Em nome da Ciência
Um ponto de encontro para discutir o outro lado da vida, abordando, com toda a abertura de espírito, a sempre polémica dicotomia: Razão e Ciência versus Religião e Fé.
sábado, 19 de setembro de 2026
Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (2/2)
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (1/2)
Uma santa que a Igreja não consegue que assim o seja, na sua prole…
Que Madre Teresa é uma santa, toda a gente concordará, olhando a sua vida e a sua obra.
Toda a gente? – Não! A Igreja não concorda! É que qualquer ser humano, mesmo que se tenha destacado pela sua solidariedade social, tentando criar a verdadeira fraternidade entre os Homens – sendo, portanto, santo, pois seguiu a mensagem genuína de Jesus Cristo! – tem de passar pelo crivo dos milagres exigidos pela Igreja, milagres que comprovem “sem qualquer sombra de dúvida” que esse ser humano está no Céu, face a face com Deus do qual obtém as graças pedidas pelos devotos: normalmente, curas ditas “impossíveis, incríveis ou inexplicáveis”. E são necessários milagres para a beatificação e novamente milagres para a canonização. Sem isso, não há santo nenhum!
Ora, para Madre Teresa, já se encontrou um: uma indiana que, tendo invocado a “santa”, ficou curada inexplicavelmente de um tumor no estômago.
Este “milagre” deu-lhe direito à beatificação em 19 de Outubro de 2003. Para a canonização, certamente encontrar-se-ão rapidamente mais milagres do mesmo jaez, pois curas ainda não explicáveis há muitas, estando a Ciência em contínuo processo de descoberta.
Mas..., quando é que a Igreja deixa de se agarrar a esta farsa que são os
milagres para valorizar a pessoa humana? Quando é que deixa de apregoar, de
forma totalmente desonesta, para não dizer hipócrita, que um facto por ser
ainda inexplicável tem de ser de origem divina? Não lhe bastam as vezes em que
a Ciência já desmentiu “verdades inquestionáveis” como, por exemplo, a teoria
geocêntrica? Que fraude, Santo Deus, que fraude! E é uma fraude que todos os
fiéis pagam, submissamente, ao contribuírem, quantas vezes tirando do que lhes
faz falta, para alimentar o rico Vaticano onde todas as normas a utilizar na
“Causa dos Santos” são inteligentemente "cozinhadas"...
Mas da insatisfeita Madre Teresa com a sua Fé e com a falta de respostas de Deus às suas múltiplas questões, falaremos no próximo texto. Então, até lá!
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Afinal, o que é ser crente? Tema para pensar em... férias!
SOU
O HOMEM MAIS RELIGIOSO DO MUNDO
(Uma
proposta resumidamente estruturada desta singular Religião encontra-se no final
do livro, disponível na Net e livrarias, “Um Mundo Liderado por Mulheres”).
–
Primeiro, o Homem toma consciência da sua Verdade, da sua Realidade enquanto
ser racional que não escapa à condição de ser vivente que afecta qualquer um:
começar no tempo e acabar-se no tempo, vindo do Nada, pelo milagre da Vida, e
reintegrando-se com a morte na matéria de onde veio para, transformado
novamente em moléculas e átomos, fazer parte, quiçá, de outro ser vivo ou
simplesmente ficando matéria inerte. E, aqui, é oportuno citar a Bíblia na
célebre frase que a Igreja repete ao longo dos séculos, no início da Quaresma,
quarta-feira de cinzas, não tirando depois as devidas ilações ao apregoar uma
vida eterna num Inferno com o Diabo ou no Paraíso com Deus e os seus anjos: “Memento
homo quia pulvis es et in pulverem reverteris” (Lembra-te, ó homem, que és
pó e para o pó voltarás.)
–
Segundo, toma consciência da sua Verdade enquanto ser do Universo, pequeno
elemento do Planeta Terra, Terra que é pequeno astro no Sistema Solar, sistema
que é apenas um dos mais de duzentos mil milhões que compõem a nossa Galáxia, a
Via Láctea, galáxia que é apenas uma entre milhões de outras perdidas no
imenso, incomensurável – apesar de as distâncias se medirem em anos-luz –
Universo cujos limites continuam a ser um total mistério para a Ciência. Mas infinito, de certeza que não é, pois teve um início e, como tal terá um fim. Talvez o Espaço seja infinito e tudo o que nele existe - MATÉRIA e ENERGIA - seja eterno, embora sempre em transformação, indo a MATÉRIA e ENERGIA do mesmo ao mesmo através do diverso, nada se perdendo, pois não tem para onde perder-se...
–
Terceiro, aceita que a sua característica principal, a racionalidade – mais um
milagre da evolução da Vida! – deve ser utilizada para se realizar plenamente
como indivíduo, sendo componente bem localizada, pela Ciência, no cérebro com
os seus mais de cem mil milhões de neurónios, mas a que filósofos e religiosos
insistem em chamar ALMA, deduzindo daí a imprescindível espiritualidade humana
e a sua imortalidade pelo carácter metafísico que revela. No entanto, lendo,
por exemplo, os livros de António Damásio, “O Erro de Descartes” e “O
Sentimento de Si”, facilmente nos apercebemos da tremenda realidade: a
alma com todas as suas prerrogativas e funções – capacidade de raciocinar, de
se emocionar, de linguagem articulada e conceptual, etc. – não passa do
resultado das conexões ou sinapses entre aqueles mais de cem mil milhões de
neurónios que compõem o nosso cérebro. (Este é um dos mais fortes argumentos
para se afirmar que a alma não pode ser imortal, pese-nos embora toda a pena do
mundo. Ah, como gostaríamos de ser imortais! Como gostaríamos de viver
para sempre em algum lugar!...).
Este
tipo de pensamento, liberto que seja dos mitos e fantasias criados pelas
religiões e impostos ao Homem, sobretudo ao ignorante, levará o mesmo Homem à
necessidade de construir uma Sociedade justa e fraterna e a pautar a sua vida
por dois grandes pensamentos de carácter filosófico-existencial: “Hoje é o
primeiro dia do resto da minha vida; tenho de o viver o melhor
possível!” e: “Cada momento de vida desperdiçado é momento de vida desperdiçado
para sempre pois tudo passa e nada se repete!” Aliás, na linha dos poetas e
filósofos latinos: “Vita brevis! Carpe diem!” (A vida é breve!
Aproveita bem cada dia!) Ou ainda seguindo a Bíblia, no seu livro da Sabedoria:
“Não te prives de um só prazer legítimo... Tudo quanto possuis vais deixar para
os outros que vierem depois de ti.”
A
conclusão só pode ser uma: em cada dia que se levanta, em cada noite que cai, a
cada raio de Sol que nos ilumina a face ou brisa que nos acaricia a mente, a
cada sentido que se nos inebria de prazer..., deveremos bendizer, em
agradecimento, o inefável e sempiterno Deus da Harmonia Universal que, não
tendo forma humana, ao modo dos deuses das religiões conhecidas, é o mais
credível porque n’Ele somos desde o nosso início até ao nosso fim, como n’Ele
são todos os seres que um dia tiveram o privilégio de receber esta dádiva
fantástica - e gratuita! - que é a VIDA!... Então, digamos permanentemente:
“Muito obrigado, Muito obrigada, meu Deus!” Até que a vida se nos acabe! E, sem
mágoa – pelo contrário, felizes por termos participado na saga da Vida –
dizermos adeus e um “Até sempre!” seja qual for a sorte que couber aos átomos e
moléculas que um dia formaram este belo ser da criação que fomos NÓS!
Sorrindo!... UM GRANDE, UM ENORME SORRISO!
segunda-feira, 13 de julho de 2026
As duas religiões que estiveram na origem da Civilização Ocidental
O Cristianismo
Fazendo-se
concorrência em número de fiéis (os outros são e sempre foram, para uns e para
outros, “os infiéis”!), cristãos e muçulmanos rondam, no total, os 3 a 4 mil
milhões. Mais de metade da humanidade!
O Cristianismo já conheceu, na sua curta história de c. de 2 000 anos, cismas e
guerras, séculos de negritude e de vilanias, lutas intestinas pelo poder
temporal e religioso. Recordemos apenas – apenas?! – o cisma do Oriente que
separou Ortodoxos e Católicos, o cisma protestante que criou novas igrejas e
inúmeras seitas, o cisma de Avinhão que propiciou a existência de vários papas
ao mesmo tempo, os cerca de dois séculos de papas corruptos e escandalosos, as
Cruzadas contra os infiéis muçulmanos, enfim, a “Santa” Inquisição que perdurou
até meados do séc. XIX.
De qualquer modo, pouco desta agressividade continua nos dias de hoje. E, nas
igrejas cristãs, o humanismo parece ser a palavra de ordem, embora continuem a
apregoar inverdades, alienando o espírito dos que, por enquanto, se vão dizendo
crentes, com o ensino de um catecismo absolutamente retrógrado, embora
compreendamos que não poderia ser muito diferente já que se baseia nos
pressupostos de uma Igreja dizendo-se detentora da Verdade, facto que
tentaremos provar ser totalmente falso ou, se quiserem, totalmente falacioso!
Uma grande virtude: As igrejas cristãs já não perseguem os denunciadores das
inverdades que apregoam. De outro modo, nós não poderíamos exprimir-nos, por
aqui, tão livremente!...
O judaísmo
Das três religiões monoteístas, são os Judeus que têm a mais longa história: c. de 3 000 anos! E é uma história bem heterogénea!
Os Judeus não são só os “pais” do Judaísmo, mas também do Cristianismo e do Islão; como são um povo que lutou, em tempos de Moisés, Josué, David e Salomão, para se apoderarem das ricas terras do Vale do Jordão, a Palestina, ao tempo habitada por filisteus e cananeus, fundando ali Israel; povo ainda que inventou o Deus Javé e criou a Bíblia; e povo donde surgiu um Moisés, um Jesus Cristo, um Einstein, um Karl Marx e tantas outras celebridades, galardoadas com prémios Nobel; povo que actualmente domina o mundo na finança, nos petróleos, nos diamantes e que inventou a usura que faz as “delícias” do sistema financeiro actual...; povo que sempre quis singrar no mundo mas sempre se viu empurrado para guetos nos países onde criava raízes; o único povo da História a sofrer um holocausto em tão vasta escala, numa de sofrimento atroz.
Mas um povo com uma religião que não quis impor à humanidade e que vive voltada sobre si mesma, agarrada à sua “Terra Prometida” e ao seu sagrado “Muro das Lamentações”...
Hoje, incompreensivelmente, pois a fertilidade da mulher sempre foi – ou era? – sentida como uma bênção de Javé, os Judeus não serão mais de 20 milhões e continuam a sua história de guerras pela posse daquela “Terra Prometida” que a todo o momento parece querer fugir-lhes das mãos, apesar de lhes ter sido prometida por Javé há mais de 3 mil anos... E tudo, após uma atribulada e unilateral declaração de independência em 1947.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
As crenças e os mitos que ainda subjugam a inteligência do Homem - 1/1
Vamos repetir, com referência à data, o que já publicámos aqui neste blog, acerca de mitos e crenças e a sua óbvia falsidade ou total non-sense, fundamentalmente a Análise crítica da Bíblia. Hoje apresenta-se o texto de sexta-feira, 8 de outubro, de 2010.
O Deus credível
quarta-feira, 17 de junho de 2026
O valor da Vida
Alguém pode dispor da vida seja de quem for,
seja a que pretexto for?
A resposta é um grande, um enorme NÃO!
Cada indivíduo nasce para fazer um ciclo: NASCER, VIVER E MORRER. Mas o próprio indivíduo, pela sua parte má (egoísmo, inveja, ambição desmedida, ganância,...) que o constitui e que muitas vezes se torna relevante no seu comportamento, leva-o a intentar contra a vida do seu próximo. E, se isto é certo individualmente, também o é, em termos de sociedades ou de países: um país querer aniquilar o outro para lhe usurpar bens e vida. Para tanto, são precisas guerras. Então, matam-se mutuamente até um sair vencedor, depois de muitas vidas perdidas de ambos os lados. Aliás, esta é a História da Humanidade, desde que há História!
Deste modo, é totalmente descabido, por desumano e por ser um atentado contra a vida, o slogan dito patriótico: "Pela Pátria, lutar até morrer!"
Nós, por aqui, bem quiséramos, após a análise crítica da Bíblia que levámos a cabo em cerca de 400 textos, encetar uma análise crítica do Corão muçulmano, para dele tirarmos alguma verdade que por lá houvesse. Mas não o vamos fazer. Exactamente porque, se o fizéssemos, seríamos ameaçados de morte pelos que não concordassem com uma argumentação racional e lógica mas que iria certamente contra as crenças que os gurus e imans muçulmanos pregam nas suas mesquitas e incutem nas mentes dos meninos, nas suas escolas, tal como nos fizeram em crianças, a nós cristãos, nas aulas de catequese.
Como prezamos a vida como bem supremo, não nos vamos sujeitar a tal ameaça! E isto não é cobardia, é sensatez da mais elementar! Pois, que pode fazer um morto se, ao primeiro argumento, leva um tiro?!...
Por isso, e como já lá vão uns 15 anos que por aqui andamos lutando por uma Nova Religião, apresentada em concreto nos últimos 20 textos, pensamos voltar ao início da Bíblia e olhar para o que poderá haver de verdade naquele Adão e Eva que Deus criou e pôs no Paraíso, para, depois, por causa de uma maçã - que ridículo, Santo Deus de todos os deuses! - os expulsar, obrigando ele a comer o pão com o suor do seu rosto e ela a gerar na dor e na agonia, nem sequer fazendo referência a que "Quem faz um filho, fá-lo por gosto!", embora tal slogan nem sempre se aplique no mundo perverso em que vivemos. Quantas mulheres não são obrigadas a engravidar por homens bêbados, machistas ou simplesmente maus?
E será já no próximo texto. Preparem-se para voltar às origens, certamente com novas roupagens, novas abordagens, embora convictos de que vamos continuar a pregar no deserto. Se vivêssemos daqui a cem ou mil anos, teríamos certamente mais sucesso, pois o mundo das falsas crenças será, de certeza, completamente diferente.
Oxalá!
sábado, 6 de junho de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 20/20
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
NOTAS:
(1) – Pode ler-se uma análise crítica do Credo católico, nos 6 textos publicados de 12/3 a 9/4, de 2012, neste blog, intitulados "O inacreditável Credo Católico".
(2) – Quanto à questão do ESPAÇO ser ou não
infinito e se este Universo é único, nele, obviamente não sabemos e duvidamos
que algum dia, o Homem venha a ter tal conhecimento, dado o seu status de não
mais que um pequeno pedaço de matéria orgânica em movimento, um organismo
composto de múltiplos e complexos organismos, funcionando numa harmonia
perfeita, com algum grau de inteligência, embora limitadíssimo.
Por
enquanto, sabemos que este Universo existe e, embora esteja a ser posta em
causa a teoria, procurando-se explicações para o que havia antes, pensa-se que
terá tido origem no Big Bang, a partir de um núcleo de matéria extremamente
compacta, de dimensões completamente desconhecidas, embora supostamente
colossais, e de tal modo cheio de energia que explodiu. Dessa explosão resultou
tudo o que sabemos compor o Universo, indo do micro ou subatómico ao macro:
astros de muitas espécies e com muitas massas de diferentes tipos, pesos e
medidas (galáxias, estrelas, planetas, cometas…) nebulosas, constelações, etc.
– matéria e energia visíveis, representando apenas 5% da massa total desse
Universo, sendo a outra parte – 95% – de matéria invisível (25%) e de energia
invisível (70%) por serem “negras”, onde se inserem os misteriosos buracos
negros. Sabemos também que, embora “velho” de cerca de 14 mil milhões de anos, continua
em expansão devido a esse formidável impulso inicial, pressupondo-se que, após
muitos milhares de milhões de anos, haja um retrocesso, regredindo até ao BIG
CRUNCH. E, já que tudo o que existe, desde o átomo ao próprio Universo está em
contínua mutação, em permanente movimento, muito provavelmente haverá um eterno
retorno do mesmo ao mesmo através do Diverso, num contínuo e eterno BIG BANG –
BIG CRUNCH. O mesmo se passará com os incontáveis (n) Universos que existirão
por esse Espaço Infinito… Se é que existem!
Mas
não há dúvida de que considerar o ESPAÇO infinito e, nele, milhares de milhões
de universos, torna mais fácil a compreensão deste Universo a que pertencemos,
a sua origem e o antes da sua origem, bem como o seu fim.
(3) Esta
“nossa” Bíblia considera-se um livro nunca acabado, sempre possível de
acrescentos e aperfeiçoamentos conforme os tempos e as raças, a região da Terra
onde apareça. Também um desafio a todos os Homens inteligentes que queiram
deixar um mundo melhor com a sua passagem nele, no seu tempo, no seu lugar,
podendo dizer no termo dos seus dias, a frase já acima referida: “Valeu a
pena eu ter vindo à VIDA! Eu vali a pena!”