segunda-feira, 17 de março de 2025

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 422/?

 

 À procura da Verdade nas Cartas de Paulo – 422/?

 Carta aos HEBREUS 2/3

 – “Deus disse: «Eu jurei na minha ira: jamais entrarão no meu descanso.» Aqui trata-se do descanso de Deus, depois de ter realizado as suas obras no princípio do mundo.” (Hb 4,3)

– Que catequese! Que explicação mais descabida!… Isto, para não dizer totalmente estúpida. O termo não é exagerado. É que Deus não sofre de ira, não precisa de descansar. A referência aos seis dias da Criação e ao sétimo Ele descansou, como já dissemos, é uma história da Carochinha.

– “Todo o sumo-sacerdote, escolhido entre os Homens, é constituído para o bem dos Homens nas coisas que se referem a Deus.” (Hb 5,1)

– Quem diria! Que dizer dos sumos-sacerdotes que mandaram matar Jesus?… Ou esta afirmação é só para… alguns? Esqueceu-se aqui o autor de que o próprio Cristo lhes tinha chamado “raça de víboras, hipócritas, sepulcros caiados de branco”…

– “Durante a sua vida na Terra, Cristo fez orações e súplicas a Deus, em voz alta e com lágrimas, ao Deus que O podia salvar da morte. E Deus escutou-O.” (Hb 5,7)

– Escutou-O permitindo que O matassem, obrigando-O a beber aquele cálice ou… ressuscitando-O dos mortos? Esqueceu-se o autor daquele brado desesperado de Jesus: “Pai, se é possível, afasta de mim este cálice mas faça-se a tua vontade e não a minha!”? Se Jesus era filho de Deus não há qualquer dúvida de que Deus o tratou muito mal. Nenhum pai da Terra trataria de tal modo um filho seu.

– “O ponto central das nossas explicações é este: temos um sumo-sacerdote tão grande que Se sentou à direita do trono da Majestade de Deus no Céu.” (Hb 8,1)

– “Sentar-Se”, “direita do trono”, “Majestade de Deus”, “Céu”… que palavras tão esvaziadas de… significado! Mas sobre a inexistência de Céus e de tronos já dissemos tudo…

– “De facto, se a primeira aliança não tivesse defeito, nem lugar haveria para uma nova aliança.” (Hb 8,7)

– É! É a confusão de alianças. Mas, se a primeira Aliança foi feita por Deus, porque não a fez bem da primeira vez? Aqui, o autor talvez se tenha baseado no que Jesus dissera na última ceia: “Este é o sangue da nova e eterna Aliança…” (Mt 26,27-28), frase que continua a repetir-se em todas as missas por esse mundo cristão fora...

– Deus, em boa verdade, deveria fazer connosco uma Aliança de tal modo bem feita que nos convencesse de que Ele realmente existe e que está lá no Céu à nossa espera - seja o que isso for! - não como um carrasco-juiz, mas com mão benevolente para nos receber na eterna felicidade, a nós que vamos por aqui tendo paciência e “suportando” o nosso irmão… E... debatendo-nos com estes mistérios todos com que Ele nos “brindou”, mistérios apregoados por falsos profetas, como é o caso deste autor!

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