domingo, 4 de janeiro de 2026

Que final possível para terminarmos a nossa análise crítica da Bíblia?

 

Segundo final possível – 2/2

Foram 436 textos!

 2ª Hipótese – 2/2

 – A “irracionalidade” de um Jesus Cristo não vem nem da sua extraordinária mensagem, nem muito menos dos seus supostos milagres que provam, tal como diz Nicodemos (Jo 3,2) que Ele vinha ou estava ou tinha a força de Deus. Vem do facto de não nos ter mostrado tudo o que anunciou como Verdade eterna, pedindo-nos tão somente para acreditarmos nele e nas suas obras… Que “insensato” Jesus! E… que “injusto” Jesus! Como querias que acreditássemos assim em tudo sem… nada ver, sem… nada entender? Como? - já perguntámos dezenas de vezes, ao longo da análise crítica do NT.

– Pior! Há ameaças para os que não acreditarem! “Quem não acreditar, será condenado e por toda a eternidade…” Quem, Jesus, quem é que quer ser condenado e condenado para a eternidade? Quem? E se essa condenação depende de se acreditar ou não em Ti, porque não agiste de modo a Te “adaptares” à nossa condição de seres racionais, à nossa… condição humana? Não pudeste…, não quiseste…, ou NADA nos poderias mostrar além da tua capacidade de fazer supostos milagres, tendo algumas capacidades para dominar a matéria e a ordem estabelecida pela Natureza para o comum dos mortais, com um simples gesto, uma simples palavra ou mesmo um pensamento…, exactamente porque NADA havia a mostrar e o teu Céu, o teu Pai, a tua Eternidade, os teus Anjos, os “teus” demónios… foi tudo invenção tua, das tuas extraordinárias, sobrehumanas, sobrenaturais, “divinas” capacidades?!… Não Te era “fácil” considerares-Te Filho de Deus, sentindo-Te possuir tais capacidades e tal poder sobrehumano?

– E outra grande dúvida, outra grande questão é porque, com todo esse teu poder, não pudeste “fugir” às Escrituras que Te “mandavam” morrer e ir para o matadouro como um cordeiro, embora depois tivesses supostamente ressuscitado, como disseste.

– É! Não Te salvaste a Ti mesmo da morte e morte da cruz, mas ressuscitaste-Te, como fizeras a Lázaro, ao filho da viúva, à filha de Jairo! Ressuscitaste?!… E enquanto aqueles voltaram a comer e a beber e… a morrer, Tu, não! Tu foste para junto de teu Pai, dizendo-nos que nos ias preparar um lugar: “Vou preparar-vos um lugar!” Como é realmente difícil “escapar-Te”, Jesus! Como é difícil não acreditar em Ti, mas... apenas pela Fé! Pela razão, é manifestamente impossível! Então, como conseguiremos, no meio deste balançar angustiado e angustiante entre Fé e Razão, entre a Verdade que nos apregoaste mas não nos mostraste, ter alguma esperança na vida eterna?…

 Para além deste final, um irónico sorriso, numa interpretação original do início da Bíblia

     Do barro, Deus criou Adão. Da costela de Adão, Deus criou Eva. Eva é tentada pela serpente e engana Adão. Resultado: Expulsão do Paraíso!

    Têm dois filhos: Caim e Abel. Caim mata Abel, dando-se o primeiro assassínio e fratricida da História do Homem.

    Este, o início do Génesis, depois de Deus ter criado o mundo. Esta, a Bíblia, no seu “melhor”! A Palavra de Deus, vejam só!

    Numa interpretação romântica da coisa, poderíamos considerar a tentação de Adão, como a oferenda da sua “serpente” a Eva que lhe mostrava escandalosamente o seu “fruto proibido”. E, sendo ela bonita, como não poderia deixar de ser, vinda directamente das mãos do Criador, nenhum Adão deste mundo resistiria a tal charme a transbordar de sensualidade: estavam no Paraíso de todas as delícias. Se este não existiu realmente, inventemo-lo agora…

    Assim, grávida, lá apareceu o simpático Abel. Mas veio, depois, Caim, o maldisposto e egoísta. De tal modo que, pensando que o mundo era pequeno demais para os dois, matou o seu rival com quem teria de dividir metade da Terra e do Céu…

Tudo tão estúpido, não é?

Mas é ao que nos leva esta "Santa Palavra de Deus" que dizem ser a Bíblia…

FIM