sábado, 16 de novembro de 2019

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 244/?


À procura da VERDADE nos Evangelhos

Evangelho segundo S. MATEUS – 40/?

– Bem! Se os maus terão castigo eterno, pelas suas más acções no Tempo, os bem-aventurados também terão uma recompensa eterna, por algumas boas acções - pequenas ou grandes? Importará? - praticadas nesse mesmo Tempo. Mas esses, como é para irem para o Céu, já não é… escandaloso!
Ao que isto nos levou, Santo Deus! A que imaginações tão humanas e… terrenais! Mas… se somos Homens, de que outra maneira poderíamos pensar?
É! É mesmo difícil misturar o humano com o divino…
E afinal, quem dos presentes do tempo de Jesus viu tal Filho do Homem e tal Reino? Quem? Se tal visão tinha importância para a eternidade, porque dela não se dá conta? Não era tal visão um levantar do véu que nos esconde completamente o mesmo Céu?
– Talvez esse véu se levante um pouco com a transfiguração de Jesus: “Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, os irmãos Tiago e João e levou-os a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-Se diante deles: o seu rosto brilhou como o Sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto, apareceram-lhes Moisés e Elias a conversar com Jesus. (…) Uma nuvem cobriu-os com a sua sombra e da nuvem saiu uma voz que dizia: «Este é o meu Filho amado que muito me agrada. Escutai o que Ele diz.»
– A precisão de “seis dias depois” é… precisão que perturba um pouco. Lembrar-se-ia assim tão precisamente Mateus, uns quarenta anos após o suposto facto?
É, no entanto, pormenor que pouco ou nada importa. Importa é perguntar a Jesus o porquê desta transfiguração, em ambiente de teofania - rosto que brilha como o Sol, roupas brancas como luz, a nuvem, a sombra, o aparecimento de Moisés e de Elias, a voz do Pai… Faz lembrar a encenação bíblica no Monte Sinai quando Deus apresentou as tábuas da Lei a Moisés, no meio daquela sarça ardente… Óbvia invenção imaginativa e fantasista, está claro!
E porquê a repetição pelo Pai do que já havia dito aquando do baptismo de Jesus: “Este é o meu Filho muito amado…”? (Mt 3,17)
E porquê transfigurar-se apenas perante três apóstolos? É muito investimento divino para tão pouca produtividade…, o que nos leva a concluir facilmente que tal transfiguração não existiu realmente mas foi, como os milagres, fruto da imaginação de Mateus que queria apresentar aos seus leitores JC como realmente divino ou Filho de Deus.
E que voz teriam eles realmente ouvido? Forte? Pausada? Veneranda?…
Também aqui, como repetidamente no A.T., Deus a ter uma voz humana, é realmente humanizar, é descredibilizar Deus, não é?
E como é que os três privilegiados “descobriram” que eram Moisés e Elias?…
Enfim, porque é que não foram todos os discípulos à montanha? Quem aliás teria contado a Mateus o maravilhoso acontecimento, para que no-lo narrasse no seu Evangelho?
E quando? É que Jesus, novamente sem se entender porquê, ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos.” (Mt 17,9)
É! Porquê envolver de mistérios e de maravilhoso a SALVAÇÃO do Homem? A tua, a minha, a nossa salvação? Tua e minha, pois, e sem qualquer egoísmo, que me importa a mim a tua salvação se eu me vou perder para sempre? Ou igualmente para ti: não te importa salvares-te primeiro a ti e depois os outros?
Aliás, o que nós solidariamente queríamos é que houvesse salvação para todos, mas sem esta carga tão pesada de mistérios, tão pesada, tão pesada que não conseguimos libertar-nos dela por mais esforços que façamos… Estamos completamente subjugados! Sem qualquer resposta… Valha-nos Deus!

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