OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
A Bíblia desta Religião
VII
Orações
–
Novas orações, obviamente.
Ao Deus com quem partilharemos momentos de
prazer para ser ainda maior o prazer, mas também momentos de dor para que a dor
seja mais leve, mais fácil de levar, toleravelmente suportável; sobretudo, a
dor psicológica quando a alma se sente louca de amargura, de frustração, de
desgosto…
Ao Deus de que todos fazemos parte, a quem
agradeceremos, ao fim do dia, mais um dia de vida que tivemos, que bendiremos
por nos trazer a noite e o descanso, pedindo-Lhe que não nos abandone ainda no
dia seguinte e no outro e no outro, até termos a percepção de que não é por
“vontade” d’Ele que não podemos continuar vivos, mas porque a reintegração no
Universo nos chama inexoravelmente. Aí, tendo-se esgotado o nosso tempo,
abriremos os braços, fechando os olhos, ainda agradecendo o termos tido um dia
vida, e partiremos sem azedume, sem tristeza de nós ou dos que nos foram
próximos, sendo ainda capazes, o corpo já se desvanecendo, de um sorriso de paz
e de reconciliação com o mundo que nos viu nascer, crescer e ali morrer… para
sempre! Nada de choros, nada de funerais, nada de cemitérios! Apenas belas
canções, embora aqui de alegrias contidas pois será também anti-humano
perdermos alguém do nosso convívio e desatarmos em esfuziantes gargalhadas de
contentamento… E que consigamos ainda dizer, mesmo apenas balbuciando,
contentes de nós: “Eu vali a pena! Valeu a pena ao Mundo e ao Universo eu ter
vindo à VIDA!” Embora saibamos que, se não tivéssemos vindo, tudo rodaria
exactamente na mesma, apenas com uma levíssima e efémera perturbação por nós
provocada, no Espaço-Tempo que ocupámos enquanto vivos.
Mas haverá sempre que rezar ao Eterno
Desconhecido porque rezar faz bem à alma carente de certezas quando não de
afectos e solidariedade. E quem senão Ele para colmatar tal necessidade? Aliás,
seria bem mais simpático se fosse Eterno sem ser Desconhecido, podendo nós ter
um alguém com rosto a quem dirigíssemos tais preces... Mas reconhecemos que,
ontologicamente, seria um Deus impossível: no momento em que o fosse deixava de
o ser; e nós, tendo a realidade que temos, sendo a matéria que somos, não é racional
nem científico querer o impossível! É o MISTÉRIO do “Grande Desconhecido”
sempre a acompanhar-nos!
Um exemplo de oração? –
“Bendizei a Deus porque Ele é a nossa energia, a nossa luz, a nossa vida! Ele
está em nós e cada um de nós está n’Ele. Bendizei-O ao deitar porque o dia
chegou ao fim! Bendizei-O ao acordar porque um novo dia se começa! Bendizei-O
sempre e em toda a parte porque Ele é eterno e infinito, tudo sendo e tudo
contendo, existindo desde sempre e para sempre!”
E haverá orações-poema para cada festa!
Cânticos de suaves melodias ou de toques de trombeta se a tanto a festa
convidar! Um desafio a todos os mentores religiosos do mundo: sheiks, imãs,
gurus, rabinos, padres, sacerdotes, pastores, bispos, cardeais, papas. Todos
convidados a participarem nesta religião da Verdade e a deixarem as suas
religiões de fantasia (para não dizer, mais contundentemente, de mentira,
vivendo comodamente à sombra ou à custa delas). Todos a trazerem o que de
bonito, em ritos e cerimónias, em cânticos e rezas, em bíblias e credos, em
evangelhos e deuteronómios, existe nas suas religiões. Claro, sem os seus
fundamentalismos e os erros, alguns bem grosseiros à luz da razão, de que
enfermam esses livros ditos sagrados, com tanta invenção, ignorância e mentira
à mistura...
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