sexta-feira, 31 de maio de 2024

E foi a festa do Corpo de Deus

 Meu Deus, o que Vos fizeram!

Há vários anos que, por esta data, vimos referindo a incongruência desta festa religiosa do Cristianismo.

Não me querendo repetir (Confiram-se textos aqui escritos, em anos anteriores), diria apenas que a invenção de que Deus veio à Terra, incarnando num ser humano, na forma de um Filho, o tal Cristo, sendo o homem um judeu de nome Jesus, nascido de uma virgem por obra e graça do Divino Espírito Santo - outra pessoa inventada para o mesmo Deus - é, no mínimo, mirabolante.

Primeiro, significa que não se sabe definir Deus. Melhor: dizem ser um SER INFINITO e ETERNO e depois limitam-no a um humano, ignorando que o humano é um ser transitório na saga universal, pois apareceu no ciclo da VIDA, ciclo desencadeado no Planeta Terra, Planeta que depende totalmente da sua estrela, o SOL, e que irá desaparecer quando o Sol impreterivelmente morrer, daqui a cerca de 4.5 mil milhões de anos, dada a quantidade de combustível que ainda possui na sua enorme massa de hidrogénio e outros gases.

ISTO É CIÊNCIA! O RESTO É CRENÇA!

E crença sem qualquer possibilidade de prova ou de credibilidade. Aliás, todo o Credo cristão é um conjunto de crenças inacreditáveis por não poderem ser minimamente comprovadas.

Mas repetem os padres, nas missas, em momentos de comunhão, dando a hóstia aos fiéis, dizendo: "Corpus Christi", tendo previamente feito os fiéis acreditar que, no acto da consagração, aquele pedaço de pão ázimo, o pão se transformou na carne e o vinho se transformou no sangue do suposto Filho de Deus, o Cristo.

Obviamente, o facto de o padre ter sido ordenado sacerdote por outro, seja bispo ou papa, também eles ordenados por outros, não lhe dá qualquer poder de transformar o pão em carne e o vinho em sangue seja de quem for. Uma - desculpem-me, ó crentes! - burla inqualificável.

Mas é nesta burla que se baseia a festa do Corpo de Deus. Aliás, seria mais correcto dizer Corpo do Filho de Deus, o tal "Corpus Christi", embora para o caso seja absolutamente indiferente.

Mais: reduzir Deus - SER ETERNO E INIFNITO, O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA: ESPAÇO (também ele eterno e infinito) E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA - a um humanóide, preocupado com sua excelência o Homem, Homem condenado ao desaparecimento inexorável, tendo aparecido, no Tempo, por evolução das espécies, num pequeno astro, é coisa que só cabe na cabeça de um paranóico.

O que é certo é que aí temos a crença, crença partilhada por milhões e que a milhões dá alento para suportar crises existenciais. E ISSO É MUITO BOM! E há festa! E há feriado!

Então, VIVA O CORPO DE DEUS!


sexta-feira, 17 de maio de 2024

O vazio que deixaremos quando nos formos

Relevante ou irrelevante?

 Que vamos partir quando chegar a nossa hora, não há qualquer dúvida. Inexoravelmente, também ninguém duvida.

E para sempre? – Aqui, intrometem-se as religiões e os seus apaniguados, afirmando crenças que, por demasiado apelativas que sejam, não passam de fantasias e ingénuas invenções de Céus lindos, infernos monstruosos, numa eternidade pelo Homem inexplicavelmente sempre desejada, após a inexorável partida, mas nunca provada como existente ou possível. Os humanos racionais só acreditarão que a eternidade com Céus e Infernos existe quando pelo menos um que morrer venha cá dizer ao mundo que ele está vivo. Mas não a um par de amigos, como dizem que fez Jesus a quem chamaram de Cristo. Sim, nas televisões de todo o mundo ou nas redes sociais de todo o mundo. Aliás, esse foi o grande erro de Jesus: não se apresentar ao mundo de então como ressuscitado. É que não foi erro. A VERDADE é que ele não poderia fazer tal manifesto simplesmente porque não (NÃO!) ressuscitou!!!

Ora, olhando o que se passa com próximos que desaparecem ou com os nossos familiares se já partiram, pais ou avós, constata-se o mesmo: a tendência, por muito dolorosa que seja a dor da partida, é a mesma: o Tempo tudo apaga, tudo faz esquecer, pois a Vida continua para os que cá ficam e as lágrimas não podem ser o que reste dessa vida.

Portanto, o vazio por nós deixado rapidamente será colmatado, se não física pelo menos psicologicamente. Irrelevante, pois!

E, na hora da partida (para não empregar a palavra-tabu “morte”), estaremos completamente sós face ao nosso fim e ao nosso dizer adeus à vida. Aliás, nesse momento final, só nos resta deixar-nos levar, oxalá sem dor, pois nada adianta nem ao Céu – que não existe – nem à Terra que já nos alimentou durante toda a vida, qualquer sofrimento, caso ainda tenhamos cérebro para o vivenciar, activo que esteja o sistema nervoso central.

Então, voltamos à pergunta que, desde o início da nossa existência consciente nunca nos deixou de azucrinar os neurónios: “Afinal, para quê existimos?”

– Já demos várias vezes resposta a tão tremenda pergunta. Contudo, não sabemos porque é que a resposta, por muito elucidativa que seja, não nos satisfaz.

É que os humanos são mesmo um caso à parte, no reino animal: têm consciência de que nascem, crescem, vivem e morrem…, coisa que muito tenuamente acontecerá com os outros animais onde prevalece o instinto vital e de sobrevivência a qualquer custo. Então, porque sermos tratados Pelo Criador de igual modo?

Mas… não! Não podemos ter ilusões! A verdade, por muito que nos desiluda o Criador que nos deu consciência disto tudo, é que Ele não nos deu aquilo que ambicionamos: a eternidade sob uma qualquer forma, sem perder a nossa identidade, o nosso Self, como diríamos à inglesa.

E concluímos como temos feito em outras abordagens de cariz existencial: Divertamo-nos e sejamos elemento de diversão para o mundo que nos rodeia! Vivamos cada dia como se fosse o último, sendo realmente cada dia o primeiro do resto da nossa vida! Demos valor ao BOM e ao BELO que há nas pessoas e nas coisas e desprezemos com um grande SORRISO o que de mal ou mau nos acontece, mesmo que seja por nossa culpa! (Olha, não conseguimos fazer melhor? – Paciência!)

Só assim, poderemos dizer de plena consciência quando nos formos: VALEU A PENA TERMOS VINDO À VIDA! Melhor ainda: EU VALI A PENA!!! 

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 403/?

 À procura da Verdade nas Cartas de Paulo – 403/?

Segunda Carta aos Coríntios – 1/1

 Esta segunda carta aos Coríntios, exarada como tal no NT, parece ser a aglutinação de mais umas duas ou três. Mas isso é facto pouco relevante. O que importam são as ideias. Ora Paulo continua com afirmações que não prova:

– “Sabemos que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos colocará ao lado d’Ele.”, “Não procuramos as coisas visíveis mas as invisíveis, porque as visíveis duram apenas um momento e as invisíveis duram para sempre.”, “Nós sabemos que quando a nossa morada terrestre for desfeita, receberemos de Deus uma habitação no Céu, uma casa eterna…” (4, 14 e 18, /5, 1)

– De seguida, depois do delírio que foi o seu suposto encontro na estrada para Damasco com o Jesus ressuscitado (“Salo, Salo, porque me persegues?”), descreve Paulo mais uma visão da Transcendência:

– “Embora não convenha, vou mencionar as visões e revelações do Senhor. Conheço um homem (ele) que foi arrebatado ao terceiro céu. Se estava no seu corpo ou não, não sei… Sei que foi arrebatado até ao paraíso e ouviu palavras inefáveis que não são permitidas ao homem repetir.” (12, 2-4)

– Tais visões – visões que de qualquer modo mudaram a sua vida – terão sido fruto da sua propensão para ataques de epilepsia, doença de que, ao que se diz, sofria.

A ideia da vida eterna e da ressurreição veio dar ao Humano uma visão completamente diferente da anterior hedonista/materialista: nascer, viver o melhor possível e morrer, desaparecendo para sempre – tal era o que se constatava no dia-a-dia da cidade e da família.

E se trouxe imensos benefícios, levando as pessoas a cometer menos crimes e menos “pecados” para não irem eternamente para o inferno, não evitou tremendas atrocidades de uns contra os outros, egoísmos e sadismos sobrepondo-se ao amor, à misericórdia, à solidariedade/caridade. 

E foi a separação do papado dos ortodoxos, e foram as cruzadas contra os muçulmanos, e foi o cisma com papas em Roma e Avignon, e foram os escândalos quer com a venda das indulgências – o que levou Lutero a criar o protestantismo – quer com os desmandos na Cúria com papas devassos e eleitos por compadrio, e foi a guerra dos cem anos, e foi a “santa” Inquisição, com invenção de torturas que só um cérebro extraordinariamente perverso consegue criar e, pior, pôr em prática, e foi o não acabar com a escravatura que vinha dos séculos passados, e foi a ida forçada para os conventos de homens mas sobretudo mulheres, etc. etc. etc. Neste contexto, há que louvar o judeu Jesus, a quem chamaram de Cristo, por ter tido a coragem de dizer que todos os homens eram iguais porque todos filhos do mesmo Pai que está nos Céus. E, se por um lado, isto contribuiu para a sua morte, por outro, levou à aceitação por muitos populares da nova religião nascente, apontando para um Céu idílico, por toda a eternidade, a quem acreditasse na sua mensagem…

Ora, sabemos que não há vida eterna nenhuma; sabemos que a ressurreição não é possível a qualquer ser vivo que tenha completado o seu ciclo. Então, porque continuam as igrejas a apregoar todas estas falsidades? – A resposta nem é difícil; “No dia em que deixarem de o pregar, acabam!” Mais: e a pregar aquilo – porque os consideramos inteligentes e com capacidade crítica/analítica – de que não estarão convencidos… Incapacidade ou hipocrisia?!

Mas, claro, não nos podemos esquecer das obras sociais das Igrejas, a elas devendo muitas pessoas a sobrevivência em tempos de crise, de fome e de falta de conforto no corpo e na alma. E, aqui, infelizmente, também temos de lembrar os abusos cometidos por responsáveis dessas obras sobre os seus beneficiários, sendo escandalosos os abusos sexuais sobre crianças indefesas física e psicologicamente.

 

sábado, 4 de maio de 2024

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 402/?

 À procura da Verdade nas Cartas de Paulo 

Primeira Carta aos Coríntios - 10/10

 – “Nem todos morremos, mas todos seremos transformados, num instante, ao som da trombeta final. A trombeta tocará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. De facto é necessário que este ser corruptível seja revestido de incorruptibilidade e que este corpo mortal seja revestido de imortalidade…” (15,51-53)

– Paulo acerta ao dizer que seremos transformados, pois os átomos e moléculas que nos compõem irão integrar-se na Natureza, donde afinal vieram, para integrar novos seres, sejam animados sejam inanimados. A trombeta, com franqueza, não é precisa aqui para nada…

Depois, perde toda a razão ao afirmar coisas que não têm qualquer suporte na realidade, nem gozam de qualquer veracidade. Por isso, nada valem. Afirmações sem provas não passam de palavras lançadas ao vento e acredita nelas quem quiser. Nós, de certeza, que não! Aliás, onde sustenta que nos são necessárias a incorruptibilidade e a imortalidade? Só no seu pensamento delirante…

Não esqueçamos que Paulo, como cidadão romano, teria certamente cultura helénica onde se aprendia a dicotomia do ser humano: corpo (corruptível porque matéria) e alma (incorruptível porque espiritual). Esta dicotomia foi assimilada pelo Cristianismo, levando a frases de santos como a de S. Francisco Xavier: “Que importa ao Homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma?” E continua a ser ensinada nas Igrejas e pelas religiões.

Ora, a Ciência já desmentiu tal asserção e conceito. A alma do humano – como a de qualquer ser vivo, com sistema nervoso central – não é mais que o cérebro, cérebro que, com os seus milhares de milhões de neurónios e sinapses, é a sede de todos os atributos que os helénicos colocavam na alma ou espírito: emoções e sentimentos, inteligência e aptidões, vontades e desejos, amor e ódio, bondade e perversidade, as IDEIAS, os CONCEITOS, os RACIOCÍNIOS. E – drama dos dramas para as religiões que apregoam uma eternidade para o ser humano-alma após a morte – o cérebro (alma) nasce com o corpo que o vai sustentar e alimentar durante a vida, num viver totalmente interdependente, e morre no mesmo instante em que aquele, já “cansado” de viver, “decide” acabar com a vida. (E foi uma forma suave de dizer “morrer”!) Melhor: o cérebro vai-se desenvolvendo e formando ou formatando conforme o desenvolvimento do corpo no ventre da mãe. Isto, embora já contenha em si toda a carga do ADN dos seus progenitores, passada no momento da concepção.

Conclusão: as teorias de Paulo tal como as do ensino de todas as igrejas que apregoam a vida eterna depois da morte estão erradas porque partem de princípios errados. Tão simples quanto isso!

E mais uma vez Paulo tenta sustentar as suas afirmações nas Escrituras. No caso, umas tiradas completamente delirantes de algum sacerdote com veia oratória, da época de 600 A.C., época da sua redacção, aquando no cativeiro de Babilónia que se prolongou por 80 anos: “A morte foi engolida pela vitória! Onde está a tua vitória, ó morte?”, concluindo: “Graças sejam dadas a Deus que nos deu a vitória por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo.” (15,55-57)

Ora já sabemos que as Escrituras não têm qualquer valor, poder ou saber para que com elas se possa provar/sustentar seja o que for.

Neste sentido, cremos que serão de repudiar esses pregadores (voluntários) da divindade da Bíblia. Mas cada um é livre de acreditar no que quiser (ou, de alguma forma, lhe der jeito para ser mais feliz…) e de pregar o que quiser…

sábado, 20 de abril de 2024

Afinal, qual a finalidade da Vida do Homem?

 Sofrer ou divertir-se?

À pergunta existencial: “Afinal, o que faço eu aqui?”, pode facilmente responder-se: “Vivo para me divertir.”

A VIDA – essa força misteriosa da Natureza que explodiu, neste planeta TERRA, há cerca de 3.5 mil milhões de anos e que, de evolução em evolução, “viu” aparecer muitas espécies e desaparecer muitas outras, chegando ao estado actual em que uma espécie evoluiu de tal modo que desenvolveu um cérebro capaz de raciocínios abstractos, espécie a que se deu o nome de Homem e que partilha o Planeta com milhares de milhões de outras, animais, plantas, fungos, bactérias, vírus – a VIDA deverá encher de alegria os incontáveis universos (que não só o “nosso”), espalhados pelo ESPAÇO infinito onde toda a realidade se desenrola. 

Aliás, o ESPAÇO infinito vai ser por muitos milhares de anos, o MISTÉRIO DOS MISTÉRIOS para a Ciência, dadas as limitações profundas das capacidades intelectuais dos humanos. É que ficamos “aterrorizados” ao constatarmos as colossais distâncias em que os astros – planetas, estrelas, cometas, galáxias, nebulosas, enfim, todos os astros – se movimentam e se atraem e se repelem, movidos por uma não menos misteriosa Força Gravítica, apesar dessas colossais distâncias. E num ESPAÇO que tudo leva a crer que seja infinito, logo eterno! Tal como DEUS, ou o próprio DEUS!

O HOMEM! Nós! 

Tivemos a sorte de termos vindo à VIDA. Aparecemos no Tempo – categoria metafísica existente apenas para quem ou o que alguma vez começa – com a única certeza absoluta de que vamos desaparecer no Tempo, após um certo tempo: com sorte, uma centena de anos!

E voltamos à pergunta-chave da nossa existência: “Para quê, se aparecemos e, inexoravelmente, desaparecemos e… para sempre? E sem deixar rasto ou se deixarmos será sempre por um brevíssimo espaço de tempo, dado o Tempo Universal”?

Olhando à nossa volta – mesmo para dentro de nós, ser complexo que somos no corpo e na alma – vemos que há muitos humanos que, por factores vários, uns de ordem pessoal e hormonal ou intelectual, outros por má sorte, levam vidas desgraçadas, com sofrimentos inauditos, limitações que lhes tornam amarga a mesma vida, desejando muitas vezes não ter nascido.

No entanto, a maior parte é feliz, no corpo e na alma, e tenta ou luta diariamente por manter essa “felicidade”. Mas a felicidade consigo próprio, no ambiente familiar, no social de amigos e colegas de emprego, com ou não projecção mundial, não é fácil e depende da capacidade de cada um de se adaptar a si próprio, ao meio que o rodeia e ainda às circunstâncias que se lhe deparam no dia-a-dia.

Uma “regra” que vem no ADN: fugir ao sofrimento, fugir à morte, ao mesmo tempo que se procura o prazer!

Então, qual será a resposta à pergunta “Para quê?”. Não há dúvida que o melhor da vida é o divertimento/prazer, divertimento físico e intelectual. Divertimento, no sentir-se bem consigo, sentir-se bem em ambiente familiar, depois no ambiente social e laboral e em todas as actividades, mais ou menos difíceis e desafiantes, mas que, aproveitadas com inteligência, não geram angústia nem stress, mas o tal prazer, prazer que até se pode encontrar nessa angústia perante o desconhecido ou nesse stress, perante a competitividade desenfreada, tal é a saga das sociedades em que vivemos.

Aqui, constatamos que há muitos que, por falta de inteligência ou vítimas de um ADN desfavorável quanto à assertividade com que reagem a pessoas e circunstâncias, são infelizes e sofredores e fazem sofrer os outros tornando-lhes a vida negra e sufocante, chegando ao suicídio e ao assassínio, como acontece nas guerras entre vizinhos ou na violência doméstica levada ao extremo.

Mas é assim que temos o Mundo e o Homem dentro dele. Sempre evoluindo, porque na Natureza e no Universo, tudo está em contínuo movimento, nada se perdendo mas tudo se transformando, indo do mesmo ao mesmo através do DIVERSO. Nós, agora, somos o Diverso de qualquer coisa que já foi e que se seguirá a nós…

Realidade trágica ou… fantástica, porque tivemos a sorte de ter vindo à VIDA e conhecer esta realidade? – Eu prefiro o FANTÁSTICO!

E não me preocupo nada com a monótona e implacável sincronia do Tempo, envelhecendo-me a cada momento que passa, por nada poder fazer contra ela.

Quando chegar a minha hora de partir, espero poder dizer: valeu a pena ter vindo à VIDA!

Ou, mais contundente: EU VALI A PENA! Aproveitei ao máximo o tempo que me foi dado, divertindo-me e divertindo.

E… com um grande grito de “VIVA A VIDA!”, outro ainda maior: “DIVIRTA E DIVIRTA-SE, CARAMBA”!

 

sábado, 13 de abril de 2024

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 401/?

 

À procura da Verdade nas Cartas de Paulo 

 Primeira Carta aos Coríntios - 9

 Como o tema da ressurreição, tanto de Cristo como de todos os mortos, é complexo, Paulo continua tentando explicar a sua veracidade. Mas – infelizmente – o que ele vai debitando não só é confuso, como não provado, entrando em sofismas nas afirmações que faz. Eis algumas:

– “Se nós pregamos que Cisto ressuscitou dos mortos, como é que alguns entre vós dizem que não há ressurreição dos mortos?” (15,12)

– Não se percebe, como é óbvio, a admiração de Paulo. Então, ele acha que é por pregar a ressurreição de Cristo que essa ressurreição aconteceu mesmo e que daí todos os mortos ressuscitam? Não vê que é um sofisma sem qualquer possibilidade de aceitação? E, agora, vêm as célebres frases (frases que contêm em si a prova daquela impossibilidade):

– “Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo também não ressuscitou e se Cristo não ressuscitou a nossa pregação é vazia e também vazia é a fé que tendes. Se os mortos não ressuscitam então somos testemunhas falsas de Deus…” (15,13-15)

– E continua, repetindo-se e argumentando na mesma linha, o que não leva a conclusão alguma provada, mas apenas à confirmação de que, pelo facto de ele acreditar e pregar a ressurreição de Cristo, em nada prova a sua verdade ou credibilidade.

E aqui concluímos com Paulo que é bem verdade que se Cristo não ressuscitou, é vã a sua pregação e é vã a fé dos fiéis porque pregam uns outros acreditam em supostos factos ou factos falsos. E como Cristo não ressuscitou, nenhum morto ressuscitará. Nem ressuscitou desde que o Homem apareceu à face da Terra, há apenas uns 4 milhões de anos, encimando actualmente a linha dos primatas, não se sabendo até quando, tudo dependendo da evolução da vida na Terra, Terra que ainda terá mais uns 4,5 mil milhões de anos de vida… Mas Paulo ainda tenta mais uma explicação:

– “O corpo é semeado (compara com a semente que se deita à terra: “Aquilo que semeias não volta à vida a não ser que morra.”) corruptível, mas ressuscita incorruptível…, glorioso…, cheio de força…, espiritual.” (15,36-44)

Depois, continua, às vezes delirando:

– “Nem todos morremos, mas todos seremos transformados, num instante, ao som da trombeta final. A trombeta tocará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. De facto é necessário que este ser corruptível seja revestido de incorruptibilidade…” (15,51-53)

Comentaremos no próximo texto de análise crítica.

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 400/?

 À procura da Verdade nas Cartas de Paulo

 Primeira Carta aos Coríntios - 8

 – “Cristo morreu pelos nossos pecados… foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras… e apareceu a Pedro, aos doze, a mais de quinhentos irmãos, a Tiago, aos apóstolos e também a mim… Aqui está o que nós pregamos…” (15,3-11)

– Analisemos:

Primeiro, Cristo morreu mas não para redimir qualquer pecado. Isto é pura invenção. Aliás, que pecados? O dito pecado original, não, porque simplesmente não existiu já que os seus supostos autores, Adão e Eva, também não existiram. Depois, ter ressuscitado e ter aparecido a muitos dos seus, também não pode ter sido verdade. Apenas suposições incongruentes. Já explicámos lá mais atrás, aquando da análise dos evangelhos, que a ressurreição é impossível ao ser humano e que, no caso de Jesus, as várias narrativas não são coincidentes e, em alguns trechos, contraditórias. E, já o dissemos, se Cristo pretendia que acreditassem nele e na sua ressurreição, não aparecia aos seus ou não aparecia só aos seus mas também aos seus algozes e aos que o condenaram e a todo o povo. Era o mínimo que se exigia de uma pessoa inteligente para atingir os seus objectivos. Então porque não o fez?

Depois, aquele “conforme as Escrituras” também não colhe já que as Escrituras não têm qualquer valor em termos de credibilidade histórica, como já provámos por variadíssimas vezes. Nem muito menos são de inspiração divina: Deus teria ficado muito mal ao inspirar tanta narrativa de guerra, tanta história infantil que nada tem a ver com a realidade que a Ciência vai descortinando, enfim, tanta ignorância…

A Paulo, acreditando no que vai dizendo, aceita-se que diga: “Aqui está o que nós pregamos.” Mas o que é falso não se torna verdadeiro por se acreditar nele, seja qual for o crente, Paulo ou o Papa ou o próprio Jesus a quem chamaram de Cristo. Por isso, nós dizemos que o que ele prega é falso e sem conteúdo que corresponda à Verdade.

Eis a VERDADE: 1 – Jesus não foi concebido por obra e graça do Divino Espírito Santo no seio de Maria Virgem; 2 – Não era filho de Deus; 3 – Não morreu para redimir o Homem do pecado; 4 – Não ressuscitou e não subiu aos Céus, céus que não existem...

Enfim, Jesus pregou um Céu inventado, com um Deus-Pai inventado, uma vida eterna impossível a qualquer ser vivo que aparece no Tempo e ao Tempo pertence, corpo e alma, seja animal seja planta, alimentando-se da Terra onde nasce e onde morre… Esta a VERDADE de qualquer ser vivo!

O que os inventores do Cristianismo quiseram fazer foi simplesmente “dar voz” aos anseios de eternidade que calam fundo no coração do Homem, embora sabendo racionalmente que um ser que começa no Tempo, tem forçosamente de acabar no Tempo e… para sempre! Realmente, o Homem não é mais do que um bocado de matéria energizada, que, sendo NADA, começou em duas moléculas – uma masculina e outra feminina – formou-se num ser, desenvolveu-se, viveu, morreu, voltando ao NADA donde veio, num fantástico processo em que nada se perdeu, mas tudo se foi transformando, indo do mesmo ao mesmo através do diverso, ficando átomos e moléculas que o compuseram disponíveis para novas “aventuras”. 

Fantástico e… REAL!