quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AR) - 87/?

À procura da VERDADE 
nos LIVROS SAPIENCIAIS e POÉTICOS

O livro dos SALMOS 4/6

- “Aniquila-os, Javé, pela tua fidelidade! Eu Te oferecerei um sacrifício (…)” 
(Sl 54,7-8). Então, ainda não ouvimos, ainda há pouco, dizer que Javé não 
quer holocaustos nem sacrifícios? (Sl 40, 6-7) É este um Javé mutante?
- “Caia sobre eles a morte (…) Quanto a mim, eu confio em Ti!” 
(Sl 55,16 e 24) “Ó Deus, derruba com a tua ira os povos!” (Sl 56,8) O
 ódio sempre presente…
- “Do céu, Ele me enviará a salvação, confundindo os que me atormentam!” 
(Sl 57,4) “Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca! (…) Que o justo se 
alegre ao ver a vingança e lave os seus pés no sangue do injusto.” 
(Sl 58,7-11) Desta vez, ultrapassaste-te, ó salmista, em… inspiração 
diabólica, não foi?! Que Deus será este que tal súplica ouve? Se é que 
ouve, calro!...
- “(…) A Ti, Senhor, pertence o amor, porque Tu pagas a cada um 
conforme as suas obras.” (Sl 62,13) Obviamente que esta afirmação é 
falsa. Job que o diga!
- “Ó Deus, (…) a minha alma tem sede de Ti, a minha carne 
deseja-Te com ardor (…) Os inimigos serão entregues à espada (…)” 
(Sl 63,2 e 11) Aqui, é o místico, o sensual e… o ódio ao inimigo: bela 
trindade!…
- Agora, três salmos, com cinco toadas: 1 – de Louvor: “Ó Deus, Tu 
mereces (…) Tu és a esperança (…) Acalmas (...), fazes gritar de alegria (…). 
Cuidas da Terra (…)” (Sl 65,2-10) “Aclama a Deus, Terra inteira! (…)” 
2 – de Castigo: (…) “Deixaste que os homens cavalgassem o nosso 
pescoço (…)” 3 – de Holocausto: “Vou oferecer-Te (…) imolar bois e 
cabritos.” 4 – de Atendimento: “A minha boca gritou (…) Deus 
escutou-me.” (Sl 66,2-19) 5 – de Súplica: “Deus tenha piedade de nós (…) 
Que todos os povos Te louvem, ó Deus (…) Que Deus nos abençoe e 
todos (…)” (Sl 67,2-8) Interessante, mas…
- “Salva-me, ó Deus! (…) Mais que os cabelos da minha cabeça são 
aqueles que me odeiam (…), me atacam (…), riem-se de mim (…) 
Liberta-me dos meus inimigos (…) derrama sobre eles o teu furor e o 
ardor da tua ira os atinja (…) Risca-os do livro dos vivos! (…) Que a tua 
salvação, ó Deus, me proteja.” (Sl 69,2-30) Nada de novo: o mesmo 
ódio ao inimigo.
- “Vede! Para eles não há tormentos e o seu corpo é sadio e robusto. 
(…) E dizem: Como pode Deus saber? Existe conhecimento no 
Altíssimo? Aí está! Os injustos são assim e, tranquilos, acumulam 
riquezas! De facto, (…) Tu desprezas a imagem deles” (Sl 73,4-18) 
Uma conclusão totalmente gratuita e contraditória com o antecedente.
- “Tu és terrível! Quem pode resistir à tua frente, quando ficas irado?” 
(Sl 76,8) Mais uma vez – que saturação! – aparece o Deus terrível e… 
irado! Que Deus tão apoucado, este Deus da Bíblia!
- “(…) Javé,…) ficarás irado até ao fim? O teu ciúme vai arder como 
fogo? (…) Aos nossos vizinhos, devolve sete vezes a afronta com que Te 
afrontaram, Senhor!” (Sl 79,5-12) Ira! Ciúme! Vingança! Como, ó 
Javé, Te fizeram tão humano e… vingativo!
- “Ah, se o meu povo me escutasse (…) Eu derrotaria os seus inimigos (…)!” 
(Sl 81,14) Desde sempre que as derrotas de Israel são atribuídas aos seus 
pecados, à sua adoração aos ídolos.
- “Deus levanta-se (…): Até quando julgareis injustamente sustentando a 
causa dos injustos? (…) Embora vós sejais deuses, e todos filhos do 
Altíssimo, morrereis como qualquer homem. Vós, príncipes, caireis 
como qualquer outro.” (Sl 82,1-7) Deuses e filhos do Altíssimo, reis 
e príncipes? Enfim, não dá para entender…
- “Inclina o teu ouvido, Javé, (…) tem piedade (…) és bom (…), perdoas 
(…), és cheio de amor (…), sem igual (…), fazes maravilhas (…) lento 
para a cólera, cheio de amor e fidelidade (…)” (Sl 86,1-15) Bonito, mas 
continua tão humano este Deus que faz maravilhas!
- “E de Sião se dirá: Ela foi fundada pelo Altíssimo em pessoa.” (Sl 87,5) Que 
imodéstia! E… que falsidade!
- “De entre os seres divinos, quem é como Javé? Deus é terrível no conselho 
dos anjos, grande e terrível com toda a sua corte. Javé dos exércitos, quem é 
igual a Ti? (…) Javé, até quando Te esconderás? Até quando arderá o fogo 
da tua cólera?” (Sl 89,7-8 e 47) O mesmo Javé terrível de sempre… 
Que tristeza!

- “Mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que já passou (…) A tua 
ira consumiu-nos e o teu furor transtornou-nos (…) Setenta anos é o tempo 
da nossa vida, oitenta anos se ela for vigorosa (…) Alegra-nos pelos dias em 
que nos castigaste.” (Sl 90,4-15) Já se vivia tanto naquela época?...

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