sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 4

 

A BÍBLIA ESTA RELIGIÃO

VI

Festas

– Festas o ano inteiro! Não a santos que os não haverá, mas sempre e só a Deus e às suas manifestações:

- festas das flores, das árvores, dos animais, da fertilidade, do renovar-se da vida em tempos de Primavera;

- festas do Sol, do calor, da água, das colheitas, das frutas e legumes em tempos de Verão;

- festas das vindimas e do vinho, dos figos e tâmaras, nozes e amêndoas e das folhas caindo em tempos de Outono;

- festas da chuva, do gelo, do nevoeiro, do frio, da neve, dos citrinos em tempos de Inverno;

- a grande, a magnífica festa do renascer do Sol no solstício do Inverno, como era tradição nos antigos com os seus deuses solares que vinham em cada ano inundar de vida a Natureza.

    E, neste Solstício de Inverno, ninguém perderá o seu Natal cheio de canções não ao “Menino-Deus” que não existe, mas a todos os nascimentos de seres humanos passados, presentes e futuros, com todas as ternuras tão próprias das crianças!

     Assim, ninguém perderá nenhuma das Carols Christmas, embora com novas letras – haja poetas inspirados! –  o Silent Night, o We wish you a merry Christmas, o O come, all ye faithful – tradução para inglês do Adeste fideles atribuído ao rei D. João IV de Portugal – todos os Gloria in excelsis Deo que se quiserem cantar, também com novas letras, evocando tanta beleza que há, em formas e cores, nos seres vivos da Terra…

    Ninguém perderá prendas, compras, azáfamas stressantes da volúpia do escolher, do adivinhar, do comprar, do oferecer, continuando todos a serem levados, quer queiram quer não, na onda-avalanche que invadiu como tsunami as sociedades modernas de consumo, a todos se desejando, tantas vezes apenas por dever de ofício, “Boas Festas!”, abarrotando as crianças de prendas, os adultos de comezainas e bebedeiras, chorando lágrimas de crocodilo mas nada ou pouco fazendo pelos muitos milhões que morrem de fome por esse mundo fora, sobretudo exactamente as que mais perto estão do Natal: as crianças!

    Mas, certamente com a nova religião, tais escândalos não se produzirão nas consciências e todas as festas serão cheias de significado social, genuíno e fraterno, festas sempre esfuziantes, cheias de luz, calor e som, inundadas de gloriosas orações.

    O Natal continuará, assim, a ser a festa das festas! Um Natal de toda a gente, com um presépio em forma de berçário, um pai universal, uma mãe universal, um menino universal, decorações de brinquedos que bem poderão ser as forças e as belezas da Natureza representadas em animais, estrelas, árvores, frutos, sementes e flores, todos sendo filhos de Deus – nelas, o Sol que é apenas uma pequena estrela com os dias contados como qualquer mortal, embora vivendo os seus quase quatorze mil milhões de anos – um Natal da própria VIDA que renasce em cada morte, seja aqui na Terra que conhecemos, seja nos totalmente desconhecidos confins do Universo!...

    Tudo isto, fazendo esquecer o simpático e ternurento Natal inventado pelo Cristianismo, comemorando o nascimento daquele menino a quem se chamou Jesus Cristo, nascido de uma Virgem engravidada por um Deus chamado Espírito Santo, numa suposta gruta em Belém de Judá… Bucólico, romântico, emotivo mas… nada real, tudo do domínio da fantasia!

    Enfim, a festa da Ciência e do Conhecimento, com muitos filmes explicando para todos os humanos tudo o que se sabe e se vai sabendo ou descobrindo acerca da REALIDADE QUE NOS CIRCUNDA, ONDE NOS INSERIMOS E ONDE APARECEMOS, POR OBRA E GRAÇA DA EVOLUÇÃO DA MATÉRIA E ENERGIA QUE COMPÕEM O UNIVERSO, donde, um dia, brotou VIDA! Indo desde o “Antes do Big Bang” até ao possível “Big Crunch” e o “Depois dele”, talvez num eterno retorno do mesmo ao mesmo através do DIVERSO! Esta será uma festa sempre planeada para uma noite sem luar, apagando-se todas as luzes da cidade para que todos se possam deleitar com a miríade de estrelas e astros visíveis no Céu de um negro profundo, a olho nu ou com a ajuda de potentes telescópios. Um delírio de emoções, sentindo a nossa tão pequena pequenez e insignificância perante o majestoso e enigmático firmamento, cada um colocando-se no seu lugar de “pequeníssima partícula de matéria animada e inteligente” que está passando pelo TEMPO, daí tirando ilações…

    Mas muitas outras festas serão possíveis no mundo da fraternidade universal:

    - a festa dos pais, das mães, dos avós, das crianças...;

    - a festa das mulheres, dos homens, dos jovens...;

    - a festa até – improvável! – dos maridos obrigados a desmesurada paciência, das mulheres escravizadas, das crianças maltratadas (enquanto tais abusos houver e, obviamente, com o objectivo de acabar com eles)...;

    - e ainda a festa – também improvável! – dos que passam fome, dos que se sentem discriminados, dos sem-abrigo, dos deserdados da sorte que, nesse dia, esquecerão o desconsolo que o Destino lhes outorgou, esperando que a solidariedade universal lhes devolva a sorte perdida ou nunca tida...

    Tantas festas a colmatar a falta das religiões actuais, quando, aceite que for a Verdade da Ciência, forem dadas como totalmente “falidas” ou sem sentido!

sábado, 24 de janeiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 3

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

BÍBLIA DESTA RELIGIÃO


IV

Mentores

 – Novos sacerdotes ou todos os sacerdotes de todas as religiões existentes convertidos à RAZÃO! Voluntários. Solidários. De preferência, com capacidades de magnetismo, grande poder de comunicação, o poder de hipnotizar para também “curarem” doenças do foro psicológico que afectam a humanidade, como fez Jesus Cristo a tantos epilépticos que, por ignorância, eram chamados possessos do Diabo impondo-lhes as mãos e apelando à fé na sua cura.

V

Ritos e cerimónias

 – Música, muita música. Espectáculo! Danças e cantares. Grandiosas manifestações das energias corporais, soltares da alma arrebatada pela forte emoção de se sentir VIDA! Música para novos e velhos, crianças e adultos. Nenhuma das belíssimas composições de todos os tempos se perdendo, tudo na nova Verdade se transformando, recriando com novas letras, por exemplo, os belíssimos coros de Bach, as missas, os aleluias e até o fantástico Requiem de Mozart que servirá para celebrar cada morte, tocando-se e cantando-se, logo de seguida, o Aleluia de Haendel, em honra à vida que se foi mas que se perpetuou por uns bons anos na Terra…

    E, concretizando, não coarctando obviamente a imaginação de cada um poder criar e apresentar, urbi et orbi, sugestões para que os actos de celebração sejam mais participados, mais comoventes, mais emotivos, dando mais prazer aos corpos e às almas dos participantes, sempre com ideias renovadas para não cristalizarem em formas feitas de aborrecida monotonia..., sugerir-se-á, se a tanto o lugar o permitir:  

- dançar, dar as mãos,

- levantar os braços ao céu,

- fazer respirações profundas enchendo os pulmões de ar puro, se for em local de verde, flores ou arvoredo,

- espreguiçar-se lentamente, gostosamente,

- deitar-se no chão, se possível, e rebolar

- descontrair todos os músculos do corpo para que a alma se liberte de pressões do stress acumulado no dia-a-dia,

- com as mãos levantadas ao céu – gesto apenas lindo e elegante, pois não há céu nenhum! – rezar então ao Deus em tudo e em todos presente, orações já aprendidas ou ali distribuídas para que todos possam participar, em altas vozes de descompressão total…

- acabar as cerimónias com risos e gargalhadas de alegria e boa disposição, levando para casa uma alma feliz, o que ajudará a ultrapassar momentos mais difíceis e as adversidades da vida quer físicas quer psicológicas que se nos depararem, pela nova semana fora.

 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Uma nova religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 2

               OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

                                 A BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

III

Celebrações de Deus e a Deus

– Celebrá-LO em pequenas ou grandes assembleias que encham igrejas, mesquitas, sinagogas, todos os templos do mundo, mesmo as novas catedrais que são os estádios ou os grandes recintos de espectáculos. Pelo menos, aos domingos!

– Celebrá-LO como o DEUS realmente existente, o Deus que é átomo e é estrela, é Homem e é Universo, é o conhecido e o desconhecido, é o animado e o inanimado, é TUDO O EXISTENTE, nada fora d’Ele existindo porque, se não, deixaria de ser o TUDO que Ele é...

– Celebrá-LO nas suas manifestações, na nossa querida Mãe-Terra, como o frio, o calor, a chuva, o Sol, todas as forças da Natureza que condicionam o quotidiano do ser humano, sem, no entanto, divinizar nenhuma delas, nem tão pouco o Sol como fez o Homem desde a mais remota antiguidade, criando os deuses solares, neles o Jesus Cristo se integrando, renascendo em cada solstício de Inverno, apelando à vida em Páscoas floridas...

 – Celebrá-LO na maior de todas as manifestações divinas: o AMOR, em festas à mãe, ao pai, ao irmão, ao noivo, à noiva, a todos os vivos (pois frutos de um acto de AMOR), desejando que todos tenham uma longa e bela vida e que aceitem sem frustrações a sua integração universal quando a vida forçosamente se lhes acabar, porque pertencendo ao TEMPO.

    E isto sem nada destruir de antigos templos, sinagogas, mesquitas, igrejas ou catedrais..., sem nada perder das muitas bonitas tradições de cerimónias, ritos e comemorações que entusiasmaram e entusiasmam multidões alienadas, embriagadas pela fé, como em festas e romarias actuais ou peregrinações a santuários onde supostamente apareceram entes divinos, sejam santos ou virgens ou anjos celestiais…, festas que encheram de magia a nossa querida infância!

    Para tanto, criar-se-ão novas cerimónias, imitando ou adaptando as antigas, não perdendo delas a magia, o encanto e o mistério, continuando a alimentar a fantasia não só das crianças mas também dos jovens, adultos e velhos, tais como a sagração da Primavera, do Verão, do Outono, do Inverno, das estrelas, do firmamento,… numa infinidade de ritos fantásticos, privilegiando-se o de comer o pão e beber o vinho em honra do “Deus-Sol”, Sol que parece ressuscitar, todos os anos, do escuro Inverno, desabrochando em vida na exuberante Primavera!

    Mas nada, absolutamente nada tendo a ver com o deus ou os deuses que os Homens inventaram à sua imagem e semelhança!

    E os velhos espaços de encontro não mais serão tristes ou escuros, sombrios e tétricos, mas inundados com abundância de luz e de som, trombetas de alegria iniciando as cerimónias!

   


domingo, 11 de janeiro de 2026

Uma nova religião baseada na Ciência e no Conhecimento: OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

 

A BÍBLIA desta Religião

I

Definição de Deus 

O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA, SENDO ETERNO E INFINITO”

    No ESPAÇO, que parece não ter fim (infinito), é onde tudo o existente se encontra, desde sempre e para sempre (eterno).

    A MATÉRIA e a ENERGIA – que segundo os Físicos são uma e a mesma coisa, embora sob formas diferentes, podendo, no entanto, transformar-se uma na outra, conceito exarado na magistral fórmula de Einstein E = Mc2 (A Energia é igual à Massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz)   “vaguearão” pelo Espaço sem fim, certamente também elas eternas (existiram desde sempre e existirão para sempre), formando n Universos, dos quais conhecemos um, este, onde a nossa Galáxia se encontra e da qual faz parte o Sol e o seu sistema de Planetas, sendo um deles a nossa querida Terra, nossa Mãe, porque, nela, um dia, brotou a Vida, da qual viemos a fazer parte! Uma matéria e uma energia sempre em movimento, tudo a cada momento se transformando numa qualquer outra coisa diferente da que era no momento imediatamente anterior, mas nada se perdendo – pois não tem para onde perder-se! – apenas ganhando novas formas, novas conexões, conforme átomos e moléculas se vão agrupando por efeito das quatro misteriosas forças identificadas pela Ciência, das quais a da GRAVIDADE se revela como a mais significante.

II

Objectivo último da nova religião

–  Ligarmo-nos com esse DEUS DE HARMONIA UNIVERSAL, cada um de nós contribuindo para a construção do PARAÍSO na Terra, em fraternidade com todos os seres vivos!

 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Que final possível para terminarmos a nossa análise crítica da Bíblia?

 

Segundo final possível – 2/2

Foram 436 textos!

 2ª Hipótese – 2/2

 – A “irracionalidade” de um Jesus Cristo não vem nem da sua extraordinária mensagem, nem muito menos dos seus supostos milagres que provam, tal como diz Nicodemos (Jo 3,2) que Ele vinha ou estava ou tinha a força de Deus. Vem do facto de não nos ter mostrado tudo o que anunciou como Verdade eterna, pedindo-nos tão somente para acreditarmos nele e nas suas obras… Que “insensato” Jesus! E… que “injusto” Jesus! Como querias que acreditássemos assim em tudo sem… nada ver, sem… nada entender? Como? - já perguntámos dezenas de vezes, ao longo da análise crítica do NT.

– Pior! Há ameaças para os que não acreditarem! “Quem não acreditar, será condenado e por toda a eternidade…” Quem, Jesus, quem é que quer ser condenado e condenado para a eternidade? Quem? E se essa condenação depende de se acreditar ou não em Ti, porque não agiste de modo a Te “adaptares” à nossa condição de seres racionais, à nossa… condição humana? Não pudeste…, não quiseste…, ou NADA nos poderias mostrar além da tua capacidade de fazer supostos milagres, tendo algumas capacidades para dominar a matéria e a ordem estabelecida pela Natureza para o comum dos mortais, com um simples gesto, uma simples palavra ou mesmo um pensamento…, exactamente porque NADA havia a mostrar e o teu Céu, o teu Pai, a tua Eternidade, os teus Anjos, os “teus” demónios… foi tudo invenção tua, das tuas extraordinárias, sobrehumanas, sobrenaturais, “divinas” capacidades?!… Não Te era “fácil” considerares-Te Filho de Deus, sentindo-Te possuir tais capacidades e tal poder sobrehumano?

– E outra grande dúvida, outra grande questão é porque, com todo esse teu poder, não pudeste “fugir” às Escrituras que Te “mandavam” morrer e ir para o matadouro como um cordeiro, embora depois tivesses supostamente ressuscitado, como disseste.

– É! Não Te salvaste a Ti mesmo da morte e morte da cruz, mas ressuscitaste-Te, como fizeras a Lázaro, ao filho da viúva, à filha de Jairo! Ressuscitaste?!… E enquanto aqueles voltaram a comer e a beber e… a morrer, Tu, não! Tu foste para junto de teu Pai, dizendo-nos que nos ias preparar um lugar: “Vou preparar-vos um lugar!” Como é realmente difícil “escapar-Te”, Jesus! Como é difícil não acreditar em Ti, mas... apenas pela Fé! Pela razão, é manifestamente impossível! Então, como conseguiremos, no meio deste balançar angustiado e angustiante entre Fé e Razão, entre a Verdade que nos apregoaste mas não nos mostraste, ter alguma esperança na vida eterna?…

 Para além deste final, um irónico sorriso, numa interpretação original do início da Bíblia

     Do barro, Deus criou Adão. Da costela de Adão, Deus criou Eva. Eva é tentada pela serpente e engana Adão. Resultado: Expulsão do Paraíso!

    Têm dois filhos: Caim e Abel. Caim mata Abel, dando-se o primeiro assassínio e fratricida da História do Homem.

    Este, o início do Génesis, depois de Deus ter criado o mundo. Esta, a Bíblia, no seu “melhor”! A Palavra de Deus, vejam só!

    Numa interpretação romântica da coisa, poderíamos considerar a tentação de Adão, como a oferenda da sua “serpente” a Eva que lhe mostrava escandalosamente o seu “fruto proibido”. E, sendo ela bonita, como não poderia deixar de ser, vinda directamente das mãos do Criador, nenhum Adão deste mundo resistiria a tal charme a transbordar de sensualidade: estavam no Paraíso de todas as delícias. Se este não existiu realmente, inventemo-lo agora…

    Assim, grávida, lá apareceu o simpático Abel. Mas veio, depois, Caim, o maldisposto e egoísta. De tal modo que, pensando que o mundo era pequeno demais para os dois, matou o seu rival com quem teria de dividir metade da Terra e do Céu…

Tudo tão estúpido, não é?

Mas é ao que nos leva esta "Santa Palavra de Deus" que dizem ser a Bíblia…

FIM

sábado, 27 de dezembro de 2025

Que final possível para terminarmos a nossa análise crítica da Bíblia?

 Final possível – 2/2

Foram 436 textos!

 Hipótese 1

 – Jesus é realmente o Cristo, o Enviado, o Filho de Deus, o Messias anunciado para instaurar não um reino terrestre mas um reino celeste, o Salvador, não de um povo - Israel - mas de toda a humanidade, o Pregador, não da felicidade numa vida terrena/efémera, mas na vida eterna…

    E nem Lhe perguntaríamos porque tantas vezes Se apelidava de Filho do Homem, quando o mais importante era afirmar-se Filho de Deus…

    E abraçaríamos esse inefável Jesus e a sua mensagem, acreditando cegamente nas suas palavras de vida eterna e de um Céu de bem-aventurança, no seio de Deus-Pai, deixando-nos “levar” pela magia irradiante da sua sabedoria e poder que estão muito para além do comum dos mortais, como tantos já o fizeram ao longo destes dois mil anos, tornando-se santos e santas, dando a vida por esta mensagem, pensando embora que em troca iriam receber a vida eterna, tal como Cristo o prometera, criando artistas de obras incomparáveis em riqueza de cores e sentimentos e em número incalculável, que enchem igrejas e museus de todo o mundo e fazem as delícias dos nossos olhos extasiados perante tanta beleza, tantas vezes de crueldades feita…

    … Sem já falarmos desses “monstros sagrados” que são as obras de música clássica, com os tremendos Requiem, inspirados no apocalíptico Dies Irae, Dies Illa, as diferentes versões da Paixão, com coros de beleza inexcedíveis, Missas de Requiem ou triunfais, Alleluias de efusiva glória ou ternurentas melodias de Natal…

    É! Quão mais pobres seríamos se não tivéssemos acreditado num Jesus Cristo ressuscitado dos mortos!… Quão mais pobres se, desde os princípios, tudo tivessem questionado racionalmente, como nós o fizemos ao longo destas páginas!… Tivéssemos apenas insistido em mistérios, em enigmas, em parábolas que não entendemos, em vida eterna sem provas, em Pai que nunca pudemos ver, em… quão mais pobre seria toda a humanidade dos crentes e dos não crentes!… Quão mais pobre!

    Então, que Jesus escolher? O dos mistérios, mas que nos oferece o Céu, bastando-nos apenas amar a Deus e ao próximo, não tentando ganhar as riquezas desta vida terrena… ou O de todas as nossas dúvidas, ficando nós sem Céu algum, restando-nos apenas esta vida que logo ali se acabará?! Preferiremos a dúvida-ilusão de um Céu, na eternidade, ou a certeza inexorável de uma vida efémera na Terra?…

    – A escolha é tua! A escolha é… nossa!

    Dito de outro modo: “Deixamo-nos dominar pela nossa teimosa-gloriosa razão que teima em apenas aceitar o que vê e entende, ou entregamo-nos totalmente à Fé que nos salva do tempo e nos atira para a eternidade?”

    Ou ainda: “Que nos diz a nossa própria razão que escolhamos? O que é racional mas nos limita à vida terrena ou o que é “quase” irracional mas nos oferece o Céu na… eternidade?"

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Que final possível, nesta nossa séria análise crítica da Bíblia?

 

Primeiro final possível – 1/2

Foram 436 textos!

 – Objectivamente, que podemos afinal abonar para acreditarmos em Jesus Cristo?

– Certamente – dir-nos-ão – os seus inúmeros milagres, a sua afirmação sem hesitações de que era o Messias prometido pelas Escrituras - tendo embora desiludido completamente os judeus que esperavam um restaurador do Reino de Israel, quando o Reino que Ele anunciou era o Reino de Deus - a sua afirmação inequívoca de que era o Filho de Deus, a sua mensagem de amor ao próximo para nos integrarmos naquele Reino de Deus e alcançarmos o Céu de todas as bem-aventuranças, face a face com Deus, pela eternidade sem fim…

– Também, objectivamente, o que é que nos faz ter dúvidas sobre este judeu Jesus a quem os seguidores chamaram de Cristo, de Filho de Deus?

– Talvez o problema maior seja Jesus ter-Se apresentado como totalmente dependente do cumprir umas Escrituras, cuja interpretação quase nunca é clara e tudo nelas prova que não são – não podem ser! – de inspiração divina.

A BÍBLIA NÃO É DE INSPIRAÇÃO DIVINA!

Mas, para aquelas dúvidas, haverá ainda de considerar o facto de Jesus:

– não ter conseguido converter os sacerdotes e fariseus, perdidos, embora, no seu orgulho e desejo de riqueza…

– não ter conseguido mostrar o Pai, nem o Céu, nem a vida eterna…

– não ter explicado como é que uma acção na Terra, em vida efémera no tempo, acarreta ou salvação ou condenação eternas…

– ter falado muito em Deus-Pai, em Céu, em vida eterna, em ir-nos preparar um lugar, mas nunca ter dito nem onde, nem como, nem quando ou, se o disse, foi por parábolas que ninguém entende ou cuja leitura não ultrapassa a dimensão do tempo e da vida terrena, deixando-nos por isso sem qualquer resposta…

– ter supostamente ressuscitado e ter-se apenas mostrado aos amigos, quando deveria ter feito exactamente o contrário, para convencer o mundo, pelo menos o de então, de que ele era realmente o que dizia ser.

– enfim, por Se ter ido embora e nos ter deixado com todas estas dúvidas, Ele que disse – e os seus discípulos disseram e continuam a dizer! – que vinha para nos salvar e salvar a humanidade inteira…

    Aliás – perguntaríamos ironicamente – como verá Ele, lá do seu Céu, onde certamente estará, esta nossa angústia de querermos desesperadamente acreditar nele e não o conseguirmos porque temos uma razão que nos impede de acreditarmos cegamente em afirmações sem provas?

    Nem o inventado Espírito Santo, que parece ter inspirado tanto os Apóstolos, confirmando-os na Fé, a nós nada inspira e nada retira às nossas dúvidas…

    Ora, se não conseguimos acreditar em Jesus Cristo, que havemos de fazer? – Talvez apenas isto: viver na máxima plenitude esta vida, felizes connosco e com os outros, na realização dos nossos sonhos, com todas as nossas capacidades, dando e dando-nos porque realmente é dando que se recebe…

    E se os nossos horizontes não conseguem passar além da vida terrena e projectar-se na eternidade, que este gostinho ao menos nos acompanhe pela vida fora:

“Somos e somos inteligentes e somos felizes porque fazemos felizes quem de nós precisa um sorriso, um abraço, uma solidariedade…”

    Quem sabe se assim - sem querermos!!! - alcançamos o Céu de Jesus Cristo? Quem sabe? Não cumprimos de tal modo, e afinal, o grande mandamento do “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”? Que grande surpresa! Que agradabilíssima surpresa seria!

    E - sejamos optimistas! - acreditemos que talvez seja esta surpresa de Deus ou de Jesus Cristo ou do Céu que nos estará reservada, no termo dos nossos dias. Acreditemos!

Eu quero acreditar. Tu, não?…