e existirão para sempre, mas finitos porque mensuráveis)?.

Tu, Paulo, fizeste d’Ele um humanoide superior, i. é., inventaste um Deus-Pai à imagem e semelhança do Homem e, tal como o Homem, pensa, emociona-se, irrita-se, ama…

Mais: ao dizeres que ele nasceu de uma mulher, é seres completamente igual aos pagãos que acreditavam que os seus deuses eram fruto de casamentos entre deuses e humanas!

E como é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho se o seu filho não existe porque não pode ontologicamente existir?

E ainda: como sabes que o Espírito do Filho chama Pai a Deus? Como?

Conclusão: escreves bem, Paulo! Mas tudo o que dizes são falácias, tentando tu apresentá-las como verdades. Desculpa, mas não conseguimos dizer outra coisa por, esta sim, ser a VERDADE!

Enfim, dizer que somos herdeiros – deves querer dizer herdeiros do Céu junto do Pai – é outra afirmação totalmente gratuita, pois não tens qualquer lógica na tua argumentação, aliás falaciosa como vimos.

– “As obras dos instintos egoístas são: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, ciúme, ira, rivalidade, divisão, sectarismo, inveja, bebedeira, orgias e outras coisas semelhantes. Os que as praticam não herdarão o Reino de Deus.

O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio de si…

Com Deus não se brinca: cada um colherá aquilo que tiver semeado… Quem semeia do Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.” (5, 19-23 e 6, 7-8)

– Tudo certo quanto aos instintos egoístas. Frutos de um Espírito malévolo. Os outros serão fruto de um Espírito bom.

Ao dizeres que “com Deus não se brinca”, insinuas que Deus é juiz e que, no fim dos tempos – fim do tempo é-o para cada um que morre – dará o castigo – Inferno – ou o prémio – A vida eterna no Céu – conforme actuaram pelos instintos ou pelo Espírito. Até seria justo se tal fosse verdade. Mas, infelizmente, nada nos leva a ter essa percepção de justiça. A pessoa morre e desaparece para sempre. Seja boa, seja má. Tenha praticado os maiores crimes ou os maiores actos de amor! Aliás, aparece e desaparece como se a sua presença na Terra não fosse necessária para nada. E é um facto: tirando alguns que por obras valorosas umas, outras horripilantes, ficam na História, todos os outros – quase todos! – são esquecidos, horas ou dias depois de se terem ido.

ESTA A VERDADE, O RESTO É PURA FANTASIA!

sexta-feira, 31 de maio de 2024

E foi a festa do Corpo de Deus

 Meu Deus, o que Vos fizeram!

Há vários anos que, por esta data, vimos referindo a incongruência desta festa religiosa do Cristianismo.

Não me querendo repetir (Confiram-se textos aqui escritos, em anos anteriores), diria apenas que a invenção de que Deus veio à Terra, incarnando num ser humano, na forma de um Filho, o tal Cristo, sendo o homem um judeu de nome Jesus, nascido de uma virgem por obra e graça do Divino Espírito Santo - outra pessoa inventada para o mesmo Deus - é, no mínimo, mirabolante.

Primeiro, significa que não se sabe definir Deus. Melhor: dizem ser um SER INFINITO e ETERNO e depois limitam-no a um humano, ignorando que o humano é um ser transitório na saga universal, pois apareceu no ciclo da VIDA, ciclo desencadeado no Planeta Terra, Planeta que depende totalmente da sua estrela, o SOL, e que irá desaparecer quando o Sol impreterivelmente morrer, daqui a cerca de 4.5 mil milhões de anos, dada a quantidade de combustível que ainda possui na sua enorme massa de hidrogénio e outros gases.

ISTO É CIÊNCIA! O RESTO É CRENÇA!

E crença sem qualquer possibilidade de prova ou de credibilidade. Aliás, todo o Credo cristão é um conjunto de crenças inacreditáveis por não poderem ser minimamente comprovadas.

Mas repetem os padres, nas missas, em momentos de comunhão, dando a hóstia aos fiéis, dizendo: "Corpus Christi", tendo previamente feito os fiéis acreditar que, no acto da consagração, aquele pedaço de pão ázimo, o pão se transformou na carne e o vinho se transformou no sangue do suposto Filho de Deus, o Cristo.

Obviamente, o facto de o padre ter sido ordenado sacerdote por outro, seja bispo ou papa, também eles ordenados por outros, não lhe dá qualquer poder de transformar o pão em carne e o vinho em sangue seja de quem for. Uma - desculpem-me, ó crentes! - burla inqualificável.

Mas é nesta burla que se baseia a festa do Corpo de Deus. Aliás, seria mais correcto dizer Corpo do Filho de Deus, o tal "Corpus Christi", embora para o caso seja absolutamente indiferente.

Mais: reduzir Deus - SER ETERNO E INIFNITO, O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA: ESPAÇO (também ele eterno e infinito) E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA - a um humanóide, preocupado com sua excelência o Homem, Homem condenado ao desaparecimento inexorável, tendo aparecido, no Tempo, por evolução das espécies, num pequeno astro, é coisa que só cabe na cabeça de um paranóico.

O que é certo é que aí temos a crença, crença partilhada por milhões e que a milhões dá alento para suportar crises existenciais. E ISSO É MUITO BOM! E há festa! E há feriado!

Então, VIVA O CORPO DE DEUS!