OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
UM
MANIFESTO
Subindo ao cume da montanha ou descendo ao
fundo do vale, deixando-nos ouvir o silêncio que ainda por lá exista, olhando
em redor ou o penedo que nos aparece defronte ou os horizontes a perderem-se na
ténue linha do encontro com o céu, sentir-nos-emos mais próximos do Deus
verdadeiro, senti-lo-emos presente em nós, nas coisas, nos silêncios que sobem
da Terra e descem do céu. E sentir-nos-emos mais em comunhão com o Universo de
que somos filhos, partículas, elementos, a Verdade absoluta que apregoamos.
Bem
bradam eles, os mentores das religiões, levantando, orgulhosos, os Livros
Sagrados a que atribuíram inspiração divina para os tornarem credíveis, jurando
sobre eles fidelidade para a vida: Judeus, Hindus, Cristãos, Muçulmanos… Mas,
na verdade, não houve inspiração divina nenhuma: apenas fantasia de humanos
inspirados no que os seus olhos viam, os seus ouvidos ouviam, as suas mentes
não entendiam…, criando deuses, prostrando-se diante deles, adorando-os! E, não
entendendo, criaram a Fé, negando à razão o direito de duvidar, de questionar,
de ter novas ideias. A Fé, mesmo a que “move montanhas”, é sinónimo de
obscurantismo, de ignorância, de preguiça mental, de satisfação de um certo
gostar nonsense que o Homem sente em não questionar para não ter que
enfrentar a Realidade. Se tal não acontece na vida de todos os dias, acontece
de forma categórica na Religião, tudo o Homem aceitando por comodismo ou por
inércia, dizendo-se crente. E disso se aproveitam os criadores ou seguidores
das religiões, bradando continuamente do alto das suas convicções, para não se
perderem e, sobretudo, não perderem “clientes” a quem chamam de fiéis:
“Proibido questionar! A Fé não se discute! Quem a discute perde-a!” Ah, como
nos quiseram, como nos querem fazer mentecaptos, santo Deus! E aqui, sim, aqui
evocaremos o Deus Verdadeiro para barafustar com todas as forças da alma contra
a falsidade que continua a subjugar milhões e milhões, contra os falsos papas
de todas as crenças em todos os tempos, em todos os lugares, defendendo os seus
“impérios” com evidentes interesses de poder, de vaidade, de dinheiro, de
barriga cheia, alienando as consciências com falinhas mansas ou inflamados
sermões, pondo as mãos em oração, elevando beatamente os braços para o céu ou
curvando-se até ao chão em atitude submissa perante o inexistente
Todo-Poderoso…
Esta é a realidade de hoje que o será não
sabemos até quando. Quanto a nós, nós apenas queremos ser a grande pedrada
neste charco de fantasmagorias que enlameia a dignidade do Homem como ser
possuidor de uma razão que não pode, não deve, jamais deverá deixar-se alienar!
Mesmo que tal querer nos custe a perdição no Inferno! Mesmo que sejamos
excomungados, perseguidos, ameaçados de morte por aqueles que, instalados nos
seus pedestais, não os querem perder: os ditos seguidores de Cristo com as suas
perversas inquisições, os fanáticos seguidores de Maomé, com as suas abjectas sharias!
Mesmo que, por defender tal verdade –
afinal a única Verdade! – nos levem a
própria vida!…
Assim, toda a humanidade, todos os Homens, sorriso
nos lábios, despertarão para novas realidades em que até então nunca terão
atentado, nem tão pouco delas se terão apercebido.
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