sábado, 10 de outubro de 2015

A única religião verdadeira possível ao Homem



Bases:

1 – Um Homem iluminado pela Ciência, dotado de espírito crítico 
e racional, sabendo distinguir a Verdade comprovável de outras 
supostas Verdades que oportunistas – que sempre os haverá pelos 
séculos dos séculos… - lhe queiram vender; enfim, uma 
humanidade sábia.

2 – Um Deus único e verdadeiro, não inventado mas real, um Deus 
que todos possam entender e aceitar, sem sombras de mistérios porque 
presente em tudo e em todos os seres, vivos e não vivos, materiais e 
imateriais, visíveis e invisíveis. Quem? 
O DEUS QUE É TUDO, O TODO UNIVERSAL QUE, SENDO 
INFINITO, TUDO CONTÉM, SENDO ETERNO, CONTÉM TUDO 
O QUE PERTENCE AO TEMPO 
(tal como nós, tal como todos os seres vivos e não vivos, do átomo às 
estrelas, aos universos ou pluriversos!). Dizer, como os clássicos Tomás 
de Aquino, Boaventura, etc., que Deus é um ser Criador, um ser Amor 
e é a causa primeira, o motor que pôs tudo o existente em movimento, é 
fraca explicação para o TANTO que desconhecemos da realidade 
universal em que nos inserimos, já que, constituídos de átomos de matéria 
(não esqueçam: apenas matéria!) habitamos um pequeníssimo Planeta de 
um médio sistema solar, sistema perdido na periferia de uma Galáxia, 
Galáxia perdida num turbilhão de incontáveis outras cuja verdade não 
sabemos se algum dia o Homem conseguirá alcançar. Um ser Criador fora 
do existente/criado é não só incongruente como inexplicável, e cabe apenas 
na cabeça de alguns ditos iluminados: aliás, sendo infinito e eterno, o Criador
 não poderá senão conter a própria criação, quer no espaço quer no tempo. 
Isto é claro para qualquer intelecto. Mais incongruente ainda é ter uma ideia 
de Deus como Pai, como Amor, como Senhor a quem se reza, se implora, 
se agradece… Tudo humanizações provocadas pelas emoções que inundam 
coração e alma de muitos humanos, pelas razões as mais diversas. 
Psicológicas, sem dúvida, mas de muita ignorância (quando não de má fé, 
para os gurus das religiões), também. Mas o Homem precisa de rezar, de 
implorar, de agradecer. Agradecer, em cada manhã que se levanta, mais um 
dia de vida, agradecer a sorte que se teve em tantas boas coisas que nos vão 
acontecendo, rezar, implorar quando nos sentimos impotentes perante o luto 
ou a dor… Então, que o faça, não ao simpático “Pai que estais no Céu”, 
obviamente inexistente, mas ao 
DEUS ÚNICO E VERDADEIRO QUE É O TUDO, LOGO TAMBÉM 
PAI E TAMBÉM AMOR E TAMBÉM CRIADOR… 
E sentiremos a alma reconfortada, agradecida, por estarmos imbuídos de 
Deus e sermos também uma partícula d’Ele. Que bom! Fantástico, não é?

    Esta RELIGIÃO – a única possível para reunir todos os Homens no 
mesmo projecto comum, o da fraternidade universal – pressupõe um 
Homem não só inteligente e sábio, mas também bom e honesto. Ora, um 
Homem que reúna estas quatro prerrogativas não existe, pelo menos 
universalmente. Parece – ou é! – exactamente o contrário: o Homem 
actual, infelizmente, rege-se pelos instintos mais baixos, do egoísmo, do 
ódio, da ganância, do desprezo pelo sofrimento do seu irmão a quem é 
capaz de matar por não concordar com as suas ideias, ou para lhe roubar 
o fruto do seu trabalho, quando não a própria terra. Então, pergunta-se: 
Quando teremos um Homem possuidor destas quatro indispensáveis 
“virtudes”, sem as quais a RELIGIÃO ÚNICA E VERDADEIRA não 
terá viabilidade? – A resposta fica no segredo dos deuses, obviamente. 
Mas um dia chegaremos lá, melhor (que a nossa vida é curta para 
assistirmos a tão extraordinário fenómeno de conversão…), o Homem 
chegará lá. Nem que seja daqui a 1 milhão de anos, coisa pouca em relação 
ao Tempo Universal e ao Tempo que conhecemos da existência deste 
Universo (cerca de 15 mil milhões de anos) e coisa pouca mesmo em 
relação ao tempo que leva o Homem de existência: uns míseros 4 milhões 
de anos. Se, por acaso, o Homem actual se autodestruir, destruindo o 
seu habitat – as condições de vida na Terra, com superpopulação e um
 não querer saber do equilíbrio ambiental que permite a vida saudável 
dos seres vivos – mesmo assim, a Terra terá tempo (mais uns 4.500 
milhões de anos), desfeita esta humanidade, para se regenerar e fazer 
aparecer um Homem novo…

Epílogo:

E se começássemos a praticar esta 
NOVA RELIGIÃO ÚNICA E VERDADEIRA? 
Seríamos o embrião para que, daqui a 1 milhão de anos, os nossos 
vindouros todos usufruíssem de uma verdadeira fraternidade universal. 
Então, vamos: sejamos já o tal HOMEM NOVO e de certeza que seremos 
felizes por nos sentirmos úteis não só a nós próprios mas também a 
TODA A HUMANIDADE!

1 comentário:

  1. Notas:
    1 - Publiquei, hoje, dois textos, por ter de me ausentar até ao fim do mês.
    2 - Os termos em que se desenvolveria esta nova religião vêm explanados no último capítulo do meu livro "Um Mundo Liderado por Mulheres", esgotado e ainda não republicado, mas possível de adquirir ao preço de 10,00€ + portes de correio, solicitando o seu envio a: fr.dom@netcabo.pt

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