Convencidos que estamos de que convencemos “meio mundo” da impossibilidade da existência dos deuses de todas as religiões até hoje aparecidas nas diversas civilizações que fazem parte da História do Homem, resta-nos referir que a ideia de Deus, a sua existência ou a explicação da sua existência tem sido transversal ao longo dos séculos, e tema abordado por filósofos e teólogos de todos os tempos, sobretudo os mais próximos. Aliás, continua: teólogos de todas as religiões continuam a tentar provar o “impossível”, normalmente construindo pelo telhado, i.é., admitindo sem discussão, a revelação divina dos livros ditos sagrados. Provas? – Nenhumas!
De uma forma ou de outra, todos se esforçaram, ou se esforçam, por apresentar provas da existência de Deus, um único Deus, obviamente, tendo já desaparecido as causas ou razões que provocaram o aparecimento de inúmeros deuses e deusas, com um Olimpo criado ou fantasiado ao modo humano, fazendo-nos sorrir aquele Zeus lá pontificando ou aquela Vénus voluptuosa dando voltas à cabeça dos seus pares...
Assim, desde Sto Agostinho na sua “Civitas Dei” a Descartes nos seus “Princípios de Filosofia”, passando por S. Tomás de Aquino na sua “Suma Teológica”, foram apresentadas provas de cariz lógico-dedutivo, partindo do movimento ou da causalidade – se há movimento, houve primeiro um Motor – ou da contingência dos seres – se somos seres contingentes tem de haver um Ser absoluto – ou dos graus de perfeição – se há imperfeição, tem de haver a Perfeição – ou da existência do mundo e do Universo – se há algo criado tem de haver um Criador, pois do Nada nada vem – chegando-se assim à necessidade absoluta de um Ser Criador, um Ser Superior, Infinito e Eterno..., a quem se chama Deus! Em todos os argumentos, no entanto, esquece-se a incontornável verdade de que, se esse Ser é infinito e eterno, tem de ser Ele a Causa e o efeito, o Perfeito e o imperfeito, o Absoluto e o contingente, o Motor e o movimento...
Realmente, o único Deus racionalmente credível é aquele de quem já aqui falámos e voltaremos a falar: o Deus da Harmonia Universal que tudo integra e onde tudo se integra, Espaço e Tempo, nós também, obviamente! Um Deus fantástico, não?!