terça-feira, 12 de setembro de 2017

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 146/?

À procura da VERDADE nos livros Proféticos

JEREMIAS 6/15

- “Por isso, assim diz Javé dos exércitos: Já que não ouvistes as 
minhas palavras, mandarei convocar todas as tribos do Norte - 
oráculo de Javé - e também o meu servo Nabucodonosor, rei da 
Babilónia, para virem contra este país, contra os seus habitantes 
e contra todas as nações vizinhas. Vou condená-los todos ao 
extermínio (…) O país inteiro será entregue à destruição e desolação 
e o povo ficará escravo do rei da Babilónia durante setenta anos. 
Depois (…) castigarei o rei da Babilónia e o seu povo - oráculo 
de Javé - (…) por causa dos seus crimes. Vou transformá-lo em 
desolação permanente.” (Jr 25,8-12)
- Tais palavras apresentam um Javé que parece andar divertindo-se 
castigando ora uma ora outra nação. Ridículo para um Deus-Deus 
que deveria estar muito acima de todas estas pequenas - que 
serão sempre pequenas por maiores catástrofes ou destruições que 
sejam - questiúnculas entre povos que se guerreiam e se destroem 
conforme o poder que cada um consegue alcançar. E sempre 
num pequeno lapso de tempo da História. Depois, como considerar 
isto profecia se foi escrito depois dos factos terem acontecido? Aliás, 
aquela precisão dos 70 anos é… de mestre profético! Perante tais 
considerandos, porque temos estes textos como “Livros Sagrados”, 
Livros da Fé? Ah, que Fé baseada em tão fracas bases, Santo Deus! 
E não deixa de ser interessante - ou melhor, intrigante - o pagão 
Nabucodonosor, arrasador de nações, ser chamado de “servo” por 
Javé. Só porque vai servir de mão divina para castigar Israel pelos 
seus pecados? É… inadmissível! Alguns dirão que é tudo simbólico, 
tudo metafórico. Mas, como nos havemos de entender com isto de 
às vezes ser simbólico e, outras vezes, nas mesmas circunstâncias, 
ser real?
- “Assim me disse Javé, o Deus de Israel: Toma de minha mão esta 
taça de vinho da minha ira e dá a beber dela a todas as nações às quais 
te envio. (…) Eu tomei a taça da mão de Javé e fiz que bebessem dela 
(…) Jerusalém, (…) Judá (…) Egipto (…) Hus (…) Ascalon, Gaza, 
Acaron (…) Azoto, Edom, Moab (…) Amon (…) Tiro (…) Sidónia 
(…) Dadã, Tema e Buz (…) Zambri (…) Elam (…) Media (…) Norte 
(…) Um após outro fiz com que todos os reinos que existem sobre a face 
da Terra bebessem. E o rei da Babilónia beberá depois deles.” 
(Jr 25,15-26)
- Só perguntamos: E os outros povos da Terra quase todos 
desconhecidos de Jeremias, mas certamente não de Javé? Não 
“gostariam” também eles de “provar” de tal vinho da ira de Javé?! 
Acaso concebe-se um Javé-Deus hipotecado apenas na salvação ou 
castigo de um povo tão pequeno, numa parcela da Terra tão pequena, 
num espaço do Universo que não tem qualquer significado?!
- “Eu convocarei a espada contra todos os habitantes da Terra (…) Tu 
porém, anunciarás todas estas coisas e dir-lhes-ás: Javé ruge lá do alto, 
da sua santa morada (…)” (Jr 25,29-30)

- Que Terra? Que alto? Que morada? Que rugir de Javé? Se a Terra é 
minúscula partícula no espaço, se o céu não tem alto nem baixo, se 
Deus - a existir - está em toda a parte? Ah, que Deus tão pequenino 
estes bíblicos criaram! Deus, por ser infinito e eterno contém tudo 
o que existe fora e dentro do espaço – espaço infinito – e todo o tempo, 
tempo que só existe para os que participam no ciclo: nascimento, 
crescimento, morte. Defini-lo-íamos como O TODO ABSOLUTO ONDE 
TUDO SE INTEGRA, DO ÁTOMO ÀS ESTRELAS, AO UNIVERSO 
QUE NÃO PODERÁ SER SENÃO INFINITO. (Aliás, se o Universo, 
do qual conhecemos apenas uma pequeníssima parte, não é infinito, o 
que haverá para além dele?). A Bíblia está toda ela construída sobre a 
ignorância total da realidade Terra-Universo e não merece, por isso, 
qualquer credibilidade, como os teólogos, num exercício intelectualmente 
desonesto, “impõem” às populações ignorantes. Lamentável! 

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