sábado, 28 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 7

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

IX

Um nome

– Demos-lhe o nome de “Os Adoradores do Deus Verdadeiro”. Mas talvez lhe possamos chamar: “Os Adoradores do Deus da Harmonia universal”. Ou simplesmente: “Os Adoradores de Deus".

                                                      X

Um Credo

    – “Creio no Deus da Harmonia Universal, infinito e eterno, que se manifesta em todas as coisas visíveis e invisíveis, vivas e não vivas, sendo Ele a Matéria e a Antimatéria, o Tempo e o Espaço, a Energia universal que tudo move, em acto ou em potência.

      – Creio na eterna integração universal de tudo quanto se actualiza em ser ou em vida, num dado momento do Tempo, num dado Espaço, não vindo nem indo para parte nenhuma, embora sempre em movimento, sempre em evolução, sempre em mudança.     

    – Creio no Homem, esse ser inteligente, composto por Corpo e Cérebro, complexo órgão que, sendo pura matéria, produz anti-matéria: raciocínios, abstrações, emoções, sentimentos…, estando nele sediada a própria consciência que tem de si.

    – Creio na Ciência e no Conhecimento como bases para tudo aquilo que o Homem pode alcançar, a nível metafísico, indo muito para além da sua evolução física, integrado que está na Natureza animal.

    – Creio na inteligência do Homem que lhe permite pensar tudo isto e lhe permitirá conhecer e aceitar toda a Verdade que ele é: uma centelha de vida que aparece e desaparece, por acaso, num dado tempo, num dado lugar, tirando daí ilações para a vida.

    – Creio que o lado BOM do Homem prevalecerá sobre o lado MAU e as suas virtudes levá-lo-ão a criar, um dia, uma sociedade perfeita e justa, tendo cada um aquilo que merece.

    – Creio na solidariedade universal e na capacidade do Homem para dominar a Terra como seu habitat, sem a destruir, autodestruindo-se.

    – Creio no prazer e na alegria, no optimismo e no pensamento positivo, na esperança e no sorriso que dão mais sentido à vida.

    – Creio na vida que foi, é e será a coisa mais bela que poderia ter acontecido à face da Terra.

    – Creio que o Homem ter tido a inteligência capaz de pensar tudo isto é o maior milagre dessa mesma vida, no seu processo de imparável evolução.

    – Creio, enfim, que o haver vida é a mais tremenda e a mais maravilhosa manifestação do Deus da Harmonia Universal a quem bendiremos para sempre. Ámen!”

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 6

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

VIII

Valores

Todos os valores humanistas de todas as religiões, filosofias, pensamentos. Valores da Ética e da Moral. Também aqui nada se perdendo, mas apenas se direccionando para o outro Homem, o Homem novo, o Homem “criado” pela Ciência, porque imbuído dela…, onde poderá sobressair o amor ao próximo de um Jesus Cristo, visando a tão almejada fraternidade universal.

Exemplos:

O valor da VIDA, o maior dos valores para um ser vivo

Os valores da liberdade, da igualdade, da fraternidade e da solidariedade

O valor da honestidade

O valor da competitividade não desenfreada, mas em solidariedade com o seu adversário (entenda-se como se quiser!)

O valor da paz

O valor do amor ao BEM, à perfeição, ao BELO

O valor da sinceridade, da lealdade, da cordialidade.

O respeito pela Terra, esse pequeníssimo astro perdido na imensidão do Cosmos, mas a Mãe que nos deu a Vida, nos alimenta e para onde regressaremos para sempre, transformados em átomos e moléculas…

O respeito pela VIDA, saga onde tivemos a sorte de nos integrarmos e dela usufruir sem nada ter feito para merecer tal privilégio

O respeito pelo outro e por todos os seres vivos, não nos tornando espécie infestante, mas controlando a natalidade humana

O respeito pelo nosso corpo, essa máquina magnífica de complexidade, onde cada peça funciona em uníssono com todas as outras, mantendo-nos vivos.

O culto da Verdade

O culto do optimismo e da positividade

O culto do espírito de humor para sermos elementos agradáveis ao convívio com os outros

O culto da esperança

O culto da iniciativa para melhorar o que pudermos à nossa volta

O culto da simpatia, da empatia e da delicadeza no trato

O culto do perdoar

O culto da compreensão e da tolerância para com os outros quando erram, perdoando-os, mas exigindo a rápida correcção dos seus erros e o propósito de não voltar a cometê-los.

O culto do cumprimento do dever

O culto do esforço para tornar a Terra num Paraíso para o Homem, em comunhão com todos os seres vivos que a habitam, já que os Paraísos e os Infernos das religiões não existem.

O culto da bondade e da solidariedade

O culto da alegria:

- alegria de viver

- alegria de ter sucesso no que nos vai acontecendo, devido ao nosso esforço

- alegria de sermos capazes de vencer tristezas, dores e frustrações

- alegria de estarmos bem com quem connosco partilha vida

- alegria de fazermos felizes os outros

Enfim, o culto da gratidão a Deus pelo dom da VIDA, gratidão aos familiares e amigos pelo amor e a amizade que nos dão no dia-a-dia.

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 5

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A Bíblia desta Religião

VII

Orações

Novas orações, obviamente.

    Ao Deus com quem partilharemos momentos de prazer para ser ainda maior o prazer, mas também momentos de dor para que a dor seja mais leve, mais fácil de levar, toleravelmente suportável; sobretudo, a dor psicológica quando a alma se sente louca de amargura, de frustração, de desgosto…

    Ao Deus de que todos fazemos parte, a quem agradeceremos, ao fim do dia, mais um dia de vida que tivemos, que bendiremos por nos trazer a noite e o descanso, pedindo-Lhe que não nos abandone ainda no dia seguinte e no outro e no outro, até termos a percepção de que não é por “vontade” d’Ele que não podemos continuar vivos, mas porque a reintegração no Universo nos chama inexoravelmente. Aí, tendo-se esgotado o nosso tempo, abriremos os braços, fechando os olhos, ainda agradecendo o termos tido um dia vida, e partiremos sem azedume, sem tristeza de nós ou dos que nos foram próximos, sendo ainda capazes, o corpo já se desvanecendo, de um sorriso de paz e de reconciliação com o mundo que nos viu nascer, crescer e ali morrer… para sempre! Nada de choros, nada de funerais, nada de cemitérios! Apenas belas canções, embora aqui de alegrias contidas pois será também anti-humano perdermos alguém do nosso convívio e desatarmos em esfuziantes gargalhadas de contentamento… E que consigamos ainda dizer, mesmo apenas balbuciando, contentes de nós: “Eu vali a pena! Valeu a pena ao Mundo e ao Universo eu ter vindo à VIDA!” Embora saibamos que, se não tivéssemos vindo, tudo rodaria exactamente na mesma, apenas com uma levíssima e efémera perturbação por nós provocada, no Espaço-Tempo que ocupámos enquanto vivos.

    Mas haverá sempre que rezar ao Eterno Desconhecido porque rezar faz bem à alma carente de certezas quando não de afectos e solidariedade. E quem senão Ele para colmatar tal necessidade? Aliás, seria bem mais simpático se fosse Eterno sem ser Desconhecido, podendo nós ter um alguém com rosto a quem dirigíssemos tais preces... Mas reconhecemos que, ontologicamente, seria um Deus impossível: no momento em que o fosse deixava de o ser; e nós, tendo a realidade que temos, sendo a matéria que somos, não é racional nem científico querer o impossível! É o MISTÉRIO do “Grande Desconhecido” sempre a acompanhar-nos!

    Um exemplo de oração? “Bendizei a Deus porque Ele é a nossa energia, a nossa luz, a nossa vida! Ele está em nós e cada um de nós está n’Ele. Bendizei-O ao deitar porque o dia chegou ao fim! Bendizei-O ao acordar porque um novo dia se começa! Bendizei-O sempre e em toda a parte porque Ele é eterno e infinito, tudo sendo e tudo contendo, existindo desde sempre e para sempre!”

    E haverá orações-poema para cada festa! Cânticos de suaves melodias ou de toques de trombeta se a tanto a festa convidar! Um desafio a todos os mentores religiosos do mundo: sheiks, imãs, gurus, rabinos, padres, sacerdotes, pastores, bispos, cardeais, papas. Todos convidados a participarem nesta religião da Verdade e a deixarem as suas religiões de fantasia (para não dizer, mais contundentemente, de mentira, vivendo comodamente à sombra ou à custa delas). Todos a trazerem o que de bonito, em ritos e cerimónias, em cânticos e rezas, em bíblias e credos, em evangelhos e deuteronómios, existe nas suas religiões. Claro, sem os seus fundamentalismos e os erros, alguns bem grosseiros à luz da razão, de que enfermam esses livros ditos sagrados, com tanta invenção, ignorância e mentira à mistura...