Um ponto de encontro para discutir o outro lado da vida, abordando, com toda a abertura de espírito, a sempre polémica dicotomia: Razão e Ciência versus Religião e Fé.
sábado, 19 de setembro de 2026
Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (2/2)
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Madre Teresa de Calcutá, uma santa! (1/2)
Uma santa que a Igreja não consegue que assim o seja, na sua prole…
Que Madre Teresa é uma santa, toda a gente concordará, olhando a sua vida e a sua obra.
Toda a gente? – Não! A Igreja não concorda! É que qualquer ser humano, mesmo que se tenha destacado pela sua solidariedade social, tentando criar a verdadeira fraternidade entre os Homens – sendo, portanto, santo, pois seguiu a mensagem genuína de Jesus Cristo! – tem de passar pelo crivo dos milagres exigidos pela Igreja, milagres que comprovem “sem qualquer sombra de dúvida” que esse ser humano está no Céu, face a face com Deus do qual obtém as graças pedidas pelos devotos: normalmente, curas ditas “impossíveis, incríveis ou inexplicáveis”. E são necessários milagres para a beatificação e novamente milagres para a canonização. Sem isso, não há santo nenhum!
Ora, para Madre Teresa, já se encontrou um: uma indiana que, tendo invocado a “santa”, ficou curada inexplicavelmente de um tumor no estômago.
Este “milagre” deu-lhe direito à beatificação em 19 de Outubro de 2003. Para a canonização, certamente encontrar-se-ão rapidamente mais milagres do mesmo jaez, pois curas ainda não explicáveis há muitas, estando a Ciência em contínuo processo de descoberta.
Mas..., quando é que a Igreja deixa de se agarrar a esta farsa que são os
milagres para valorizar a pessoa humana? Quando é que deixa de apregoar, de
forma totalmente desonesta, para não dizer hipócrita, que um facto por ser
ainda inexplicável tem de ser de origem divina? Não lhe bastam as vezes em que
a Ciência já desmentiu “verdades inquestionáveis” como, por exemplo, a teoria
geocêntrica? Que fraude, Santo Deus, que fraude! E é uma fraude que todos os
fiéis pagam, submissamente, ao contribuírem, quantas vezes tirando do que lhes
faz falta, para alimentar o rico Vaticano onde todas as normas a utilizar na
“Causa dos Santos” são inteligentemente "cozinhadas"...
Mas da insatisfeita Madre Teresa com a sua Fé e com a falta de respostas de Deus às suas múltiplas questões, falaremos no próximo texto. Então, até lá!
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Afinal, o que é ser crente? Tema para pensar em... férias!
SOU
O HOMEM MAIS RELIGIOSO DO MUNDO
(Uma
proposta resumidamente estruturada desta singular Religião encontra-se no final
do livro, disponível na Net e livrarias, “Um Mundo Liderado por Mulheres”).
–
Primeiro, o Homem toma consciência da sua Verdade, da sua Realidade enquanto
ser racional que não escapa à condição de ser vivente que afecta qualquer um:
começar no tempo e acabar-se no tempo, vindo do Nada, pelo milagre da Vida, e
reintegrando-se com a morte na matéria de onde veio para, transformado
novamente em moléculas e átomos, fazer parte, quiçá, de outro ser vivo ou
simplesmente ficando matéria inerte. E, aqui, é oportuno citar a Bíblia na
célebre frase que a Igreja repete ao longo dos séculos, no início da Quaresma,
quarta-feira de cinzas, não tirando depois as devidas ilações ao apregoar uma
vida eterna num Inferno com o Diabo ou no Paraíso com Deus e os seus anjos: “Memento
homo quia pulvis es et in pulverem reverteris” (Lembra-te, ó homem, que és
pó e para o pó voltarás.)
–
Segundo, toma consciência da sua Verdade enquanto ser do Universo, pequeno
elemento do Planeta Terra, Terra que é pequeno astro no Sistema Solar, sistema
que é apenas um dos mais de duzentos mil milhões que compõem a nossa Galáxia, a
Via Láctea, galáxia que é apenas uma entre milhões de outras perdidas no
imenso, incomensurável – apesar de as distâncias se medirem em anos-luz –
Universo cujos limites continuam a ser um total mistério para a Ciência. Mas infinito, de certeza que não é, pois teve um início e, como tal terá um fim. Talvez o Espaço seja infinito e tudo o que nele existe - MATÉRIA e ENERGIA - seja eterno, embora sempre em transformação, indo a MATÉRIA e ENERGIA do mesmo ao mesmo através do diverso, nada se perdendo, pois não tem para onde perder-se...
–
Terceiro, aceita que a sua característica principal, a racionalidade – mais um
milagre da evolução da Vida! – deve ser utilizada para se realizar plenamente
como indivíduo, sendo componente bem localizada, pela Ciência, no cérebro com
os seus mais de cem mil milhões de neurónios, mas a que filósofos e religiosos
insistem em chamar ALMA, deduzindo daí a imprescindível espiritualidade humana
e a sua imortalidade pelo carácter metafísico que revela. No entanto, lendo,
por exemplo, os livros de António Damásio, “O Erro de Descartes” e “O
Sentimento de Si”, facilmente nos apercebemos da tremenda realidade: a
alma com todas as suas prerrogativas e funções – capacidade de raciocinar, de
se emocionar, de linguagem articulada e conceptual, etc. – não passa do
resultado das conexões ou sinapses entre aqueles mais de cem mil milhões de
neurónios que compõem o nosso cérebro. (Este é um dos mais fortes argumentos
para se afirmar que a alma não pode ser imortal, pese-nos embora toda a pena do
mundo. Ah, como gostaríamos de ser imortais! Como gostaríamos de viver
para sempre em algum lugar!...).
Este
tipo de pensamento, liberto que seja dos mitos e fantasias criados pelas
religiões e impostos ao Homem, sobretudo ao ignorante, levará o mesmo Homem à
necessidade de construir uma Sociedade justa e fraterna e a pautar a sua vida
por dois grandes pensamentos de carácter filosófico-existencial: “Hoje é o
primeiro dia do resto da minha vida; tenho de o viver o melhor
possível!” e: “Cada momento de vida desperdiçado é momento de vida desperdiçado
para sempre pois tudo passa e nada se repete!” Aliás, na linha dos poetas e
filósofos latinos: “Vita brevis! Carpe diem!” (A vida é breve!
Aproveita bem cada dia!) Ou ainda seguindo a Bíblia, no seu livro da Sabedoria:
“Não te prives de um só prazer legítimo... Tudo quanto possuis vais deixar para
os outros que vierem depois de ti.”
A
conclusão só pode ser uma: em cada dia que se levanta, em cada noite que cai, a
cada raio de Sol que nos ilumina a face ou brisa que nos acaricia a mente, a
cada sentido que se nos inebria de prazer..., deveremos bendizer, em
agradecimento, o inefável e sempiterno Deus da Harmonia Universal que, não
tendo forma humana, ao modo dos deuses das religiões conhecidas, é o mais
credível porque n’Ele somos desde o nosso início até ao nosso fim, como n’Ele
são todos os seres que um dia tiveram o privilégio de receber esta dádiva
fantástica - e gratuita! - que é a VIDA!... Então, digamos permanentemente:
“Muito obrigado, Muito obrigada, meu Deus!” Até que a vida se nos acabe! E, sem
mágoa – pelo contrário, felizes por termos participado na saga da Vida –
dizermos adeus e um “Até sempre!” seja qual for a sorte que couber aos átomos e
moléculas que um dia formaram este belo ser da criação que fomos NÓS!
Sorrindo!... UM GRANDE, UM ENORME SORRISO!
segunda-feira, 13 de julho de 2026
As duas religiões que estiveram na origem da Civilização Ocidental
O Cristianismo
Fazendo-se
concorrência em número de fiéis (os outros são e sempre foram, para uns e para
outros, “os infiéis”!), cristãos e muçulmanos rondam, no total, os 3 a 4 mil
milhões. Mais de metade da humanidade!
O Cristianismo já conheceu, na sua curta história de c. de 2 000 anos, cismas e
guerras, séculos de negritude e de vilanias, lutas intestinas pelo poder
temporal e religioso. Recordemos apenas – apenas?! – o cisma do Oriente que
separou Ortodoxos e Católicos, o cisma protestante que criou novas igrejas e
inúmeras seitas, o cisma de Avinhão que propiciou a existência de vários papas
ao mesmo tempo, os cerca de dois séculos de papas corruptos e escandalosos, as
Cruzadas contra os infiéis muçulmanos, enfim, a “Santa” Inquisição que perdurou
até meados do séc. XIX.
De qualquer modo, pouco desta agressividade continua nos dias de hoje. E, nas
igrejas cristãs, o humanismo parece ser a palavra de ordem, embora continuem a
apregoar inverdades, alienando o espírito dos que, por enquanto, se vão dizendo
crentes, com o ensino de um catecismo absolutamente retrógrado, embora
compreendamos que não poderia ser muito diferente já que se baseia nos
pressupostos de uma Igreja dizendo-se detentora da Verdade, facto que
tentaremos provar ser totalmente falso ou, se quiserem, totalmente falacioso!
Uma grande virtude: As igrejas cristãs já não perseguem os denunciadores das
inverdades que apregoam. De outro modo, nós não poderíamos exprimir-nos, por
aqui, tão livremente!...
O judaísmo
Das três religiões monoteístas, são os Judeus que têm a mais longa história: c. de 3 000 anos! E é uma história bem heterogénea!
Os Judeus não são só os “pais” do Judaísmo, mas também do Cristianismo e do Islão; como são um povo que lutou, em tempos de Moisés, Josué, David e Salomão, para se apoderarem das ricas terras do Vale do Jordão, a Palestina, ao tempo habitada por filisteus e cananeus, fundando ali Israel; povo ainda que inventou o Deus Javé e criou a Bíblia; e povo donde surgiu um Moisés, um Jesus Cristo, um Einstein, um Karl Marx e tantas outras celebridades, galardoadas com prémios Nobel; povo que actualmente domina o mundo na finança, nos petróleos, nos diamantes e que inventou a usura que faz as “delícias” do sistema financeiro actual...; povo que sempre quis singrar no mundo mas sempre se viu empurrado para guetos nos países onde criava raízes; o único povo da História a sofrer um holocausto em tão vasta escala, numa de sofrimento atroz.
Mas um povo com uma religião que não quis impor à humanidade e que vive voltada sobre si mesma, agarrada à sua “Terra Prometida” e ao seu sagrado “Muro das Lamentações”...
Hoje, incompreensivelmente, pois a fertilidade da mulher sempre foi – ou era? – sentida como uma bênção de Javé, os Judeus não serão mais de 20 milhões e continuam a sua história de guerras pela posse daquela “Terra Prometida” que a todo o momento parece querer fugir-lhes das mãos, apesar de lhes ter sido prometida por Javé há mais de 3 mil anos... E tudo, após uma atribulada e unilateral declaração de independência em 1947.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
As crenças e os mitos que ainda subjugam a inteligência do Homem - 1/1
Vamos repetir, com referência à data, o que já publicámos aqui neste blog, acerca de mitos e crenças e a sua óbvia falsidade ou total non-sense, fundamentalmente a Análise crítica da Bíblia. Hoje apresenta-se o texto de sexta-feira, 8 de outubro, de 2010.
O Deus credível
quarta-feira, 17 de junho de 2026
O valor da Vida
Alguém pode dispor da vida seja de quem for,
seja a que pretexto for?
A resposta é um grande, um enorme NÃO!
Cada indivíduo nasce para fazer um ciclo: NASCER, VIVER E MORRER. Mas o próprio indivíduo, pela sua parte má (egoísmo, inveja, ambição desmedida, ganância,...) que o constitui e que muitas vezes se torna relevante no seu comportamento, leva-o a intentar contra a vida do seu próximo. E, se isto é certo individualmente, também o é, em termos de sociedades ou de países: um país querer aniquilar o outro para lhe usurpar bens e vida. Para tanto, são precisas guerras. Então, matam-se mutuamente até um sair vencedor, depois de muitas vidas perdidas de ambos os lados. Aliás, esta é a História da Humanidade, desde que há História!
Deste modo, é totalmente descabido, por desumano e por ser um atentado contra a vida, o slogan dito patriótico: "Pela Pátria, lutar até morrer!"
Nós, por aqui, bem quiséramos, após a análise crítica da Bíblia que levámos a cabo em cerca de 400 textos, encetar uma análise crítica do Corão muçulmano, para dele tirarmos alguma verdade que por lá houvesse. Mas não o vamos fazer. Exactamente porque, se o fizéssemos, seríamos ameaçados de morte pelos que não concordassem com uma argumentação racional e lógica mas que iria certamente contra as crenças que os gurus e imans muçulmanos pregam nas suas mesquitas e incutem nas mentes dos meninos, nas suas escolas, tal como nos fizeram em crianças, a nós cristãos, nas aulas de catequese.
Como prezamos a vida como bem supremo, não nos vamos sujeitar a tal ameaça! E isto não é cobardia, é sensatez da mais elementar! Pois, que pode fazer um morto se, ao primeiro argumento, leva um tiro?!...
Por isso, e como já lá vão uns 15 anos que por aqui andamos lutando por uma Nova Religião, apresentada em concreto nos últimos 20 textos, pensamos voltar ao início da Bíblia e olhar para o que poderá haver de verdade naquele Adão e Eva que Deus criou e pôs no Paraíso, para, depois, por causa de uma maçã - que ridículo, Santo Deus de todos os deuses! - os expulsar, obrigando ele a comer o pão com o suor do seu rosto e ela a gerar na dor e na agonia, nem sequer fazendo referência a que "Quem faz um filho, fá-lo por gosto!", embora tal slogan nem sempre se aplique no mundo perverso em que vivemos. Quantas mulheres não são obrigadas a engravidar por homens bêbados, machistas ou simplesmente maus?
E será já no próximo texto. Preparem-se para voltar às origens, certamente com novas roupagens, novas abordagens, embora convictos de que vamos continuar a pregar no deserto. Se vivêssemos daqui a cem ou mil anos, teríamos certamente mais sucesso, pois o mundo das falsas crenças será, de certeza, completamente diferente.
Oxalá!
sábado, 6 de junho de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 20/20
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
NOTAS:
(1) – Pode ler-se uma análise crítica do Credo católico, nos 6 textos publicados de 12/3 a 9/4, de 2012, neste blog, intitulados "O inacreditável Credo Católico".
(2) – Quanto à questão do ESPAÇO ser ou não
infinito e se este Universo é único, nele, obviamente não sabemos e duvidamos
que algum dia, o Homem venha a ter tal conhecimento, dado o seu status de não
mais que um pequeno pedaço de matéria orgânica em movimento, um organismo
composto de múltiplos e complexos organismos, funcionando numa harmonia
perfeita, com algum grau de inteligência, embora limitadíssimo.
Por
enquanto, sabemos que este Universo existe e, embora esteja a ser posta em
causa a teoria, procurando-se explicações para o que havia antes, pensa-se que
terá tido origem no Big Bang, a partir de um núcleo de matéria extremamente
compacta, de dimensões completamente desconhecidas, embora supostamente
colossais, e de tal modo cheio de energia que explodiu. Dessa explosão resultou
tudo o que sabemos compor o Universo, indo do micro ou subatómico ao macro:
astros de muitas espécies e com muitas massas de diferentes tipos, pesos e
medidas (galáxias, estrelas, planetas, cometas…) nebulosas, constelações, etc.
– matéria e energia visíveis, representando apenas 5% da massa total desse
Universo, sendo a outra parte – 95% – de matéria invisível (25%) e de energia
invisível (70%) por serem “negras”, onde se inserem os misteriosos buracos
negros. Sabemos também que, embora “velho” de cerca de 14 mil milhões de anos, continua
em expansão devido a esse formidável impulso inicial, pressupondo-se que, após
muitos milhares de milhões de anos, haja um retrocesso, regredindo até ao BIG
CRUNCH. E, já que tudo o que existe, desde o átomo ao próprio Universo está em
contínua mutação, em permanente movimento, muito provavelmente haverá um eterno
retorno do mesmo ao mesmo através do Diverso, num contínuo e eterno BIG BANG –
BIG CRUNCH. O mesmo se passará com os incontáveis (n) Universos que existirão
por esse Espaço Infinito… Se é que existem!
Mas
não há dúvida de que considerar o ESPAÇO infinito e, nele, milhares de milhões
de universos, torna mais fácil a compreensão deste Universo a que pertencemos,
a sua origem e o antes da sua origem, bem como o seu fim.
(3) Esta
“nossa” Bíblia considera-se um livro nunca acabado, sempre possível de
acrescentos e aperfeiçoamentos conforme os tempos e as raças, a região da Terra
onde apareça. Também um desafio a todos os Homens inteligentes que queiram
deixar um mundo melhor com a sua passagem nele, no seu tempo, no seu lugar,
podendo dizer no termo dos seus dias, a frase já acima referida: “Valeu a
pena eu ter vindo à VIDA! Eu vali a pena!”
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 19/20
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
UM
VOTO FINAL
Que a nova religião não desiluda o Homem
pensante, chamando-o à Verdade! Que não corte ao espírito a fantasia e a
capacidade de sonhar! Mas que lhe permita encontrar o equilíbrio entre o sonho
e a realidade, entre a Fé e a Razão, entre a fantasia e a racionalidade, entre
o pensar e o sentir e o emocionar-se, tendo a melhor vida possível no corpo e
na alma, não podendo de forma alguma alimentar a ignorância que é sempre escura
e triste face à Luz da Verdade! Pese-nos embora na alma ou na consciência
emocional – repetimos – toda a pena do mundo de não podermos ser eternos e
termos forçosamente de nos perder no TEMPO...
Ah, seria tão interessante que, depois da
nossa passagem pelo Tempo, nos “perdêssemos” na Eternidade, numa qualquer forma
de anti-matéria, numa qualquer dimensão, sem perdermos a nossa individualidade!
AMEN!
E… VIVA O SORRISO! E… VIVA O HOMEM INTELIGENTE!
E… VIVA A VIDA ENQUANTO HÁ VIDA E
ENQUANTO PARA CADA UM DE NÓS HÁ DIAS QUE SE COMEÇAM E SE ACABAM, PODENDO AINDA
ABRIR OS OLHOS E DESLUMBRAR-NOS MAIS UMA VEZ, E OUTRA E OUTRA, COM TANTA BELEZA
QUE NOS RODEIA, DO ÁTOMO AO UNIVERSO!
E
FAÇAMOS A NÓS PRÓPRIOS O FAVOR DE SER FELIZES!...
sábado, 23 de maio de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 18/?
OS ADOARADORES DO DEUS VERDADEIRO
Epílogo - 2/2
Só com esta Religião se harmonizarão finalmente a Fé e a Razão, oferecendo-se ao Homem, esse
“animal religioso” na sua complexidade psico-física, toda a satisfação das suas
componentes espiritual e emocional, numa base de credibilidade oferecida pela
Ciência para a qual o espírito se processa misteriosamente no cérebro que é
apenas matéria, num conjunto de muitos milhares de milhões de neurónios.
É que foi harmonia perdida ou adulterada
pelas religiões, que não seguiram a máxima desse inexcedível Jesus a quem
chamaram de Cristo: “Só a Verdade vos libertará!” Aliás, de tão ilustre
espécimen humano, deveríamos deitar fora tudo quanto lhe atribuíram e tudo o
que foi fruto da sua prodigiosa imaginação e fantasia –
o Céu com o Deus-Pai, anjos e santos, o Inferno com o Diabo e seus demónios, a
vida eterna – para apenas
retermos a colossal mensagem de fraternidade universal do “Amai-vos uns aos
outros!” E quando os seguidores e mentores das outras fés, religiões, crenças,
afirmando para si e seus fiéis: “Esta é a nossa fé! Ninguém encontrará
melhor!”, apregoando uma falácia em que gostosamente se deixam navegar,
quiserem abrir os olhos e a mente para fora do seu reduto de fé, verão que esse
“melhor”, está na única Verdade possível, a soberana Verdade já acima várias
vezes repetida: “Somos filhos da Terra e do Universo, forçosamente
integrados num panteísmo universal em que tudo é, todos somos partículas de
Deus, fazendo parte da evolução imparável em que tudo se move, no Espaço e no
Tempo. Mas partículas minúsculas: se a nossa galáxia Via Láctea, com os seus
100 mil milhões de estrelas, é pequeno astro no Universo, quem sou eu para me
julgar alguém?... “
Alimentaremos o nosso espírito com a
harmonia do Belo das formas, das artes, das paisagens que os nossos olhos
possam alcançar, das melodias percebidas pelos ouvidos, do infinito e eterno
que intelectualmente atingimos, deixando que a nossa fantasia crie mundos
inexistentes embora não os aceitando como verdadeiros, apenas puro
divertimento, bradando, olhos no céu: “Ah, quem pudera conhecer o que as
estrelas nos escondem! Que mundos, que seres, que…Vida!” Será nesses mundos que
mais se sente, mais se saboreia Deus, o Deus verdadeiro, o único possível que,
definindo-O nós, deixa de o ser, por impossível ontologicamente! Um ser sem o
ser porque é TUDO!
E nisto, já o dissemos, reside a inverdade
de todas as religiões. Sobretudo a de Jesus Cristo. É bonito ouvi-lo falar de
um Deus-Pai! Bonita aquela vida eterna, bonitos aqueles anjos, maravilhoso o
seu Paraíso. Mas qualquer um, se quisesse fantasiar, poderia inventar o mesmo.
E, apesar dos seus apregoados milagres, apesar de se dizer ou de o dizerem
filho de Deus, Cristo, melhor, o judeu de nome Jesus, apenas teve a capacidade
imaginativa para afirmar aquilo que certamente gostaria que fosse verdade mas…
não o é! Pois, como quererá o Homem ter o impossível: começar um dia no Tempo e
perpetuar-se por toda a eternidade? Como? Só um espírito emocionalmente
perturbado poderia criar, acreditar e fazer acreditar em tal fantasia!
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 17/?
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
EPÍLOGO - 1/2
Apesar de o Homem ser Razão e Emoção, sendo
esta, em muitas situações pontuais e particulares, que comanda, queira-se ou não,
a sua vida, a Religião aqui proposta, mais de índole racional que emocional,
será a única possível com o Deus verdadeiro, infinito e eterno, e o Homem
interligando-se com Ele, gozando em plenitude a vida, não sozinho mas com os
seus irmãos, os outros Homens, numa fraternidade universal, tendo como
filosofia o hedonismo, o optimismo, a componente positiva que existe em todas
as coisas e acontecimentos, mesmo os mais trágicos, cultivando o sorriso ou a
forte gargalhada para afastar medos que nos roubam o gostinho de viver e tantos
outros gostinhos que preenchem o nosso dia-a-dia, enquanto há vida, vendo ainda
como prazer o partir para a integração universal onde faremos parte em átomos e
moléculas de outros seres que terão não os nossos genes que esses, com a morte,
se perderam, mas outros, quem sabe, melhores e que menos problematizarão a vida
própria e a de todos os que tiverem o destino de se cruzarem com eles.
Uma religião, com toda a certeza, de
inspiração “divina”! Analisando criticamente as Bíblias das religiões actuais,
não se descortina nelas qualquer inspiração que se possa dizer de divina ou
Deus ficaria muito mal visto com o que inventam e apregoam acerca dele!
Enfim, e repetindo-nos, será uma Boa Nova
pregada por novas Igrejas, com ritos novos que substituam, com Verdade,
cerimónias tradicionais de baptismos, crismas, confissões, comunhões,
matrimónios, funerais, elegendo, primeiro, a EUTANÁSIA como forma de serenamente acabar a vida de alguém que já não seja pessoa mas apenas vegetal alimentado por máquinas, ali gastando inutilmente recursos preciosos da sociedade onde se integrou..., depois, a CREMAÇÃO como a melhor forma da nossa
reintegração no Universo! Cada um no seu espaço, cada um no seu tempo. Todos
convidados a terem vida e vida em abundância porque iluminada pela Luz da
VERDADE!
Só assim se harmonizará finalmente a Fé e a
Razão oferecendo-se ao Homem, esse “animal religioso” na sua complexidade
psico-física, toda a satisfação das suas componentes espiritual e emocional,
numa base de credibilidade oferecida pela Ciência para a qual o espírito se
processa misteriosamente no cérebro que é apenas matéria, num conjunto de
muitos milhares de milhões de neurónios.
É que foi harmonia perdida ou adulterada pelas religiões, que não seguiram a máxima desse inexcedível Jesus a quem chamaram de Cristo: “Só a Verdade vos libertará!”
segunda-feira, 11 de maio de 2026
O Homem em conexão com o Universo
Do micro ao macro, do quark ao Universo
Cada Homem é um pontinho, uma partícula no Planeta Terra, Terra que faz parte de uma estrela que é uma entre mais de cem mil milhões de outras que compõem a Via Láctea. A galáxia mais próxima - a uns dois milhões anos-luz, mas que se consegue ver, a olho nu, como um pequeno aglomerado de estrelas! - é Andrómeda que será composta por mais de 200.000.000.000 de estrelas, algumas delas dezenas ou milhares de vezes maiores que o nosso Sol.
Cremos que o Espaço seja infinito e que, nele, se encontrem o Universo ao qual pertencemos e que terá começado há cerca de 13.800 milhões de anos, e muitos outros cujo número é e será sempre desconhecido do Homem, por muitos milénios que ainda exista como espécie animal e por muito que evolua cerebralmente, nos cerca de 4.5 mil milhões de anos que a Terra tem de existência.
MOVIMENTO! Movimento que gera mudança é a palavra chave deste Universo. Mudança contínua, nada existindo para estar parado mas para lentamente ou abruptamente se ir transformando noutra coisa qualquer que não a inicial, queimando energia. Mas nada se perdendo porque não tem para onde perder-se, a matéria tendendo a agrupar-se, pela força da gravidade, em outras formas de astros!
Pergunta-se: "Serão a Matéria - cujos elementos primários parecem ser os quarks que compõem os protões, electrões e neutrões existentes no núcleo do átomo - e a Energia eternas, mas finitas porque mensuráveis? Nunca tendo estado estáticas mas eternamente em movimento e geradas no próprio movimento?" - Mistério! Talvez mistério maior ainda do que o mistério do aparecimento da VIDA na Terra vinda da matéria inerte...
Por seu lado, o Homem - uma máquina composta de máquinas, como qualquer ser vivo! - nos seus milhares de milhões de células que o formam - só o cérebro contém cerca de cem mil milhões de neurónios! - não passa de um pontinho efémero que nasce no Tempo e desaparece no Tempo, na grandiosidade que é este Universo conhecido, grandiosidade impossível de percepcionar pelo nosso cérebro, já que as distâncias entre astros se medem em milhares de milhões de anos-luz. Uma partícula, um quase nada, mas que pensa e questiona e se questiona, com desejos de ser eterno... Que desejos loucos, santo Deus! Então, se vem do Nada, na saga que a Vida construiu para os seres vivos - NASCER, CRESCER E MORRER - não tem a certeza absoluta de que tem de voltar para o Nada de onde veio? Esta é, aliás, a única certeza absoluta da Vida...
E a Vida foi a coisa mais bela que aconteceu no Universo, neste MOVIMENTO constante em que a Energia e Matéria se "debatem" para iluminarem o TODO EXISTENTE ONCE TUDO SE INTEGRA, a quem poderemos chamar de DEUS! A ela tivemos a sorte de aceder e nela participar. Mas não podemos ter ilusões: efémeros que somos, nos nossos cerca de 100 anos de vida, o nosso destino é o Eterno NADA, sem de mais nada nos apercebermos após o nosso desaparecimento para sempre... Fantástico e trágico, não é?! Mas é a REALIDADE QUE SOMOS!
Então, só nos resta gritar: VIVA A VIDA ENQUANTO HÁ VIDA, ENQUANTO TEMOS VIDA!
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 16/?
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
UM
MANIFESTO
Subindo ao cume da montanha ou descendo ao
fundo do vale, deixando-nos ouvir o silêncio que ainda por lá exista, olhando
em redor ou o penedo que nos aparece defronte ou os horizontes a perderem-se na
ténue linha do encontro com o céu, sentir-nos-emos mais próximos do Deus
verdadeiro, senti-lo-emos presente em nós, nas coisas, nos silêncios que sobem
da Terra e descem do céu. E sentir-nos-emos mais em comunhão com o Universo de
que somos filhos, partículas, elementos, a Verdade absoluta que apregoamos.
Bem
bradam eles, os mentores das religiões, levantando, orgulhosos, os Livros
Sagrados a que atribuíram inspiração divina para os tornarem credíveis, jurando
sobre eles fidelidade para a vida: Judeus, Hindus, Cristãos, Muçulmanos… Mas,
na verdade, não houve inspiração divina nenhuma: apenas fantasia de humanos
inspirados no que os seus olhos viam, os seus ouvidos ouviam, as suas mentes
não entendiam…, criando deuses, prostrando-se diante deles, adorando-os! E, não
entendendo, criaram a Fé, negando à razão o direito de duvidar, de questionar,
de ter novas ideias. A Fé, mesmo a que “move montanhas”, é sinónimo de
obscurantismo, de ignorância, de preguiça mental, de satisfação de um certo
gostar nonsense que o Homem sente em não questionar para não ter que
enfrentar a Realidade. Se tal não acontece na vida de todos os dias, acontece
de forma categórica na Religião, tudo o Homem aceitando por comodismo ou por
inércia, dizendo-se crente. E disso se aproveitam os criadores ou seguidores
das religiões, bradando continuamente do alto das suas convicções, para não se
perderem e, sobretudo, não perderem “clientes” a quem chamam de fiéis:
“Proibido questionar! A Fé não se discute! Quem a discute perde-a!” Ah, como
nos quiseram, como nos querem fazer mentecaptos, santo Deus! E aqui, sim, aqui
evocaremos o Deus Verdadeiro para barafustar com todas as forças da alma contra
a falsidade que continua a subjugar milhões e milhões, contra os falsos papas
de todas as crenças em todos os tempos, em todos os lugares, defendendo os seus
“impérios” com evidentes interesses de poder, de vaidade, de dinheiro, de
barriga cheia, alienando as consciências com falinhas mansas ou inflamados
sermões, pondo as mãos em oração, elevando beatamente os braços para o céu ou
curvando-se até ao chão em atitude submissa perante o inexistente
Todo-Poderoso…
Esta é a realidade de hoje que o será não
sabemos até quando. Quanto a nós, nós apenas queremos ser a grande pedrada
neste charco de fantasmagorias que enlameia a dignidade do Homem como ser
possuidor de uma razão que não pode, não deve, jamais deverá deixar-se alienar!
Mesmo que tal querer nos custe a perdição no Inferno! Mesmo que sejamos
excomungados, perseguidos, ameaçados de morte por aqueles que, instalados nos
seus pedestais, não os querem perder: os ditos seguidores de Cristo com as suas
perversas inquisições, os fanáticos seguidores de Maomé, com as suas abjectas sharias!
Mesmo que, por defender tal verdade –
afinal a única Verdade! – nos levem a
própria vida!…
Assim, toda a humanidade, todos os Homens, sorriso
nos lábios, despertarão para novas realidades em que até então nunca terão
atentado, nem tão pouco delas se terão apercebido.
domingo, 3 de maio de 2026
O Pai de Jesus Cristo, um pai assassino do próprio filho?
Uma pergunta herege mas óbvia!
Quando se vai à missa e se ouve o Credo que os crentes recitam, esta pergunta fica a azucrinar-nos a cabeça. É que vem-nos à memória aquelas angustiantes palavras de Jesus no Jardim das Oliveiras, repetidas três vezes, suando ele sangue, antevendo o que lhe iria acontecer: "Pai, afasta de mim este cálice, mas faça-se a tua vontade e não a minha!"
E o que é que aconteceu? Que resposta deu o Pai? - Silêncio! Permitiu - QUIS! - que o seu amado filho fosse torturado física e psicologicamente, obrigando-o a suportar uma coroa de espinhos, a ser condenado à morte e morte de cruz, a ter de carregar a própria cruz em que ia ser crucificado, subindo o monte, caindo três vezes.
É isto que os evangelhos narram. Não estamos a inventar nada!
Ora, sendo Deus o Pai de Jesus, tendo fecundado Maria Virgem através do seu Espírito Santo, para que dela nascesse o Salvador, obviamente que deveria ter salvado o filho daquela trágica situação, acusado e condenado injustamente só por motivos político-religiosos.
Estes não são argumentos suficientes para justificar aquela pergunta inicial? Não tinha Deus, na sua sabedoria infinita, melhor ideia do que esta estranha, bizarra, dramática, injusta, desumana, pela qual optou?
Parece-nos que os crentes e os seus mentores padres, bispos e papas deveriam pensar nisto e enveredar pelo caminho da honestidade intelectual que é própria e exclusiva do Homem...
E terem a coragem de retirar as óbvias conclusões, embora todos saibamos que a Fé não se discute. Quem a discutir, perde-a!
Agora, se nos perguntarem o que temos para oferecer em alternativa á Fé, a nossa resposta é... NADA! Apenas racionalismo puro e duro: Somos
FILHOS DA TERRA E DO UNIVERSO, FEITOS DA MATÉRIA ESTELAR, VINDOS DO NADA E INDO PARA O NADA, INTEGRADOS QUE ESTAMOS NA SAGA DA VIDA QUE É ESCRAVA DO TEMPO, NADA DE ETERNIDADE HAVENDO PARA QUALQUER SER VIVO SIMPLESMENTE PORQUE PERTENCE AO TEMPO!
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 15/?
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
A
PERGUNTA TRÁGICO-CÓMICA
(sem
resposta)
E esta pergunta, já atrás sugerida, é feita
a todas as religiões existentes: “Se, depois desta vida, há uma vida eterna num
PARAÍSO DE TODAS AS DELÍCIAS, porquê, após o nascimento, ou após atingir o uso
da razão, ou após deixar descendência, a pessoa pura e simplesmente não se
suicida para mais rapidamente ir para esse PARAÍSO, já que esta vida nem sempre
é um mar de rosas, havendo mesmo quem lhe chame um Vale de lágrimas?”
Para serem coerentes com as suas crenças, os
crentes não deveriam optar por esta solução de vida?
É a luta entre a Razão e a Emoção a
acentuar-se e a acentuar a incoerência que também é própria do Homem, no seu
viver quotidiano e nas diversas etapas em que se vê envolvido, durante a vida.
Esteja ele no bem-bom e quer lá saber de um Paraíso anunciado mas nunca provado
como existente ou de uma vida eterna que se quer bem longe, longe, longe, dizendo-se
para consigo e seus botões: “Vivamos e usufruamos deste bem-bom que a
eternidade pode bem esperar!” Ou como os romanos: “Carpe diem, vita brevis!”
(Goza a vida que a vida é breve!) Isto, sobretudo na força da vida, juventude e
idade adulta madura, embora mudando de atitude conforme os anos se forem
acumulando, o corpo perdendo energia, o fim anunciado pelo Tempo se aproximando.
Aí, outro galo começa a cantar, não é?! Ah, o ser humano como é cheio de
contradições, santo DEUS!
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 14/?
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
COMENTÁRIO
Realmente, vemo-nos obrigados a perguntar:
“Onde estão as emoções desta Religião, se o Homem não é só Razão mas também
Emoção e Sentimentos?”
A questão coloca-se pertinentemente e com
acuidade aquando de momentos de extrema gravidade emocional: perca de entes
queridos em situações trágicas, doenças violentas, dramas que apontam a morte
como solução, a própria morte, sobretudo inesperada ou extemporânea.
É que as Religiões actuais, por muito
falsas que sejam, têm “soluções”, têm palavras de conforto, ideias de esperança
numa outra vida melhor… E, nestas situações, embora incongruentemente, as
pessoas querem lá saber que tal não corresponda à verdade existencial! A
Religião ora proposta fica-se pelo vazio de nada ter para colmatar o vazio
emocional da perca de um ente querido, de uma tragédia nunca anunciada – e
mesmo que o fosse! – de uma qualquer desgraça que deixa o indivíduo desesperado
e inconsolável. Então?!
Então, em total desespero, a pessoa
agarra-se à única tábua de consolação que se lhe oferece: confiar que todo o
seu sofrimento será largamente compensado num Céu, num Paraíso de todas as
delícias onde não haverá mais sofrimento, mas apenas felicidade, bem-estar e
alegria. E… por toda a eternidade! E a paz perdida desce, de algum modo, à alma
sofredora, pois, em boa verdade, o ser humano não veio à vida para sofrer… Fantástico, não é?! Realmente…, o que faremos
deste nosso desejo de eternidade, desta nossa sede de infinito?
A resposta é terrivelmente difícil! Aliás,
foi neste “terrível” que as religiões existentes se basearam para criar,
inventar, fantasiar os seus Céus, os seus Infernos, as suas eternidades. Mas
nada correspondendo a qualquer realidade comprovada. Pelo contrário: como não
há hipótese de entender as suas invenções, sempre se refugiaram no MISTÉRIO. O
“milagre” é que conseguem convencer milhares de milhões desses Céus, desses
Infernos, dessas eternidades. Até quando?!
E, face à realidade que somos – seres que
aparecem no Tempo sem qualquer motivo e desaparecem no Tempo – somos
forçosamente levados a sentir-nos frustrados, a pensar que talvez melhor teria sido
nem sequer ter vindo à Vida. Pois, para quê, se isto se acaba ali sem qualquer
outra hipótese, outra chance, outra oportunidade, outro desfecho? Não fora o
instinto vital e de sobrevivência que nos acompanha nesta nossa vinda ao mundo
dos vivos, e seríamos facilmente levados a cometer suicídio por dá cá aquela palha…
Ora, virando tudo ao contrário, olhando o
outro lado da VIDA, temos de deixar-nos levar pelo pensamento de que ter vindo
à vida foi o melhor que nos poderia ter acontecido. Fisicamente, quando fomos
concebidos pelos nossos pais, milhões de outros ficaram na hipótese de ser: foi
o “nosso” espermatozoide que ganhou a corrida para fecundar o óvulo do qual
nascemos; fora outro e quem estaria aqui a pensar, a amar, a sorrir (embora
também a sofrer e a ter estes pensamentos de frustração…) seria um outro a quem
nem sequer poderíamos chamar de irmão…
Então, VIVA A VIDA! E bendita seja a hora
em que fomos concebidos para dela podermos fazer parte. Resta-nos, agora,
aceitar as regras do jogo que regem a Natureza dos vivos. E aceitá-las com
sorrisos, risos e gargalhadas, rindo da dor, da doença, da catástrofe, da morte
certa quando o nosso tempo se acabar, aproveitando ao máximo todas as jogadas
que procuraremos sejam ganhadoras. Fazer da vida um jogo sempre a ganhar será o
maior desafio em que fomos convidados a participar. Com regras, claro!
Essa coisa da morte, olha, que venha quando
vier! Que venha tarde e sem dor! E que nos encontre, sorrindo, embora já quase
sem energia para o sorriso que o corpo a perdeu na voragem do malvado/bendito
TEMPO! Mas ainda tenhamos mão para dizer ADEUS ao que fica – vivos e não vivos,
céus e Terra, estrelas e Universo – um ADEUS de partida para um eterno NADA!
E, ainda sorrindo, consolando-nos, pela última vez: "EU VALI A PENA!"
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 13/?
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
A
“sua” Religião, é uma religião fria, sem emoções, sem alma, com um DEUS que
afinal não é DEUS porque não tem rosto!
Nem
lenitivo para a dor física ou moral, nem alívio para o desespero, nem esperança
para a morte. Então, para quê a quero?»
RESPOSTA
INEVITÁVEL:
«Ah,
como eu o compreendo! É que sentimos como desumano que tenhamos tido a sorte de
nascer seres inteligentes – coisa que não aconteceu com mais nenhum ser vivo
conhecido e que só começou com alguns primatas há uns 3 a 4 milhões de anos,
tendo o nosso cérebro evoluído desde então, ignorando nós como evoluirá e como
será daqui a muitos milhões de anos! – e, agora, tenhamos de constatar que não
temos qualquer futuro. Isto, apesar de termos consciência de nós próprios e da
nossa inexorável finitude. ZERO! Caminhamos, desde que nascemos, para um
grande, enorme, eterno NADA! Assim como aparecemos, assim desapareceremos… Sem deixar qualquer rasto. Como se nunca
tivéssemos existido! É realmente desesperante!
Mas… como esta é a VERDADE inquestionável,
resta-nos escolher entre ser crente numa vida eterna inexistente apregoada
pelos inventores das religiões, ou abraçarmos esta Religião baseada na Ciência
e no Conhecimento e USUFRUIR O MELHOR POSSÍVEL desta vida – a ÚNICA CERTA! – a
que tivemos o privilégio e a sorte de aceder, sem nada termos feito para isso.
E…, no final, ainda sermos capazes de SORRIR À MORTE E AO DESAPARECIMENTO
ETERNO!
E olhe, meu caro crente, perante o
inexorável, doa-me embora na alma o não poder prolongar-me pela eternidade, eu
prefiro este último sorriso!»
Aliás, não temos alternativa... Somos filhos da Terra e do Universo, feitos de matéria estelar, fazendo parte desta engrenagem que a VIDA engendrou para os seres vivos: NASCER, CRESCER, MULTIPLICAR-SE E... MORRER, desaparecendo para sempre, como se nunca tivessem existido. Esta A VERDADE INQUESTIONÁVEL! Então?!
sábado, 11 de abril de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 12/?
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
PARA ALÉM DO FIM DA BÍBLIA
A
PERGUNTA INQUIETANTE
Bonita, esta Religião! Muito racional,
muito convincente! Mas… o filósofo e matemático francês Blaise Pascal
lembra-nos que “O coração tem razões que a própria razão desconhece.”. Por
isso, é expectável que um ex-crente cristão, desesperado, nos intime de tal
modo:
E deixe-me que lhe diga
com sinceridade:
A
“sua” Religião, é uma religião fria, sem emoções, sem alma, com um DEUS que
afinal não é DEUS porque não tem rosto!
Nem
lenitivo para a dor física ou moral, nem alívio para o desespero, nem esperança
para a morte. Então, para quê a quero?»
(Resposta no próximo texto)
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 11/?
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
Preâmbulo (cont.)
(Falávamos do Deus cientificamente definido como O TODO INFINITO E ETERNO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA.)
Esse Deus será celebrado em ritos e cerimónias, evocando as Suas manifestações,
dentro ou fora dos recintos que os humanos já construíram para adorarem os
deuses por eles criados e inventados, recintos muitos deles lindérrimos e
plenos de artes, desde a arquitectura, à escultura, à pintura. Magníficos!
Seria uma pena não servirem de glória e louvor ao DEUS VERDADEIRO presente nos
Homens que os criaram, embora levados por ideias nada ortodoxamente científicas.
Mas, gloriosas, mesmo assim!
E haverá muitas festas, festas da
Primavera, do Verão, do Outono, do Inverno.
E haverá a grande festa do Natal, o Natal
de todos os seres vivos, com toda a magia de cânticos e presentes que doiraram
os nossos sonhos de criança. A GRANDE FESTA DO RENOVAR-SE DA VIDA, em cada nova
vida que nasce!
E haverá orações, novas orações,
obviamente. É que rezar faz bem ao corpo e à alma: ao corpo porque se criam
momentos de relax, à alma porque é elevada à espiritualidade, seja lá isso o
que for…
E haverá um Credo, um Credo humanista, está claro!
E haverá vinte belíssimos Mandamentos que se encerram num só: AMAR-TE-ÁS A TI E AO TEU PRÓXIMO COMO A TI
MESMO.
Concluiremos que somos
filhos da Terra e do Universo, forçosamente integrados num panteísmo universal
em que todos somos pequenas partículas de Deus, porque DEUS É TUDO E TUDO É DEUS.
(Fim do Preâmbulo à explanação e apresentação da Nova Religião)
quinta-feira, 26 de março de 2026
Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 10/?
OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
PREÂMBULO
E essa só poderá ser uma religião que tenha
como base a Ciência e a Verdade do que conhecemos, das partículas sub-atómicas
ao átomo, ao Universo, conscientes de que o desejo de eternidade que levou o
Homem a criar deuses ou um Deus, e com eles um Paraíso ou um Inferno, dando de
algum modo sentido ao sofrimento e à morte, não é mais do que a máxima
manifestação do instinto vital que em qualquer ser vivo, do animal à planta, ao
micróbio, à bactéria, se manifesta como um poder supremo da realidade em que
nos inserimos e que fomos convidados a viver pelos Deuses, pela Sorte ou pelo
Destino que nunca saberemos bem o que é...
É essa Religião que nos propomos levar, urbi
et orbi (por toda a Terra) às gentes adormecidas, anestesiadas,
comprometidas com séculos, se não milénios, de obscurantismos, fanatismos, religiosismos todos non-sense,
todos baseados em crenças e mistérios, todos atentando contra a verdadeira
natureza do Homem: um ser racional que
deve, que tem de questionar qualquer ideia que lhe seja proposta antes de a
aceitar como válida, como credível, como
digna de por ela se bater ou “dar a vida”.
Para tanto, o Homem terá de ser conhecedor
da realidade que a Ciência já lhe proporciona e ter formação que lhe permita
ter sentido crítico na análise existencial que faz da VIDA e de tudo aquilo com
que se compromete.
Pelo non-sense
com que foram criadas e em que laboram, as actuais religiões estão todas, cedo
ou tarde, condenadas ao desaparecimento, dependendo do tempo que a Ciência e o
Conhecimento levarem a chegar a todos os humanos, criando neles aquele espírito
que será forçosamente analítico, céptico e inquisidor.
Começaremos pela definição de Deus:
“O TODO onde tudo
se integra: Espaço
e Tempo, Matéria e Energia.”
É uma definição que poderemos considerar
científica, bem longe das definições que, ao longo da História, os Homens
inventaram para os seus deuses, sejam politeístas, monoteístas, filósofos ou
fétiches de feiticeiros.
Analisadas criticamente tais concepções,
constatamos que aqueles deuses não passam de humanóides, pois concebidos à
imagem e semelhança de humanos, embora considerados Seres superiores com
poderes extraordinários e… misteriosos, por nunca provados. Assim, o Alá dos
muçulmanos, o Pai de Jesus Cristo para os cristãos, o Javé para os judeus, a
tríade divina Brama, Vishnu e Shiva para os hindus, Buda para os budistas, as
Divindades da Natureza para os Xintoístas, etc., e os deuses de todas as seitas
religiosas, umas autónomas, outras derivadas das principais religiões
mencionadas. E são deuses imperfeitos – o que é um contra-senso! – pois, além da
sua acção não passar ridiculamente o horizonte dos Céus visíveis (atmosfera
terrestre e firmamento onde pontuam as estrelas da galáxia Via Láctea) e Terra
e, nela, o Homem, se apresentam com desejos, ciúmes, ódios, vontades, quereres,
amores…, emoções obviamente não condizentes com um Ser divino…
Outra característica notável das religiões
actualmente existentes é que, não sabendo explicar os seus Céus, os seus
Infernos, as suas Santíssimas Trindades, os seus anjos e santos, os seus
dogmas, todas as suas invenções, remetem para o MISTÉRIO: “Não se percebe…,
MISTÉRIO! E… MISTÉRIO DE FÉ!”
Tal atitude, não deixa de ser, obviamente,
um acto de cobardia intelectual. Os mentores religiosos, aceite-se embora, como
na Ciência, que é muito mais o que desconhecemos do que aquilo que sabemos, o
que não compreendemos do que o que compreendemos da Vida e seus mistérios e do
TODO EXISTENTE, deveriam remeter os crentes para uma análise crítica de tudo em
que os fazem acreditar, tudo o que, por exemplo, os cristãos exararam num Credo
que debitam monotonamente em todas as
missas, certamente sem grande convicção, já que nele se afirmam ideias e
conceitos que, logo a seguir, são remetidos para o mistério… (Ver Nota 1)
Mas não! Têm o desplante de se dizerem ÚNICOS
DETENTORES DA VERDADE. Como se houvesse muitas verdades acerca do Desconhecido,
do Eterno, do Infinito! Enfim, Deus lhes perdoe… Afinal, só acredita quem quer
ou quem, traumatizado por traumas de ensinos na infância, de catequeses
fundamentalistas e anquilosadas, se sente levado, em consciência, a acreditar…
E ainda pior: é da História antiga e actual que as religiões se guerrearam e se
guerreiam entre si. Inacreditável!
E, apesar de tudo, esta será uma religião
que remete para o judeu Jesus de há 2.000 anos, apregoando na Terra um Reino de
Justiça, de Paz, de Fraternidade universal (a que chamava “Reino de Deus”), Reino
só possível quando a humanidade atingir a perfeição. Ora nós sabemos com quanta
imperfeição a humanidade se debate: embora com muitas virtudes, o Homem é
fundamentalmente egoísta, mau, desumano, cruel, injusto, “lobo” do seu irmão,
acusando aqui a sua ascendência simiesca, parecendo-nos que coloca as suas
inúmeras capacidades de criação e invenção mais ao serviço do seu lado MAU que
do seu lado BOM... Então, talvez que esse autêntico Paraíso na Terra só seja
possível dentro de muitos séculos ou milénios. Mas como a nossa querida Terra,
integrada que está no magnífico Sistema Solar, ainda tem de vida cerca de 4.5
mil milhões de anos, há esperança de que, cedo ou tarde, tal aconteça… (Ver
Nota 2)
Então, cometerá o mais nobre acto de
inteligência aquele que, constatando que só no culto da VERDADE a Vida tem
sentido, adoptar para si esta RELIGIÃO com um Deus que dia a dia é descoberto
ou redescoberto pela Ciência, sendo o TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, e que se
manifesta em todas as coisas, não se escondendo como o de Moisés da Bíblia numa
sarça ardente, o de Cristo num Céu de fé, o de Maomé num Paraíso totalmente
fantasiado, aquele, cheio de anjos e santos, este, cheio de virgens apenas para
os humanos machos que partem da Terra (uma tremenda e inconcebível injustiça
para com as mulheres, mais uma, desta religião muçulmana: injusta na Terra,
injusta no seu Céu…). (Cont.)