sábado, 24 de outubro de 2026

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) (3/?)

 

INTRODUÇÃO III

 

Como que convidando-te…

- Vieste encontrar-me à beira-mar, à beira-serra, à beira de todos os horizontes, absorto, contemplativo, pensando e lendo... sabes o quê
- O livro dos Livros, o livro da VERDADE, o livro de palavras
de VIDA ETERNA…

 - … que esta bem depressa ali se acabará, não é?…

 - … a BÍBLIA SAGRADA! E convido-te docemente, serenamente a lê-la comigo e ver se, para além das palavras - os dois, plebeus, laicos, incultos, ignorantes… mas desejosos ardentemente de saber o para-além de tudo quanto pressentimos como existente, o para-além de nós mesmos

- descortinamos respostas, o céu ou o inferno que seja, mas realmente algo de certo, algo a que nos possamos agarrar com  total certeza e que dê sentido às nossas vidas, aos momentos de estarmos aqui! Numa palavra:

 - … à procura de DEUS! Pois só Ele é RESPOSTA, só Ele, a VERDADE, só Ele, o ALTÍSSIMO, o ETERNO, o INFINITO, o OMNISCIENTE, o…

 - Vamos à procura desse Deus e… faça-se luz nos nossos espíritos porque nós queríamos realmente que o Além existisse, que houvesse uma eternidade e que essa eternidade fosse um céu, um paraíso, um estar para sempre com Deus!

 - Então… chamemos Deus!

 - Chamemos Deus: “Ó Deus, porque estais tão distante e não Vos mostrais tal e qual Vós sois para que não tenhamos mais dúvidas e as certezas conduzam nossos passos? Porquê?!!!” Anda! Vamos à Bíblia, à Bíblia que dizem inspirada por esse Deus a quem apelas!

Assim o dizem, assim o queremos crer, assim a vamos ler e perscrutar, por entre linhas, histórias e parábolas, a REALIDADE QUE NOS ESPERA NO ALÉM! Será que Deus vai manifestar-se-nos numa qualquer sarça ardente, tal a Moisés?

 - Quem sabe?! Partamos de coração aberto… embora de espírito alerta!

 - Mas… parece-me que Deus tem mesmo de existir! Se não existisse, como e porquê lhe agradeço este prazer de estar aqui, este entregar-me total nas suas mãos, esta contínua ânsia de Lhe dizer, a cada passo de felicidade: “Obrigado, meu Deus, obrigado! Porque me sinto tão bem comigo, contigo, com todos os que comigo partilham vida e felicidade!”? Se me tiram Deus, que me deixam? O Acaso? O Destino? A Natureza? Preferível, necessário realmente é um Deus - DEUS! - que seja Ser-ouvinte, ser-SER, onde me integre e me contemple e me perca… me perca!

Aliás, se este SER que nós temos como existente ou que necessitamos como existente não o é, então… o VAZIO é senhor
dos nossos actos, dos nossos sentires, das nossas preces! É um sem-sentido tão grande que, por sê-lo, não é admissível! Pelo menos eu, eu nego-me a admiti-lo. Tu não?

 - A Bíblia! Será que é realmente o livro da VERDADE, de origem divina, que nos revela… Deus ou é apenas… um livro escrito por homens inspirados, escrevendo em nome de um Deus que eles próprios criaram como suporte da sua inspiração, das suas ideias de governação de um povo que se tem revelado, no mínimo, problemático, ao longo da História conhecida, espalhando-se por todos os continentes, neles se implantando, criando riqueza, ciência, tão descomunal supremacia que desencadeou invejas exacerbadas, tal como num Hitler que não “resistiu” a dele fazer holocausto, oferecendo à humanidade génios como um Einstein, estrondosas fortunas como um Rockfeller…, povo desde sempre nómada, sempre tentando alcançar uma Terra Prometida e nunca conseguindo alcançá-la ou sendo dela espoliado, desde o cativeiro no Egipto até aos nossos dias, em que luta por um bocado de terra a que quer chamar Pátria, mas disputada também por outros que a reclamam com o mesmo direito histórico… ?

 - É isso que vamos tentar descobrir, lendo-a e relendo-a e… falando a fala de Javé e perguntando-lhe se Ele é realmente o que dizem que Ele é, foi e será… num emaranhado de contradições humano-divina sem que ambos se tocam, mas onde o divino sai tão humanizado que dificilmente o podemos ter como divino!!! Partamos então à descoberta!

Anda comigo, tu que vieste de além dos horizontes, por sobre vales e colinas à procura da Verdade. A que final chegaremos?

Ah, se chegássemos realmente à VERDADE… que bom que seria!
E partilhá-la-íamos com todos os que nos rodeiam, amigos e inimigos, todos os homens para que todos pudessem comungar da nossa felicidade e de uma vida eterna tão desejada por todos mas que nos parece demasiado cheia de mistérios para ser verdadeira!…

 - Aqui estou! Vamos que o tempo não espera e os minutos sucedem-se sem qualquer retorno para as nossas vidas! Vamos!

domingo, 18 de outubro de 2026

OS VINTE "MANDMENTOS" SUGERIDOS PELO CORÃO

 

Citações tiradas da Internet, crendo que são fiéis à tradução do árabe

1.   Tu deves estuprar, casar e divorciar meninas na pré-puberdade. Alcorão 65:4, 4:3

2.   Tu deves ter relações sexuais com escravas sexuais e trabalhadoras escravas. Alcorão 4: 3, 4:24, 5:89, 33:50, 58: 3, 70:30

3.   Tu deves bater nas escravas sexuais, nos trabalhadores escravos, e nas esposas. Alcorão 04:34

4.   Tu deves ter quatro testemunhas masculinas muçulmanas para comprovar um estupro. Alcorão 24:13

5.   Tu deves matar aqueles que insultam o Islão ou Maomé. Alcorão 33:57

6.   Tu deves crucificar e amputar não-muçulmanos. Alcorão 5:33, 8:12, 47: 4

7.   Tu deves matar os não-muçulmanos para garantir receber as 72 virgens no céu. Alcorão 9: 111

8.   Tu deves matar quem deixar o Islão. Alcorão 2: 217, 4:89

9.   Tu deves decapitar os não-muçulmanos. Alcorão 8:12, 47: 4

10.              Tu deves matar e morrer por Alá. Alcorão 9: 5

11.              Tu deves aterrorizar os não-muçulmanos. Alcorão 8:12, 8:60

12.              Tu deves roubar e furtar os não-muçulmanos. Alcorão Capítulo 8 

13.              Tu deves mentir para fortalecer o Islão. Alcorão 3:28, 16: 106

14.              Tu deves lutar contra os não-muçulmanos, mesmo que não queiras. Alcorão 2: 216

15.              Tu NÃO deves tomar os não-muçulmanos como amigos. Alcorão 05:51

16.              Tu deves chamar os não-muçulmanos de porcos e macacos. Alcorão 5:60, 7: 166, 16: 106

17.              Tu deves tratar os não-muçulmanos como as criaturas mais vis, que não merecem misericórdia. Alcorão 98: 6

18.              Tu deves tratar os não-muçulmanos como inimigos jurados. Alcorão 4: 101

19.              Tu deves matar os não-muçulmanos por não se converterem ao Islão. Alcorão 09:29

20.              Tu deves extorquir os não-muçulmanos para manter o Islão forte. Alcorão 09:29.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Lendas e mitos aproveitados pela Igreja para seu benefício espiritual e material

 A lenda de Santiago de Compostela

Principais Elementos da Lenda
O Martírio e Trasladação: Após ser decapitado em Jerusalém por Herodes Agripa por volta do ano 44 d.C., o corpo do apóstolo foi depositado num túmulo de pedra e colocado numa barca que, guiada por anjos, (outros dizem que foi trazida pelos discípulos) atravessou o mar e chegou à costa noroeste da Península Ibérica. 
A Descoberta da Estrela: No século IX (por volta de 813 d.C.), um eremita chamado Pelayo (ou um pastor) começou a observar luzes misteriosas e uma chuva de estrelas sobre um determinado campo na Galiza.
O Túmulo e o Nome: Guiado por estas visões celestes, o bispo Teodomiro de Iria investigou o local e descobriu um sepulcro antigo contendo os restos mortais do apóstolo. Desse fenómeno de luzes nasceu o termo Campus Stellae, que evoluiu para Santiago de Compostela. 
Só esta narrativa encanta pelo seu desencanto histórico-racional. Não admira: falamos de "lenda". Histórico e verdadeiro apenas terá sido a decapitação do apóstolo. O resto, tudo invenção! E, de tal modo, que nem vale a pena pôr questões.
Mas veja-se o que esta invenção produziu: um santuário aonde, desde a Idade Média, acorrem peregrinos de todo o mundo, sobretudo da Europa, havendo mesmo os "Caminhos de Santiago" que, saindo dos vários países, ali convergem. E os peregrinos chegam cansados, cumprem promessas, deixam dinheiro e dádivas, regressando, depois, a suas terras, consolados pela promessa cumprida. A Igreja, claro, tirou todo o seu proveito e "vendeu" todo o seu "peixe", afirmando, nos seus sermões das muitas missas ali celebradas, as mais puras das mentiras - melhor, lendas! - como sendo verdades, alimentando a fé dos peregrinos...
Obviamente, só acredita quem quer ou quem "moralmente" precisa de apoio... Aliás, o mesmo se passa com todos os santuários do mundo que os há aos milhares, sendo os mais conhecidos mundialmente e mais lucrativos, o de Fátima, o de Lurdes, o de Guadalupe, o da Virgem Negra.
Estivemos no local. É de admirar a quantidade de crentes ou simplesmente turistas que faziam filas para entrar no museu, na catedral, no abraço ao suposto túmulo do apóstolo. Fé ou curiosidade?
Foi um espectáculo, não sei se deprimente se agradável de ver. O que é certo é que há muita gente que precisa deste conforto religioso para aguentar as agruras da Vida e ter alguma resposta para as incertezas do Além. Não é?!

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Onde a Verdade da Bíblia - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) (2/?)

 


INTRODUÇÃO II

 Um reencontro

 Para quebrar a possível aridez do tema, demos-lhe um toque romanesco, fazendo-o um quase romance, com um reencontro entre duas personagens já conhecidas mas que há muito não se encontravam. Uma delas, a Sabedoria; a outra, qualquer um de nós. Você, leitor, obviamente:

- Olá, Sabedoria! Já te conheço doutros lugares. Continuo procurando… E tu?

- Quem não continuará? Acaso, já a encontraste, já alguém a encontrou, a Verdade?

- É! Temos tentado, tens tentado perscrutar para além do que aqui vês, ali, acolá, em qualquer lugar, perguntando a todas as coisas, a toda a gente: “O que faço eu aqui? Afinal, donde venho e para onde vou?” E nenhuma resposta te convenceu, nos convenceu, nenhuma sossegou o nosso espírito sequioso de verdade…

- … a VERDADE!… que parece existir em tudo e em todos e… em nada ou ninguém…

- Até que … eis que me disseram: “Este é o livro de verdades absolutas… este é o livro da VERDADE!” Então, fomos à descoberta. Será o desencanto total até ao desespero de nada ser verdade, de não haver nenhuma VERDADE… ou o sossego da alma que enfim A encontrou?

- Vamos ver! Os dois… como antigamente. “Que VERDADE? - perguntarão alguns mais distraídos. Simples: O que realmente nos acontecerá depois da morte, já que parece nada haver de certo, nem dito, nem escrito, nem revelado, nem anunciado, em nenhum tempo, em nenhum lugar, em… nenhuma religião. É o realismo total, sem qualquer hipótese de romantizar, idealizar, imaginar, sonhar seja que outra realidade for, pois outra não há com mais certeza do que esta que atinge inexoravelmente todo o vivente: morre porque um dia começou a odisseia curta ou longa da vida! Morre! E nós - parece que únicos seres pensantes, pelo menos na Terra, pois que no Universo, o desconhecido é total! - nós aqui estamos sem saber o fundamental das nossas vidas: o ALÉM do tempo que é a misteriosa eternidade! Será que vamos encontrar a resposta - a VERDADE - na Bíblia?

- Porque não?

- Então, vamos, que o tempo não descansa, a esperança é muita, a ansiedade enorme… A Bíblia é um livro aberto… e o Antigo Testamento o seu princípio! Vamos… à procura da Vida Eterna!

 Ainda fora do texto…

     A Bíblia nasce da poeira levantada pelos pés dos que caminham no deserto. Durante dezenas, centenas de anos, homens e animais viveram, primeiro, no cativeiro do Egipto, depois no deserto, longamente, até chegarem à “Terra Prometida” - Terra que tiveram de conquistar aos de Canaã, para ali se instalarem e proliferarem. “Ai da mulher estéril! Era anátema de Javé!” - depois, novamente em cativeiro na Babilónia…

    Neste contexto, que povo não tenta encontrar um libertador? Quem suporta a escravidão durante toda uma vida, durante várias gerações, sem se revoltar? Tal há 3 000 anos, tal hoje com os povos que se libertam do jugo colonizador, com menor ou maior derramamento de sangue, mas com os seus heróis, os seus pais da revolução. E aí vem Moisés - o Libertador “enviado por Javé” que os conduz do Egipto para a Terra Prometida!

    O deserto é propício a alucinações, à meditação, à contemplação! E tantas privações de água e de alimentos suportadas por homens e animais, não fariam pensar, mesmo que em sonhos, num paraíso onde corresse o leite e o mel? E não precisavam eles de um rei para organizar um exército e os levar à conquista da tal Terra Prometida?

    E onde encontrar justificação para tamanhos castigos, tamanhas privações, tamanha aridez de deserto a que aquele povo nómada e errante tinha sido sujeito? - A autores “inspirados”, detidos no cativeiro da Babilónia, conhecedores da História contada de pais para filhos, ter-lhes-ia sido fácil “inventar” um pecado original, um paraíso perdido, uma mulher a tentar o homem, na “boa” tradição egípcia e… judaico-cristã!!!

    Aliás, não é daí que nascem todas as religiões? Não é por estarmos subjugados ao inevitável sofrimento, à inevitável morte? Não é da inexplicabilidade de o Homem ter em si os dois princípios - o do Bem e o do Mal - o que é bem evidente no dia-a-dia e ao longo da História? Fácil! Fácil “inventar” um Deus - princípio do Bem - e um diabo - princípio do Mal. Fácil “inventar” um pecado contra Deus, para justificar o sofrimento e a morte como castigo por tal pecado! Mas… como tudo vem de um Deus-Criador, teria que haver um livre arbítrio para mandar para o inferno o Lúcifer que “quis” ser igual a Deus e os seus anjos seguidores e expulsar Adão e Eva e, com eles, toda a humanidade, do Paraíso terreal, comendo o pão com o suor do seu rosto e gerando na dor e nas lágrimas!…

    A Bíblia! Não terá nascido realmente da poeira dos que caminharam no deserto?!

 (NOTA: Aqui, continuaremos a escrever, ignorando, em protesto, o dito Acordo Ortográfico!)

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) 1/?

 "No início era o Verbo e o Verbo era Deus"!

INTRODUÇÃO 1
 
Haverá algum pecado em questionar a Bíblia?

Que pecado?

 

 

 

“Fiat lux!”

“Faça-se a luz!” E a luz começou a existir. (Gn 1,3)

 
“Não há nada melhor para o Homem do que alegrar-se com as
suas obras (…)

De facto, ninguém lhe fará ver o que acontecerá depois dele.”
(Ecl 3,19-22)


“Não te prives de um dia feliz nem deixes escapar um prazer legítimo. (…)

Dá e recebe, diverte-te, porque no mundo dos mortos não existe alegria.”

(Eclo 14,14-16)


“A beleza da mulher alegra o rosto e supera todos os desejos do homem.”

(Eclo 36,22)


“Não entregues o teu coração à tristeza, pensando no fim que terás. Não te esqueças: da morte, não há retorno.” (Eclo 38,20-21)


“Que vida existe quando falta vinho? (…) Bebido (…) na medida certa, o vinho traz gozo ao coração e alegria à alma (…).” (Eclo 31,27-28)

 
Beija-me com os beijos da tua boca!

Os teus beijos são melhores do que o vinho (…) (Ct 1,2)


Leva-me, ó rei, aos teus aposentos, e exultemos! Alegremo-nos
 em ti!

Mais que ao vinho, celebremos os teus amores! (Ct 1,4)

 
A felicidade do Homem está em comer e beber, desfrutando o
 fruto do seu trabalho.

(Ecl 2,24)

 
Eu exalto a alegria porque não existe felicidade para o
Homem debaixo do Sol, além de comer, beber e alegrar-se.
(Ecl 8,15)

Aqui ficam algumas das belas passagens da Bíblia. Muito humanas! Muito pouco divinas! O que pensar e a quem atribuir a inspiração dos poetas ou escritores que no-las deixaram escritas de tal forma? Melhor: porque dizer que são de inspiração divina ou - pior! - que são a "palavra de Deus"?
 

sábado, 19 de setembro de 2026

Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (2/2)

 


Madre Teresa dizia que “A maior força do mundo é a Fé”, mas também que “O maior mistério é a morte”. Realmente um crente não diz que a morte é mistério, diz, sim que é libertação, libertação da vida terrena para ir ao encontro da Pátria Celeste! E Madre Teresa representa um problema para a Igreja: as Cartas publicadas com o título “Come Be My Light”. Nelas, revela as suas profundas dúvidas sobre a Fé em Deus, assumindo uma posição agnóstica, ao não sentir as respostas de Deus para as suas angústias existenciais. É a denominada “noite escura”. Eis algumas frases emblemáticas de tal agnosticismo:
“Na minha própria alma, sinto a terrível dor da Sua perda. Sinto que Deus não me quer, que Deus não é Deus e que Ele não existe realmente”.
“Quanto a mim, o silêncio e o vazio são tão grandes que olho e não vejo, escuto e não oiço”.
“Falo como se o meu coração estivesse apaixonado por Deus. Se estivesses lá, dirias: Que hipocrisia!”.
“Se não houver Deus, não pode haver alma; se não houver alma, então, Jesus, Tu também não és real!”
“O sorriso é uma máscara ou um manto que cobre uma multitude de dores”.
Basta! Madre Teresa é santa pela sua vida, aos olhos dos Homens. Os de Deus não vêem nada. É que este Deus que as religiões, mormente a religião católica, apregoam não existe! Simplesmente porque não pode existir.
(Prová-lo-emos em próximas mensagens. Leia-se, entretanto, o final do cap. II do meu livro “Um Mundo Liderado por Mulheres”, onde o assunto é clarificado.)
Não posso “despedir-me” de Madre Teresa sem referir uma das suas frases mais realistas: “Vou passar pela vida uma só vez; por isso, qualquer coisa boa que eu possa fazer, ou alguma amabilidade que eu possa ter com um ser humano, devo fazê-lo agora porque não passarei de novo por aqui.”
Esta, a única VERDADE insofismável e inexorável de que temos a absoluta certeza. Tudo o mais é... fantasia! Obrigado, Madre Teresa! Viverás para sempre na memória dos que não te esquecem. Depois, serás nada, pois, depois da morte, só somos enquanto de nós houver memória. Faremos parte do Todo Universal que é TUDO para todos os seres que tiveram o privilégio de ter vindo participar na saga da Vida – nós, obviamente, também! – mas que é NADA para quem já teve tal divino, fantástico privilégio. Privilégio irrepetível, não se esqueçam: “não passarei de novo por aqui”!...

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (1/2)

Uma santa que a Igreja não consegue que assim o seja, na sua prole…

Que Madre Teresa é uma santa, toda a gente concordará, olhando a sua vida e a sua obra. 

Toda a gente? – Não! A Igreja não concorda! É que qualquer ser humano, mesmo que se tenha destacado pela sua solidariedade social, tentando criar a verdadeira fraternidade entre os Homens – sendo, portanto, santo, pois seguiu a mensagem genuína de Jesus Cristo! – tem de passar pelo crivo dos milagres exigidos pela Igreja, milagres que comprovem “sem qualquer sombra de dúvida” que esse ser humano está no Céu, face a face com Deus do qual obtém as graças pedidas pelos devotos: normalmente, curas ditas “impossíveis, incríveis ou inexplicáveis”. E são necessários milagres para a beatificação e novamente milagres para a canonização. Sem isso, não há santo nenhum! 

Ora, para Madre Teresa, já se encontrou um: uma indiana que, tendo invocado a “santa”, ficou curada inexplicavelmente de um tumor no estômago. 

Este “milagre” deu-lhe direito à beatificação em 19 de Outubro de 2003. Para a canonização, certamente encontrar-se-ão rapidamente mais milagres do mesmo jaez, pois curas ainda não explicáveis há muitas, estando a Ciência em contínuo processo de descoberta. 

Mas..., quando é que a Igreja deixa de se agarrar a esta farsa que são os milagres para valorizar a pessoa humana? Quando é que deixa de apregoar, de forma totalmente desonesta, para não dizer hipócrita, que um facto por ser ainda inexplicável tem de ser de origem divina? Não lhe bastam as vezes em que a Ciência já desmentiu “verdades inquestionáveis” como, por exemplo, a teoria geocêntrica? Que fraude, Santo Deus, que fraude! E é uma fraude que todos os fiéis pagam, submissamente, ao contribuírem, quantas vezes tirando do que lhes faz falta, para alimentar o rico Vaticano onde todas as normas a utilizar na “Causa dos Santos” são inteligentemente "cozinhadas"...

Mas da insatisfeita Madre Teresa com a sua Fé e com a falta de respostas de Deus às suas múltiplas questões, falaremos no próximo texto. Então, até lá!