sábado, 11 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 12/?

 

OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

PARA ALÉM DO FIM DA BÍBLIA

A PERGUNTA INQUIETANTE

    Bonita, esta Religião! Muito racional, muito convincente! Mas… o filósofo e matemático francês Blaise Pascal lembra-nos que “O coração tem razões que a própria razão desconhece.”. Por isso, é expectável que um ex-crente cristão, desesperado, nos intime de tal modo:

«Caro senhor,
Graças aos seus “sábios” raciocínios, fez-me perder toda a minha Fé!
Agora, já não acredito no que me ensinaram em criança, no catecismo: o simpático e comovente Menino Jesus a nascer numa gruta tão pobrezinho, a sua simpática Mãe, a Virgem Maria, os meus anjinhos de devoção, os meus santinhos a quem confiava todas as minhas amarguras, desgostos, sofrimentos…
Já não acredito num Redentor, aquele que foi Menino Jesus, Filho de Deus que encarnou no seio de Maria Virgem por obra e graça do Divino Espírito Santo e que morreu na cruz para nos redimir dos nossos pecados e oferecer-nos a salvação no Céu, junto do Pai, se fôssemos bons e justos nesta vida, após a purificação do pecado original, pecado cometido pelos primeiros pais da humanidade, Adão e Eva, no santo Baptismo.
Já não acredito nos milagres desse Jesus durante a sua pregação, nem nos estrondosos milagres que foram a sua ressurreição ao terceiro dia, os seus aparecimentos como ressuscitado a Maria Madalena e aos apóstolos, a sua majestática subida aos Céus de onde um dia havia de vir a julgar os vivos e os mortos, no fim do mundo.
Já não acredito nesse Juízo Final em que os bons iriam para a direita de Deus – o Céu – e os maus para a sua esquerda – o Inferno!
Já não acredito nem em anjos nem em demónios.

Já não acredito na vida eterna, no Céu, junto de Deus, junto dos seus anjos e seus santos, na corte celestial.
Enfim, já não acredito em nada do que o Credo Católico me diz para acreditar!
Então, que me resta para dar sentido a esta vida que me ensinaram ser uma passagem para a outra, a vida eterna, num Céu junto de Deus, numa felicidade perene, sempre sorridente, sempre jovial, sempre gozoso? Que me valem os sacrifícios, o ser bom para com os outros, o aceitar sem me revoltar o sofrimento e a morte? Enfim, que me vale viver, se esta vida é tão efémera que mal se começa logo ali se acaba, como acabam todas as vidas de qualquer ser vivo, vindo da Natureza e nela se reintegrando para sempre, num total esquecimento do que um dia foi?
Tanta pergunta sem resposta deixa-me desesperado, completamente desesperado por não encontrar sentido para a vida. E FOI VOCÊ QUE MO ROUBOU!
Por isso, carradas de razão que tenha nos seus raciocínios racionalistas, não lhe agradeço, mas condeno-o com toda a veemência! É que não tenho salvação possível em qualquer horizonte que vislumbre!

E deixe-me que lhe diga com sinceridade:

A “sua” Religião, é uma religião fria, sem emoções, sem alma, com um DEUS que afinal não é DEUS porque não tem rosto!

Nem lenitivo para a dor física ou moral, nem alívio para o desespero, nem esperança para a morte. Então, para quê a quero?»

(Resposta no próximo texto)

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