sexta-feira, 15 de maio de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 17/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

                                                                   EPÍLOGO - 1/2

    Apesar de o Homem ser Razão e Emoção, sendo esta, em muitas situações pontuais e particulares, que comanda, queira-se ou não, a sua vida, a Religião aqui proposta, mais de índole racional que emocional, será a única possível com o Deus verdadeiro, infinito e eterno, e o Homem interligando-se com Ele, gozando em plenitude a vida, não sozinho mas com os seus irmãos, os outros Homens, numa fraternidade universal, tendo como filosofia o hedonismo, o optimismo, a componente positiva que existe em todas as coisas e acontecimentos, mesmo os mais trágicos, cultivando o sorriso ou a forte gargalhada para afastar medos que nos roubam o gostinho de viver e tantos outros gostinhos que preenchem o nosso dia-a-dia, enquanto há vida, vendo ainda como prazer o partir para a integração universal onde faremos parte em átomos e moléculas de outros seres que terão não os nossos genes que esses, com a morte, se perderam, mas outros, quem sabe, melhores e que menos problematizarão a vida própria e a de todos os que tiverem o destino de se cruzarem com eles.

    Uma religião, com toda a certeza, de inspiração “divina”! Analisando criticamente as Bíblias das religiões actuais, não se descortina nelas qualquer inspiração que se possa dizer de divina ou Deus ficaria muito mal visto com o que inventam e apregoam acerca dele!

    Enfim, e repetindo-nos, será uma Boa Nova pregada por novas Igrejas, com ritos novos que substituam, com Verdade, cerimónias tradicionais de baptismos, crismas, confissões, comunhões, matrimónios, funerais, elegendo, primeiro, a EUTANÁSIA como forma de serenamente acabar a vida de alguém que já não seja pessoa mas apenas vegetal alimentado por máquinas, ali gastando inutilmente recursos preciosos da sociedade onde se integrou..., depois, a CREMAÇÃO como a melhor forma da nossa reintegração no Universo! Cada um no seu espaço, cada um no seu tempo. Todos convidados a terem vida e vida em abundância porque iluminada pela Luz da VERDADE!

    Só assim se harmonizará finalmente a Fé e a Razão oferecendo-se ao Homem, esse “animal religioso” na sua complexidade psico-física, toda a satisfação das suas componentes espiritual e emocional, numa base de credibilidade oferecida pela Ciência para a qual o espírito se processa misteriosamente no cérebro que é apenas matéria, num conjunto de muitos milhares de milhões de neurónios.

   É que foi harmonia perdida ou adulterada pelas religiões, que não seguiram a máxima desse inexcedível Jesus a quem chamaram de Cristo: “Só a Verdade vos libertará!” 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

O Homem em conexão com o Universo

 Do micro ao macro, do quark ao Universo

Cada Homem é um pontinho, uma partícula no Planeta Terra, Terra que faz parte de uma estrela que é uma entre mais de cem mil milhões de outras que compõem a Via Láctea. A galáxia mais próxima - a uns dois milhões anos-luz, mas que se consegue ver, a olho nu, como um pequeno aglomerado de estrelas! - é Andrómeda que será composta por mais de 200.000.000.000 de estrelas, algumas delas dezenas ou milhares de vezes maiores que o nosso Sol.

Cremos que o Espaço seja infinito e que, nele, se encontrem o Universo ao qual pertencemos e que terá começado há cerca de 13.800 milhões de anos, e muitos outros cujo número é e será sempre desconhecido do Homem, por muitos milénios que ainda exista como espécie animal e por muito que evolua cerebralmente, nos cerca de 4.5 mil milhões de anos que a Terra tem de existência.

MOVIMENTO! Movimento que gera mudança é a palavra chave deste Universo. Mudança contínua, nada existindo para estar parado mas para lentamente ou abruptamente se ir transformando noutra coisa qualquer que não a inicial, queimando energia. Mas nada se perdendo porque não tem para onde perder-se, a matéria tendendo a agrupar-se, pela força da gravidade, em outras formas de astros!

Pergunta-se: "Serão a Matéria - cujos elementos primários parecem ser os quarks que compõem os protões, electrões e neutrões existentes no núcleo do átomo - e a Energia eternas, mas finitas porque mensuráveis? Nunca tendo estado estáticas mas eternamente em movimento e geradas no próprio movimento?" - Mistério! Talvez mistério maior ainda do que o mistério do aparecimento da VIDA na Terra vinda da matéria inerte...

Por seu lado, o Homem - uma máquina composta de máquinas, como qualquer ser vivo! - nos seus milhares de milhões de células que o formam - só o cérebro contém cerca de cem mil milhões de neurónios! - não passa de um pontinho efémero que nasce no Tempo e desaparece no Tempo, na grandiosidade que é este Universo conhecido, grandiosidade impossível de percepcionar pelo nosso cérebro, já que as distâncias entre astros se medem em milhares de milhões de anos-luz. Uma partícula, um quase nada, mas que pensa e questiona e se questiona, com desejos de ser eterno... Que desejos loucos, santo Deus! Então, se vem do Nada, na saga que a Vida construiu para os seres vivos - NASCER, CRESCER E MORRER - não tem a certeza absoluta de que tem de voltar para o Nada de onde veio? Esta é, aliás, a única certeza absoluta da Vida...

E a Vida foi a coisa mais bela que aconteceu no Universo, neste MOVIMENTO constante em que a Energia e Matéria se "debatem" para iluminarem o TODO EXISTENTE ONCE TUDO SE INTEGRA, a quem poderemos chamar de DEUS! A ela tivemos a sorte de aceder e nela participar. Mas não podemos ter ilusões: efémeros que somos, nos nossos cerca de 100 anos de vida, o nosso destino é o Eterno NADA, sem de mais nada nos apercebermos após o nosso desaparecimento para sempre... Fantástico e trágico, não é?! Mas é a REALIDADE QUE SOMOS!

Então, só nos resta gritar: VIVA A VIDA ENQUANTO HÁ VIDA, ENQUANTO TEMOS VIDA!

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 16/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

UM MANIFESTO

    Subindo ao cume da montanha ou descendo ao fundo do vale, deixando-nos ouvir o silêncio que ainda por lá exista, olhando em redor ou o penedo que nos aparece defronte ou os horizontes a perderem-se na ténue linha do encontro com o céu, sentir-nos-emos mais próximos do Deus verdadeiro, senti-lo-emos presente em nós, nas coisas, nos silêncios que sobem da Terra e descem do céu. E sentir-nos-emos mais em comunhão com o Universo de que somos filhos, partículas, elementos, a Verdade absoluta que apregoamos.

     Bem bradam eles, os mentores das religiões, levantando, orgulhosos, os Livros Sagrados a que atribuíram inspiração divina para os tornarem credíveis, jurando sobre eles fidelidade para a vida: Judeus, Hindus, Cristãos, Muçulmanos… Mas, na verdade, não houve inspiração divina nenhuma: apenas fantasia de humanos inspirados no que os seus olhos viam, os seus ouvidos ouviam, as suas mentes não entendiam…, criando deuses, prostrando-se diante deles, adorando-os! E, não entendendo, criaram a Fé, negando à razão o direito de duvidar, de questionar, de ter novas ideias. A Fé, mesmo a que “move montanhas”, é sinónimo de obscurantismo, de ignorância, de preguiça mental, de satisfação de um certo gostar nonsense que o Homem sente em não questionar para não ter que enfrentar a Realidade. Se tal não acontece na vida de todos os dias, acontece de forma categórica na Religião, tudo o Homem aceitando por comodismo ou por inércia, dizendo-se crente. E disso se aproveitam os criadores ou seguidores das religiões, bradando continuamente do alto das suas convicções, para não se perderem e, sobretudo, não perderem “clientes” a quem chamam de fiéis: “Proibido questionar! A Fé não se discute! Quem a discute perde-a!” Ah, como nos quiseram, como nos querem fazer mentecaptos, santo Deus! E aqui, sim, aqui evocaremos o Deus Verdadeiro para barafustar com todas as forças da alma contra a falsidade que continua a subjugar milhões e milhões, contra os falsos papas de todas as crenças em todos os tempos, em todos os lugares, defendendo os seus “impérios” com evidentes interesses de poder, de vaidade, de dinheiro, de barriga cheia, alienando as consciências com falinhas mansas ou inflamados sermões, pondo as mãos em oração, elevando beatamente os braços para o céu ou curvando-se até ao chão em atitude submissa perante o inexistente Todo-Poderoso…

    Esta é a realidade de hoje que o será não sabemos até quando. Quanto a nós, nós apenas queremos ser a grande pedrada neste charco de fantasmagorias que enlameia a dignidade do Homem como ser possuidor de uma razão que não pode, não deve, jamais deverá deixar-se alienar! Mesmo que tal querer nos custe a perdição no Inferno! Mesmo que sejamos excomungados, perseguidos, ameaçados de morte por aqueles que, instalados nos seus pedestais, não os querem perder: os ditos seguidores de Cristo com as suas perversas inquisições, os fanáticos seguidores de Maomé, com as suas abjectas sharias! Mesmo que, por defender tal verdade afinal a única Verdade! nos levem a própria vida!…

    Assim, toda a humanidade, todos os Homens, sorriso nos lábios, despertarão para novas realidades em que até então nunca terão atentado, nem tão pouco delas se terão apercebido.


domingo, 3 de maio de 2026

O Pai de Jesus Cristo, um pai assassino do próprio filho?

 Uma pergunta herege mas óbvia!

Quando se vai à missa e se ouve o Credo que os crentes recitam, esta pergunta fica a azucrinar-nos a cabeça. É que vem-nos à memória aquelas angustiantes palavras de Jesus no Jardim das Oliveiras, repetidas três vezes, suando ele sangue, antevendo o que lhe iria acontecer: "Pai, afasta de mim este cálice, mas faça-se a tua vontade e não a minha!"

E o que é que aconteceu? Que resposta deu o Pai? - Silêncio! Permitiu - QUIS! - que o seu amado filho fosse torturado física e psicologicamente, obrigando-o a suportar uma coroa de espinhos, a ser condenado à morte e morte de cruz, a ter de carregar a própria cruz em que ia ser crucificado, subindo o monte, caindo três vezes.

É isto que os evangelhos narram. Não estamos a inventar nada!

Ora, sendo Deus o Pai de Jesus, tendo fecundado Maria Virgem através do seu Espírito Santo, para que dela nascesse o Salvador, obviamente que deveria ter salvado o filho daquela trágica situação, acusado e condenado injustamente só por motivos político-religiosos.

Estes não são argumentos suficientes para justificar aquela pergunta inicial? Não tinha Deus, na sua sabedoria infinita, melhor ideia do que esta estranha, bizarra, dramática, injusta, desumana, pela qual optou?

Parece-nos que os crentes e os seus mentores padres, bispos e papas deveriam pensar nisto e enveredar pelo caminho da honestidade intelectual que é própria e exclusiva do Homem...

E terem a coragem de retirar as óbvias conclusões, embora todos saibamos que a Fé não se discute. Quem a discutir, perde-a!

Agora, se nos perguntarem o que temos para oferecer em alternativa á Fé, a nossa resposta é... NADA! Apenas racionalismo puro e duro: Somos 

FILHOS DA TERRA E DO UNIVERSO, FEITOS DA MATÉRIA ESTELAR, VINDOS DO NADA E INDO PARA O NADA, INTEGRADOS QUE ESTAMOS NA SAGA DA VIDA QUE É ESCRAVA DO TEMPO, NADA DE ETERNIDADE HAVENDO PARA QUALQUER SER VIVO SIMPLESMENTE PORQUE PERTENCE AO TEMPO!


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 15/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

 

A PERGUNTA TRÁGICO-CÓMICA

(sem resposta)

    E esta pergunta, já atrás sugerida, é feita a todas as religiões existentes: “Se, depois desta vida, há uma vida eterna num PARAÍSO DE TODAS AS DELÍCIAS, porquê, após o nascimento, ou após atingir o uso da razão, ou após deixar descendência, a pessoa pura e simplesmente não se suicida para mais rapidamente ir para esse PARAÍSO, já que esta vida nem sempre é um mar de rosas, havendo mesmo quem lhe chame um Vale de lágrimas?”

    Para serem coerentes com as suas crenças, os crentes não deveriam optar por esta solução de vida?

    É a luta entre a Razão e a Emoção a acentuar-se e a acentuar a incoerência que também é própria do Homem, no seu viver quotidiano e nas diversas etapas em que se vê envolvido, durante a vida. Esteja ele no bem-bom e quer lá saber de um Paraíso anunciado mas nunca provado como existente ou de uma vida eterna que se quer bem longe, longe, longe, dizendo-se para consigo e seus botões: “Vivamos e usufruamos deste bem-bom que a eternidade pode bem esperar!” Ou como os romanos: “Carpe diem, vita brevis!” (Goza a vida que a vida é breve!) Isto, sobretudo na força da vida, juventude e idade adulta madura, embora mudando de atitude conforme os anos se forem acumulando, o corpo perdendo energia, o fim anunciado pelo Tempo se aproximando. Aí, outro galo começa a cantar, não é?! Ah, o ser humano como é cheio de contradições, santo DEUS!


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 14/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

COMENTÁRIO

    Realmente, vemo-nos obrigados a perguntar: “Onde estão as emoções desta Religião, se o Homem não é só Razão mas também Emoção e Sentimentos?”

    A questão coloca-se pertinentemente e com acuidade aquando de momentos de extrema gravidade emocional: perca de entes queridos em situações trágicas, doenças violentas, dramas que apontam a morte como solução, a própria morte, sobretudo inesperada ou extemporânea.

    É que as Religiões actuais, por muito falsas que sejam, têm “soluções”, têm palavras de conforto, ideias de esperança numa outra vida melhor… E, nestas situações, embora incongruentemente, as pessoas querem lá saber que tal não corresponda à verdade existencial! A Religião ora proposta fica-se pelo vazio de nada ter para colmatar o vazio emocional da perca de um ente querido, de uma tragédia nunca anunciada – e mesmo que o fosse! – de uma qualquer desgraça que deixa o indivíduo desesperado e inconsolável. Então?!

    Então, em total desespero, a pessoa agarra-se à única tábua de consolação que se lhe oferece: confiar que todo o seu sofrimento será largamente compensado num Céu, num Paraíso de todas as delícias onde não haverá mais sofrimento, mas apenas felicidade, bem-estar e alegria. E… por toda a eternidade! E a paz perdida desce, de algum modo, à alma sofredora, pois, em boa verdade, o ser humano não veio à vida para sofrer…  Fantástico, não é?! Realmente…, o que faremos deste nosso desejo de eternidade, desta nossa sede de infinito?

    A resposta é terrivelmente difícil! Aliás, foi neste “terrível” que as religiões existentes se basearam para criar, inventar, fantasiar os seus Céus, os seus Infernos, as suas eternidades. Mas nada correspondendo a qualquer realidade comprovada. Pelo contrário: como não há hipótese de entender as suas invenções, sempre se refugiaram no MISTÉRIO. O “milagre” é que conseguem convencer milhares de milhões desses Céus, desses Infernos, dessas eternidades. Até quando?!

    E, face à realidade que somos – seres que aparecem no Tempo sem qualquer motivo e desaparecem no Tempo – somos forçosamente levados a sentir-nos frustrados, a pensar que talvez melhor teria sido nem sequer ter vindo à Vida. Pois, para quê, se isto se acaba ali sem qualquer outra hipótese, outra chance, outra oportunidade, outro desfecho? Não fora o instinto vital e de sobrevivência que nos acompanha nesta nossa vinda ao mundo dos vivos, e seríamos facilmente levados a cometer suicídio por dá cá aquela palha…

    Ora, virando tudo ao contrário, olhando o outro lado da VIDA, temos de deixar-nos levar pelo pensamento de que ter vindo à vida foi o melhor que nos poderia ter acontecido. Fisicamente, quando fomos concebidos pelos nossos pais, milhões de outros ficaram na hipótese de ser: foi o “nosso” espermatozoide que ganhou a corrida para fecundar o óvulo do qual nascemos; fora outro e quem estaria aqui a pensar, a amar, a sorrir (embora também a sofrer e a ter estes pensamentos de frustração…) seria um outro a quem nem sequer poderíamos chamar de irmão…

     Então, VIVA A VIDA! E bendita seja a hora em que fomos concebidos para dela podermos fazer parte. Resta-nos, agora, aceitar as regras do jogo que regem a Natureza dos vivos. E aceitá-las com sorrisos, risos e gargalhadas, rindo da dor, da doença, da catástrofe, da morte certa quando o nosso tempo se acabar, aproveitando ao máximo todas as jogadas que procuraremos sejam ganhadoras. Fazer da vida um jogo sempre a ganhar será o maior desafio em que fomos convidados a participar. Com regras, claro!

    Essa coisa da morte, olha, que venha quando vier! Que venha tarde e sem dor! E que nos encontre, sorrindo, embora já quase sem energia para o sorriso que o corpo a perdeu na voragem do malvado/bendito TEMPO! Mas ainda tenhamos mão para dizer ADEUS ao que fica – vivos e não vivos, céus e Terra, estrelas e Universo – um ADEUS de partida para um eterno NADA!

E, ainda sorrindo, consolando-nos, pela última vez: "EU VALI A PENA!"


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 13/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A “sua” Religião, é uma religião fria, sem emoções, sem alma, com um DEUS que afinal não é DEUS porque não tem rosto!

Nem lenitivo para a dor física ou moral, nem alívio para o desespero, nem esperança para a morte. Então, para quê a quero?»

 

RESPOSTA INEVITÁVEL:

«Ah, como eu o compreendo! É que sentimos como desumano que tenhamos tido a sorte de nascer seres inteligentes – coisa que não aconteceu com mais nenhum ser vivo conhecido e que só começou com alguns primatas há uns 3 a 4 milhões de anos, tendo o nosso cérebro evoluído desde então, ignorando nós como evoluirá e como será daqui a muitos milhões de anos! – e, agora, tenhamos de constatar que não temos qualquer futuro. Isto, apesar de termos consciência de nós próprios e da nossa inexorável finitude. ZERO! Caminhamos, desde que nascemos, para um grande, enorme, eterno NADA! Assim como aparecemos, assim desapareceremos…  Sem deixar qualquer rasto. Como se nunca tivéssemos existido! É realmente desesperante!

    Mas… como esta é a VERDADE inquestionável, resta-nos escolher entre ser crente numa vida eterna inexistente apregoada pelos inventores das religiões, ou abraçarmos esta Religião baseada na Ciência e no Conhecimento e USUFRUIR O MELHOR POSSÍVEL desta vida – a ÚNICA CERTA! – a que tivemos o privilégio e a sorte de aceder, sem nada termos feito para isso. E…, no final, ainda sermos capazes de SORRIR À MORTE E AO DESAPARECIMENTO ETERNO!

    E olhe, meu caro crente, perante o inexorável, doa-me embora na alma o não poder prolongar-me pela eternidade, eu prefiro este último sorriso!»

Aliás, não temos alternativa... Somos filhos da Terra e do Universo, feitos de matéria estelar, fazendo parte desta engrenagem que a VIDA engendrou para os seres vivos: NASCER, CRESCER, MULTIPLICAR-SE E... MORRER, desaparecendo para sempre, como se nunca tivessem existido. Esta A VERDADE INQUESTIONÁVEL! Então?!


sábado, 11 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 12/?

 

OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

PARA ALÉM DO FIM DA BÍBLIA

A PERGUNTA INQUIETANTE

    Bonita, esta Religião! Muito racional, muito convincente! Mas… o filósofo e matemático francês Blaise Pascal lembra-nos que “O coração tem razões que a própria razão desconhece.”. Por isso, é expectável que um ex-crente cristão, desesperado, nos intime de tal modo:

«Caro senhor,
Graças aos seus “sábios” raciocínios, fez-me perder toda a minha Fé!
Agora, já não acredito no que me ensinaram em criança, no catecismo: o simpático e comovente Menino Jesus a nascer numa gruta tão pobrezinho, a sua simpática Mãe, a Virgem Maria, os meus anjinhos de devoção, os meus santinhos a quem confiava todas as minhas amarguras, desgostos, sofrimentos…
Já não acredito num Redentor, aquele que foi Menino Jesus, Filho de Deus que encarnou no seio de Maria Virgem por obra e graça do Divino Espírito Santo e que morreu na cruz para nos redimir dos nossos pecados e oferecer-nos a salvação no Céu, junto do Pai, se fôssemos bons e justos nesta vida, após a purificação do pecado original, pecado cometido pelos primeiros pais da humanidade, Adão e Eva, no santo Baptismo.
Já não acredito nos milagres desse Jesus durante a sua pregação, nem nos estrondosos milagres que foram a sua ressurreição ao terceiro dia, os seus aparecimentos como ressuscitado a Maria Madalena e aos apóstolos, a sua majestática subida aos Céus de onde um dia havia de vir a julgar os vivos e os mortos, no fim do mundo.
Já não acredito nesse Juízo Final em que os bons iriam para a direita de Deus – o Céu – e os maus para a sua esquerda – o Inferno!
Já não acredito nem em anjos nem em demónios.

Já não acredito na vida eterna, no Céu, junto de Deus, junto dos seus anjos e seus santos, na corte celestial.
Enfim, já não acredito em nada do que o Credo Católico me diz para acreditar!
Então, que me resta para dar sentido a esta vida que me ensinaram ser uma passagem para a outra, a vida eterna, num Céu junto de Deus, numa felicidade perene, sempre sorridente, sempre jovial, sempre gozoso? Que me valem os sacrifícios, o ser bom para com os outros, o aceitar sem me revoltar o sofrimento e a morte? Enfim, que me vale viver, se esta vida é tão efémera que mal se começa logo ali se acaba, como acabam todas as vidas de qualquer ser vivo, vindo da Natureza e nela se reintegrando para sempre, num total esquecimento do que um dia foi?
Tanta pergunta sem resposta deixa-me desesperado, completamente desesperado por não encontrar sentido para a vida. E FOI VOCÊ QUE MO ROUBOU!
Por isso, carradas de razão que tenha nos seus raciocínios racionalistas, não lhe agradeço, mas condeno-o com toda a veemência! É que não tenho salvação possível em qualquer horizonte que vislumbre!

E deixe-me que lhe diga com sinceridade:

A “sua” Religião, é uma religião fria, sem emoções, sem alma, com um DEUS que afinal não é DEUS porque não tem rosto!

Nem lenitivo para a dor física ou moral, nem alívio para o desespero, nem esperança para a morte. Então, para quê a quero?»

(Resposta no próximo texto)

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 11/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

Preâmbulo (cont.)

(Falávamos do Deus  cientificamente definido como O TODO INFINITO E ETERNO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA.)

Esse Deus será celebrado em ritos e cerimónias, evocando as Suas manifestações, dentro ou fora dos recintos que os humanos já construíram para adorarem os deuses por eles criados e inventados, recintos muitos deles lindérrimos e plenos de artes, desde a arquitectura, à escultura, à pintura. Magníficos! Seria uma pena não servirem de glória e louvor ao DEUS VERDADEIRO presente nos Homens que os criaram, embora levados por ideias nada ortodoxamente científicas. Mas, gloriosas, mesmo assim!

    E haverá muitas festas, festas da Primavera, do Verão, do Outono, do Inverno.

    E haverá a grande festa do Natal, o Natal de todos os seres vivos, com toda a magia de cânticos e presentes que doiraram os nossos sonhos de criança. A GRANDE FESTA DO RENOVAR-SE DA VIDA, em cada nova vida que nasce!

    E haverá orações, novas orações, obviamente. É que rezar faz bem ao corpo e à alma: ao corpo porque se criam momentos de relax, à alma porque é elevada à espiritualidade, seja lá isso o que for

    E haverá um Credo, um Credo humanista, está claro!

    E haverá vinte belíssimos Mandamentos que se encerram num só: AMAR-TE-ÁS A TI E AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

    Concluiremos que somos filhos da Terra e do Universo, forçosamente integrados num panteísmo universal em que todos somos pequenas partículas de Deus, porque DEUS É TUDO E TUDO É DEUS.

(Fim do Preâmbulo à explanação e apresentação da Nova Religião)

 


quinta-feira, 26 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 10/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

PREÂMBULO

     Com a certeza na alma de que o Homem, esse “animal religioso”, parece incapaz de viver sem religiões – e as religiões continuam a dominar o mundo e a condicionar as sociedades e os indivíduos das mais variadas formas – para conseguir um correcto governo do mundo e um domínio de si próprio, o Homem terá forçosamente de substituir as Religiões actuais por uma universal credível, tanto emocional como racionalmente, uma religião da Verdade, sem mitos de Céus ou de Infernos inexistentes, sem quaisquer invenções fruto da fantasia.

    E essa só poderá ser uma religião que tenha como base a Ciência e a Verdade do que conhecemos, das partículas sub-atómicas ao átomo, ao Universo, conscientes de que o desejo de eternidade que levou o Homem a criar deuses ou um Deus, e com eles um Paraíso ou um Inferno, dando de algum modo sentido ao sofrimento e à morte, não é mais do que a máxima manifestação do instinto vital que em qualquer ser vivo, do animal à planta, ao micróbio, à bactéria, se manifesta como um poder supremo da realidade em que nos inserimos e que fomos convidados a viver pelos Deuses, pela Sorte ou pelo Destino que nunca saberemos bem o que é...

    É essa Religião que nos propomos levar, urbi et orbi (por toda a Terra) às gentes adormecidas, anestesiadas, comprometidas com séculos, se não milénios, de obscurantismos, fanatismos, religiosismos todos non-sense, todos baseados em crenças e mistérios, todos atentando contra a verdadeira natureza do Homem: um ser racional que deve, que tem de questionar qualquer ideia que lhe seja proposta antes de a aceitar como válida, como credível, como digna de por ela se bater ou “dar a vida”.

    Para tanto, o Homem terá de ser conhecedor da realidade que a Ciência já lhe proporciona e ter formação que lhe permita ter sentido crítico na análise existencial que faz da VIDA e de tudo aquilo com que se compromete.

    Pelo non-sense com que foram criadas e em que laboram, as actuais religiões estão todas, cedo ou tarde, condenadas ao desaparecimento, dependendo do tempo que a Ciência e o Conhecimento levarem a chegar a todos os humanos, criando neles aquele espírito que será forçosamente analítico, céptico e inquisidor.

    Começaremos pela definição de Deus:

O TODO onde tudo se integra: Espaço e Tempo, Matéria e Energia.

    É uma definição que poderemos considerar científica, bem longe das definições que, ao longo da História, os Homens inventaram para os seus deuses, sejam politeístas, monoteístas, filósofos ou fétiches de feiticeiros.

    Analisadas criticamente tais concepções, constatamos que aqueles deuses não passam de humanóides, pois concebidos à imagem e semelhança de humanos, embora considerados Seres superiores com poderes extraordinários e… misteriosos, por nunca provados. Assim, o Alá dos muçulmanos, o Pai de Jesus Cristo para os cristãos, o Javé para os judeus, a tríade divina Brama, Vishnu e Shiva para os hindus, Buda para os budistas, as Divindades da Natureza para os Xintoístas, etc., e os deuses de todas as seitas religiosas, umas autónomas, outras derivadas das principais religiões mencionadas. E são deuses imperfeitos – o que é um contra-senso! – pois, além da sua acção não passar ridiculamente o horizonte dos Céus visíveis (atmosfera terrestre e firmamento onde pontuam as estrelas da galáxia Via Láctea) e Terra e, nela, o Homem, se apresentam com desejos, ciúmes, ódios, vontades, quereres, amores…, emoções obviamente não condizentes com um Ser divino…

    Outra característica notável das religiões actualmente existentes é que, não sabendo explicar os seus Céus, os seus Infernos, as suas Santíssimas Trindades, os seus anjos e santos, os seus dogmas, todas as suas invenções, remetem para o MISTÉRIO: “Não se percebe…, MISTÉRIO! E… MISTÉRIO DE FÉ!”

   Tal atitude, não deixa de ser, obviamente, um acto de cobardia intelectual. Os mentores religiosos, aceite-se embora, como na Ciência, que é muito mais o que desconhecemos do que aquilo que sabemos, o que não compreendemos do que o que compreendemos da Vida e seus mistérios e do TODO EXISTENTE, deveriam remeter os crentes para uma análise crítica de tudo em que os fazem acreditar, tudo o que, por exemplo, os cristãos exararam num Credo que  debitam monotonamente em todas as missas, certamente sem grande convicção, já que nele se afirmam ideias e conceitos que, logo a seguir, são remetidos para o mistério… (Ver Nota 1)

    Mas não! Têm o desplante de se dizerem ÚNICOS DETENTORES DA VERDADE. Como se houvesse muitas verdades acerca do Desconhecido, do Eterno, do Infinito! Enfim, Deus lhes perdoe… Afinal, só acredita quem quer ou quem, traumatizado por traumas de ensinos na infância, de catequeses fundamentalistas e anquilosadas, se sente levado, em consciência, a acreditar… E ainda pior: é da História antiga e actual que as religiões se guerrearam e se guerreiam entre si. Inacreditável!

    E, apesar de tudo, esta será uma religião que remete para o judeu Jesus de há 2.000 anos, apregoando na Terra um Reino de Justiça, de Paz, de Fraternidade universal (a que chamava “Reino de Deus”), Reino só possível quando a humanidade atingir a perfeição. Ora nós sabemos com quanta imperfeição a humanidade se debate: embora com muitas virtudes, o Homem é fundamentalmente egoísta, mau, desumano, cruel, injusto, “lobo” do seu irmão, acusando aqui a sua ascendência simiesca, parecendo-nos que coloca as suas inúmeras capacidades de criação e invenção mais ao serviço do seu lado MAU que do seu lado BOM... Então, talvez que esse autêntico Paraíso na Terra só seja possível dentro de muitos séculos ou milénios. Mas como a nossa querida Terra, integrada que está no magnífico Sistema Solar, ainda tem de vida cerca de 4.5 mil milhões de anos, há esperança de que, cedo ou tarde, tal aconteça… (Ver Nota 2)

    Então, cometerá o mais nobre acto de inteligência aquele que, constatando que só no culto da VERDADE a Vida tem sentido, adoptar para si esta RELIGIÃO com um Deus que dia a dia é descoberto ou redescoberto pela Ciência, sendo o TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, e que se manifesta em todas as coisas, não se escondendo como o de Moisés da Bíblia numa sarça ardente, o de Cristo num Céu de fé, o de Maomé num Paraíso totalmente fantasiado, aquele, cheio de anjos e santos, este, cheio de virgens apenas para os humanos machos que partem da Terra (uma tremenda e inconcebível injustiça para com as mulheres, mais uma, desta religião muçulmana: injusta na Terra, injusta no seu Céu…). (Cont.)

quinta-feira, 19 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 9/?

OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

20 Mandamentos (cont.)

4 – Da Sociedade

10º Mandamento Resolverás todos os teus conflitos não com guerras e agressividades, mas num diálogo civilizado, não cedendo a egoísmos e cobiças, privilegiando a equilibrada distribuição de espaços, riquezas e bens. Então, perguntarás: “Se não há guerras, para quê as armas de destruição das vidas dos meus irmãos e dos seus bens?” e terás de dar uma resposta em conformidade.

11º MandamentoAssimilarás e aceitarás os slogans que te permitem viver em sociedade e não ser rejeitado por ela: 1 – “Homem algum é uma ilha; todos precisam uns dos outros para sobreviver.” 2 – “Tens tantos direitos a usufruir como deveres a cumprir.” 3 – “A tua liberdade acaba onde a dos outros começa.” 4 – “Procede para com os outros como queres que procedam contigo.”

12º MandamentoRespeitarás os mais velhos e cumprirás todos os Mandamentos que já vêm de Códigos antigos, como: “Não matarás. Não levantarás falsos testemunhos. Não cobiçarás as coisas alheias nem roubarás. Os homens não cobiçarão a mulher do seu próximo, nem as mulheres cobiçarão o homem da sua vizinha”.

13º Mandamento Contribuirás para uma sociedade justa e bem organizada em que cada um tenha aquilo que consegue alcançar ou conquistar pelo seu esforço e competência, não alimentando a preguiça de quem não quer contribuir.

14º Mandamento Não viverás à custa do teu semelhante, seguindo o princípio popular: “Quem não trabalha, não come!”

15º Mandamento Tornar-te-ás confiável e credível, cumprindo o slogan “Palavra dada, palavra honrada”, e cultivarás o sorriso e o bom humor para seres elemento agradável para o teu próximo.

5 – Do Homem

16º MandamentoConsiderarás o Homem como o ser mais perfeito e completo da “Criação” a que a Natureza foi levada pela evolução, por ser o único, até agora conhecido, que possui um cérebro capaz de ideias e abstrações, raciocínios, emoções, sentimentos e ter consciência da sua finitude.

17º Mandamento Respeitá-lo-ás na sua diversidade, quer de género, quer de capacidades ou carácter, considerando-o um igual a ti e todos iguais entre si, homens e mulheres, embora cada um com a sua missão específica, na Natureza: ele dando o sémen da fecundação, ela procriando e dando à luz.

6 – De ti próprio

18º MandamentoRespeitarás o teu corpo como o bem mais precioso que te foi dado, pois é por ele e com ele que vives e é ele que te alimenta o cérebro que te permite pensar, emocionares-te, sentires, amares, teres consciência de ti e do Universo que te rodeia.

19º MandamentoSorrirás às adversidades, mesmo as mais dramáticas, vendo e valorizando em tudo e em todos o BOM e o BELO que em tudo e em todos existem.

20º Mandamento – Consciente de que não passas de mera partícula que aparece e desaparece no Tempo, e absolutamente insignificante para o Universo, não te lamentarás porque, pertencendo ao Tempo, nasces, cresces, vives e morres, integrando-te no donde vieste, a Terra, e aceitarás essa tua sina como uma benesse da Sorte que te sorriu, trazendo-te à vida, permitindo-te usufruir de tudo o existente e a que tiveste acesso pela Ciência e pelo Conhecimento.

 

FIM DESTA BÍBLIA

(Ver Nota 3, no final)

sábado, 7 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 8/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

XI

Mandamentos

 – Vinte mandamentos! Fundamentais! Que visam os seis ítens-base da Religião ora proposta, e já exarados no Credo: 1 – Deus, 2 – A Ciência e o Conhecimento, 3 – A Terra, 4 – A Sociedade, 5 – O Homem, 6 – Tu próprio.

Assim:

1 – De Deus:

1º Mandamento – Terás como único Deus, o Deus definido pela Ciência como “O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA, SENDO INFINITO E ETERNO”.

2º Mandamento – Como ser pensante, terás este Deus não como Pai, Criador, Rei, Senhor, Juiz, Todo-Poderoso, Possuidor de um Céu…, mas a própria essência do TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, sentindo-te também tu PARTÍCULA DELE!

 

2 – Da Ciência e do Conhecimento:

3º Mandamento – Dedicar-te-ás ao aprofundamento da Ciência e à aquisição do Conhecimento para poderes usar de sentido crítico e contribuíres para um maior aperfeiçoamento da sociedade onde te inseres.

4º Mandamento – Seguirás o princípio da Ciência: “Isto é Verdade até que se prove o contrário.” No entanto, tal atitude não te impedirá de aceitar como válido o que, por agora, é tido como verdadeiro, por estar baseado em factos, provas, experiências.

5º Mandamento – Terás a Ciência e o Conhecimento como base da construção de toda a sociedade, ao nível político, económico e social. Sejas ou não chamado a colaborar directamente nessa construção.

3 – Da Terra

6º Mandamento – Respeitarás a Terra, como tua super-Mãe, pois foi dela que nasceste, é dela que te alimentas, é nela que vives e que respiras, pensas, amas e tens todos os prazeres da vida.

7º Mandamento – Terás o espaço que te for “dado” para viver sempre cuidado a primor, contribuindo assim para a beleza global desta tua Mãe-Terra, enquanto tens vida.

8º Mandamento – Respeitarás todos os seres vivos que na Terra contigo habitam, não te tornando espécie infestante, mas contribuindo para o equilíbrio global, quer te alimentes deles quer os tenhas como companhia ou apenas os admires na sua beleza e liberdade, cantando, voando pelos céus e pelos bosques, povoando os mares, lagos e rios, enchendo de verde e de todas as cores a Terra que tu pisas, no teu caminhar pela vida…

9º Mandamento – Não te esquecerás de olhar o céu, azul ou cheio de nuvens com as formas mais extravagantes, vogando ao sabor do vento e, por isso, sempre diferentes, durante o dia e, à noite, magnificamente repleto dos milhares de milhões de estrelas que fazem parte da nossa Galáxia, fantasiando o que se passará para além delas, nos triliões de triliões de astros que compõem este nosso misterioso e apaixonante Universo.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 7

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

IX

Um nome

– Demos-lhe o nome de “Os Adoradores do Deus Verdadeiro”. Mas talvez lhe possamos chamar: “Os Adoradores do Deus da Harmonia universal”. Ou simplesmente: “Os Adoradores de Deus".

                                                      X

Um Credo

    – “Creio no Deus da Harmonia Universal, infinito e eterno, que se manifesta em todas as coisas visíveis e invisíveis, vivas e não vivas, sendo Ele a Matéria e a Antimatéria, o Tempo e o Espaço, a Energia universal que tudo move, em acto ou em potência.

      – Creio na eterna integração universal de tudo quanto se actualiza em ser ou em vida, num dado momento do Tempo, num dado Espaço, não vindo nem indo para parte nenhuma, embora sempre em movimento, sempre em evolução, sempre em mudança.     

    – Creio no Homem, esse ser inteligente, composto por Corpo e Cérebro, complexo órgão que, sendo pura matéria, produz anti-matéria: raciocínios, abstrações, emoções, sentimentos…, estando nele sediada a própria consciência que tem de si.

    – Creio na Ciência e no Conhecimento como bases para tudo aquilo que o Homem pode alcançar, a nível metafísico, indo muito para além da sua evolução física, integrado que está na Natureza animal.

    – Creio na inteligência do Homem que lhe permite pensar tudo isto e lhe permitirá conhecer e aceitar toda a Verdade que ele é: uma centelha de vida que aparece e desaparece, por acaso, num dado tempo, num dado lugar, tirando daí ilações para a vida.

    – Creio que o lado BOM do Homem prevalecerá sobre o lado MAU e as suas virtudes levá-lo-ão a criar, um dia, uma sociedade perfeita e justa, tendo cada um aquilo que merece.

    – Creio na solidariedade universal e na capacidade do Homem para dominar a Terra como seu habitat, sem a destruir, autodestruindo-se.

    – Creio no prazer e na alegria, no optimismo e no pensamento positivo, na esperança e no sorriso que dão mais sentido à vida.

    – Creio na vida que foi, é e será a coisa mais bela que poderia ter acontecido à face da Terra.

    – Creio que o Homem ter tido a inteligência capaz de pensar tudo isto é o maior milagre dessa mesma vida, no seu processo de imparável evolução.

    – Creio, enfim, que o haver vida é a mais tremenda e a mais maravilhosa manifestação do Deus da Harmonia Universal a quem bendiremos para sempre. Ámen!”

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 6

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

VIII

Valores

Todos os valores humanistas de todas as religiões, filosofias, pensamentos. Valores da Ética e da Moral. Também aqui nada se perdendo, mas apenas se direccionando para o outro Homem, o Homem novo, o Homem “criado” pela Ciência, porque imbuído dela…, onde poderá sobressair o amor ao próximo de um Jesus Cristo, visando a tão almejada fraternidade universal.

Exemplos:

O valor da VIDA, o maior dos valores para um ser vivo

Os valores da liberdade, da igualdade, da fraternidade e da solidariedade

O valor da honestidade

O valor da competitividade não desenfreada, mas em solidariedade com o seu adversário (entenda-se como se quiser!)

O valor da paz

O valor do amor ao BEM, à perfeição, ao BELO

O valor da sinceridade, da lealdade, da cordialidade.

O respeito pela Terra, esse pequeníssimo astro perdido na imensidão do Cosmos, mas a Mãe que nos deu a Vida, nos alimenta e para onde regressaremos para sempre, transformados em átomos e moléculas…

O respeito pela VIDA, saga onde tivemos a sorte de nos integrarmos e dela usufruir sem nada ter feito para merecer tal privilégio

O respeito pelo outro e por todos os seres vivos, não nos tornando espécie infestante, mas controlando a natalidade humana

O respeito pelo nosso corpo, essa máquina magnífica de complexidade, onde cada peça funciona em uníssono com todas as outras, mantendo-nos vivos.

O culto da Verdade

O culto do optimismo e da positividade

O culto do espírito de humor para sermos elementos agradáveis ao convívio com os outros

O culto da esperança

O culto da iniciativa para melhorar o que pudermos à nossa volta

O culto da simpatia, da empatia e da delicadeza no trato

O culto do perdoar

O culto da compreensão e da tolerância para com os outros quando erram, perdoando-os, mas exigindo a rápida correcção dos seus erros e o propósito de não voltar a cometê-los.

O culto do cumprimento do dever

O culto do esforço para tornar a Terra num Paraíso para o Homem, em comunhão com todos os seres vivos que a habitam, já que os Paraísos e os Infernos das religiões não existem.

O culto da bondade e da solidariedade

O culto da alegria:

- alegria de viver

- alegria de ter sucesso no que nos vai acontecendo, devido ao nosso esforço

- alegria de sermos capazes de vencer tristezas, dores e frustrações

- alegria de estarmos bem com quem connosco partilha vida

- alegria de fazermos felizes os outros

Enfim, o culto da gratidão a Deus pelo dom da VIDA, gratidão aos familiares e amigos pelo amor e a amizade que nos dão no dia-a-dia.

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 5

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A Bíblia desta Religião

VII

Orações

Novas orações, obviamente.

    Ao Deus com quem partilharemos momentos de prazer para ser ainda maior o prazer, mas também momentos de dor para que a dor seja mais leve, mais fácil de levar, toleravelmente suportável; sobretudo, a dor psicológica quando a alma se sente louca de amargura, de frustração, de desgosto…

    Ao Deus de que todos fazemos parte, a quem agradeceremos, ao fim do dia, mais um dia de vida que tivemos, que bendiremos por nos trazer a noite e o descanso, pedindo-Lhe que não nos abandone ainda no dia seguinte e no outro e no outro, até termos a percepção de que não é por “vontade” d’Ele que não podemos continuar vivos, mas porque a reintegração no Universo nos chama inexoravelmente. Aí, tendo-se esgotado o nosso tempo, abriremos os braços, fechando os olhos, ainda agradecendo o termos tido um dia vida, e partiremos sem azedume, sem tristeza de nós ou dos que nos foram próximos, sendo ainda capazes, o corpo já se desvanecendo, de um sorriso de paz e de reconciliação com o mundo que nos viu nascer, crescer e ali morrer… para sempre! Nada de choros, nada de funerais, nada de cemitérios! Apenas belas canções, embora aqui de alegrias contidas pois será também anti-humano perdermos alguém do nosso convívio e desatarmos em esfuziantes gargalhadas de contentamento… E que consigamos ainda dizer, mesmo apenas balbuciando, contentes de nós: “Eu vali a pena! Valeu a pena ao Mundo e ao Universo eu ter vindo à VIDA!” Embora saibamos que, se não tivéssemos vindo, tudo rodaria exactamente na mesma, apenas com uma levíssima e efémera perturbação por nós provocada, no Espaço-Tempo que ocupámos enquanto vivos.

    Mas haverá sempre que rezar ao Eterno Desconhecido porque rezar faz bem à alma carente de certezas quando não de afectos e solidariedade. E quem senão Ele para colmatar tal necessidade? Aliás, seria bem mais simpático se fosse Eterno sem ser Desconhecido, podendo nós ter um alguém com rosto a quem dirigíssemos tais preces... Mas reconhecemos que, ontologicamente, seria um Deus impossível: no momento em que o fosse deixava de o ser; e nós, tendo a realidade que temos, sendo a matéria que somos, não é racional nem científico querer o impossível! É o MISTÉRIO do “Grande Desconhecido” sempre a acompanhar-nos!

    Um exemplo de oração? “Bendizei a Deus porque Ele é a nossa energia, a nossa luz, a nossa vida! Ele está em nós e cada um de nós está n’Ele. Bendizei-O ao deitar porque o dia chegou ao fim! Bendizei-O ao acordar porque um novo dia se começa! Bendizei-O sempre e em toda a parte porque Ele é eterno e infinito, tudo sendo e tudo contendo, existindo desde sempre e para sempre!”

    E haverá orações-poema para cada festa! Cânticos de suaves melodias ou de toques de trombeta se a tanto a festa convidar! Um desafio a todos os mentores religiosos do mundo: sheiks, imãs, gurus, rabinos, padres, sacerdotes, pastores, bispos, cardeais, papas. Todos convidados a participarem nesta religião da Verdade e a deixarem as suas religiões de fantasia (para não dizer, mais contundentemente, de mentira, vivendo comodamente à sombra ou à custa delas). Todos a trazerem o que de bonito, em ritos e cerimónias, em cânticos e rezas, em bíblias e credos, em evangelhos e deuteronómios, existe nas suas religiões. Claro, sem os seus fundamentalismos e os erros, alguns bem grosseiros à luz da razão, de que enfermam esses livros ditos sagrados, com tanta invenção, ignorância e mentira à mistura...


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 4

 

A BÍBLIA ESTA RELIGIÃO

VI

Festas

– Festas o ano inteiro! Não a santos que os não haverá, mas sempre e só a Deus e às suas manifestações:

- festas das flores, das árvores, dos animais, da fertilidade, do renovar-se da vida em tempos de Primavera;

- festas do Sol, do calor, da água, das colheitas, das frutas e legumes em tempos de Verão;

- festas das vindimas e do vinho, dos figos e tâmaras, nozes e amêndoas e das folhas caindo em tempos de Outono;

- festas da chuva, do gelo, do nevoeiro, do frio, da neve, dos citrinos em tempos de Inverno;

- a grande, a magnífica festa do renascer do Sol no solstício do Inverno, como era tradição nos antigos com os seus deuses solares que vinham em cada ano inundar de vida a Natureza.

    E, neste Solstício de Inverno, ninguém perderá o seu Natal cheio de canções não ao “Menino-Deus” que não existe, mas a todos os nascimentos de seres humanos passados, presentes e futuros, com todas as ternuras tão próprias das crianças!

     Assim, ninguém perderá nenhuma das Carols Christmas, embora com novas letras – haja poetas inspirados! –  o Silent Night, o We wish you a merry Christmas, o O come, all ye faithful – tradução para inglês do Adeste fideles atribuído ao rei D. João IV de Portugal – todos os Gloria in excelsis Deo que se quiserem cantar, também com novas letras, evocando tanta beleza que há, em formas e cores, nos seres vivos da Terra…

    Ninguém perderá prendas, compras, azáfamas stressantes da volúpia do escolher, do adivinhar, do comprar, do oferecer, continuando todos a serem levados, quer queiram quer não, na onda-avalanche que invadiu como tsunami as sociedades modernas de consumo, a todos se desejando, tantas vezes apenas por dever de ofício, “Boas Festas!”, abarrotando as crianças de prendas, os adultos de comezainas e bebedeiras, chorando lágrimas de crocodilo mas nada ou pouco fazendo pelos muitos milhões que morrem de fome por esse mundo fora, sobretudo exactamente as que mais perto estão do Natal: as crianças!

    Mas, certamente com a nova religião, tais escândalos não se produzirão nas consciências e todas as festas serão cheias de significado social, genuíno e fraterno, festas sempre esfuziantes, cheias de luz, calor e som, inundadas de gloriosas orações.

    O Natal continuará, assim, a ser a festa das festas! Um Natal de toda a gente, com um presépio em forma de berçário, um pai universal, uma mãe universal, um menino universal, decorações de brinquedos que bem poderão ser as forças e as belezas da Natureza representadas em animais, estrelas, árvores, frutos, sementes e flores, todos sendo filhos de Deus – nelas, o Sol que é apenas uma pequena estrela com os dias contados como qualquer mortal, embora vivendo os seus quase quatorze mil milhões de anos – um Natal da própria VIDA que renasce em cada morte, seja aqui na Terra que conhecemos, seja nos totalmente desconhecidos confins do Universo!...

    Tudo isto, fazendo esquecer o simpático e ternurento Natal inventado pelo Cristianismo, comemorando o nascimento daquele menino a quem se chamou Jesus Cristo, nascido de uma Virgem engravidada por um Deus chamado Espírito Santo, numa suposta gruta em Belém de Judá… Bucólico, romântico, emotivo mas… nada real, tudo do domínio da fantasia!

    Enfim, a festa da Ciência e do Conhecimento, com muitos filmes explicando para todos os humanos tudo o que se sabe e se vai sabendo ou descobrindo acerca da REALIDADE QUE NOS CIRCUNDA, ONDE NOS INSERIMOS E ONDE APARECEMOS, POR OBRA E GRAÇA DA EVOLUÇÃO DA MATÉRIA E ENERGIA QUE COMPÕEM O UNIVERSO, donde, um dia, brotou VIDA! Indo desde o “Antes do Big Bang” até ao possível “Big Crunch” e o “Depois dele”, talvez num eterno retorno do mesmo ao mesmo através do DIVERSO! Esta será uma festa sempre planeada para uma noite sem luar, apagando-se todas as luzes da cidade para que todos se possam deleitar com a miríade de estrelas e astros visíveis no Céu de um negro profundo, a olho nu ou com a ajuda de potentes telescópios. Um delírio de emoções, sentindo a nossa tão pequena pequenez e insignificância perante o majestoso e enigmático firmamento, cada um colocando-se no seu lugar de “pequeníssima partícula de matéria animada e inteligente” que está passando pelo TEMPO, daí tirando ilações…

    Mas muitas outras festas serão possíveis no mundo da fraternidade universal:

    - a festa dos pais, das mães, dos avós, das crianças...;

    - a festa das mulheres, dos homens, dos jovens...;

    - a festa até – improvável! – dos maridos obrigados a desmesurada paciência, das mulheres escravizadas, das crianças maltratadas (enquanto tais abusos houver e, obviamente, com o objectivo de acabar com eles)...;

    - e ainda a festa – também improvável! – dos que passam fome, dos que se sentem discriminados, dos sem-abrigo, dos deserdados da sorte que, nesse dia, esquecerão o desconsolo que o Destino lhes outorgou, esperando que a solidariedade universal lhes devolva a sorte perdida ou nunca tida...

    Tantas festas a colmatar a falta das religiões actuais, quando, aceite que for a Verdade da Ciência, forem dadas como totalmente “falidas” ou sem sentido!