À procura
da Verdade nas Cartas de Paulo – 422/?
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Que catequese! Que explicação mais descabida!… Isto, para não dizer totalmente
estúpida. O termo não é exagerado. É que Deus não sofre de ira, não precisa de
descansar. A referência aos seis dias da Criação e ao sétimo Ele descansou,
como já dissemos, é uma história da Carochinha.
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“Todo o sumo-sacerdote, escolhido entre os Homens, é constituído para o bem dos
Homens nas coisas que se referem a Deus.” (Hb 5,1)
– Quem diria! Que dizer dos sumos-sacerdotes que mandaram matar Jesus?… Ou esta afirmação é só para… alguns? Esqueceu-se aqui o autor de que o próprio Cristo lhes tinha chamado “raça de víboras, hipócritas, sepulcros caiados de branco”…
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“Durante a sua vida na Terra, Cristo fez orações e súplicas a Deus, em voz alta
e com lágrimas, ao Deus que O podia salvar da morte. E Deus escutou-O.” (Hb
5,7)
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Escutou-O permitindo que O matassem, obrigando-O a beber aquele cálice ou… ressuscitando-O
dos mortos? Esqueceu-se o autor daquele brado desesperado de Jesus: “Pai, se é
possível, afasta de mim este cálice mas faça-se a tua vontade e não a minha!”?
Se Jesus era filho de Deus não há qualquer dúvida de que Deus o tratou muito
mal. Nenhum pai da Terra trataria de tal modo um filho seu.
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“O ponto central das nossas explicações é este: temos um sumo-sacerdote tão
grande que Se sentou à direita do trono da Majestade de Deus no Céu.” (Hb 8,1)
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“Sentar-Se”, “direita do trono”, “Majestade de Deus”, “Céu”… que palavras tão
esvaziadas de… significado! Mas sobre a inexistência de Céus e de tronos já
dissemos tudo…
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“De facto, se a primeira aliança não tivesse defeito, nem lugar haveria para
uma nova aliança.” (Hb 8,7)
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É! É a confusão de alianças. Mas, se a primeira Aliança foi feita por Deus, porque
não a fez bem da primeira vez? Aqui, o autor talvez se tenha baseado no que Jesus dissera na última ceia: “Este é o sangue da nova e
eterna Aliança…” (Mt 26,27-28), frase que continua a repetir-se em todas as missas por esse mundo cristão fora...
– Deus, em boa verdade, deveria fazer connosco uma Aliança de tal modo bem feita que nos convencesse de que Ele realmente existe e que está lá no Céu à nossa espera - seja o que isso for! - não como um carrasco-juiz, mas com mão benevolente para nos receber na eterna felicidade, a nós que vamos por aqui tendo paciência e “suportando” o nosso irmão… E... debatendo-nos com estes mistérios todos com que Ele nos “brindou”, mistérios apregoados por falsos profetas, como é o caso deste autor!
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