OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO
A
PERGUNTA TRÁGICO-CÓMICA
(sem
resposta)
E esta pergunta, já atrás sugerida, é feita
a todas as religiões existentes: “Se, depois desta vida, há uma vida eterna num
PARAÍSO DE TODAS AS DELÍCIAS, porquê, após o nascimento, ou após atingir o uso
da razão, ou após deixar descendência, a pessoa pura e simplesmente não se
suicida para mais rapidamente ir para esse PARAÍSO, já que esta vida nem sempre
é um mar de rosas, havendo mesmo quem lhe chame um Vale de lágrimas?”
Para serem coerentes com as suas crenças, os
crentes não deveriam optar por esta solução de vida?
É a luta entre a Razão e a Emoção a
acentuar-se e a acentuar a incoerência que também é própria do Homem, no seu
viver quotidiano e nas diversas etapas em que se vê envolvido, durante a vida.
Esteja ele no bem-bom e quer lá saber de um Paraíso anunciado mas nunca provado
como existente ou de uma vida eterna que se quer bem longe, longe, longe, dizendo-se
para consigo e seus botões: “Vivamos e usufruamos deste bem-bom que a
eternidade pode bem esperar!” Ou como os romanos: “Carpe diem, vita brevis!”
(Goza a vida que a vida é breve!) Isto, sobretudo na força da vida, juventude e
idade adulta madura, embora mudando de atitude conforme os anos se forem
acumulando, o corpo perdendo energia, o fim anunciado pelo Tempo se aproximando.
Aí, outro galo começa a cantar, não é?! Ah, o ser humano como é cheio de
contradições, santo DEUS!