sábado, 11 de outubro de 2025

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 433/?

 

À procura da VERDADE no APOCALIPSE 

 Capítulo 3

 – Não vamos escalpelizar, ponto por ponto o texto apresentado no capítulo anterior. Mas, como a visão de João foi a visão do Céu, certamente ainda agora continuam todos – Deus, o Diabo, anjos e anciãos – naquele infernal-celestial frenesim… pois o Céu deve ser imutável como Deus o é…

    Perdoem-nos a brincadeira… certamente de mau gosto para os ouvidos mais pios e devotos! Mas, perante tão fértil - e porque não dizer inútil? - imaginação… É que - perguntemos sem rodeios - para quê serve tal texto em relação à nossa salvação? Para quê iria Deus inspirar João a escrever tais fantasmagorias que obnubilam qualquer verdade acerca do mesmo Deus e da nossa salvação eterna? Não tinha Deus - na sua infinita sabedoria - meios bem melhores e mais eficazes para nos mostrar os caminhos da salvação? Não sabia que tais textos nos levariam mais à descrença – e até ao riso – do que ao fortalecimento na Fé?… Não haveria meios menos fantasmagóricos para obviar à difícil situação político-social vivida pelos cristãos daquele tempo? Aliás, que teriam percebido de tal texto os cristãos de então?…

– “Vi depois… Vi então um anjo forte que proclamava em alta voz… Vi um Cordeiro… Na minha visão, ouvi ainda o clamor de uma multidão de anjos em volta do trono, dos Seres vivos e dos Anciãos. Eram milhares de milhares, milhões de milhões e proclamavam em alta voz: «O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor.» (Ap 5,11-12)

– Que o Cordeiro simbolize Cristo ressuscitado, aceita-se. Mas como entender estas miríades de anjos, este Céu com tronos, com vozes, com…? É que, quer queiramos quer não, não somos capazes de simbolizar tudo e o símbolo tem de corresponder a alguma coisa de real… Afinal, são reais ou… simbólicos os Anjos, os tronos, as vozes, os…, as…?

E alguma vez entenderemos porquê e para quê é que Jesus precisa que Lhe digam que é digno de todo o poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória, louvor?

Ou que O adorem… ou que O sirvam… ou que O defendam… ou que O…?

– “Vi quando o Cordeiro… Vi debaixo do altar… Vi também outro Anjo… Ouvi então o número dos que receberam… Vi uma grande multidão… Vi então os sete Anjos… prontos para tocar a trombeta…” (Ap 6-8)

– Só… visões! E nada mais que… visões!… E tudo leva a crer que são visões de uma mente altamente perturbada. Como pode a Igreja atribuir a este livro o epíteto de “sagrado”, dizendo-o de inspiração divina?...

É O DESCRÉDITO TOTAL DA RELIGIÃO E DA SUA IGREJA!

sábado, 4 de outubro de 2025

As religiões cristãs na sua relação com o Universo

 

As difíceis relações entre Ciência e Fé

 No tempo de Jesus, os conhecimentos sobre o Universo, e a Terra nele, seriam muito rudimentares, apesar dos avanços na observação celeste por diversas civilizações anteriores, dos Egípcios aos Gregos, séc.s X ao IV A.c. A Terra era considerada plana, só passando a ter-se como redonda com o matemático grego Ptolomeu (séc. I d.C) que continuou a afirmar ser a Terra o centro do Universo e tudo girava à sua volta, teoria aceite e defendida pela Igreja, tanto a Igreja antiga como a medieval. E isto até ao Renascimento de Galileu (Galileu que ainda teve de lutar contra a Inquisição para não ir parar à fogueira, ao afirmar, na senda de Copérnico, que o centro do Universo era o Sol!).

No entanto, há inúmeras referências nos evangelhos, atribuídas a Jesus, sobre os Céus, o Alto, o Lá em cima, o Paraíso, etc., por oposição ao Cá em baixo – a Terra – e aos Ad infera (subterrâneos) – o Inferno, terminologia ainda hoje usada e nunca explicada.

Em tais referências, Jesus não manifesta possuir quaisquer conhecimentos sobre as realidades que a Astronomia já lhe desvendara, nas civilizações do seu tempo, e nos desvendou, posteriormente, acerca do Universo e do lugar que a Terra nele ocupa.

De um ponto de vista meramente religioso-crítico, é pelo menos estranha tal lacuna em Jesus, Jesus que se teve (e os seus seguidores continuam a ter!) por Filho de Deus, por isso, omnisciente e conhecedor de tais realidades que bem poderia ter revelado e explicado, não levando os seus ouvintes (e actuais crentes) a acreditar que toda a saga divina – Paraíso, Deus no seu trono, anjos e santos… – se passasse/passa lá em cima, para lá das nuvens…, para onde iriam/vão os mortos depois de ressuscitados. Lindo, mas… completamente irreal e fantasmagórico: o "Lá em cima" é apenas Espaço e…nada mais!

 Deleitemo-nos, então, um pouco com as belezas/mistério da Astronomia, perguntando: Há um ou muitos Universos, os chamados Pluriversos?

Pelo muito que já conhecemos deste Universo visível, e ao qual pertencemos, pouco ou nada sabendo da sua parte invisível, porque negra, presumindo-se que represente 95% de toda a matéria energizada que o compõe, poderemos concluir com algum grau de certeza:

1 – Este Universo, tido como originado no Big Bang, dadas as suas colossais dimensões que lobrigamos mas não conseguimos delimitar, mesmo com as unidades de medida de distâncias, em anos-luz e parsecs, terá tido início numa espécie de bola de matéria energizada compacta de milhares de milhões de biliões de kms de diâmetro. Só assim se compreendem as colossais dimensões já percepcionadas.

2 – Essa bola estaria num qualquer ponto do Espaço, Espaço que tudo leva a crer que seja infinito, i.é, sem princípio nem fim.

3 – O Big Bang só se entende numa relação dinâmica de Big Bang / Big Crunch, processada de milhares de milhões de biliões a milhares de milhões de biliões de anos. Neste momento, percepcionamos que este Universo visível terá cerca de 15 mil milhões de anos de existência. Estando a matéria energizada que o compõe em afastamento contínuo, estrelas de estrelas, galáxias de galáxias, haverá inevitavelmente um momento em que a expansão atinge o seu ponto de retorno, regredindo-se então até ao Big Crunch, originando-se, quando atingido, um novo Big Bang, numa dinâmica eternamente repetida, nada de energia e matéria se perdendo mas tudo se transformando…

4 – Todo o Universo conhecido parece ser regido por uma força invisível, quase diríamos “divina”, mas real porque bem sentida: a GRAVIDADE. É uma força de duplo sentido – atracção/repulsa – que faz com que os astros se mantenham em equilíbrio, circulem à volta uns (os mais pequenos) dos outros (os maiores), tudo parecendo movimentar-se em perfeita harmonia. Lembremos que é a gravidade que nos faz trazer os pés bem assentes na terra… Os físicos identificam outros tipos de forças mas aquela será porventura a mais importante.

5 – Muitos outros Universos haverá no Espaço Infinito. Quantos? – Se não sabemos se os há, quanto mais saber quantos. Só deduzimos que haver infinitos Universos é conceito que não cabe nas nossas intelectuais percepções. Mesmo que se considere infinito o Espaço em que se movem e se perpetuam, a matéria que os compõem é forçosamente mensurável, logo, limitada, logo, finita.

6 – Haverá, sem qualquer dúvida, neste e nos outros hipotéticos Universos, inúmeros planetas semelhantes ao Planeta Terra, onde existirá VIDA e até seres inteligentes, talvez muito mais inteligentes que nós! Mas, dadas as distâncias entre estrelas e galáxias, duvidamos fortemente que algum dia sejam contactáveis. Mesmo por ondas rádio ou electromagnéticas. Muito menos acessíveis fisicamente: nós, feitos de matéria pesada, nunca poderemos deslocar-nos à velocidade da Luz, velocidade aliás insuficiente para atingir pontos distantes no Universo! Assim, a Terra, como apareceu com o Sistema Solar, há cerca de 5 mil milhões de anos, assim desaparecerá quando esse Sistema deixar de existir, presume-se que daqui a outros 5 mil milhões. E com ela, toda a vida desaparecerá para sempre. E será como se nunca tivesse existido, integrando-se o que restar da Terra num ciclo completamente novo. Aliás, a Terra nada representa para o Universo, limitando-se a ser um pontinho azul perdido na ponta da espiral de uma dos milhares de milhões de galáxias que nele pululam, a Galáxia Via Láctea.

Enfim, e como apontamento filosófico-existencial, cada um de nós nada representa nem para a Terra nem para o Universo. Não tivéssemos existido e tudo se passaria de igual modo. Ou quase! Pior: tudo continuará a existir e a evoluir de igual modo, depois que nos formos. E… vamo-nos inexoravelmente e… para sempre!

RESTA-NOS, NO ENTANTO, O SORRISO, UM GRANDE SORRISO POR SERMOS CAPAZES DE PENSAR TUDO ISTO E DELEITAR-NOS COM TÃO ESTRANHA BELEZA, COM TÃO INSONDÁVEIS MISTÉRIOS!

sábado, 27 de setembro de 2025

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 432/?

 

À procura da VERDADE no APOCALIPSE 

 Capítulo 2

    Difícil é escolher entre as inúmeras efabulações do Apocalipse que mereciam a nossa atenção. Melhor mesmo seria nada dizer e… ler. O texto é - não sei se diabolicamente, se divinamente - belo!… Debrucemo-nos, no entanto, sobre alguns significativos excertos.

    Mas, encaminhando-nos para o fim desta análise crítica da Bíblia, só nos resta perguntar, repetindo-nos: “Como é possível um Deus - DEUS! - limitar-se ou limitar a sua actuação a uma pequeníssima Terra com uns milhares de milhões de seres que, por acaso, até pensam?… Que é feito dos outros mais que prováveis seres existentes por esse imensíssimo Universo? Ou esses inúmeros Universos? Como tomarão parte no dito e apregoado Reino de Deus?”

    O mistério é mais uma vez a única resposta…

– Visões… muitas visões! Tudo visões! E vozes… Vozes de anjos, de anciãos, de mártires, do Cordeiro que tem um trono e do… Diabo - que também tem um!…

   “Ouvi uma voz forte como trombeta… Vi sete… Tive uma visão… Havia no Céu um trono. Aquele que estava sentado parecia uma pedra de jaspe e cornalina; um arco-íris envolvia o trono com reflexos de esmeralda. Ao redor desse trono, havia outros vinte e quatro; e neles, vinte e quatro Anciãos estavam sentados, todos eles vestidos de branco e com uma coroa de ouro na cabeça. Do trono, saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante do trono, estavam acesas sete lâmpadas de fogo que são os sete Espíritos de Deus. Na frente do trono, havia como que um mar de vidro, como cristal. No meio do trono e ao redor, estavam quatro Seres vivos, cheios de olhos pela frente e por detrás. O primeiro ser vivo parece um leão; o segundo parece um touro; o terceiro tem rosto de homem; o quarto parece uma águia em pleno voo. Cada um dos quatro Seres vivos tem seis asas e são cheios de olhos ao redor e por dentro. Dia e noite, sem parar, eles proclamam: «Santo! Santo! Santo! Senhor Deus todo-poderoso! Aquele que é, que era e que há-de vir!» Os Seres vivos dão glória, honra e acção de graças ao que está sentado no trono e que vive para sempre. E todas as vezes que os Seres vivos fazem isso, os vinte e quatro Anciãos ajoelham-se diante daquele que está sentado no trono, para adorar Aquele que vive para sempre.” (Ap 4,2-10)

– Ó meu Deus, que teria passado pela mente do velho João para fantasiar tal cenário dantesco? O que é certo é que - aceitando todas as simbologias que se queiram – não fugimos à certeza de ser um cenário criado da Terra para o Céu e não do Céu para a Terra…

    Depois, se os Seres vivos não param de proclamar «Santo! Santo! Santo!» e todas as vezes que o fazem, os Anciãos se ajoelham, então estes anciãos muita ginástica hão-de fazer, num contínuo ajoelha-levanta, ajoelha-levanta!…

    Lamentamos dizer que dá vontade de rir ou… de sorrir. O “palco” assim encenado só poderia ser para teatro e teatro de comédia…

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 431/?

 

À procura da VERDADE no APOCALIPSE 

 Capítulo 1

 – Talvez para toda a Bíblia, mas especialmente para o Apocalipse, poderíamos dizer que tantas vezes se diz existir uma coisa, ser ou pessoa, que essa coisa, ser ou pessoa passam a existir, senão no real, pelo menos no imaginário das pessoas, tendo os mesmos efeitos de como se realmente existissem… Assim, para os crentes, a existência do Deus da Bíblia. Assim, Jesus Cristo, como Filho de Deus e como Messias… Assim O Pai de Jesus Cristo… Assim o Céu… o inferno… a vida eterna… o Diabo!

    Aqui, no Apocalipse, o cenário é… sublime! Produto de uma prodigiosa imaginação… E, com tanta imaginação, ficamos literalmente sem saber se há algo de real em toda a cena, se tudo é simbólico, se não é uma efabulação fantástica do velho João, imitando o A. T., na sua invenção de um Javé-Deus, com um trono de safiras, servido por miríades de anjos, querubins e serafins…

    Bem se esforçam comentadores e exegetas por dar sentido a toda esta efabulação, dizendo tratar-se de artifício utilizado por João, devido às condições de perseguição em que os cristãos se encontravam, por parte de Roma e dos seus imperadores sanguinários.

    Louvamos o esforço! Às vezes, até parece conseguido. Outras, bem parece não passar de… esforço, havendo afirmações que, embora categóricas, não nos incutem qualquer confiança! Mas a mistificação das realidades é tanta!… A falta de clareza e de certezas tão aflitiva!… Pois, quem poderá realmente dizer o que é simbólico e o que é real, no meio de tanta fantasmagoria?

    Assim, somos forçados a perguntar novamente: “Que Deus é este que nos é apresentado como querendo salvar-nos mas que nos dá a beber e a comer o veneno da dúvida e, consequentemente, da morte?” E a quem disser que estamos blasfemando, desafiamos, mais uma vez, a que nos dê certezas de que uma vida eterna existe, de que um qualquer Céu existe! Dêem-nos estas certezas e festejaremos tal dia, noite e dia, até ser dia, até sermos mortos para esta vida terrena que, então, sim, nada nos interessará, pois melhor mesmo é ir para a eterna e o mais brevemente possível!… Que bom que seria! Mas… infelizmente… não acreditamos que haja alguém que nos retire de tal angústia!

    Só mesmo Deus! Só Deus!… Mas… Deus – melhor, o Deus da Bíblia – é exactamente o “culpado” de toda esta nossa perplexidade. Então…, então, não sabemos se conseguimos acreditar...

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Do Fantástico ao Fantástico e dramático, ao Trágico

 O Destino e a saga de qualquer SER VIVO

  Nascer, viver e morrer são os três "momentos" em que um ser vivo, queira ou não, se vê envolvido. E tudo no Tempo! E, pelo que nos é dado saber, apenas no Planeta Terra, onde a VIDA apareceu – ninguém ainda sabe como nem exactamente o que é! – há cerca de 3.5 mil milhões de anos.

    Nascer é realmente fantástico: do nada ou, se quisermos, de um impulso vital entre dois seres já existentes – seja lá isso o que for! – unem-se células masculinas e femininas para gerar um novo ser. Com uma energia, uma força de viver que rapidamente ganha autonomia, mesmo dentro do corpo da mãe, não se coibindo de lhe gastar estrutura óssea ou molecular para se alimentar, formar, crescer e… vir ao mundo para ver o Sol brilhar… Um milagre! Não como os das religiões – todos falsos, todos inventados com propósitos vários – mas milagre real a dar sentido ao mistério que é a própria VIDA.

    Depois, a Vida é tantas vezes fantástica e há tantas coisas fantásticas na Vida que não sabemos por onde começar a enumerá-las. Talvez a mais importante, por ser a mais comum a todos, seja o próprio impulso que leva o ser a multiplicar-se para que a espécie não se extinga. E isso envolve paixão física, paixão emocional, paixão sentimental em que o físico e o psíquico (no caso do Homem e talvez da maior parte dos primatas) se misturam num sentimento chamado AMOR, embora muitas vezes não passe de uma atracção física irresistível.

     Isto no Reino animal. No vegetal, a falta de órgãos sensoriais sanguíneos gera toda uma outra dinâmica não menos bela não menos fantástica de pólens que se cruzam, de sementes que voam, de carbono que é absorvido e oxigénio que é libertado e que é vital para a respiração do mundo animal, de seivas que circulam e alimentam o ser. Mas lá está, no seu ADN, o misterioso impulso vital para que a espécie não se extinga!

    E, quanto a nós, é fantástico tudo o que deleita os nossos sentidos, tudo o que nos enche a alma, tudo o que nos faz sorrir, sonhar, amar…: a luz, as cores, as flores, a panóplia infinita de espécies vivas (que também se multiplicam, tendo lá os seus “amores” e as suas “paixões”…), a matéria e a energia que se manifestam em toda a realidade que nos envolve e nos propicia a mesma vida. Não houvera Sol, nem água e não existiria VIDA. Pelo menos, como a conhecemos. Enfim, o imenso prazer de pensar o fantástico e misterioso Universo onde este pequeníssimo astro que dá pelo nome de Terra, envolto em estrelas, teve um dia vida e um dia a perderá...

    O outro lado, o lado menos bom, o lado por vezes tenebroso da vida, existe mas não vale a pena ocupar-nos dele. Engloba toda a dor, todo o sofrimento, todo o desespero do corpo e da alma, vivido em tantos momentos que gostaríamos que não acontecessem. Mas, como inevitavelmente acontecem devido à nossa finitude, à nossa fraqueza, à nossa muitas vezes tão pouca inteligência no decidir a melhor opção perante situações ou – mais dramático! – devido ao azar que nos bate à porta, o melhor é tentar sorrir-lhe, ignorando-o como o mau da fita que é.

    Finalmente, temos o Trágico. O Inevitável! O inexorável fim! E como é inevitável e inexorável, melhor mesmo é também ignorá-lo, simplesmente, para nos focarmos em aproveitar ao máximo o tempo que nos resta de Vida – seja qual for a idade! – esta aventura única e irrepetível para cada ser que vem à vida. E brindemos a cada nascer de dia! E festejemos todos os dias! E riamos! E deliciemo-nos com todo o Belo que nos invade os sentidos! E… amemos, cantemos, dancemos, dando festa à nossa alma e ao nosso corpo para que resista o mais possível e o mais tempo possível, tentando ir para além do inexorável Fim.

    E também não vale a pena concluir nem dizer o que será o tenebroso DEPOIS! Os ignorantes dizem conhecê-lo e falam em eternidade; os sábios dizem que nada sabem a não ser que não há eternidade nenhuma para o que pertence ao Tempo... 

     Então, lancemos apenas um grande, um enorme, um fantástico, um imenso grito que ecoe para lá do Universo: VIVA A VIDA, CARAMBA!... Enquanto há VIDA!

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 430/?

 

 À procura da Verdade nas Cartas

 1ª Carta de S. JOÃO – 2/2

 – “Esta é a promessa que Ele nos fez: a Vida Eterna!” (1Jo 2,25)

– Promessa! Se pudéssemos ter a certeza de que era promessa divina!… Que revolta, meu Deus! Que revolta por não serdes capaz de Vos manifestardes de forma a nos deixares com certezas!… Dá vontade de blasfemar contra Vós. Mas também não vale a pena, pois os Vossos ouvidos não ouvem nem blasfêmias nem louvores simplesmente porque Vós – como os Homens Vos criaram – Vós simplesmente não existis, nem o Vosso Céu nem a Vossa Vida Eterna. Por isso…

–“Sabemos que quando Jesus Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos como Ele é.” (1Jo 3,2)

– Perceberam? - Não! Realmente ser semelhante a alguém por vermos como ele é, mesmo que esse alguém seja Jesus, não se percebe mesmo… Nem nos interessam “sábias” interpretações de exegetas estudiosos… pois não passam de… interpretações mais ou menos facciosas e mirabolantes que valem o que valem, i.é, NADA!

–“Os que praticam a justiça, isto é, amam o seu irmão, são filhos de Deus; os outros são filhos do Diabo. (…) Amar a Deus significa observar os seus mandamentos. (1Jo 3,10; 5,3

– Nada de novo!… De qualquer modo, atribuir ao Diabo o mal que os Homens fazem uns aos outros é, no mínimo, descartar as culpas. Os Homens fazem mal aos outros porque ou são egoístas, ou invejosos, ou perversos ou… maus mesmo! E é só! O Diabo também não existe. Se os Homens criaram os deuses das religiões à sua imagem e semelhança, de igual modo criaram o Diabo, o senhor do Mal… “Lindo”!

– “Deus deu-nos a Vida eterna e esta Vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a Vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a Vida.” (1Jo 5,11-12)

– Embora todo o entendimento seja possível, estas afirmações valem… ZERO. É um simples falar sem conteúdo, sem nexo, sem qualquer base de sustentabilidade. Mais lhe valera estar calado. Aliás, porque fala do que não sabe, mas apenas fantasia? Ao menos que tivesse a hombridade de dizer: A mim parece-me que… Ou: Eu imagino ou penso que… E não faria figura ridícula de “convencido”!

–“Nós sabemos que somos de Deus ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno.” (1Jo 5,19)

– Não estarás exagerando, caro João? És mesmo ridículo – desculpa o desabafo. Quando dizes “Nós”, a quem te referes? Depois, “o mundo inteiro ser do Diabo” é tão deprimente que deixas o teu Deus em muitos maus lençóis: não enviou Ele o seu Filho para salvar o Mundo? Então, em que ficamos? Que fracasso é este do teu Deus?

    E com este exagero, nos despedimos… deixando de lado a segunda e terceira Cartas de João, por serem repetições desta primeira, deixando também a Carta de S. Judas, que não esquece as tristemente célebres Sodoma e Gomorra, indo, assim, directamente, ao… Apocalipse!

domingo, 15 de junho de 2025

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Novo Testamento (NT) - 429/?

 

 À procura da Verdade nas Cartas – 429/?

 1ª Carta de S.JOÃO – 1/2

 – Mais difícil ou tão difícil de entender, como Paulo, é João: “É esta a mensagem que ouvimos de Deus e que agora vos comunicamos: «Deus é luz e nele não há trevas.»” (1Jo 1,5)

– Perceberam? - Nós, não! Ou é tão óbvio que nem merece comentário: se é luz não é trevas!... E depois, aquela certeza de que é Deus que lhe está a revelar tal frase que não se entende é tão, tão… difícil de acreditar!… Pois para que quer Deus confundir quem dizem que quer salvar? Seria fazer estúpido Deus!…

– “Jesus Cristo é a vítima de expiação pelos nossos pecados; e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro. (…) Os vossos pecados foram perdoados pelo poder do Nome de Jesus. (…) Vós vencestes o Maligno. Não ameis o mundo (…) pois tudo o que há no mundo - baixos apetites, olhos insaciáveis, ganância das riquezas - são coisas que não vêm do Pai mas do mundo.” (1Jo 2,2-16)

– Repete Paulo, também sem nos convencer… E volta a mencionar o Diabo, sem qualquer prova de que exista. Afirma simplesmente. Fácil, não é?!…

    E… o mundo! Também do agrado de Jesus Cristo: “Eu venci o mundo… O meu Reino não é deste mundo…” Mas… o mundo não somos todos nós com as nossas virtudes, os nossos defeitos, os nossos desejos e a nossa alma que os controla? Ou o mundo são os nossos baixos apetites que nos levam aos ditos nossos “pecados”, a nossa consciência do mal, o… Maligno?

    Tudo bem! Problema é saber o que afinal nós somos… Só a metade que não é corpo de apetites, nem alma de desejos, nem sentimentos de ambições? Afinal, quem somos nós em ordem à salvação eterna pregada por estes ditos iluminados de Deus? Melhor: que credibilidade merecem estes pregadores de uma vida eterna fantasiada e nunca provada como existente?

– “Já chegou a última hora. Vede quantos anticristos já vieram! Daí reconhecemos que a última hora já chegou.” (1Jo 2,18

– Também João!… Depois de Paulo, Pedro e o próprio Jesus Cristo. E, afinal, a última hora não chegou! Também pediríamos a João que viesse cá abaixo, lá do lugar onde certamente se encontra nos etéreos Céus, para nos dizer se afinal enganou ou não os seus fiéis. Mas… como nem Deus parece ser capaz de fazer tal milagre… quanto mais João, mísero ser humano, como todos nós…

    E deveríamos ser, de uma vez por todas, intelectualmente honestos: Se os ditos que estão no Céu não conseguem vir cá à Terra e mostrarem-se aos humanos como existentes, como querem que os humanos acreditem que eles ainda existem e estão nesses Céus? Como?

Enfim, nós que escrevemos e que analisamos criticamente estes textos ditos inspirados por Deus, tentamos ser intelectualmente honestos. Parece-nos que todos os outros - crentes e pregadores destas inacreditáveis crenças - é que o não são!