sábado, 19 de setembro de 2026

Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (2/2)

 


Madre Teresa dizia que “A maior força do mundo é a Fé”, mas também que “O maior mistério é a morte”. Realmente um crente não diz que a morte é mistério, diz, sim que é libertação, libertação da vida terrena para ir ao encontro da Pátria Celeste! E Madre Teresa representa um problema para a Igreja: as Cartas publicadas com o título “Come Be My Light”. Nelas, revela as suas profundas dúvidas sobre a Fé em Deus, assumindo uma posição agnóstica, ao não sentir as respostas de Deus para as suas angústias existenciais. É a denominada “noite escura”. Eis algumas frases emblemáticas de tal agnosticismo:
“Na minha própria alma, sinto a terrível dor da Sua perda. Sinto que Deus não me quer, que Deus não é Deus e que Ele não existe realmente”.
“Quanto a mim, o silêncio e o vazio são tão grandes que olho e não vejo, escuto e não oiço”.
“Falo como se o meu coração estivesse apaixonado por Deus. Se estivesses lá, dirias: Que hipocrisia!”.
“Se não houver Deus, não pode haver alma; se não houver alma, então, Jesus, Tu também não és real!”
“O sorriso é uma máscara ou um manto que cobre uma multitude de dores”.
Basta! Madre Teresa é santa pela sua vida, aos olhos dos Homens. Os de Deus não vêem nada. É que este Deus que as religiões, mormente a religião católica, apregoam não existe! Simplesmente porque não pode existir.
(Prová-lo-emos em próximas mensagens. Leia-se, entretanto, o final do cap. II do meu livro “Um Mundo Liderado por Mulheres”, onde o assunto é clarificado.)
Não posso “despedir-me” de Madre Teresa sem referir uma das suas frases mais realistas: “Vou passar pela vida uma só vez; por isso, qualquer coisa boa que eu possa fazer, ou alguma amabilidade que eu possa ter com um ser humano, devo fazê-lo agora porque não passarei de novo por aqui.”
Esta, a única VERDADE insofismável e inexorável de que temos a absoluta certeza. Tudo o mais é... fantasia! Obrigado, Madre Teresa! Viverás para sempre na memória dos que não te esquecem. Depois, serás nada, pois, depois da morte, só somos enquanto de nós houver memória. Faremos parte do Todo Universal que é TUDO para todos os seres que tiveram o privilégio de ter vindo participar na saga da Vida – nós, obviamente, também! – mas que é NADA para quem já teve tal divino, fantástico privilégio. Privilégio irrepetível, não se esqueçam: “não passarei de novo por aqui”!...

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (1/2)

Uma santa que a Igreja não consegue que assim o seja, na sua prole…

Que Madre Teresa é uma santa, toda a gente concordará, olhando a sua vida e a sua obra. 

Toda a gente? – Não! A Igreja não concorda! É que qualquer ser humano, mesmo que se tenha destacado pela sua solidariedade social, tentando criar a verdadeira fraternidade entre os Homens – sendo, portanto, santo, pois seguiu a mensagem genuína de Jesus Cristo! – tem de passar pelo crivo dos milagres exigidos pela Igreja, milagres que comprovem “sem qualquer sombra de dúvida” que esse ser humano está no Céu, face a face com Deus do qual obtém as graças pedidas pelos devotos: normalmente, curas ditas “impossíveis, incríveis ou inexplicáveis”. E são necessários milagres para a beatificação e novamente milagres para a canonização. Sem isso, não há santo nenhum! 

Ora, para Madre Teresa, já se encontrou um: uma indiana que, tendo invocado a “santa”, ficou curada inexplicavelmente de um tumor no estômago. 

Este “milagre” deu-lhe direito à beatificação em 19 de Outubro de 2003. Para a canonização, certamente encontrar-se-ão rapidamente mais milagres do mesmo jaez, pois curas ainda não explicáveis há muitas, estando a Ciência em contínuo processo de descoberta. 

Mas..., quando é que a Igreja deixa de se agarrar a esta farsa que são os milagres para valorizar a pessoa humana? Quando é que deixa de apregoar, de forma totalmente desonesta, para não dizer hipócrita, que um facto por ser ainda inexplicável tem de ser de origem divina? Não lhe bastam as vezes em que a Ciência já desmentiu “verdades inquestionáveis” como, por exemplo, a teoria geocêntrica? Que fraude, Santo Deus, que fraude! E é uma fraude que todos os fiéis pagam, submissamente, ao contribuírem, quantas vezes tirando do que lhes faz falta, para alimentar o rico Vaticano onde todas as normas a utilizar na “Causa dos Santos” são inteligentemente "cozinhadas"...

Mas da insatisfeita Madre Teresa com a sua Fé e com a falta de respostas de Deus às suas múltiplas questões, falaremos no próximo texto. Então, até lá!

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Afinal, o que é ser crente? Tema para pensar em... férias!


SOU O HOMEM MAIS RELIGIOSO DO MUNDO

 1 - Eis a frase repetida de alguns cientistas. Mas… que homem ou mulher poderá afirmar-se de tal modo? – Só aquele ou aquela que optar por uma Religião capaz de satisfazer a sua espiritualidade, respeitando ao mesmo tempo a sua racionalidade, capaz, pois, de dar resposta racionalmente credível às carismáticas perguntas que englobam toda a sua angústia existencial: "De onde venho, o que faço aqui e para onde vou?". E essa só pode ser uma Religião que tenha por base a Ciência e o Conhecimento, e não o mito e a fantasia que são apanágio das religiões – todas as religiões! – antigas ou actuais, apregoando deuses ou um Deus impossível de existir. O seu Deus será o Deus da Harmonia Universal, infinito e eterno, contendo, por isso, tudo o existente no espaço e em todo o tempo, tempo que só existe para os seres que um dia começam e noutro se acabam, tal como nós! Assim sendo, tudo o que existe, existe nesse Deus, faz parte d’Ele, enquanto se manifesta em vida, para os seres vivos, ou simplesmente enquanto existe com esta ou aquela forma, para os não vivos. Teremos, pois, um moderno panteísmo universal, retomando-se as ideias dos racionalistas do séc.s XVII e XVIII, tais como Hobbes, Descartes, Pascal, Spinoza, Leibniz, opondo-o ao panteísmo antigo sempre eivado de politeísmo.

(Uma proposta resumidamente estruturada desta singular Religião encontra-se no final do livro, disponível na Net e livrarias, “Um Mundo Liderado por Mulheres”).

 2. Três são as ordens de razões para se poder afirmar que a Religião baseada na Ciência e no Conhecimento satisfaz, simultaneamente, a espiritualidade e a racionalidade humanas:

– Primeiro, o Homem toma consciência da sua Verdade, da sua Realidade enquanto ser racional que não escapa à condição de ser vivente que afecta qualquer um: começar no tempo e acabar-se no tempo, vindo do Nada, pelo milagre da Vida, e reintegrando-se com a morte na matéria de onde veio para, transformado novamente em moléculas e átomos, fazer parte, quiçá, de outro ser vivo ou simplesmente ficando matéria inerte. E, aqui, é oportuno citar a Bíblia na célebre frase que a Igreja repete ao longo dos séculos, no início da Quaresma, quarta-feira de cinzas, não tirando depois as devidas ilações ao apregoar uma vida eterna num Inferno com o Diabo ou no Paraíso com Deus e os seus anjos: “Memento homo quia pulvis es et in pulverem reverteris” (Lembra-te, ó homem, que és pó e para o pó voltarás.)

– Segundo, toma consciência da sua Verdade enquanto ser do Universo, pequeno elemento do Planeta Terra, Terra que é pequeno astro no Sistema Solar, sistema que é apenas um dos mais de duzentos mil milhões que compõem a nossa Galáxia, a Via Láctea, galáxia que é apenas uma entre milhões de outras perdidas no imenso, incomensurável – apesar de as distâncias se medirem em anos-luz – Universo cujos limites continuam a ser um total mistério para a Ciência. Mas infinito, de certeza que não é, pois teve um início e, como tal terá um fim. Talvez o Espaço seja infinito e tudo o que nele existe - MATÉRIA e ENERGIA - seja eterno, embora sempre em transformação, indo a MATÉRIA e ENERGIA do mesmo ao mesmo através do diverso, nada se perdendo, pois não tem para onde perder-se...

– Terceiro, aceita que a sua característica principal, a racionalidade – mais um milagre da evolução da Vida! – deve ser utilizada para se realizar plenamente como indivíduo, sendo componente bem localizada, pela Ciência, no cérebro com os seus mais de cem mil milhões de neurónios, mas a que filósofos e religiosos insistem em chamar ALMA, deduzindo daí a imprescindível espiritualidade humana e a sua imortalidade pelo carácter metafísico que revela. No entanto, lendo, por exemplo, os livros de António Damásio, “O Erro de Descartes” e “O Sentimento de Si”, facilmente nos apercebemos da tremenda realidade: a alma com todas as suas prerrogativas e funções – capacidade de raciocinar, de se emocionar, de linguagem articulada e conceptual, etc. – não passa do resultado das conexões ou sinapses entre aqueles mais de cem mil milhões de neurónios que compõem o nosso cérebro. (Este é um dos mais fortes argumentos para se afirmar que a alma não pode ser imortal, pese-nos embora toda a pena do mundo. Ah, como gostaríamos de ser imortais! Como gostaríamos de viver para sempre em algum lugar!...).

 3. Ao decidir-se pelos caminhos da Razão e da Ciência, o Homem deixa de acreditar em Paraísos e Infernos inexistentes e em eternidades fruto da fantasia de alguns que se disseram – e outros o disseram, e continuam a dizer, por escusos interesses! – iluminados e provindos de Deus, sendo mesmo filhos do próprio Deus! Ora Filhos ou partículas de Deus - definindo-O como O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA - qualquer ser o é: animado ou inanimado. Cada um partilhando desse Deus da melhor maneira que lhe coube em sorte, nesta fantástica aventura da existência do Universo e, nele, um Sol em cujo sistema planetário apareceu uma Terra, Terra onde há c. de 3500 milhões de anos brotou da matéria inerte a Vida a qual viria a desembocar neste ser magnífico que é o Homem – apenas há c. de 5 milhões de anos, que é um “ontem” em relação ao tempo universal! (Para perceber melhor como brotou a vida da matéria inerte, veja-se a experiência laboratorial de Stanley Miller, anos 50 do séc. XX, na qual recriou as condições primitivas que permitiram tão milagroso fenómeno, narrada no livro "A mais bela história do mundo"). Mas tal como o Sol, tal como as estrelas, o Homem, cada Homem começa um dia e noutro acaba inexoravelmente, não podendo pretender ser excepção da “Criação” ou do sistema que um dia lhe outorgou a vida e vida racional... Também como o Universo? – Ninguém sabe. E não sabemos se algum dia a Ciência conseguirá desvendar o mistério!

    Este tipo de pensamento, liberto que seja dos mitos e fantasias criados pelas religiões e impostos ao Homem, sobretudo ao ignorante, levará o mesmo Homem à necessidade de construir uma Sociedade justa e fraterna e a pautar a sua vida por dois grandes pensamentos de carácter filosófico-existencial: “Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida; tenho de o viver o melhor possível!” e: “Cada momento de vida desperdiçado é momento de vida desperdiçado para sempre pois tudo passa e nada se repete!” Aliás, na linha dos poetas e filósofos latinos: “Vita brevis! Carpe diem!” (A vida é breve! Aproveita bem cada dia!) Ou ainda seguindo a Bíblia, no seu livro da Sabedoria: “Não te prives de um só prazer legítimo... Tudo quanto possuis vais deixar para os outros que vierem depois de ti.”

A conclusão só pode ser uma: em cada dia que se levanta, em cada noite que cai, a cada raio de Sol que nos ilumina a face ou brisa que nos acaricia a mente, a cada sentido que se nos inebria de prazer..., deveremos bendizer, em agradecimento, o inefável e sempiterno Deus da Harmonia Universal que, não tendo forma humana, ao modo dos deuses das religiões conhecidas, é o mais credível porque n’Ele somos desde o nosso início até ao nosso fim, como n’Ele são todos os seres que um dia tiveram o privilégio de receber esta dádiva fantástica - e gratuita! - que é a VIDA!... Então, digamos permanentemente: “Muito obrigado, Muito obrigada, meu Deus!” Até que a vida se nos acabe! E, sem mágoa – pelo contrário, felizes por termos participado na saga da Vida – dizermos adeus e um “Até sempre!” seja qual for a sorte que couber aos átomos e moléculas que um dia formaram este belo ser da criação que fomos NÓS! Sorrindo!... UM GRANDE, UM ENORME SORRISO!

segunda-feira, 13 de julho de 2026

As duas religiões que estiveram na origem da Civilização Ocidental

 

O Cristianismo

    Fazendo-se concorrência em número de fiéis (os outros são e sempre foram, para uns e para outros, “os infiéis”!), cristãos e muçulmanos rondam, no total, os 3 a 4 mil milhões. Mais de metade da humanidade!
    O Cristianismo já conheceu, na sua curta história de c. de 2 000 anos, cismas e guerras, séculos de negritude e de vilanias, lutas intestinas pelo poder temporal e religioso. Recordemos apenas – apenas?! – o cisma do Oriente que separou Ortodoxos e Católicos, o cisma protestante que criou novas igrejas e inúmeras seitas, o cisma de Avinhão que propiciou a existência de vários papas ao mesmo tempo, os cerca de dois séculos de papas corruptos e escandalosos, as Cruzadas contra os infiéis muçulmanos, enfim, a “Santa” Inquisição que perdurou até meados do séc. XIX.
    De qualquer modo, pouco desta agressividade continua nos dias de hoje. E, nas igrejas cristãs, o humanismo parece ser a palavra de ordem, embora continuem a apregoar inverdades, alienando o espírito dos que, por enquanto, se vão dizendo crentes, com o ensino de um catecismo absolutamente retrógrado, embora compreendamos que não poderia ser muito diferente já que se baseia nos pressupostos de uma Igreja dizendo-se detentora da Verdade, facto que tentaremos provar ser totalmente falso ou, se quiserem, totalmente falacioso!
   Uma grande virtude: As igrejas cristãs já não perseguem os denunciadores das inverdades que apregoam. De outro modo, nós não poderíamos exprimir-nos, por aqui, tão livremente!...

 

O judaísmo

    Das três religiões monoteístas, são os Judeus que têm a mais longa história: c. de 3 000 anos! E é uma história bem heterogénea!

Os Judeus não são só os “pais” do Judaísmo, mas também do Cristianismo e do Islão; como são um povo que lutou, em tempos de Moisés, Josué, David e Salomão, para se apoderarem das ricas terras do Vale do Jordão, a Palestina, ao tempo habitada por filisteus e cananeus, fundando ali Israel; povo ainda que inventou o Deus Javé e criou a Bíblia; e povo donde surgiu um Moisés, um Jesus Cristo, um Einstein, um Karl Marx e tantas outras celebridades, galardoadas com prémios Nobel; povo que actualmente domina o mundo na finança, nos petróleos, nos diamantes e que inventou a usura que faz as “delícias” do sistema financeiro actual...; povo que sempre quis singrar no mundo mas sempre se viu empurrado para guetos nos países onde criava raízes; o único povo da História a sofrer um holocausto em tão vasta escala, numa de sofrimento atroz. 

Mas um povo com uma religião que não quis impor à humanidade e que vive voltada sobre si mesma, agarrada à sua “Terra Prometida” e ao seu sagrado “Muro das Lamentações”... 

Hoje, incompreensivelmente, pois a fertilidade da mulher sempre foi – ou era? – sentida como uma bênção de Javé, os Judeus não serão mais de 20 milhões e continuam a sua história de guerras pela posse daquela “Terra Prometida” que a todo o momento parece querer fugir-lhes das mãos, apesar de lhes ter sido prometida por Javé há mais de 3 mil anos... E tudo, após uma atribulada e unilateral declaração de independência em 1947.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

As crenças e os mitos que ainda subjugam a inteligência do Homem - 1/1

 AS MESMAS IDEIAS COM OU NÃO ROUPAGEM NOVA


Vamos repetir, com referência à data, o que já publicámos aqui neste blog, acerca de mitos e crenças e a sua óbvia falsidade ou total non-sense, fundamentalmente a Análise crítica da Bíblia. Hoje apresenta-se o texto de sexta-feira, 8 de outubro, de 2010.

O Deus credível

O Deus credível para a razão humana só pode ser o preconizado pela Ciência, ou seja, o que nos é apontado pelas estrelas e a infinitude do firmamento ou do Universo! E isto, por oposição aos “deuses” que as religiões actuais nos apresentam. Aceitar, por exemplo, um Deus como o dos cristãos que não encontrou melhor solução para salvar a humanidade do que apresentar-se na forma de um filho que encarnou numa virgem e, depois, sujeitar esse filho à morte ignominiosa de uma cruz, é a mais dramática mistificação que algum cérebro humano seria capaz de congeminar! Mas ela aí está a “convencer” mais de mil milhões!
No entanto, ninguém tenha dúvidas: um Deus inteligente e omnisciente, conhecendo o futuro, ou ter-se-ia manifestado ao Homem aquando do seu aparecimento na Terra – c. de 4 milhões de anos para o hominídeo, c. de 40 000 anos para o sapiens sapiens – em ordem a salvar todos os humanos, desde o seu início, ou tê-lo-ia feito neste século das comunicações rápidas, atingindo assim, num só dia, toda a população da Terra, não necessitando dos imbróglios em que a fantasia de uns quantos iluminados o meteram, fazendo-o manifestar-se há 2 000 anos... E, infelizmente, continuam a meter!
Será caso para dizer: “Pobre Deus!” Ou que o Deus das religiões se revela como um absurdo, um total Não-Deus! Absolutamente!
(A proposta de uma nova religião, a religião do futuro, baseada na Ciência e no Conhecimento, com este Deus credível, foi apresentada no livro, “Um Mundo Liderado por Mulheres”, Esfera do Caos Editores, disponível na Net.)

quarta-feira, 17 de junho de 2026

O valor da Vida

 Alguém pode dispor da vida seja de quem for, 

seja a que pretexto for?

A resposta é um grande, um enorme NÃO!

Cada indivíduo nasce para fazer um ciclo: NASCER, VIVER E MORRER. Mas o próprio indivíduo, pela sua parte má (egoísmo, inveja, ambição desmedida, ganância,...) que o constitui e que muitas vezes se torna relevante no seu comportamento, leva-o a intentar contra a vida do seu próximo. E, se isto é certo individualmente, também o é, em termos de sociedades ou de países: um país querer aniquilar o outro para lhe usurpar bens e vida. Para tanto, são precisas guerras. Então, matam-se mutuamente até um sair vencedor, depois de muitas vidas perdidas de ambos os lados. Aliás, esta é a História da Humanidade, desde que há História!

Deste modo, é totalmente descabido, por desumano e por ser um atentado contra a vida, o slogan dito patriótico: "Pela Pátria, lutar até morrer!"

Nós, por aqui, bem quiséramos, após a análise crítica da Bíblia que levámos a cabo em cerca de 400 textos, encetar uma análise crítica do Corão muçulmano, para dele tirarmos alguma verdade que por lá houvesse. Mas não o vamos fazer. Exactamente porque, se o fizéssemos, seríamos ameaçados de morte pelos que não concordassem com uma argumentação racional e lógica mas que iria certamente contra as crenças que os gurus e imans muçulmanos pregam nas suas mesquitas e incutem nas mentes dos meninos, nas suas escolas, tal como nos fizeram em crianças, a nós cristãos, nas aulas de catequese.

Como prezamos a vida como bem supremo, não nos vamos sujeitar a tal ameaça! E isto não é cobardia, é sensatez da mais elementar! Pois, que pode fazer um morto se, ao primeiro argumento, leva um tiro?!...

Por isso, e como já lá vão uns 15 anos que por aqui andamos lutando por uma Nova Religião, apresentada em concreto nos últimos 20 textos, pensamos voltar ao início da Bíblia e olhar para o que poderá haver de verdade naquele Adão e Eva que Deus criou e pôs no Paraíso, para, depois, por causa de uma maçã - que ridículo, Santo Deus de todos os deuses! - os expulsar, obrigando ele a comer o pão com o suor do seu rosto e ela a gerar na dor e na agonia, nem sequer fazendo referência a que "Quem faz um filho, fá-lo por gosto!", embora tal slogan nem sempre se aplique no mundo perverso em que vivemos. Quantas mulheres não são obrigadas a engravidar por homens bêbados, machistas ou simplesmente maus?

E será já no próximo texto. Preparem-se para voltar às origens, certamente com novas roupagens, novas abordagens, embora convictos de que vamos continuar a pregar no deserto. Se vivêssemos daqui a cem ou mil anos, teríamos certamente mais sucesso, pois o mundo das falsas crenças será, de certeza, completamente diferente. 

Oxalá!

sábado, 6 de junho de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 20/20

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

NOTAS:

(1)  – Pode ler-se uma análise crítica do Credo católico, nos 6 textos publicados de 12/3 a 9/4, de 2012, neste blog, intitulados "O inacreditável Credo Católico".

(2)  – Quanto à questão do ESPAÇO ser ou não infinito e se este Universo é único, nele, obviamente não sabemos e duvidamos que algum dia, o Homem venha a ter tal conhecimento, dado o seu status de não mais que um pequeno pedaço de matéria orgânica em movimento, um organismo composto de múltiplos e complexos organismos, funcionando numa harmonia perfeita, com algum grau de inteligência, embora limitadíssimo.

Por enquanto, sabemos que este Universo existe e, embora esteja a ser posta em causa a teoria, procurando-se explicações para o que havia antes, pensa-se que terá tido origem no Big Bang, a partir de um núcleo de matéria extremamente compacta, de dimensões completamente desconhecidas, embora supostamente colossais, e de tal modo cheio de energia que explodiu. Dessa explosão resultou tudo o que sabemos compor o Universo, indo do micro ou subatómico ao macro: astros de muitas espécies e com muitas massas de diferentes tipos, pesos e medidas (galáxias, estrelas, planetas, cometas…) nebulosas, constelações, etc. – matéria e energia visíveis, representando apenas 5% da massa total desse Universo, sendo a outra parte – 95% – de matéria invisível (25%) e de energia invisível (70%) por serem “negras”, onde se inserem os misteriosos buracos negros. Sabemos também que, embora “velho” de cerca de 14 mil milhões de anos, continua em expansão devido a esse formidável impulso inicial, pressupondo-se que, após muitos milhares de milhões de anos, haja um retrocesso, regredindo até ao BIG CRUNCH. E, já que tudo o que existe, desde o átomo ao próprio Universo está em contínua mutação, em permanente movimento, muito provavelmente haverá um eterno retorno do mesmo ao mesmo através do Diverso, num contínuo e eterno BIG BANG – BIG CRUNCH. O mesmo se passará com os incontáveis (n) Universos que existirão por esse Espaço Infinito… Se é que existem!

Mas não há dúvida de que considerar o ESPAÇO infinito e, nele, milhares de milhões de universos, torna mais fácil a compreensão deste Universo a que pertencemos, a sua origem e o antes da sua origem, bem como o seu fim.

(3) Esta “nossa” Bíblia considera-se um livro nunca acabado, sempre possível de acrescentos e aperfeiçoamentos conforme os tempos e as raças, a região da Terra onde apareça. Também um desafio a todos os Homens inteligentes que queiram deixar um mundo melhor com a sua passagem nele, no seu tempo, no seu lugar, podendo dizer no termo dos seus dias, a frase já acima referida: “Valeu a pena eu ter vindo à VIDA! Eu vali a pena!”

 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 19/20

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

UM VOTO FINAL

    Que a nova religião não desiluda o Homem pensante, chamando-o à Verdade! Que não corte ao espírito a fantasia e a capacidade de sonhar! Mas que lhe permita encontrar o equilíbrio entre o sonho e a realidade, entre a Fé e a Razão, entre a fantasia e a racionalidade, entre o pensar e o sentir e o emocionar-se, tendo a melhor vida possível no corpo e na alma, não podendo de forma alguma alimentar a ignorância que é sempre escura e triste face à Luz da Verdade! Pese-nos embora na alma ou na consciência emocional – repetimos – toda a pena do mundo de não podermos ser eternos e termos forçosamente de nos perder no TEMPO...

    Ah, seria tão interessante que, depois da nossa passagem pelo Tempo, nos “perdêssemos” na Eternidade, numa qualquer forma de anti-matéria, numa qualquer dimensão, sem perdermos a nossa individualidade!

AMEN!

E… VIVA O SORRISO! E… VIVA O HOMEM INTELIGENTE!

          E… VIVA A VIDA ENQUANTO HÁ VIDA E ENQUANTO PARA CADA UM DE NÓS HÁ DIAS QUE SE COMEÇAM E SE ACABAM, PODENDO AINDA ABRIR OS OLHOS E DESLUMBRAR-NOS MAIS UMA VEZ, E OUTRA E OUTRA, COM TANTA BELEZA QUE NOS RODEIA, DO ÁTOMO AO UNIVERSO!

E FAÇAMOS A NÓS PRÓPRIOS O FAVOR DE SER FELIZES!...

sábado, 23 de maio de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 18/?

 OS ADOARADORES DO DEUS VERDADEIRO

Epílogo - 2/2

Só com esta Religião se harmonizarão finalmente a Fé e a Razão, oferecendo-se ao Homem, esse “animal religioso” na sua complexidade psico-física, toda a satisfação das suas componentes espiritual e emocional, numa base de credibilidade oferecida pela Ciência para a qual o espírito se processa misteriosamente no cérebro que é apenas matéria, num conjunto de muitos milhares de milhões de neurónios.

   É que foi harmonia perdida ou adulterada pelas religiões, que não seguiram a máxima desse inexcedível Jesus a quem chamaram de Cristo: “Só a Verdade vos libertará!” Aliás, de tão ilustre espécimen humano, deveríamos deitar fora tudo quanto lhe atribuíram e tudo o que foi fruto da sua prodigiosa imaginação e fantasia – o Céu com o Deus-Pai, anjos e santos, o Inferno com o Diabo e seus demónios, a vida eterna – para apenas retermos a colossal mensagem de fraternidade universal do “Amai-vos uns aos outros!” E quando os seguidores e mentores das outras fés, religiões, crenças, afirmando para si e seus fiéis: “Esta é a nossa fé! Ninguém encontrará melhor!”, apregoando uma falácia em que gostosamente se deixam navegar, quiserem abrir os olhos e a mente para fora do seu reduto de fé, verão que esse “melhor”, está na única Verdade possível, a soberana Verdade já acima várias vezes repetida: “Somos filhos da Terra e do Universo, forçosamente integrados num panteísmo universal em que tudo é, todos somos partículas de Deus, fazendo parte da evolução imparável em que tudo se move, no Espaço e no Tempo. Mas partículas minúsculas: se a nossa galáxia Via Láctea, com os seus 100 mil milhões de estrelas, é pequeno astro no Universo, quem sou eu para me julgar alguém?... “

    Alimentaremos o nosso espírito com a harmonia do Belo das formas, das artes, das paisagens que os nossos olhos possam alcançar, das melodias percebidas pelos ouvidos, do infinito e eterno que intelectualmente atingimos, deixando que a nossa fantasia crie mundos inexistentes embora não os aceitando como verdadeiros, apenas puro divertimento, bradando, olhos no céu: “Ah, quem pudera conhecer o que as estrelas nos escondem! Que mundos, que seres, que…Vida!” Será nesses mundos que mais se sente, mais se saboreia Deus, o Deus verdadeiro, o único possível que, definindo-O nós, deixa de o ser, por impossível ontologicamente! Um ser sem o ser porque é TUDO!

    E nisto, já o dissemos, reside a inverdade de todas as religiões. Sobretudo a de Jesus Cristo. É bonito ouvi-lo falar de um Deus-Pai! Bonita aquela vida eterna, bonitos aqueles anjos, maravilhoso o seu Paraíso. Mas qualquer um, se quisesse fantasiar, poderia inventar o mesmo. E, apesar dos seus apregoados milagres, apesar de se dizer ou de o dizerem filho de Deus, Cristo, melhor, o judeu de nome Jesus, apenas teve a capacidade imaginativa para afirmar aquilo que certamente gostaria que fosse verdade mas… não o é! Pois, como quererá o Homem ter o impossível: começar um dia no Tempo e perpetuar-se por toda a eternidade? Como? Só um espírito emocionalmente perturbado poderia criar, acreditar e fazer acreditar em tal fantasia!

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 17/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

                                                                   EPÍLOGO - 1/2

    Apesar de o Homem ser Razão e Emoção, sendo esta, em muitas situações pontuais e particulares, que comanda, queira-se ou não, a sua vida, a Religião aqui proposta, mais de índole racional que emocional, será a única possível com o Deus verdadeiro, infinito e eterno, e o Homem interligando-se com Ele, gozando em plenitude a vida, não sozinho mas com os seus irmãos, os outros Homens, numa fraternidade universal, tendo como filosofia o hedonismo, o optimismo, a componente positiva que existe em todas as coisas e acontecimentos, mesmo os mais trágicos, cultivando o sorriso ou a forte gargalhada para afastar medos que nos roubam o gostinho de viver e tantos outros gostinhos que preenchem o nosso dia-a-dia, enquanto há vida, vendo ainda como prazer o partir para a integração universal onde faremos parte em átomos e moléculas de outros seres que terão não os nossos genes que esses, com a morte, se perderam, mas outros, quem sabe, melhores e que menos problematizarão a vida própria e a de todos os que tiverem o destino de se cruzarem com eles.

    Uma religião, com toda a certeza, de inspiração “divina”! Analisando criticamente as Bíblias das religiões actuais, não se descortina nelas qualquer inspiração que se possa dizer de divina ou Deus ficaria muito mal visto com o que inventam e apregoam acerca dele!

    Enfim, e repetindo-nos, será uma Boa Nova pregada por novas Igrejas, com ritos novos que substituam, com Verdade, cerimónias tradicionais de baptismos, crismas, confissões, comunhões, matrimónios, funerais, elegendo, primeiro, a EUTANÁSIA como forma de serenamente acabar a vida de alguém que já não seja pessoa mas apenas vegetal alimentado por máquinas, ali gastando inutilmente recursos preciosos da sociedade onde se integrou..., depois, a CREMAÇÃO como a melhor forma da nossa reintegração no Universo! Cada um no seu espaço, cada um no seu tempo. Todos convidados a terem vida e vida em abundância porque iluminada pela Luz da VERDADE!

    Só assim se harmonizará finalmente a Fé e a Razão oferecendo-se ao Homem, esse “animal religioso” na sua complexidade psico-física, toda a satisfação das suas componentes espiritual e emocional, numa base de credibilidade oferecida pela Ciência para a qual o espírito se processa misteriosamente no cérebro que é apenas matéria, num conjunto de muitos milhares de milhões de neurónios.

   É que foi harmonia perdida ou adulterada pelas religiões, que não seguiram a máxima desse inexcedível Jesus a quem chamaram de Cristo: “Só a Verdade vos libertará!” 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

O Homem em conexão com o Universo

 Do micro ao macro, do quark ao Universo

Cada Homem é um pontinho, uma partícula no Planeta Terra, Terra que faz parte de uma estrela que é uma entre mais de cem mil milhões de outras que compõem a Via Láctea. A galáxia mais próxima - a uns dois milhões anos-luz, mas que se consegue ver, a olho nu, como um pequeno aglomerado de estrelas! - é Andrómeda que será composta por mais de 200.000.000.000 de estrelas, algumas delas dezenas ou milhares de vezes maiores que o nosso Sol.

Cremos que o Espaço seja infinito e que, nele, se encontrem o Universo ao qual pertencemos e que terá começado há cerca de 13.800 milhões de anos, e muitos outros cujo número é e será sempre desconhecido do Homem, por muitos milénios que ainda exista como espécie animal e por muito que evolua cerebralmente, nos cerca de 4.5 mil milhões de anos que a Terra tem de existência.

MOVIMENTO! Movimento que gera mudança é a palavra chave deste Universo. Mudança contínua, nada existindo para estar parado mas para lentamente ou abruptamente se ir transformando noutra coisa qualquer que não a inicial, queimando energia. Mas nada se perdendo porque não tem para onde perder-se, a matéria tendendo a agrupar-se, pela força da gravidade, em outras formas de astros!

Pergunta-se: "Serão a Matéria - cujos elementos primários parecem ser os quarks que compõem os protões, electrões e neutrões existentes no núcleo do átomo - e a Energia eternas, mas finitas porque mensuráveis? Nunca tendo estado estáticas mas eternamente em movimento e geradas no próprio movimento?" - Mistério! Talvez mistério maior ainda do que o mistério do aparecimento da VIDA na Terra vinda da matéria inerte...

Por seu lado, o Homem - uma máquina composta de máquinas, como qualquer ser vivo! - nos seus milhares de milhões de células que o formam - só o cérebro contém cerca de cem mil milhões de neurónios! - não passa de um pontinho efémero que nasce no Tempo e desaparece no Tempo, na grandiosidade que é este Universo conhecido, grandiosidade impossível de percepcionar pelo nosso cérebro, já que as distâncias entre astros se medem em milhares de milhões de anos-luz. Uma partícula, um quase nada, mas que pensa e questiona e se questiona, com desejos de ser eterno... Que desejos loucos, santo Deus! Então, se vem do Nada, na saga que a Vida construiu para os seres vivos - NASCER, CRESCER E MORRER - não tem a certeza absoluta de que tem de voltar para o Nada de onde veio? Esta é, aliás, a única certeza absoluta da Vida...

E a Vida foi a coisa mais bela que aconteceu no Universo, neste MOVIMENTO constante em que a Energia e Matéria se "debatem" para iluminarem o TODO EXISTENTE ONCE TUDO SE INTEGRA, a quem poderemos chamar de DEUS! A ela tivemos a sorte de aceder e nela participar. Mas não podemos ter ilusões: efémeros que somos, nos nossos cerca de 100 anos de vida, o nosso destino é o Eterno NADA, sem de mais nada nos apercebermos após o nosso desaparecimento para sempre... Fantástico e trágico, não é?! Mas é a REALIDADE QUE SOMOS!

Então, só nos resta gritar: VIVA A VIDA ENQUANTO HÁ VIDA, ENQUANTO TEMOS VIDA!

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 16/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

UM MANIFESTO

    Subindo ao cume da montanha ou descendo ao fundo do vale, deixando-nos ouvir o silêncio que ainda por lá exista, olhando em redor ou o penedo que nos aparece defronte ou os horizontes a perderem-se na ténue linha do encontro com o céu, sentir-nos-emos mais próximos do Deus verdadeiro, senti-lo-emos presente em nós, nas coisas, nos silêncios que sobem da Terra e descem do céu. E sentir-nos-emos mais em comunhão com o Universo de que somos filhos, partículas, elementos, a Verdade absoluta que apregoamos.

     Bem bradam eles, os mentores das religiões, levantando, orgulhosos, os Livros Sagrados a que atribuíram inspiração divina para os tornarem credíveis, jurando sobre eles fidelidade para a vida: Judeus, Hindus, Cristãos, Muçulmanos… Mas, na verdade, não houve inspiração divina nenhuma: apenas fantasia de humanos inspirados no que os seus olhos viam, os seus ouvidos ouviam, as suas mentes não entendiam…, criando deuses, prostrando-se diante deles, adorando-os! E, não entendendo, criaram a Fé, negando à razão o direito de duvidar, de questionar, de ter novas ideias. A Fé, mesmo a que “move montanhas”, é sinónimo de obscurantismo, de ignorância, de preguiça mental, de satisfação de um certo gostar nonsense que o Homem sente em não questionar para não ter que enfrentar a Realidade. Se tal não acontece na vida de todos os dias, acontece de forma categórica na Religião, tudo o Homem aceitando por comodismo ou por inércia, dizendo-se crente. E disso se aproveitam os criadores ou seguidores das religiões, bradando continuamente do alto das suas convicções, para não se perderem e, sobretudo, não perderem “clientes” a quem chamam de fiéis: “Proibido questionar! A Fé não se discute! Quem a discute perde-a!” Ah, como nos quiseram, como nos querem fazer mentecaptos, santo Deus! E aqui, sim, aqui evocaremos o Deus Verdadeiro para barafustar com todas as forças da alma contra a falsidade que continua a subjugar milhões e milhões, contra os falsos papas de todas as crenças em todos os tempos, em todos os lugares, defendendo os seus “impérios” com evidentes interesses de poder, de vaidade, de dinheiro, de barriga cheia, alienando as consciências com falinhas mansas ou inflamados sermões, pondo as mãos em oração, elevando beatamente os braços para o céu ou curvando-se até ao chão em atitude submissa perante o inexistente Todo-Poderoso…

    Esta é a realidade de hoje que o será não sabemos até quando. Quanto a nós, nós apenas queremos ser a grande pedrada neste charco de fantasmagorias que enlameia a dignidade do Homem como ser possuidor de uma razão que não pode, não deve, jamais deverá deixar-se alienar! Mesmo que tal querer nos custe a perdição no Inferno! Mesmo que sejamos excomungados, perseguidos, ameaçados de morte por aqueles que, instalados nos seus pedestais, não os querem perder: os ditos seguidores de Cristo com as suas perversas inquisições, os fanáticos seguidores de Maomé, com as suas abjectas sharias! Mesmo que, por defender tal verdade – afinal a única Verdade! – nos levem a própria vida!…

    Assim, toda a humanidade, todos os Homens, sorriso nos lábios, despertarão para novas realidades em que até então nunca terão atentado, nem tão pouco delas se terão apercebido.


domingo, 3 de maio de 2026

O Pai de Jesus Cristo, um pai assassino do próprio filho?

 Uma pergunta herege mas óbvia!

Quando se vai à missa e se ouve o Credo que os crentes recitam, esta pergunta fica a azucrinar-nos a cabeça. É que vem-nos à memória aquelas angustiantes palavras de Jesus no Jardim das Oliveiras, repetidas três vezes, suando ele sangue, antevendo o que lhe iria acontecer: "Pai, afasta de mim este cálice, mas faça-se a tua vontade e não a minha!"

E o que é que aconteceu? Que resposta deu o Pai? - Silêncio! Permitiu - QUIS! - que o seu amado filho fosse torturado física e psicologicamente, obrigando-o a suportar uma coroa de espinhos, a ser condenado à morte e morte de cruz, a ter de carregar a própria cruz em que ia ser crucificado, subindo o monte, caindo três vezes.

É isto que os evangelhos narram. Não estamos a inventar nada!

Ora, sendo Deus o Pai de Jesus, tendo fecundado Maria Virgem através do seu Espírito Santo, para que dela nascesse o Salvador, obviamente que deveria ter salvado o filho daquela trágica situação, acusado e condenado injustamente só por motivos político-religiosos.

Estes não são argumentos suficientes para justificar aquela pergunta inicial? Não tinha Deus, na sua sabedoria infinita, melhor ideia do que esta estranha, bizarra, dramática, injusta, desumana, pela qual optou?

Parece-nos que os crentes e os seus mentores padres, bispos e papas deveriam pensar nisto e enveredar pelo caminho da honestidade intelectual que é própria e exclusiva do Homem...

E terem a coragem de retirar as óbvias conclusões, embora todos saibamos que a Fé não se discute. Quem a discutir, perde-a!

Agora, se nos perguntarem o que temos para oferecer em alternativa á Fé, a nossa resposta é... NADA! Apenas racionalismo puro e duro: Somos 

FILHOS DA TERRA E DO UNIVERSO, FEITOS DA MATÉRIA ESTELAR, VINDOS DO NADA E INDO PARA O NADA, INTEGRADOS QUE ESTAMOS NA SAGA DA VIDA QUE É ESCRAVA DO TEMPO, NADA DE ETERNIDADE HAVENDO PARA QUALQUER SER VIVO SIMPLESMENTE PORQUE PERTENCE AO TEMPO!


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 15/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

 

A PERGUNTA TRÁGICO-CÓMICA

(sem resposta)

    E esta pergunta, já atrás sugerida, é feita a todas as religiões existentes: “Se, depois desta vida, há uma vida eterna num PARAÍSO DE TODAS AS DELÍCIAS, porquê, após o nascimento, ou após atingir o uso da razão, ou após deixar descendência, a pessoa pura e simplesmente não se suicida para mais rapidamente ir para esse PARAÍSO, já que esta vida nem sempre é um mar de rosas, havendo mesmo quem lhe chame um Vale de lágrimas?”

    Para serem coerentes com as suas crenças, os crentes não deveriam optar por esta solução de vida?

    É a luta entre a Razão e a Emoção a acentuar-se e a acentuar a incoerência que também é própria do Homem, no seu viver quotidiano e nas diversas etapas em que se vê envolvido, durante a vida. Esteja ele no bem-bom e quer lá saber de um Paraíso anunciado mas nunca provado como existente ou de uma vida eterna que se quer bem longe, longe, longe, dizendo-se para consigo e seus botões: “Vivamos e usufruamos deste bem-bom que a eternidade pode bem esperar!” Ou como os romanos: “Carpe diem, vita brevis!” (Goza a vida que a vida é breve!) Isto, sobretudo na força da vida, juventude e idade adulta madura, embora mudando de atitude conforme os anos se forem acumulando, o corpo perdendo energia, o fim anunciado pelo Tempo se aproximando. Aí, outro galo começa a cantar, não é?! Ah, o ser humano como é cheio de contradições, santo DEUS!


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 14/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

COMENTÁRIO

    Realmente, vemo-nos obrigados a perguntar: “Onde estão as emoções desta Religião, se o Homem não é só Razão mas também Emoção e Sentimentos?”

    A questão coloca-se pertinentemente e com acuidade aquando de momentos de extrema gravidade emocional: perca de entes queridos em situações trágicas, doenças violentas, dramas que apontam a morte como solução, a própria morte, sobretudo inesperada ou extemporânea.

    É que as Religiões actuais, por muito falsas que sejam, têm “soluções”, têm palavras de conforto, ideias de esperança numa outra vida melhor… E, nestas situações, embora incongruentemente, as pessoas querem lá saber que tal não corresponda à verdade existencial! A Religião ora proposta fica-se pelo vazio de nada ter para colmatar o vazio emocional da perca de um ente querido, de uma tragédia nunca anunciada – e mesmo que o fosse! – de uma qualquer desgraça que deixa o indivíduo desesperado e inconsolável. Então?!

    Então, em total desespero, a pessoa agarra-se à única tábua de consolação que se lhe oferece: confiar que todo o seu sofrimento será largamente compensado num Céu, num Paraíso de todas as delícias onde não haverá mais sofrimento, mas apenas felicidade, bem-estar e alegria. E… por toda a eternidade! E a paz perdida desce, de algum modo, à alma sofredora, pois, em boa verdade, o ser humano não veio à vida para sofrer…  Fantástico, não é?! Realmente…, o que faremos deste nosso desejo de eternidade, desta nossa sede de infinito?

    A resposta é terrivelmente difícil! Aliás, foi neste “terrível” que as religiões existentes se basearam para criar, inventar, fantasiar os seus Céus, os seus Infernos, as suas eternidades. Mas nada correspondendo a qualquer realidade comprovada. Pelo contrário: como não há hipótese de entender as suas invenções, sempre se refugiaram no MISTÉRIO. O “milagre” é que conseguem convencer milhares de milhões desses Céus, desses Infernos, dessas eternidades. Até quando?!

    E, face à realidade que somos – seres que aparecem no Tempo sem qualquer motivo e desaparecem no Tempo – somos forçosamente levados a sentir-nos frustrados, a pensar que talvez melhor teria sido nem sequer ter vindo à Vida. Pois, para quê, se isto se acaba ali sem qualquer outra hipótese, outra chance, outra oportunidade, outro desfecho? Não fora o instinto vital e de sobrevivência que nos acompanha nesta nossa vinda ao mundo dos vivos, e seríamos facilmente levados a cometer suicídio por dá cá aquela palha…

    Ora, virando tudo ao contrário, olhando o outro lado da VIDA, temos de deixar-nos levar pelo pensamento de que ter vindo à vida foi o melhor que nos poderia ter acontecido. Fisicamente, quando fomos concebidos pelos nossos pais, milhões de outros ficaram na hipótese de ser: foi o “nosso” espermatozoide que ganhou a corrida para fecundar o óvulo do qual nascemos; fora outro e quem estaria aqui a pensar, a amar, a sorrir (embora também a sofrer e a ter estes pensamentos de frustração…) seria um outro a quem nem sequer poderíamos chamar de irmão…

     Então, VIVA A VIDA! E bendita seja a hora em que fomos concebidos para dela podermos fazer parte. Resta-nos, agora, aceitar as regras do jogo que regem a Natureza dos vivos. E aceitá-las com sorrisos, risos e gargalhadas, rindo da dor, da doença, da catástrofe, da morte certa quando o nosso tempo se acabar, aproveitando ao máximo todas as jogadas que procuraremos sejam ganhadoras. Fazer da vida um jogo sempre a ganhar será o maior desafio em que fomos convidados a participar. Com regras, claro!

    Essa coisa da morte, olha, que venha quando vier! Que venha tarde e sem dor! E que nos encontre, sorrindo, embora já quase sem energia para o sorriso que o corpo a perdeu na voragem do malvado/bendito TEMPO! Mas ainda tenhamos mão para dizer ADEUS ao que fica – vivos e não vivos, céus e Terra, estrelas e Universo – um ADEUS de partida para um eterno NADA!

E, ainda sorrindo, consolando-nos, pela última vez: "EU VALI A PENA!"


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 13/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A “sua” Religião, é uma religião fria, sem emoções, sem alma, com um DEUS que afinal não é DEUS porque não tem rosto!

Nem lenitivo para a dor física ou moral, nem alívio para o desespero, nem esperança para a morte. Então, para quê a quero?»

 

RESPOSTA INEVITÁVEL:

«Ah, como eu o compreendo! É que sentimos como desumano que tenhamos tido a sorte de nascer seres inteligentes – coisa que não aconteceu com mais nenhum ser vivo conhecido e que só começou com alguns primatas há uns 3 a 4 milhões de anos, tendo o nosso cérebro evoluído desde então, ignorando nós como evoluirá e como será daqui a muitos milhões de anos! – e, agora, tenhamos de constatar que não temos qualquer futuro. Isto, apesar de termos consciência de nós próprios e da nossa inexorável finitude. ZERO! Caminhamos, desde que nascemos, para um grande, enorme, eterno NADA! Assim como aparecemos, assim desapareceremos…  Sem deixar qualquer rasto. Como se nunca tivéssemos existido! É realmente desesperante!

    Mas… como esta é a VERDADE inquestionável, resta-nos escolher entre ser crente numa vida eterna inexistente apregoada pelos inventores das religiões, ou abraçarmos esta Religião baseada na Ciência e no Conhecimento e USUFRUIR O MELHOR POSSÍVEL desta vida – a ÚNICA CERTA! – a que tivemos o privilégio e a sorte de aceder, sem nada termos feito para isso. E…, no final, ainda sermos capazes de SORRIR À MORTE E AO DESAPARECIMENTO ETERNO!

    E olhe, meu caro crente, perante o inexorável, doa-me embora na alma o não poder prolongar-me pela eternidade, eu prefiro este último sorriso!»

Aliás, não temos alternativa... Somos filhos da Terra e do Universo, feitos de matéria estelar, fazendo parte desta engrenagem que a VIDA engendrou para os seres vivos: NASCER, CRESCER, MULTIPLICAR-SE E... MORRER, desaparecendo para sempre, como se nunca tivessem existido. Esta A VERDADE INQUESTIONÁVEL! Então?!


sábado, 11 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 12/?

 

OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

PARA ALÉM DO FIM DA BÍBLIA

A PERGUNTA INQUIETANTE

    Bonita, esta Religião! Muito racional, muito convincente! Mas… o filósofo e matemático francês Blaise Pascal lembra-nos que “O coração tem razões que a própria razão desconhece.”. Por isso, é expectável que um ex-crente cristão, desesperado, nos intime de tal modo:

«Caro senhor,
Graças aos seus “sábios” raciocínios, fez-me perder toda a minha Fé!
Agora, já não acredito no que me ensinaram em criança, no catecismo: o simpático e comovente Menino Jesus a nascer numa gruta tão pobrezinho, a sua simpática Mãe, a Virgem Maria, os meus anjinhos de devoção, os meus santinhos a quem confiava todas as minhas amarguras, desgostos, sofrimentos…
Já não acredito num Redentor, aquele que foi Menino Jesus, Filho de Deus que encarnou no seio de Maria Virgem por obra e graça do Divino Espírito Santo e que morreu na cruz para nos redimir dos nossos pecados e oferecer-nos a salvação no Céu, junto do Pai, se fôssemos bons e justos nesta vida, após a purificação do pecado original, pecado cometido pelos primeiros pais da humanidade, Adão e Eva, no santo Baptismo.
Já não acredito nos milagres desse Jesus durante a sua pregação, nem nos estrondosos milagres que foram a sua ressurreição ao terceiro dia, os seus aparecimentos como ressuscitado a Maria Madalena e aos apóstolos, a sua majestática subida aos Céus de onde um dia havia de vir a julgar os vivos e os mortos, no fim do mundo.
Já não acredito nesse Juízo Final em que os bons iriam para a direita de Deus – o Céu – e os maus para a sua esquerda – o Inferno!
Já não acredito nem em anjos nem em demónios.

Já não acredito na vida eterna, no Céu, junto de Deus, junto dos seus anjos e seus santos, na corte celestial.
Enfim, já não acredito em nada do que o Credo Católico me diz para acreditar!
Então, que me resta para dar sentido a esta vida que me ensinaram ser uma passagem para a outra, a vida eterna, num Céu junto de Deus, numa felicidade perene, sempre sorridente, sempre jovial, sempre gozoso? Que me valem os sacrifícios, o ser bom para com os outros, o aceitar sem me revoltar o sofrimento e a morte? Enfim, que me vale viver, se esta vida é tão efémera que mal se começa logo ali se acaba, como acabam todas as vidas de qualquer ser vivo, vindo da Natureza e nela se reintegrando para sempre, num total esquecimento do que um dia foi?
Tanta pergunta sem resposta deixa-me desesperado, completamente desesperado por não encontrar sentido para a vida. E FOI VOCÊ QUE MO ROUBOU!
Por isso, carradas de razão que tenha nos seus raciocínios racionalistas, não lhe agradeço, mas condeno-o com toda a veemência! É que não tenho salvação possível em qualquer horizonte que vislumbre!

E deixe-me que lhe diga com sinceridade:

A “sua” Religião, é uma religião fria, sem emoções, sem alma, com um DEUS que afinal não é DEUS porque não tem rosto!

Nem lenitivo para a dor física ou moral, nem alívio para o desespero, nem esperança para a morte. Então, para quê a quero?»

(Resposta no próximo texto)

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 11/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

Preâmbulo (cont.)

(Falávamos do Deus  cientificamente definido como O TODO INFINITO E ETERNO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA.)

Esse Deus será celebrado em ritos e cerimónias, evocando as Suas manifestações, dentro ou fora dos recintos que os humanos já construíram para adorarem os deuses por eles criados e inventados, recintos muitos deles lindérrimos e plenos de artes, desde a arquitectura, à escultura, à pintura. Magníficos! Seria uma pena não servirem de glória e louvor ao DEUS VERDADEIRO presente nos Homens que os criaram, embora levados por ideias nada ortodoxamente científicas. Mas, gloriosas, mesmo assim!

    E haverá muitas festas, festas da Primavera, do Verão, do Outono, do Inverno.

    E haverá a grande festa do Natal, o Natal de todos os seres vivos, com toda a magia de cânticos e presentes que doiraram os nossos sonhos de criança. A GRANDE FESTA DO RENOVAR-SE DA VIDA, em cada nova vida que nasce!

    E haverá orações, novas orações, obviamente. É que rezar faz bem ao corpo e à alma: ao corpo porque se criam momentos de relax, à alma porque é elevada à espiritualidade, seja lá isso o que for…

    E haverá um Credo, um Credo humanista, está claro!

    E haverá vinte belíssimos Mandamentos que se encerram num só: AMAR-TE-ÁS A TI E AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

    Concluiremos que somos filhos da Terra e do Universo, forçosamente integrados num panteísmo universal em que todos somos pequenas partículas de Deus, porque DEUS É TUDO E TUDO É DEUS.

(Fim do Preâmbulo à explanação e apresentação da Nova Religião)

 


quinta-feira, 26 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 10/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

PREÂMBULO

     Com a certeza na alma de que o Homem, esse “animal religioso”, parece incapaz de viver sem religiões – e as religiões continuam a dominar o mundo e a condicionar as sociedades e os indivíduos das mais variadas formas – para conseguir um correcto governo do mundo e um domínio de si próprio, o Homem terá forçosamente de substituir as Religiões actuais por uma universal credível, tanto emocional como racionalmente, uma religião da Verdade, sem mitos de Céus ou de Infernos inexistentes, sem quaisquer invenções fruto da fantasia.

    E essa só poderá ser uma religião que tenha como base a Ciência e a Verdade do que conhecemos, das partículas sub-atómicas ao átomo, ao Universo, conscientes de que o desejo de eternidade que levou o Homem a criar deuses ou um Deus, e com eles um Paraíso ou um Inferno, dando de algum modo sentido ao sofrimento e à morte, não é mais do que a máxima manifestação do instinto vital que em qualquer ser vivo, do animal à planta, ao micróbio, à bactéria, se manifesta como um poder supremo da realidade em que nos inserimos e que fomos convidados a viver pelos Deuses, pela Sorte ou pelo Destino que nunca saberemos bem o que é...

    É essa Religião que nos propomos levar, urbi et orbi (por toda a Terra) às gentes adormecidas, anestesiadas, comprometidas com séculos, se não milénios, de obscurantismos, fanatismos, religiosismos todos non-sense, todos baseados em crenças e mistérios, todos atentando contra a verdadeira natureza do Homem: um ser racional que deve, que tem de questionar qualquer ideia que lhe seja proposta antes de a aceitar como válida, como credível, como digna de por ela se bater ou “dar a vida”.

    Para tanto, o Homem terá de ser conhecedor da realidade que a Ciência já lhe proporciona e ter formação que lhe permita ter sentido crítico na análise existencial que faz da VIDA e de tudo aquilo com que se compromete.

    Pelo non-sense com que foram criadas e em que laboram, as actuais religiões estão todas, cedo ou tarde, condenadas ao desaparecimento, dependendo do tempo que a Ciência e o Conhecimento levarem a chegar a todos os humanos, criando neles aquele espírito que será forçosamente analítico, céptico e inquisidor.

    Começaremos pela definição de Deus:

“O TODO onde tudo se integra: Espaço e Tempo, Matéria e Energia.”

    É uma definição que poderemos considerar científica, bem longe das definições que, ao longo da História, os Homens inventaram para os seus deuses, sejam politeístas, monoteístas, filósofos ou fétiches de feiticeiros.

    Analisadas criticamente tais concepções, constatamos que aqueles deuses não passam de humanóides, pois concebidos à imagem e semelhança de humanos, embora considerados Seres superiores com poderes extraordinários e… misteriosos, por nunca provados. Assim, o Alá dos muçulmanos, o Pai de Jesus Cristo para os cristãos, o Javé para os judeus, a tríade divina Brama, Vishnu e Shiva para os hindus, Buda para os budistas, as Divindades da Natureza para os Xintoístas, etc., e os deuses de todas as seitas religiosas, umas autónomas, outras derivadas das principais religiões mencionadas. E são deuses imperfeitos – o que é um contra-senso! – pois, além da sua acção não passar ridiculamente o horizonte dos Céus visíveis (atmosfera terrestre e firmamento onde pontuam as estrelas da galáxia Via Láctea) e Terra e, nela, o Homem, se apresentam com desejos, ciúmes, ódios, vontades, quereres, amores…, emoções obviamente não condizentes com um Ser divino…

    Outra característica notável das religiões actualmente existentes é que, não sabendo explicar os seus Céus, os seus Infernos, as suas Santíssimas Trindades, os seus anjos e santos, os seus dogmas, todas as suas invenções, remetem para o MISTÉRIO: “Não se percebe…, MISTÉRIO! E… MISTÉRIO DE FÉ!”

   Tal atitude, não deixa de ser, obviamente, um acto de cobardia intelectual. Os mentores religiosos, aceite-se embora, como na Ciência, que é muito mais o que desconhecemos do que aquilo que sabemos, o que não compreendemos do que o que compreendemos da Vida e seus mistérios e do TODO EXISTENTE, deveriam remeter os crentes para uma análise crítica de tudo em que os fazem acreditar, tudo o que, por exemplo, os cristãos exararam num Credo que  debitam monotonamente em todas as missas, certamente sem grande convicção, já que nele se afirmam ideias e conceitos que, logo a seguir, são remetidos para o mistério… (Ver Nota 1)

    Mas não! Têm o desplante de se dizerem ÚNICOS DETENTORES DA VERDADE. Como se houvesse muitas verdades acerca do Desconhecido, do Eterno, do Infinito! Enfim, Deus lhes perdoe… Afinal, só acredita quem quer ou quem, traumatizado por traumas de ensinos na infância, de catequeses fundamentalistas e anquilosadas, se sente levado, em consciência, a acreditar… E ainda pior: é da História antiga e actual que as religiões se guerrearam e se guerreiam entre si. Inacreditável!

    E, apesar de tudo, esta será uma religião que remete para o judeu Jesus de há 2.000 anos, apregoando na Terra um Reino de Justiça, de Paz, de Fraternidade universal (a que chamava “Reino de Deus”), Reino só possível quando a humanidade atingir a perfeição. Ora nós sabemos com quanta imperfeição a humanidade se debate: embora com muitas virtudes, o Homem é fundamentalmente egoísta, mau, desumano, cruel, injusto, “lobo” do seu irmão, acusando aqui a sua ascendência simiesca, parecendo-nos que coloca as suas inúmeras capacidades de criação e invenção mais ao serviço do seu lado MAU que do seu lado BOM... Então, talvez que esse autêntico Paraíso na Terra só seja possível dentro de muitos séculos ou milénios. Mas como a nossa querida Terra, integrada que está no magnífico Sistema Solar, ainda tem de vida cerca de 4.5 mil milhões de anos, há esperança de que, cedo ou tarde, tal aconteça… (Ver Nota 2)

    Então, cometerá o mais nobre acto de inteligência aquele que, constatando que só no culto da VERDADE a Vida tem sentido, adoptar para si esta RELIGIÃO com um Deus que dia a dia é descoberto ou redescoberto pela Ciência, sendo o TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, e que se manifesta em todas as coisas, não se escondendo como o de Moisés da Bíblia numa sarça ardente, o de Cristo num Céu de fé, o de Maomé num Paraíso totalmente fantasiado, aquele, cheio de anjos e santos, este, cheio de virgens apenas para os humanos machos que partem da Terra (uma tremenda e inconcebível injustiça para com as mulheres, mais uma, desta religião muçulmana: injusta na Terra, injusta no seu Céu…). (Cont.)