OS ADOARADORES DO DEUS VERDADEIRO
Epílogo - 2/2
Só com esta Religião se harmonizarão finalmente a Fé e a Razão, oferecendo-se ao Homem, esse
“animal religioso” na sua complexidade psico-física, toda a satisfação das suas
componentes espiritual e emocional, numa base de credibilidade oferecida pela
Ciência para a qual o espírito se processa misteriosamente no cérebro que é
apenas matéria, num conjunto de muitos milhares de milhões de neurónios.
É que foi harmonia perdida ou adulterada
pelas religiões, que não seguiram a máxima desse inexcedível Jesus a quem
chamaram de Cristo: “Só a Verdade vos libertará!” Aliás, de tão ilustre
espécimen humano, deveríamos deitar fora tudo quanto lhe atribuíram e tudo o
que foi fruto da sua prodigiosa imaginação e fantasia –
o Céu com o Deus-Pai, anjos e santos, o Inferno com o Diabo e seus demónios, a
vida eterna – para apenas
retermos a colossal mensagem de fraternidade universal do “Amai-vos uns aos
outros!” E quando os seguidores e mentores das outras fés, religiões, crenças,
afirmando para si e seus fiéis: “Esta é a nossa fé! Ninguém encontrará
melhor!”, apregoando uma falácia em que gostosamente se deixam navegar,
quiserem abrir os olhos e a mente para fora do seu reduto de fé, verão que esse
“melhor”, está na única Verdade possível, a soberana Verdade já acima várias
vezes repetida: “Somos filhos da Terra e do Universo, forçosamente
integrados num panteísmo universal em que tudo é, todos somos partículas de
Deus, fazendo parte da evolução imparável em que tudo se move, no Espaço e no
Tempo. Mas partículas minúsculas: se a nossa galáxia Via Láctea, com os seus
100 mil milhões de estrelas, é pequeno astro no Universo, quem sou eu para me
julgar alguém?... “
Alimentaremos o nosso espírito com a
harmonia do Belo das formas, das artes, das paisagens que os nossos olhos
possam alcançar, das melodias percebidas pelos ouvidos, do infinito e eterno
que intelectualmente atingimos, deixando que a nossa fantasia crie mundos
inexistentes embora não os aceitando como verdadeiros, apenas puro
divertimento, bradando, olhos no céu: “Ah, quem pudera conhecer o que as
estrelas nos escondem! Que mundos, que seres, que…Vida!” Será nesses mundos que
mais se sente, mais se saboreia Deus, o Deus verdadeiro, o único possível que,
definindo-O nós, deixa de o ser, por impossível ontologicamente! Um ser sem o
ser porque é TUDO!
E nisto, já o dissemos, reside a inverdade
de todas as religiões. Sobretudo a de Jesus Cristo. É bonito ouvi-lo falar de
um Deus-Pai! Bonita aquela vida eterna, bonitos aqueles anjos, maravilhoso o
seu Paraíso. Mas qualquer um, se quisesse fantasiar, poderia inventar o mesmo.
E, apesar dos seus apregoados milagres, apesar de se dizer ou de o dizerem
filho de Deus, Cristo, melhor, o judeu de nome Jesus, apenas teve a capacidade
imaginativa para afirmar aquilo que certamente gostaria que fosse verdade mas…
não o é! Pois, como quererá o Homem ter o impossível: começar um dia no Tempo e
perpetuar-se por toda a eternidade? Como? Só um espírito emocionalmente
perturbado poderia criar, acreditar e fazer acreditar em tal fantasia!