OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
PARA
ALÉM DO FIM DA BÍBLIA
A
PERGUNTA INQUIETANTE
Bonita, esta Religião! Muito racional,
muito convincente! Mas… o filósofo e matemático francês Blaise Pascal
lembra-nos que “O coração tem razões que a própria razão desconhece.”. Por
isso, é expectável que um ex-crente cristão, desesperado, nos intime de tal
modo:
«Caro senhor,
Graças aos seus “sábios” raciocínios, fez-me perder toda a minha Fé!
Agora, já não acredito no que me ensinaram em criança, no catecismo: o
simpático e comovente Menino Jesus a nascer numa gruta tão pobrezinho, a sua
simpática Mãe, a Virgem Maria, os meus anjinhos de devoção, os meus santinhos a
quem confiava todas as minhas amarguras, desgostos, sofrimentos…
Já não acredito num Redentor, aquele que foi Menino Jesus, Filho de Deus que
encarnou no seio de Maria Virgem por obra e graça do Divino Espírito Santo e
que morreu na cruz para nos redimir dos nossos pecados e oferecer-nos a
salvação no Céu, junto do Pai, se fôssemos bons e justos nesta vida, após a
purificação do pecado original, pecado cometido pelos primeiros pais da
humanidade, Adão e Eva, no santo Baptismo.
Já não acredito nos milagres desse Jesus durante a sua pregação, nem nos
estrondosos milagres que foram a sua ressurreição ao terceiro dia, os seus
aparecimentos como ressuscitado a Maria Madalena e aos apóstolos, a sua
majestática subida aos Céus de onde um dia havia de vir a julgar os vivos e os
mortos, no fim do mundo.
Já não acredito nesse Juízo Final em que os bons iriam para a direita de Deus –
o Céu – e os maus para a sua esquerda – o Inferno!
Já não acredito nem em anjos nem em demónios.
Já não acredito na vida
eterna, no Céu, junto de Deus, junto dos seus anjos e seus santos, na corte
celestial.
Enfim, já não acredito em nada do que o Credo Católico me diz para acreditar!
Então, que me resta para dar sentido a esta vida que me ensinaram ser uma
passagem para a outra, a vida eterna, num Céu junto de Deus, numa felicidade
perene, sempre sorridente, sempre jovial, sempre gozoso? Que me valem os
sacrifícios, o ser bom para com os outros, o aceitar sem me revoltar o
sofrimento e a morte? Enfim, que me vale viver, se esta vida é tão efémera que
mal se começa logo ali se acaba, como acabam todas as vidas de qualquer ser
vivo, vindo da Natureza e nela se reintegrando para sempre, num total
esquecimento do que um dia foi?
Tanta pergunta sem resposta deixa-me desesperado, completamente desesperado por
não encontrar sentido para a vida. E FOI VOCÊ QUE MO ROUBOU!
Por isso, carradas de razão que tenha nos seus raciocínios racionalistas, não
lhe agradeço, mas condeno-o com toda a veemência! É que não tenho salvação
possível em qualquer horizonte que vislumbre!
E deixe-me que lhe diga
com sinceridade:
A
“sua” Religião, é uma religião fria, sem emoções, sem alma, com um DEUS que
afinal não é DEUS porque não tem rosto!
Nem
lenitivo para a dor física ou moral, nem alívio para o desespero, nem esperança
para a morte. Então, para quê a quero?»
(Resposta no próximo texto)
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