domingo, 2 de julho de 2017

Existir: drama ou a glória de ter vindo à vida? 2/2


                                                                      
A realidade que somos e em que nos movemos
(Texto fundamental: a VERDADE DO HOMEM)

CONCLUSÕES:
1 – Haverá, por esse Universo, incontáveis planetas de estrelas, onde haja 
condições para aparecer vida, tal como na Terra. Logo, também espécies 
inteligentes como a nossa. O grande problema de contacto: as distâncias, 
medidas em anos-luz, que nos separam de tais planeta.
2 - A VIDA chegou à “produção” do Homem, na Terra, por evolução, 
sobrevivendo sempre o mais forte e o mais bem adaptado ao habitat onde 
proliferou, continuando a ser um mistério a tremenda biodiversidade que 
conhecemos, havendo ainda muitas espécies desconhecidas. Em termos 
cósmico-temporais – o TEMPO conhecido – o Homem apareceu há apenas 
alguns minutos…
3 - Se tudo está em evolução – os seres vivos, desde o seu início em que 
da matéria brotou a vida… – é racionalmente aceitável que a evolução 
continue até que a Terra desapareça, absorvida aquando da transformação 
do Sol numa gigante vermelha, facto que ocorrerá daqui a c. de 4,5 mil 
milhões de anos. Interessante a pergunta: que tipo de HOMEM haverá 
nessa altura? Ou já terá desaparecido, como tantas espécies que todos os 
dias se extinguem?
4 – Cada um de nós é único e irrepetível. Objectivamente, somos, no rolar 
da vida – energia em perpétuo movimento que se manifesta onde haja 
condições para que aconteça – fruto do acaso, da união de um dado 
espermatozoide (num acto em que estiveram em competição c. de cinco
milhões de candidatos…) com um óvulo.
5 – Dramática a pergunta: “Afinal, para quê viemos à vida?” – A resposta 
nua e crua: “Para nada! Foi apenas por acaso! Tal como acontece com 
qualquer outro ser vivo.”
6 – Perguntas não menos dramáticas: “O que fazemos aqui? Donde viemos 
e para onde vamos?” – As respostas – subjectivamente cruéis – são simples: 
“Aqui, fazemos parte da evolução da energia em perpétuo movimento, 
nascendo, vivendo, morrendo. Viemos da matéria energizada ou em 
movimento e voltamos para essa mesma matéria. Sem deixar rasto e, 
numa perspectiva cósmica, sem que tenhamos tido qualquer interesse 
para o Universo. Aliás, nem qualquer interesse para a Terra, onde os 
rios corriam, quando cá chegámos, correm e continuarão a correr, 
impávidos e serenos, ignorando completamente a nossa passagem, 
quando nos formos…”
7 – Ainda mais dramáticas: “Que faremos de todos os nossos sonhos, dos 
nossos sentimentos, das nossas relações, das nossas fantasias, dos nossos 
desejos, dos nossos amores, dos nossos conhecimentos, das nossas 
emoções?” – Resposta também nua e crua: “Não faremos nada; tudo é 
bom para a vida; tudo se perde na morte!”
8 – E ainda e enfim: “O que fazer do nosso desejo louco de eternidade 
num Paraíso de delícias, após a morte?” – “É para esquecer! A 
eternidade não nos é possível, seja com este corpo, seja com esta alma, 
esta razão, esta emoção. Somos totalmente matéria. O espírito ou alma 
(razão e emoção) que parece existir em nós, não é mais do que uma 
elaboração do cérebro, neurónios e sinapses, logo fruto da matéria, logo 
matéria! Morrerá com a morte de todo o corpo.”
9 – A realidade vista de outro ângulo: Somos um pontinho no Planeta 
Terra, Terra que é pontinho no sistema solar, sistema solar que é 
pontinho na Galáxia Via Láctea, Galáxia que é um pontinho neste 
Universo, o único conhecido. Essa a nossa real dimensão, essa a nossa 
VERDADE: um pontinho, aparecendo e logo desaparecendo no TEMPO…
10 – E quem quiser dar um sentido à mesma VIDA, bem pode 
socorrer-se do slogan: “Fazer um filho, plantar uma árvore e escrever 
um livro.” Três objectivos que apontam para o perpetuar a espécie 
(oxalá sem se tornar espécie infestante, predadora de tudo quanto é 
comestível…) o colaborar com a Natureza que lhe alimentou a vida e, 
enfim, participar, com as suas ideias, na evolução da raça humana, 
enquanto sociedade, que deveria caminhar para a fraternidade universal, 
logo, lutando contra tudo o que apela à violência gratuita de irmão 
contra irmão, num grandíssimo “NÃO!” às guerras, ao fabrico de 
armas, à fome, à injustiça!
11 – Enfim, já que viemos à VIDA, que seja gloriosa a nossa vinda! 
Que nenhum momento dela se perca, vivendo-a intensamente e o melhor 
que soubermos e pudermos, não nos deixando levar só pelo sentimento ou 
pela emoção! Nem… pelas pequenas coisas! O melhor mesmo é 
DELICIARMO-NOS COM O BELO QUE NOS RODEIA E NOS 
CONVIDA, DO ÁTOMO ÀS ESTRELAS, AO UNIVERSO, em total 
“open mind” connosco e com os outros, dando à VIDA O SENTIDO 
QUE MAIS NOS APROUVER! AGRADECIDOS!... SORRINDO!…


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