terça-feira, 28 de outubro de 2014

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 35/?

À procura da VERDADE no livro dos NÚMEROS - 3




                             Outra imagem de Moisés fazendo brotar água da rocha

- E que dizer daquele milagre, também de morte, que Moisés “solicita” 
a Javé para provar que ele é o enviado? “Logo que Moisés acabou de 
falar, o chão rachou debaixo dos pés deles, a terra abriu a boca e 
engoliu-os com as suas famílias (…) e todos os seus bens. (…) Saiu 
um fogo da parte de Javé e devorou os duzentos e cinquenta homens (…)” 
(Nm 16,31-35)
- Mortos e bem mortos! Pela terra que os engoliu e pelo fogo de Javé 
que os queimou!… Uma limpeza “divina”! Era preciso tanto, Javé?
- Talvez! Não esqueçamos, sorrindo, que aquele era “povo de cabeça dura”…
- No entanto, Javé continua a ordenar, a ensinar, a dar normas sobre: as
 funções do chefe, as funções dos sacerdotes, os direitos dos sacerdotes, a 
água da purificação,… (Nm 17-19). Repetimos: obviamente que não era 
Javé que proclamava estas normas mas o autor, certamente da classe 
sacerdotal ou a mando desta; é que, colocando tais normas na boca de 
Javé, o povo crente, obedecia-lhes muito mais facilmente com o temor 
do castigo que estava sempre pendendo sobre as suas cabeças. Bela, mas 
não menos perversa, esta invenção da classe sacerdotal! E, se bem 
analisarmos as religiões actuais e a actuação dos seus mentores, essa 
perversidade continua. Sempre o mesmo temor do castigo divino, com o 
inferno eterno como fundo… Uma inversão total dos valores humanos! 
Quando é que o Homem se convence da perversidade e falsidade das 
religiões e pauta a sua actuação por valores de uma sociedade justa e 
equilibrada sem medos do divino e, obviamente, também não esperando 
recompensas desse mesmo divino cuja existência nunca foi credivelmente 
provada?
- Problema é quando falta a água ou a comida: “Porque nos fizeste sair do 
Egipto, trazendo-nos para este lugar deserto, onde não se pode semear, sem 
figueiras, vinhas e romãzeiras e até sem água para beber? (…) E Javé disse 
a Moisés: Pega na vara e (…) ordena que a rocha faça brotar água (…) 
para dar de beber à comunidade e aos animais.” (…) E a água jorrou em 
abundância. (Nm 20,5-8)
- Jorrou a água, beberam a água, eles e os animais deles, mas não se livraram 
do castigo de Javé! “Então Javé disse a Moisés e a Aarão: Já que 
não acreditastes em Mim e não reconhecestes a minha santidade na presença 
dos filhos de Israel, não fareis entrar esta comunidade na terra que lhes vou 
dar.” (Nm 20,12)
- Verdade! “Aarão morreu ali no alto do monte.” (Nm 20,28) E Moisés, 
por enquanto, vai conquistando cidade após cidade, tudo consagrando ao 
extermínio, o que “significava destruir completamente tudo o que pertencia 
ao inimigo; desse modo, evitava-se nomeadamente a sedução dos cultos 
cananeus.” (Nota a Nm 21,1-3, ibidem)
- Inacreditável! Moisés exterminando em nome de Javé! Que importa a 
vida dos Homens? Não importa apenas a vida do povo eleito - que nem 
sempre!!! - e o não se contaminar com cultos pagãos, afronta das afrontas a 
um Javé ciumento?!
- Estranha é a história do adivinho Balaão com a sua jumenta que fala e tem 
visões divinas, “brincando” com o anjo de Javé. Origina, no entanto, uma ou 
duas belas páginas de inspiração invulgar neste autor “sagrado”: (…)
“Como são belas as tuas tendas, Jacob,
e as tuas moradas, Israel!
São como vales que se estendem,
como jardins nas margens de um rio,
como árvores perfumadas
que Javé plantou,
como cedros ao longo das águas!” (Nm 24,5-6)

Mas, na nossa mente, fica o sabor amargo do sangue derramado por 
Moisés, em nome de Javé, para que os israelitas pudessem apoderar-se 
daquelas terras… Um sabor realmente ensanguentado que, passados três 
mil anos, se repete dramaticamente, hoje, não já com os judeus ou cristãos, 
mas com os muçulmanos que vão conquistando e aterrorizando o mundo, 
em nome de Alá!

domingo, 19 de outubro de 2014

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 34/?

À procura da VERDADE no livro dos NÚMEROS - 2


                                                               
                                                                 Recolhendo o maná no deserto...

- Dando cumprimento ao prometido, neste caminhar pelo deserto, 
“Javé levantou do mar bandos de codornizes, fazendo-as cair no 
acampamento (…). O povo passou o dia todo, a noite e o dia seguinte 
a recolher codornizes; quem recolheu menos, chegou a juntar dez cargas 
de burro. E estenderam-nas ao redor do acampamento. Estavam ainda 
com a carne na boca (…) quando a ira de Javé se inflamou contra o povo, 
ferindo-o com grande mortandade. O lugar ficou a chamar-se Cemitério 
da Avidez (…)” (Nm 11,31-34)
- Estranho este castigo de… morte! Quem disse ao povo que apenas deveria
 apanhar o necessário para aquele dia? Não é uma virtude o ser-se 
previdente? Ou simplesmente a carne estragou-se com o sol do deserto e… 
Enfim, incongruências “divinas”!… Mas… volta a revoltar-nos as 
entranhas tal estranha actuação “divina”! Depois, para quê aquele 
desperdício de carne tanto da parte de Deus como da parte dos Homens? 
Se quem apanhou menos, apanhou dez cargas de burro, quanto não teriam 
os outros apanhado?
- E, apesar dos castigos e de tantos e tamanhos milagres,… há ainda os 
que não acreditam! “Os filhos de Israel murmuravam contra Moisés 
e Aarão (…): Seria melhor que tivéssemos morrido na terra do Egipto! 
(…) Porque é que Javé nos trouxe para esta terra? Para morrermos à 
espada e para que as nossas mulheres e crianças se tornem escravas? 
Não seria melhor voltar para o Egipto? (…) Dois daqueles que foram 
explorar a terra (…) disseram: A terra que fomos explorar é boa (…) 
excelente (…) é uma terra onde corre leite e mel. (…) Não vos revolteis 
contra Javé, não tenhais medo do povo dessa terra. Nós devorá-los-emos 
como um pedaço de pão (…) porque Javé está connosco. Toda a comunidade, 
porém falava em apedrejá-los. Nesse momento, a glória de Javé apareceu 
(…) e Javé disse a Moisés: Até quando este povo Me vai desprezar? Até 
quando se recusará a acreditar em Mim, apesar de todos os sinais que tenho 
feito entre vós? Vou feri-lo com peste e deserdá-lo.” (Nm 14,2-12)
- O argumento que Moisés invoca para escapar ao castigo é… divino! “Se 
agora fazes perecer este povo (…), as nações ouvirão a notícia e dirão: Javé 
não conseguiu levar esse povo à terra que lhes havia prometido; por isso, 
matou-o no deserto.” (Nm 14,15-16)
- E Javé perdoou mas… castigou: “Suportareis o peso das vossas faltas 
durante quarenta anos. (…) Eu sou Javé e juro que vou tratar deste 
modo a comunidade que se revoltou contra Mim: serão consumidos 
neste deserto e nele morrerão.” (Nm 14,34-35)
- Realmente, tal povo só com castigos - e castigos de morte - é que poderia 
ser governado. Se nem Javé o conseguia com todos aqueles milagres! Mas, 
Javé, não te excedeste ao mandar matar o pobre coitado que apanhava lenha 
em dia de sábado?! “Javé disse a Moisés: Esse homem é réu de morte. Toda 
a comunidade deverá apedrejá-lo fora do acampamento. (…) E o homem 
morreu conforme Javé tinha ordenado a Moisés. (Nm 15,35-36)
- E… à pedrada! Mesmo para exemplo, não valia mais a vida de um homem 
que o guardar do sábado?
- Nunca se sabe! Ou… sabia-o o omnisciente Javé. Com povo de cabeça tão 
dura, só a morte em público para que outros não cometessem tamanho pecado!

- Ah, como tudo isto é estranho, rondando a estultícia mais primária, 
deixando-nos estupefactos perante tantas “barbaridades” e violências. 
Lembram-se do que disseram os homens: “…não tenhais medo do povo 
dessa terra. Nós devorá-los-emos como um pedaço de pão (…) porque 
Javé está connosco.”? É: Javé será sempre o “bode expiatório” para 
explicar as rasias que o povo judeu praticou sobre os povos que ia 
conquistando, até os expulsar das suas terras – a Palestina! – chamando-lhe 
a Terra Prometida… 

sábado, 11 de outubro de 2014

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 33/?

À procura da VERDADE no livro dos NÚMEROS - 1


Moisés "fazendo brotar" água da rocha...

- Javé manda Moisés recensear todo o povo, dizendo-lhe 
pormenorizadamente como e o que deve fazer. Depois, continua num 
já tradicional tom normativo, sobre: a expulsão dos impuros (os leprosos, 
os que têm gonorreia e os que se contaminaram com palavras), os 
pecados contra o próximo, o direito a defender-se, a consagração a 
Javé, o sacerdote, o culto a Javé, a celebração da Páscoa,… (Nm 1-9)
- E… a ordem de Javé é de avançar rumo à Terra Prometida. As doze 
tribos bem ordenadas caminham como exército em ordem de batalha, 
a Arca da Aliança, no meio delas… E Javé até ensina a chefia participada 
e representativa!… (Nm 11)
- Mas… “O povo começou a queixar-se das suas desgraças a Javé. Ao 
ouvir a queixa, inflamou-se a sua ira e o fogo de Javé começou a devorar 
uma extremidade do acampamento. O povo gritou a Moisés. Este 
intercedeu junto de Javé em favor deles e o incêndio apagou-se.” 
(Nm 11,1-2)
- Coitado do Moisés! O povo queixa-se, Javé ira-se e ele - sempre 
ele - a apagar o fogo!… Quanto à ira de Javé, mesmo que seja o mais 
metafórica possível, incomoda-nos sempre porque o humaniza de tal 
modo que o situa abaixo do humano…
- E o povo não desarma! “Quem nos dará carne para comer? Temos 
saudades dos peixes que comíamos de graça no Egipto, dos pepinos, 
melões, verduras, cebolas e alhos. Agora (…) não vemos outra coisa 
além deste maná!” (Nm 11,4-6)
- Isto realmente de comer sempre “pão”, mesmo caído do céu, também 
farta, não é?!
- O que é certo é que Javé, embora contrariado e numa atitude que quase 
parece de resmungão, lá lhes vai dar a carninha almejada: “Pois bem! 
Javé dar-vos-á carne para comer e não comereis apenas durante um 
dia ou dois, cinco, dez ou vinte. (...) Comereis durante o mês inteiro 
até ficardes enjoados e vomitardes, porque rejeitastes Javé que está 
no meio de vós, e reclamastes (…)” (Nm 11,18-20)

- É uma vingançazinha divina! Ai querem carne? Não se contentam 
com o maná que já lhes dou todos os dias? Então, vão tê-la até… 
fartar e… enjoar e… vomitar!!! A caricatura é perversa, mas quem a não 
deduzirá de tal actuação “divina”? Obviamente, uma actuação ao nível 
de um humano primário! Que Javé este, santo Deus! Como poderá este 
livro ser considerado “sagrado” e de inspiração divina, como?

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Existir: drama ou a glória de ter vindo à vida? 4/4

Aquando do meu adeus à vida




Uma rosa de despedida...

“Quem já muito andou pouco ou nada tem para andar!” É: o fim irá chegar. Mais cedo ou mais tarde! Inexoravelmente! Como, inexoravelmente, o tempo não pára e não há manhã que persista nem tarde que não se acabe...
Então, antes que a “voz” se me cale para sempre, a morte me surpreendendo descuidado, eis o que gostaria de deixar como epitáfio de uma vida que foi e... se foi:
«Adeus! Adeus, até àquela eternidade que, queiramos ou não, nos assistirá a todos: a transformação em átomos e moléculas de matéria, matéria que se manterá pedra ou entrará no ciclo da vida de um outro ser vivente qualquer, seja animal ou planta. Mas nós – eu, tu ele – nós, com esta individualidade que temos – melhor, tivemos! – essa não existirá mais. A razão é tão mais que simples: pertencemos ao Tempo, aparecemos no Tempo, vivemos um tempo, integrando-nos no princípio universal da matéria de que “tudo o que tem um princípio, tem inexoravelmente um fim associado”. Embora, nada se perdendo, tudo se transformando... Então, como poderíamos ser a excepção? Quem quiser acreditar noutra hipótese, que acredite ou tenha a presunção e a vaidade de acreditar; mas não passará, nunca passará de simples, ingénua etérea crença...
Ora, pois, sendo assim, que me resta dizer, nesta hora de adeus à vida? – Simplesmente, que foi bom, foi muito bom, foi privilégio que não foi concedido a milhares de milhões de outros seres humanos que ficaram e ficarão para sempre na hipótese de ser... Eu... fui! Que bom! Houve sofrimentos? – Claro que houve! Frustrações? – Quantas, santo Deus! Desilusões e arrependimentos de atitudes tomadas? – Também! Mas tudo foi vida! E fui inteligente quanto bastou para me agarrar mais aos gostinhos dela do que aos seus desaires ou sofrimentos, embora leve comigo a frustração, nesta hora de despedida, de não ter conseguido com que alguns dos que me rodearam jogassem comigo o jogo do só positivo, do só alegria, do só sorriso, criando tantas vezes momentos de suprema infelicidade, arruinando nervos e avolumando rugas no rosto, por ninharias sem importância nenhuma. Que perda de vida, santo Deus! Que perda de vida!
Então, que mensagem deixar aos que de mim tiveram conhecimento e por cá ficarão mais uns tempos, até chegar a sua hora de partir? – A grande mensagem será: «VIVAM AO MÁXIMO A VIDAVIDA EM QUE CADA MOMENTO É ÚNICO E IRREPETÍVEL! VALORIZEM TUDO O QUE É POSITIVO! QUE O NEGATIVO OU ERROS SIRVAM APENAS PARA MELHOR VIVER A OUTRA PARTE. E SORRIR! SORRIR SEMPRE MESMO QUE A VOZ, POR DENTRO, DOA, DOA MUITO, MUITO!!!»
E flores? Não há flores a enfeitar teu caixão? – Oh, não! Pese embora o desemprego das floristas, se a moda pega, de flores, apenas uma rosa devidamente humedecida para durar muito para além do ali jazer em cima do meu caixão, nas mãos ou na mesa de quem me for mais próximo. É que flores, ramos de flores, dão-se em vida para homenagear ou mostrar carinho, amor, afecto. Depois, para que raio quer um morto o seu caixão enfeitado de flores, flores que morrerão logo que desça à cova escura, ou enfrente as labaredas da cremação, e o Sol as cosa no cemitério?... E caixão, apenas isso: caixa grande onde eu caiba, sem cruz nem adornos; nem por fora nem por dentro; simples caixote de pinho não pintado, cheirando a resina. Pois, tal como as flores, para que raio quer um morto um caixão de oiro? Portanto, nem flores nem caixão doirado...
E um Requiem, por exemplo, o fantástico livrete de Mozart? – Ná! Requiem também não! Nada há para chorar. Cante-se e dance-se! Não porque uma vida se foi, mas porque milhões, biliões de outras continuam, a começar pelas dos presentes. Então, cantem-se essas com Aleluias, o Aleluia de Haendell, por exemplo, ou Hinos à alegria, como o de Beethoven. Ali, mesmo ali, em frente de um morto que, afinal, apenas representa uma vida que se foi...
Então, não há lugar a lágrimas? – Não! Por favor, não chorem sobre o meu caixão, nem façam caras tristes, nem se vistam de negro e outras coisas assim. Lágrimas só para mostrar alegria, comoção, enternecimento. Chorar ali é tempo de vida perdido... Mas quem não conseguir suster as lágrimas, deixe-as correr à vontade. Afinal, uma morte é um momento de despedida e toda a despedida apela à comoção e ao sentimento, àquela saudade que tanto nos aperta o peito...
Enfim, faltam as cinzas. Que faremos delas? – Se não puder ser no mesmo dia, agende-se um outro qualquer para ir até ao rio ou até ao mar e lançá-las à água corrente ou marulhante. Assim, mais facilmente se espalham pela Natureza, moléculas de moléculas que um dia da Natureza vieram e a ela retornam impreterivelmente. O Destino implacável, inexorável! Claro, tudo em tom de festa, com música a gosto que até pode ser romântica com violinos ou oboés, cortando os ares...
Vivo agora – melhor, vivi agora! – nesta época fantástica em que de tanto Conhecimento e Ciência já somos capazes. Porquê, então, não ser realista e, mesmo na hora da morte, ver o lado positivo dela? Não foi uma sorte ter vindo à VIDA? – Pois então, aplauda-se essa sorte e deixemo-nos de lamúrias, lágrimas ou lamentações! O IMPORTANTE É O SORRISO!
Ah, falta a missa, com padre a abençoar os restos mortais e a encomendar a alma do defunto ao Deus Criador! – Não! Por favor, missa também não! É que a religião, ela própria inventada por homens, inventou um Deus inexistente, um Céu inexistente, anjos e santos inexistentes, um Inferno e os seus demónios inexistentes, uma própria alma humana inexistente, uma eternidade ou uma imortalidade inexistentes... Tudo impossíveis, tudo inexistentes pela magna – ou simples?!!! – razão de que tudo pertence ao Tempo e o que é do Tempo não pode ser nem imortal nem eterno. Imortal e eterno só o Deus Infinito – que não é o das religiões! – o Deus que é o TUDO existente, o TUDO onde tudo se integra. O Tempo e tudo o que pertence ao Tempo, também, obviamente.
E tenho dito! Adeus! Adeus, até sempre, mesmo que esse sempre não exista nunca mais porque tudo foi... um dia! Num dado momento do Tempo!...

PS (imprescindível):
Ah, afinal, faltou a magna, a mais importante pergunta: “Valeu teres vivido? Tu valeste a pena?” Não tenho quaisquer dúvidas em responder: “Sim! Eu vali a pena!” E parece-me que quem não puder viver de modo a que, no fim da vida, possa dizer “Eu vali a pena!”, deveria pensar em desistir! Pois, para quê uma inutilidade? Aproveita a alguém, a começar pelo próprio? A questão é melindrosa. Pode levar à depressão, à análise emocional – logo irracional – das situações – e tantas são elas! – em que, na vida, tudo nos parece negro, tudo sem esperança, sendo a morte o caminho mais fácil para colmatar o desespero. E poder-se-iam perder muitas vidas que, julgadas inúteis até ao momento, muito ainda tivessem para dar, primeiro, ao próprio, aquele que tem de dar contas a si mesmo da vida, depois, aos que constituem a comunidade próxima ou afastada, indo do seu canto aos confins do mundo. Por isso, muito cuidado nessa auto-avaliação! É que, o suicídio, uma vez tendo vindo à vida, privilégio, afinal, tão raro, bem vistos todos os ingredientes que conduzem a um novo ser, é um ponto final antecipado que leva a danos irreparáveis em vez de ser uma catarse planetária.
Eu, claro, nunca me suicidaria, na vida! “Custou-me” tanto ter vindo a ela e, agora, ia assim desperdiçá-la por uma depressãozinha qualquer? Nem pensar! Mas, chegado ao fim, eis-me que respondo: “Eu vali a pena!”. Eu gerei, eu plantei, eu lutei com as armas da minha geração – cada geração tem as suas armas e é com elas que deve lutar sem ficar a carpir mágoas por não ter as de outros tempos... – ganhei e perdi, vivi! Eu semeei ideias para mudar pessoas e comportamentos, e o mundo que me viu nascer, o mundo onde nasci, chegando a todas as partes, via Internet. Infelizmente, pouco ou nada fui escutado. Nem nos meus livros, nem nos meus blogs. Talvez um dia! Mas as ideias novas aí ficam para quem as quiser aproveitar e, com elas, mudar o mundo, humanizá-lo, criar a imprescindível fraternidade universal, todos irmãos e não o “homo homini lupus”, “homo” que foi dos romanos e continua a ser nos nossos dias, nas pseudo-democracias criadas por esse mundo, pois todos escravos da tirania do dinheiro, da usura, da ganância de uns quantos que dominam – são “lupus”! – a maior parte da humanidade, não tendo qualquer pejo em deixá-la morrer à fome ou de doença, se isso acarretar ganhos para a sua conta bancária...
Então, e ainda, a última, a derradeira mensagem para os que ficam será: “VIVEI DE MODO A QUE, NO FINAL DA VOSSA VIDA, POSSAIS DIZER, COM UM SORRISO NOS LÁBIOS, SORRISO EMBORA JÁ ALI FENECENDO PELO DESENLACE FINAL: “EU VALI A PENA”!
A...........deus!!!!!
(NOTA: Escrevi isto num dia de euforia. Se o tivesse escrito em dia de depressão ou de desilusão de sucessos não obtidos, dias que de vez quando me atormentam o gostinho da vida, certamente teria sido outra a “literatura”. Mas foi bom que assim não tivesse sido...)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Existir: drama ou a glória de ter vindo à VIDA? (3/4)


3 – O inconcebível desprezo pela Vida humana. Selvático!









Sem imagem. Cada um ponha aqui a que quiser.

Dizer “selvático” é ofender os animais! Estes matam apenas para se alimentarem: uma necessidade de… vida! O Homem, não: mata o seu semelhante por simples prazer, inveja, ganância, cobiça! Uma violência que violenta e avilta sem remissão a sua característica específica de ser racional!
Inconcebível! Inacreditável? Inverosímil? Impossível? – Pelo contrário: as permanentes guerras aí estão para o atestar; os crimes de Homens quotidianamente cometidos contra outros Homens também. Claro que os mais fracos são sempre as vítimas: velhos, mulheres e crianças. Que azar, que drama para tantas mulheres terem nascido na pobreza, na miséria, na escravatura em tantos países por esse mundo, gerando na dor, filhos atrás de filhos ao sabor dos caprichos dos homens que as tomam como suas! E as crianças…
Desde que há História, as guerras estiveram sempre presentes no mundo. Primeiro, para formar grandes impérios, depois, de índole política de invejas e sucessões e, incongruentemente mas bem real, de origem religiosa. Para tanto, uma forte indústria de fabrico de armas se foi implementando pelo mundo. Sendo as guerras antes localizadas ou regionais, no século XX, houve duas a nível mundial, com milhões de mortos como saldo. Uma carnificina! Uma vergonha para a humanidade! Um bom negócio para os fabricantes de armas! Guerras internas ou civis, guerras de tribos contra tribos, guerras entre facções religiosas (religiões dizendo-se possuir verdades de vida eterna…), guerras entre estados ou países, o resultado foi sempre muitos milhares de mortos de cada lado, não valendo a vida de cada ser humano que morreu mais do que um frio número na fria estatística dos senhores da guerra, os tais políticos e generais subjugados ao peso dos tais fabricantes de armas. Realmente, não houvesse armas e não haveria guerras! Não haveria? – É: parece que o Homem não pode viver em paz, nem consigo nem com o vizinho. Hoje, as guerras travam-se com bombas e armas sofisticadas, tendo-se posto a Ciência ao seu serviço para que sejam cada vez mais sofisticadas; antigamente, usavam-se paus e pedras…
No meio deste inconcebível desprezo pela vida, algumas vezes pela própria mas normalmente pela alheia, não sabemos que mais havemos de verberar ou condenar. Por razões de ganância, prestígio, glória, formaram-se impérios: persa, romano, otomano, germânico…, matando-se todos os “desobedientes”; por razões religiosas, durante séculos, a inquisição matou milhares de inocentes acusados de heresia; por razões religioso-políticas, Maomé impôs a sua religião e conquistou meio mundo, matando todos os que se opusessem à crença em Alá; do mesmo modo, os conquistadores de quinhentos: “numa mão a cruz, na outra a espada”, matando-se e escravizando-se quem não quisesse converter-se. Sempre o desprezo pela vida! Sempre outras motivações sobrepondo-se a esta prerrogativa fantástica que nos foi dada: a mesma VIDA, num acontecimento único e irrepetível para cada um de nós!
E chegámos ao século XXI! Evolução ou retrocesso em relação à História conhecida? Infelizmente, constatamos que estamos na mesma ou… pior que há cinquenta, duzentos, mil ou cinco mil anos! Notícias de guerras e de crimes sempre a abrir os telejornais… Se em tempos passados os relatos dos engenhos que os Homens inventaram para torturar outros Homens, patentes ainda em museus, nos enchem de repulsa, os vídeos publicados hoje na Net mostrando atrocidades de igual jaez mais nos espantam. E perguntamos: Como é possível? Que motivos? – Exactamente os mesmos de há centenas senão de milhares de anos: ganância, nacionalismos exacerbados, ódios tribais insanáveis, fundamentalismos religiosos, desejo de glória, ambição de poder! E lavagens ao cérebro por pérfidos e perversos fundamentalistas religioso-políticos que levam tantos jovens a imolarem-se por causa nenhuma, embora pomposamente lhe chamem a “Causa de Alá”, com a promessa de Paraísos inexistentes, cheios de Virgens à sua espera, sempre para eles disponíveis, por toda a eternidade!...

É: estamos condenados a viver na guerra, falando sempre de paz. E a pergunta impõe-se, dolorosa: sendo “a esperança a última a morrer”, haverá alguma esperança de luz que se vislumbre ao fundo do túnel da escura estupidez humana que tenha a VIDA como o primado de todos os valores?

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Existir: drama ou a glória de ter vindo à VIDA? (2/4)




2 – Numa perspectiva cósmica, descendo o olhar do Céu à Terra


Plano 1

A Terra, planeta azul!
 – Idade: c. de 5 mil milhões de anos. – Distância média ao Sol: 150 milhões de quilómetros. – Diâmetro: 12.756.2 Km (no Equador), c. de 10 vezes mais pequeno que o de Júpiter e c. de 100 vezes mais pequeno que o do Sol.  – Movimentos: rotação, em volta de si mesma, dando origem aos dias e às noites; translação, em volta do Sol, completa em cada 365 dias (mais o ano bissexto, de 4 em 4 anos), com inclinação do eixo de rotação, dando origem às estações do ano. – Início da vida: c. de 3,5 mil milhões de anos. – Aparecimento do ser humano: c. de 5 milhões de anos. –  Seres vivos, animais e plantas: muitos milhões de espécies, sempre evoluindo, muitas desaparecendo em drama existencial. – Humanidade actual: c. 7 mil milhões.


Plano 2
A Terra – planeta rochoso de dimensão média, mas relativamente pequeno – fotografada a partir de um dos anéis de Saturno, a c. de 135 milhões de quilómetros de distância: um pequeno ponto azul no espaço. E estamos dentro da órbita do Sistema Solar, cujo diâmetro é de, até Neptuno, de 4.500 milhões de km, podendo ir até 135.000 milhões, com os planetas periféricos.




Plano 3
O Sistema Solar, na galáxia Via Láctea, de 100 mil anos-luz de diâmetro e com c. de 200 mil milhões de estrelas, fica situado na periferia da galáxia, girando com ela, levando mais de 200 milhões de anos a dar uma volta completa, sendo o Sol apenas um ponto luminoso, igual a qualquer das 200 mil milhões de estrelas, e de tamanho médio, da mesma Galáxia.
A Terra vista de um dos anéis de Saturno
Plano 4
A galáxia Via Láctea é apenas uma entre os milhares de milhões de outras já conhecidas no Universo até agora observado e observável, dando-nos a sua grandiosidade, apresentando-nos distâncias absolutamente impossíveis de percepcionar. Pois, quem poderá visualizar a distância de 1 ano-luz? E há estrelas que estão a milhares de milhões de anos-luz de nós, ignorando completamente o que haverá para além delas…


A Galáxia Via Láctea


Plano 5
O Universo é composto por matéria/energia luminosa ou visível (c. de 5%) e de matéria/energia escura ou invisível, preenchendo os espaços interestelares e intergalácticos (c. de 95%). Quais os seus limites? Sem limites, i.é., INFINITO e por isso ETERNO? – É uma hipótese cativante que abre horizontes fantásticos ao pensamento humano!


Bela imagem dos signos do Zodíaco, dando asas a uma pseudo-ciência: a astrologia


Conclusões inteligentes:
1 – Embora a Terra seja um pequeníssimo ponto perdido algures no Universo, fazendo parte de uma galáxia entre milhares de milhões de outras, orbitando uma estrela entre milhares de biliões de outras, estrelas que terão os seus planetas como o nosso Sol, fazendo da Terra um ponto ainda mais pequeno e mais perdido no espaço, isto é, sem qualquer relevância ou interesse para o Universo…, ela é a nossa casa, enquanto seres viventes, casa onde deambulam os tais 7 mil milhões de almas humanas, digladiando-se dia a dia, julgando-se cada uma de suma importância, querendo ganhar este mundo e o outro, normalmente à custa do seu vizinho ou semelhante, construindo uma sociedade absolutamente absurda, onde há uma minoria de muito ricos e uma maioria avassaladora de muito pobres, pobres que passam toda a espécie de privações e morrem precocemente, sem ter “cantado” um hino à VIDA como esta merece e como cada alma foi convidada a “cantar”! E é essa minoria que detém o poder, é essa minoria que declara a guerra em detrimento do diálogo, que prefere a ganância à solidariedade. E quem são? – Todos os políticos, todos os financeiros, todos os economistas, todos (ou quase todos…) os religiosos fundamentalistas! Todos eles apoiados por uma indústria militar de armas, em ordem a fazer a guerra – homens matando outros homens! – embora hipocritamente dizendo que é para salvaguardar a paz…
2 – Só quando todos estes humanos se posicionarem no Céu, seja na galáxia mais distante, seja apenas num dos anéis de Saturno, e dele descerem o olhar até à Terra, apercebendo-se de quão pequena e insignificante é a “casa” que habitamos…, só então verão quão ridículos são, por não serem capazes de construir um mundo com uma sociedade que seja um Paraíso para todos e não apenas para alguns, relegando os outros – e são tantos, tantos!... – para o Inferno de todos os sofrimentos. Logicamente, começando por adequar os nascimentos aos recursos naturais disponíveis!

Ah, se o Homem soubesse/quisesse olhar o Céu e dele, imaginando-se perdido naquele imenso azul, olhar a Terra! Construiríamos aqui o Paraíso real, Paraíso que nada tem a ver com o fictício ou fantasmagórico que as religiões hipocritamente prometem aos Homens. De certeza que tal será um dia realidade. Mas só quando a Ciência e o conhecimento, através da educação para a cidadania e para a ética, entrar na alma de todos os seres vivos inteligentes e que se arrogam de uma inteligência superior: o mesmo Homem! Por enquanto, o “salve-se quem puder” parece imperar neste mundo de corruptos e hipócritas…

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Existir: drama ou a glória de ter vindo à vida? (1/4)


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O nascimento de Vénus, Boticelli
1 – Numa perspectiva terrenal, sem olhar o… céu!

Quem diz: “Isto, a vida, é uma maçada!”, “A vida está difícil”, “A vida é complicada!”, não será certamente por detestar a própria vida mas apenas pelo modo como a cada um é permitido vivê-la. E não há dúvida que muitos dramas existem por esse mundo fora, dramas nas nossas próprias vidas, dramas nas vidas dos que nos estão perto. Para muitos – infelizmente, a maior parte! – o drama é a luta pela sobrevivência, pelo conseguir o pão do dia-a-dia, pelo fugir às guerras, às doenças, às intempéries, estando as sociedades humanas organizadas de tal modo que a vida apenas foge a esses parâmetros infernais numa percentagem pequena da população, digamos uns 10% dos sete mil milhões que já somos, numa Terra saturada de humanos… E, claro, há os que, tendo todas as necessidades básicas satisfeitas, inventam dramazinhos no dia-a-dia, infernizando a vida dos outros e a própria, valorizando coisas mesquinhas, fazendo beicinho pela falta de uma atenção, de um beijo, de um carinho..., sinal óbvio de estupidez e de espírito não pensante, pois não se valoriza o bom e o positivo que a vida tem, nem se sabe cultivar o sorriso.
Para minimizar/anular os efeitos dos pequenos azares, sejam no plano físico sejam no psicológico, que nos vão acontecendo no dia-a-dia, propõe-se um simpático exercício:
1 – Deitar-se confortavelmente em fofo tapete; 2 – Fechar os olhos e descontrair completamente; 3 – Sentir-se a desaparecer, primeiro a carne, ficando o esqueleto, depois os próprios ossos, levando o vento, num sopro, as cinzas que ainda restam… Aí, teremos a noção exacta do que realmente somos: NADA! E, quer queiramos ou não, quer o admitamos ou não, quer o façamos repercutir nas nossas vivências ou não, a realidade nua e crua, a realidade inexorável, a única VERDADE ABSOLUTA acerca de nós aí está: NASCEMOS, VIVEMOS, MORREMOS! Inexoravelmente! É: o ETERNO DESAPARECIMENTO, com os nossos átomos e moléculas a incorporarem-se em outros seres vivos ou não vivos, é o nosso inexorável destino…
Então, a pergunta impõe-se: se a vida está condenada à morte, valerá a pena viver? Valerá a pena lutar pela sobrevivência? Valerá a pena uma vida cheia de sofrimentos, nem sequer tendo tempo ou disposição – estômagos vazios, carteira vazia, bolsos vazios! – para olhar as estrelas e saborear o Sol que em cada manhã se levanta? Que mal faz que nos suicidemos, sobretudo se mais não fazemos na vida do que lutar, sofrendo, para sobreviver? Ou: que nos adianta a glória de ter vindo à vida, se nos calhou em sorte uma vida de sofrimento? (Deixemos de parte, por irrelevante, esses suicidas fundamentalistas que pensam acordar do “outro lado”, no Paraíso – Paraíso, obviamente não existente! – se se imolarem por uma “boa causa”…)
Suicídio! – Oh, não! Seria um desperdício, uma injustiça sem perdão – embora não haja ninguém para condenar o suicida! – contra a própria vida, este dom fantástico que só a poucos é concedido, seja pela Mãe-Natureza, seja pelo Deus em quem cada um acredita. Lembrem-se: dos cinco milhões de espermatozoides que lutaram para atingir o óvulo que nos deu origem, só o “nosso” triunfou gloriosamente; e aí fomos nós concebidos, tendo sido relegados para o lixo os outros 4.999.000! Então, perante tamanha façanha da luta pela vida e para sermos nós e não um nosso suposto irmão, que aliás nunca o seria porque nós simplesmente não éramos, se fosse ele o escolhido…, íamos assim destruir a única hipótese que nos foi dada para apreciarmos a luz, o Sol, as estrelas, toda a beleza do Céu, da Terra, do Universo?
Ah, a VIDA! Como deveríamos agarrá-la com ambas as mãos e vivê-la sempre intensamente, em cada momento de cada dia, de cada noite que passam por nós, num ápice de tempo, e que nunca mais se repetem…, sempre os primeiros dia ou noite do resto das nossas vidas, do tudo que nos falta viver! E, seja qual for a nossa idade, o que nos falta viver, será sempre tão pouco, tão pouco, tão pouco!…
Que a vida seja luta, que seja! Que não deva ser desperdiçada, não deve! Que se trabalhe para que tenhamos uma vida boa e digna, nós e os que nos rodeiam de perto ou de longe, sem dúvida! Mas… VIDA! Sempre a jorros! Sempre sorrindo! Sempre cantando e dançando, pois viemos à VIDA para que esta fosse uma festa perene e não um inferno ou um pesadelo. E, por este objectivo, vale a pena lutar. Aliás, lutar por um mundo melhor para todos – para nós também, obviamente! – será uma excelente forma de sorrir à VIDA!
Viva, pois, o SORRISO, mesmo quando a vontade seja de chorar!...
Estou escrevendo, sentado num jardim, fazendo-me sombra uma frondosa palmeira. Terá talvez a minha idade. Mas viverá certamente muito para além de mim e, quem sabe, talvez ainda se alimente de alguma molécula minha quando as minhas cinzas forem espalhadas ao vento, do alto de um qualquer penhasco à beira-mar. No entanto, há também, à minha frente, flores que revelam a fragilidade e a fugacidade da vida: ontem tão charmosas e cheias de cor, hoje já fenecendo, incapazes de fugir ao ciclo: nascimento-vida-morte. E chegou uma borboleta: gloriosa na sua profusão de cores apelativas para qualquer companheiro; para essa, será apenas a espera pelo acasalar e passar o “testemunho”, antes da morte que a espreita já ali no fim da tarde… Claro, não esqueço de olhar o céu: as nuvens deslizam suaves ao sabor da brisa, deixando brilhar lagos de azul profundo. É assim, neste preciso momento, era assim há cem, mil, há milhões de anos; e continuarão assim ainda pelos 4 mil e quinhentos milhões de anos que a Terra tem de vida… Com formas semelhantes mas nunca iguais… Para gáudio dos que, em sucessivas gerações, souberem olhar o céu… A nossa oportunidade é… ESTA! Outra chance não a teremos, de certeza absoluta! Por isso…

Que sorte a nossa termos vindo à VIDA! Que SORTE!