quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Onde a Verdade da Bíblia - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) (2/?)

 


INTRODUÇÃO II

 Um reencontro

 Para quebrar a possível aridez do tema, demos-lhe um toque romanesco, fazendo-o um quase romance, com um reencontro entre duas personagens já conhecidas mas que há muito não se encontravam. Uma delas, a Sabedoria; a outra, qualquer um de nós. Você, leitor, obviamente:

- Olá, Sabedoria! Já te conheço doutros lugares. Continuo procurando… E tu?

- Quem não continuará? Acaso, já a encontraste, já alguém a encontrou, a Verdade?

- É! Temos tentado, tens tentado perscrutar para além do que aqui vês, ali, acolá, em qualquer lugar, perguntando a todas as coisas, a toda a gente: “O que faço eu aqui? Afinal, donde venho e para onde vou?” E nenhuma resposta te convenceu, nos convenceu, nenhuma sossegou o nosso espírito sequioso de verdade…

- … a VERDADE!… que parece existir em tudo e em todos e… em nada ou ninguém…

- Até que … eis que me disseram: “Este é o livro de verdades absolutas… este é o livro da VERDADE!” Então, fomos à descoberta. Será o desencanto total até ao desespero de nada ser verdade, de não haver nenhuma VERDADE… ou o sossego da alma que enfim A encontrou?

- Vamos ver! Os dois… como antigamente. “Que VERDADE? - perguntarão alguns mais distraídos. Simples: O que realmente nos acontecerá depois da morte, já que parece nada haver de certo, nem dito, nem escrito, nem revelado, nem anunciado, em nenhum tempo, em nenhum lugar, em… nenhuma religião. É o realismo total, sem qualquer hipótese de romantizar, idealizar, imaginar, sonhar seja que outra realidade for, pois outra não há com mais certeza do que esta que atinge inexoravelmente todo o vivente: morre porque um dia começou a odisseia curta ou longa da vida! Morre! E nós - parece que únicos seres pensantes, pelo menos na Terra, pois que no Universo, o desconhecido é total! - nós aqui estamos sem saber o fundamental das nossas vidas: o ALÉM do tempo que é a misteriosa eternidade! Será que vamos encontrar a resposta - a VERDADE - na Bíblia?

- Porque não?

- Então, vamos, que o tempo não descansa, a esperança é muita, a ansiedade enorme… A Bíblia é um livro aberto… e o Antigo Testamento o seu princípio! Vamos… à procura da Vida Eterna!

 Ainda fora do texto…

     A Bíblia nasce da poeira levantada pelos pés dos que caminham no deserto. Durante dezenas, centenas de anos, homens e animais viveram, primeiro, no cativeiro do Egipto, depois no deserto, longamente, até chegarem à “Terra Prometida” - Terra que tiveram de conquistar aos de Canaã, para ali se instalarem e proliferarem. “Ai da mulher estéril! Era anátema de Javé!” - depois, novamente em cativeiro na Babilónia…

    Neste contexto, que povo não tenta encontrar um libertador? Quem suporta a escravidão durante toda uma vida, durante várias gerações, sem se revoltar? Tal há 3 000 anos, tal hoje com os povos que se libertam do jugo colonizador, com menor ou maior derramamento de sangue, mas com os seus heróis, os seus pais da revolução. E aí vem Moisés - o Libertador “enviado por Javé” que os conduz do Egipto para a Terra Prometida!

    O deserto é propício a alucinações, à meditação, à contemplação! E tantas privações de água e de alimentos suportadas por homens e animais, não fariam pensar, mesmo que em sonhos, num paraíso onde corresse o leite e o mel? E não precisavam eles de um rei para organizar um exército e os levar à conquista da tal Terra Prometida?

    E onde encontrar justificação para tamanhos castigos, tamanhas privações, tamanha aridez de deserto a que aquele povo nómada e errante tinha sido sujeito? - A autores “inspirados”, detidos no cativeiro da Babilónia, conhecedores da História contada de pais para filhos, ter-lhes-ia sido fácil “inventar” um pecado original, um paraíso perdido, uma mulher a tentar o homem, na “boa” tradição egípcia e… judaico-cristã!!!

    Aliás, não é daí que nascem todas as religiões? Não é por estarmos subjugados ao inevitável sofrimento, à inevitável morte? Não é da inexplicabilidade de o Homem ter em si os dois princípios - o do Bem e o do Mal - o que é bem evidente no dia-a-dia e ao longo da História? Fácil! Fácil “inventar” um Deus - princípio do Bem - e um diabo - princípio do Mal. Fácil “inventar” um pecado contra Deus, para justificar o sofrimento e a morte como castigo por tal pecado! Mas… como tudo vem de um Deus-Criador, teria que haver um livre arbítrio para mandar para o inferno o Lúcifer que “quis” ser igual a Deus e os seus anjos seguidores e expulsar Adão e Eva e, com eles, toda a humanidade, do Paraíso terreal, comendo o pão com o suor do seu rosto e gerando na dor e nas lágrimas!…

    A Bíblia! Não terá nascido realmente da poeira dos que caminharam no deserto?!

 (NOTA: Aqui, continuaremos a escrever, ignorando, em protesto, o dito Acordo Ortográfico!)

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) 1/?

 "No início era o Verbo e o Verbo era Deus"!

INTRODUÇÃO 1
 
Haverá algum pecado em questionar a Bíblia?

Que pecado?

 

 

 

“Fiat lux!”

“Faça-se a luz!” E a luz começou a existir. (Gn 1,3)

 
“Não há nada melhor para o Homem do que alegrar-se com as
suas obras (…)

De facto, ninguém lhe fará ver o que acontecerá depois dele.”
(Ecl 3,19-22)


“Não te prives de um dia feliz nem deixes escapar um prazer legítimo. (…)

Dá e recebe, diverte-te, porque no mundo dos mortos não existe alegria.”

(Eclo 14,14-16)


“A beleza da mulher alegra o rosto e supera todos os desejos do homem.”

(Eclo 36,22)


“Não entregues o teu coração à tristeza, pensando no fim que terás. Não te esqueças: da morte, não há retorno.” (Eclo 38,20-21)


“Que vida existe quando falta vinho? (…) Bebido (…) na medida certa, o vinho traz gozo ao coração e alegria à alma (…).” (Eclo 31,27-28)

 
Beija-me com os beijos da tua boca!

Os teus beijos são melhores do que o vinho (…) (Ct 1,2)


Leva-me, ó rei, aos teus aposentos, e exultemos! Alegremo-nos
 em ti!

Mais que ao vinho, celebremos os teus amores! (Ct 1,4)

 
A felicidade do Homem está em comer e beber, desfrutando o
 fruto do seu trabalho.

(Ecl 2,24)

 
Eu exalto a alegria porque não existe felicidade para o
Homem debaixo do Sol, além de comer, beber e alegrar-se.
(Ecl 8,15)

Aqui ficam algumas das belas passagens da Bíblia. Muito humanas! Muito pouco divinas! O que pensar e a quem atribuir a inspiração dos poetas ou escritores que no-las deixaram escritas de tal forma? Melhor: porque dizer que são de inspiração divina ou - pior! - que são a "palavra de Deus"?
 

sábado, 19 de setembro de 2026

Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (2/2)

 


Madre Teresa dizia que “A maior força do mundo é a Fé”, mas também que “O maior mistério é a morte”. Realmente um crente não diz que a morte é mistério, diz, sim que é libertação, libertação da vida terrena para ir ao encontro da Pátria Celeste! E Madre Teresa representa um problema para a Igreja: as Cartas publicadas com o título “Come Be My Light”. Nelas, revela as suas profundas dúvidas sobre a Fé em Deus, assumindo uma posição agnóstica, ao não sentir as respostas de Deus para as suas angústias existenciais. É a denominada “noite escura”. Eis algumas frases emblemáticas de tal agnosticismo:
“Na minha própria alma, sinto a terrível dor da Sua perda. Sinto que Deus não me quer, que Deus não é Deus e que Ele não existe realmente”.
“Quanto a mim, o silêncio e o vazio são tão grandes que olho e não vejo, escuto e não oiço”.
“Falo como se o meu coração estivesse apaixonado por Deus. Se estivesses lá, dirias: Que hipocrisia!”.
“Se não houver Deus, não pode haver alma; se não houver alma, então, Jesus, Tu também não és real!”
“O sorriso é uma máscara ou um manto que cobre uma multitude de dores”.
Basta! Madre Teresa é santa pela sua vida, aos olhos dos Homens. Os de Deus não vêem nada. É que este Deus que as religiões, mormente a religião católica, apregoam não existe! Simplesmente porque não pode existir.
(Prová-lo-emos em próximas mensagens. Leia-se, entretanto, o final do cap. II do meu livro “Um Mundo Liderado por Mulheres”, onde o assunto é clarificado.)
Não posso “despedir-me” de Madre Teresa sem referir uma das suas frases mais realistas: “Vou passar pela vida uma só vez; por isso, qualquer coisa boa que eu possa fazer, ou alguma amabilidade que eu possa ter com um ser humano, devo fazê-lo agora porque não passarei de novo por aqui.”
Esta, a única VERDADE insofismável e inexorável de que temos a absoluta certeza. Tudo o mais é... fantasia! Obrigado, Madre Teresa! Viverás para sempre na memória dos que não te esquecem. Depois, serás nada, pois, depois da morte, só somos enquanto de nós houver memória. Faremos parte do Todo Universal que é TUDO para todos os seres que tiveram o privilégio de ter vindo participar na saga da Vida – nós, obviamente, também! – mas que é NADA para quem já teve tal divino, fantástico privilégio. Privilégio irrepetível, não se esqueçam: “não passarei de novo por aqui”!...

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (1/2)

Uma santa que a Igreja não consegue que assim o seja, na sua prole…

Que Madre Teresa é uma santa, toda a gente concordará, olhando a sua vida e a sua obra. 

Toda a gente? – Não! A Igreja não concorda! É que qualquer ser humano, mesmo que se tenha destacado pela sua solidariedade social, tentando criar a verdadeira fraternidade entre os Homens – sendo, portanto, santo, pois seguiu a mensagem genuína de Jesus Cristo! – tem de passar pelo crivo dos milagres exigidos pela Igreja, milagres que comprovem “sem qualquer sombra de dúvida” que esse ser humano está no Céu, face a face com Deus do qual obtém as graças pedidas pelos devotos: normalmente, curas ditas “impossíveis, incríveis ou inexplicáveis”. E são necessários milagres para a beatificação e novamente milagres para a canonização. Sem isso, não há santo nenhum! 

Ora, para Madre Teresa, já se encontrou um: uma indiana que, tendo invocado a “santa”, ficou curada inexplicavelmente de um tumor no estômago. 

Este “milagre” deu-lhe direito à beatificação em 19 de Outubro de 2003. Para a canonização, certamente encontrar-se-ão rapidamente mais milagres do mesmo jaez, pois curas ainda não explicáveis há muitas, estando a Ciência em contínuo processo de descoberta. 

Mas..., quando é que a Igreja deixa de se agarrar a esta farsa que são os milagres para valorizar a pessoa humana? Quando é que deixa de apregoar, de forma totalmente desonesta, para não dizer hipócrita, que um facto por ser ainda inexplicável tem de ser de origem divina? Não lhe bastam as vezes em que a Ciência já desmentiu “verdades inquestionáveis” como, por exemplo, a teoria geocêntrica? Que fraude, Santo Deus, que fraude! E é uma fraude que todos os fiéis pagam, submissamente, ao contribuírem, quantas vezes tirando do que lhes faz falta, para alimentar o rico Vaticano onde todas as normas a utilizar na “Causa dos Santos” são inteligentemente "cozinhadas"...

Mas da insatisfeita Madre Teresa com a sua Fé e com a falta de respostas de Deus às suas múltiplas questões, falaremos no próximo texto. Então, até lá!

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Afinal, o que é ser crente? Tema para pensar em... férias!


SOU O HOMEM MAIS RELIGIOSO DO MUNDO

 1 - Eis a frase repetida de alguns cientistas. Mas… que homem ou mulher poderá afirmar-se de tal modo? – Só aquele ou aquela que optar por uma Religião capaz de satisfazer a sua espiritualidade, respeitando ao mesmo tempo a sua racionalidade, capaz, pois, de dar resposta racionalmente credível às carismáticas perguntas que englobam toda a sua angústia existencial: "De onde venho, o que faço aqui e para onde vou?". E essa só pode ser uma Religião que tenha por base a Ciência e o Conhecimento, e não o mito e a fantasia que são apanágio das religiões – todas as religiões! – antigas ou actuais, apregoando deuses ou um Deus impossível de existir. O seu Deus será o Deus da Harmonia Universal, infinito e eterno, contendo, por isso, tudo o existente no espaço e em todo o tempo, tempo que só existe para os seres que um dia começam e noutro se acabam, tal como nós! Assim sendo, tudo o que existe, existe nesse Deus, faz parte d’Ele, enquanto se manifesta em vida, para os seres vivos, ou simplesmente enquanto existe com esta ou aquela forma, para os não vivos. Teremos, pois, um moderno panteísmo universal, retomando-se as ideias dos racionalistas do séc.s XVII e XVIII, tais como Hobbes, Descartes, Pascal, Spinoza, Leibniz, opondo-o ao panteísmo antigo sempre eivado de politeísmo.

(Uma proposta resumidamente estruturada desta singular Religião encontra-se no final do livro, disponível na Net e livrarias, “Um Mundo Liderado por Mulheres”).

 2. Três são as ordens de razões para se poder afirmar que a Religião baseada na Ciência e no Conhecimento satisfaz, simultaneamente, a espiritualidade e a racionalidade humanas:

– Primeiro, o Homem toma consciência da sua Verdade, da sua Realidade enquanto ser racional que não escapa à condição de ser vivente que afecta qualquer um: começar no tempo e acabar-se no tempo, vindo do Nada, pelo milagre da Vida, e reintegrando-se com a morte na matéria de onde veio para, transformado novamente em moléculas e átomos, fazer parte, quiçá, de outro ser vivo ou simplesmente ficando matéria inerte. E, aqui, é oportuno citar a Bíblia na célebre frase que a Igreja repete ao longo dos séculos, no início da Quaresma, quarta-feira de cinzas, não tirando depois as devidas ilações ao apregoar uma vida eterna num Inferno com o Diabo ou no Paraíso com Deus e os seus anjos: “Memento homo quia pulvis es et in pulverem reverteris” (Lembra-te, ó homem, que és pó e para o pó voltarás.)

– Segundo, toma consciência da sua Verdade enquanto ser do Universo, pequeno elemento do Planeta Terra, Terra que é pequeno astro no Sistema Solar, sistema que é apenas um dos mais de duzentos mil milhões que compõem a nossa Galáxia, a Via Láctea, galáxia que é apenas uma entre milhões de outras perdidas no imenso, incomensurável – apesar de as distâncias se medirem em anos-luz – Universo cujos limites continuam a ser um total mistério para a Ciência. Mas infinito, de certeza que não é, pois teve um início e, como tal terá um fim. Talvez o Espaço seja infinito e tudo o que nele existe - MATÉRIA e ENERGIA - seja eterno, embora sempre em transformação, indo a MATÉRIA e ENERGIA do mesmo ao mesmo através do diverso, nada se perdendo, pois não tem para onde perder-se...

– Terceiro, aceita que a sua característica principal, a racionalidade – mais um milagre da evolução da Vida! – deve ser utilizada para se realizar plenamente como indivíduo, sendo componente bem localizada, pela Ciência, no cérebro com os seus mais de cem mil milhões de neurónios, mas a que filósofos e religiosos insistem em chamar ALMA, deduzindo daí a imprescindível espiritualidade humana e a sua imortalidade pelo carácter metafísico que revela. No entanto, lendo, por exemplo, os livros de António Damásio, “O Erro de Descartes” e “O Sentimento de Si”, facilmente nos apercebemos da tremenda realidade: a alma com todas as suas prerrogativas e funções – capacidade de raciocinar, de se emocionar, de linguagem articulada e conceptual, etc. – não passa do resultado das conexões ou sinapses entre aqueles mais de cem mil milhões de neurónios que compõem o nosso cérebro. (Este é um dos mais fortes argumentos para se afirmar que a alma não pode ser imortal, pese-nos embora toda a pena do mundo. Ah, como gostaríamos de ser imortais! Como gostaríamos de viver para sempre em algum lugar!...).

 3. Ao decidir-se pelos caminhos da Razão e da Ciência, o Homem deixa de acreditar em Paraísos e Infernos inexistentes e em eternidades fruto da fantasia de alguns que se disseram – e outros o disseram, e continuam a dizer, por escusos interesses! – iluminados e provindos de Deus, sendo mesmo filhos do próprio Deus! Ora Filhos ou partículas de Deus - definindo-O como O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA - qualquer ser o é: animado ou inanimado. Cada um partilhando desse Deus da melhor maneira que lhe coube em sorte, nesta fantástica aventura da existência do Universo e, nele, um Sol em cujo sistema planetário apareceu uma Terra, Terra onde há c. de 3500 milhões de anos brotou da matéria inerte a Vida a qual viria a desembocar neste ser magnífico que é o Homem – apenas há c. de 5 milhões de anos, que é um “ontem” em relação ao tempo universal! (Para perceber melhor como brotou a vida da matéria inerte, veja-se a experiência laboratorial de Stanley Miller, anos 50 do séc. XX, na qual recriou as condições primitivas que permitiram tão milagroso fenómeno, narrada no livro "A mais bela história do mundo"). Mas tal como o Sol, tal como as estrelas, o Homem, cada Homem começa um dia e noutro acaba inexoravelmente, não podendo pretender ser excepção da “Criação” ou do sistema que um dia lhe outorgou a vida e vida racional... Também como o Universo? – Ninguém sabe. E não sabemos se algum dia a Ciência conseguirá desvendar o mistério!

    Este tipo de pensamento, liberto que seja dos mitos e fantasias criados pelas religiões e impostos ao Homem, sobretudo ao ignorante, levará o mesmo Homem à necessidade de construir uma Sociedade justa e fraterna e a pautar a sua vida por dois grandes pensamentos de carácter filosófico-existencial: “Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida; tenho de o viver o melhor possível!” e: “Cada momento de vida desperdiçado é momento de vida desperdiçado para sempre pois tudo passa e nada se repete!” Aliás, na linha dos poetas e filósofos latinos: “Vita brevis! Carpe diem!” (A vida é breve! Aproveita bem cada dia!) Ou ainda seguindo a Bíblia, no seu livro da Sabedoria: “Não te prives de um só prazer legítimo... Tudo quanto possuis vais deixar para os outros que vierem depois de ti.”

A conclusão só pode ser uma: em cada dia que se levanta, em cada noite que cai, a cada raio de Sol que nos ilumina a face ou brisa que nos acaricia a mente, a cada sentido que se nos inebria de prazer..., deveremos bendizer, em agradecimento, o inefável e sempiterno Deus da Harmonia Universal que, não tendo forma humana, ao modo dos deuses das religiões conhecidas, é o mais credível porque n’Ele somos desde o nosso início até ao nosso fim, como n’Ele são todos os seres que um dia tiveram o privilégio de receber esta dádiva fantástica - e gratuita! - que é a VIDA!... Então, digamos permanentemente: “Muito obrigado, Muito obrigada, meu Deus!” Até que a vida se nos acabe! E, sem mágoa – pelo contrário, felizes por termos participado na saga da Vida – dizermos adeus e um “Até sempre!” seja qual for a sorte que couber aos átomos e moléculas que um dia formaram este belo ser da criação que fomos NÓS! Sorrindo!... UM GRANDE, UM ENORME SORRISO!

segunda-feira, 13 de julho de 2026

As duas religiões que estiveram na origem da Civilização Ocidental

 

O Cristianismo

    Fazendo-se concorrência em número de fiéis (os outros são e sempre foram, para uns e para outros, “os infiéis”!), cristãos e muçulmanos rondam, no total, os 3 a 4 mil milhões. Mais de metade da humanidade!
    O Cristianismo já conheceu, na sua curta história de c. de 2 000 anos, cismas e guerras, séculos de negritude e de vilanias, lutas intestinas pelo poder temporal e religioso. Recordemos apenas – apenas?! – o cisma do Oriente que separou Ortodoxos e Católicos, o cisma protestante que criou novas igrejas e inúmeras seitas, o cisma de Avinhão que propiciou a existência de vários papas ao mesmo tempo, os cerca de dois séculos de papas corruptos e escandalosos, as Cruzadas contra os infiéis muçulmanos, enfim, a “Santa” Inquisição que perdurou até meados do séc. XIX.
    De qualquer modo, pouco desta agressividade continua nos dias de hoje. E, nas igrejas cristãs, o humanismo parece ser a palavra de ordem, embora continuem a apregoar inverdades, alienando o espírito dos que, por enquanto, se vão dizendo crentes, com o ensino de um catecismo absolutamente retrógrado, embora compreendamos que não poderia ser muito diferente já que se baseia nos pressupostos de uma Igreja dizendo-se detentora da Verdade, facto que tentaremos provar ser totalmente falso ou, se quiserem, totalmente falacioso!
   Uma grande virtude: As igrejas cristãs já não perseguem os denunciadores das inverdades que apregoam. De outro modo, nós não poderíamos exprimir-nos, por aqui, tão livremente!...

 

O judaísmo

    Das três religiões monoteístas, são os Judeus que têm a mais longa história: c. de 3 000 anos! E é uma história bem heterogénea!

Os Judeus não são só os “pais” do Judaísmo, mas também do Cristianismo e do Islão; como são um povo que lutou, em tempos de Moisés, Josué, David e Salomão, para se apoderarem das ricas terras do Vale do Jordão, a Palestina, ao tempo habitada por filisteus e cananeus, fundando ali Israel; povo ainda que inventou o Deus Javé e criou a Bíblia; e povo donde surgiu um Moisés, um Jesus Cristo, um Einstein, um Karl Marx e tantas outras celebridades, galardoadas com prémios Nobel; povo que actualmente domina o mundo na finança, nos petróleos, nos diamantes e que inventou a usura que faz as “delícias” do sistema financeiro actual...; povo que sempre quis singrar no mundo mas sempre se viu empurrado para guetos nos países onde criava raízes; o único povo da História a sofrer um holocausto em tão vasta escala, numa de sofrimento atroz. 

Mas um povo com uma religião que não quis impor à humanidade e que vive voltada sobre si mesma, agarrada à sua “Terra Prometida” e ao seu sagrado “Muro das Lamentações”... 

Hoje, incompreensivelmente, pois a fertilidade da mulher sempre foi – ou era? – sentida como uma bênção de Javé, os Judeus não serão mais de 20 milhões e continuam a sua história de guerras pela posse daquela “Terra Prometida” que a todo o momento parece querer fugir-lhes das mãos, apesar de lhes ter sido prometida por Javé há mais de 3 mil anos... E tudo, após uma atribulada e unilateral declaração de independência em 1947.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

As crenças e os mitos que ainda subjugam a inteligência do Homem - 1/1

 AS MESMAS IDEIAS COM OU NÃO ROUPAGEM NOVA


Vamos repetir, com referência à data, o que já publicámos aqui neste blog, acerca de mitos e crenças e a sua óbvia falsidade ou total non-sense, fundamentalmente a Análise crítica da Bíblia. Hoje apresenta-se o texto de sexta-feira, 8 de outubro, de 2010.

O Deus credível

O Deus credível para a razão humana só pode ser o preconizado pela Ciência, ou seja, o que nos é apontado pelas estrelas e a infinitude do firmamento ou do Universo! E isto, por oposição aos “deuses” que as religiões actuais nos apresentam. Aceitar, por exemplo, um Deus como o dos cristãos que não encontrou melhor solução para salvar a humanidade do que apresentar-se na forma de um filho que encarnou numa virgem e, depois, sujeitar esse filho à morte ignominiosa de uma cruz, é a mais dramática mistificação que algum cérebro humano seria capaz de congeminar! Mas ela aí está a “convencer” mais de mil milhões!
No entanto, ninguém tenha dúvidas: um Deus inteligente e omnisciente, conhecendo o futuro, ou ter-se-ia manifestado ao Homem aquando do seu aparecimento na Terra – c. de 4 milhões de anos para o hominídeo, c. de 40 000 anos para o sapiens sapiens – em ordem a salvar todos os humanos, desde o seu início, ou tê-lo-ia feito neste século das comunicações rápidas, atingindo assim, num só dia, toda a população da Terra, não necessitando dos imbróglios em que a fantasia de uns quantos iluminados o meteram, fazendo-o manifestar-se há 2 000 anos... E, infelizmente, continuam a meter!
Será caso para dizer: “Pobre Deus!” Ou que o Deus das religiões se revela como um absurdo, um total Não-Deus! Absolutamente!
(A proposta de uma nova religião, a religião do futuro, baseada na Ciência e no Conhecimento, com este Deus credível, foi apresentada no livro, “Um Mundo Liderado por Mulheres”, Esfera do Caos Editores, disponível na Net.)