terça-feira, 10 de junho de 2014

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 23/?


 
 
À procura da VERDADE no livro do Êxodo - 7

 - Segue-se, agora, certamente o maior monólogo de Javé de toda a Bíblia,
apresentando ao povo uma longa e pormenorizada legislação - o Código da
Aliança - sobre: a construção do altar a Javé; a actuação para com os
escravos; os casos de homicídio; os ferimentos não mortais; os danos
causados por animais; o roubo de animais; a reparação de danos; a protecção
da mulher; a protecção dos pobres; a administração da justiça; o
descanso; as festas principais; as contribuições para o santuário; os materiais
e medidas da arca da aliança; os materiais e medidas para a mesa dos pães
oferecidos; os materiais e medidas do candelabro; os materiais e medidas
das cortinas do santuário; os materiais para a armação do santuário; os
materiais para o altar dos holocaustos; o modo de fazer o átrio do santuário; o
azeite para o santuário; as vestes dos sacerdotes; o efod; o peitoral; o manto;
o sinal da consagração; as vestes dos outros sacerdotes; o rito da consagração
dos sacerdotes; os sacrifícios diários; o altar do incenso; o novo tributo a Javé
como resgate por si mesmos; a bacia para as abluções; o óleo da unção; o
incenso; os operários do santuário e, novamente, o descanso semanal.
(Ex 20-31)

- Só duas questões:

1ª: Os Mandamentos são um verdadeiro código de conduta social-humano-divina,
repetido, aliás, em Dt 5,6-21 e sancionado por Cristo em Mc 10,17-21. São realmente
um código de conduta perante Deus e perante o outro Homem ou, se quisermos,
um “amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos” dos Evangelhos que já repetem
o Lv 19,18. Mas… que acrescentam ao código de Hamurabi?

2ª: Como é possível acreditar que Javé se atenha a definir tão
pormenorizadamente normas que se destinam, na sua maioria, ao seu culto e a
tudo o que se relaciona com o santuário? Mais uma vez, não deixamos de cair na
tentação de pensar que a única forma encontrada pelos senhores de então para que o
povo cumprisse tais normas, alimentando lautamente Templo e sacerdotes, era
fazê-lo crer que eram de origem divina e que quem não as cumprisse… E o temor
dos castigos de Deus, de novo, exercia a sua função educativa, persuasiva,
repressora ou… de ópio do mesmo povo!

- Mas deliciemo-nos com alguns dos pormenores daquelas normas: “Se Me
construíres um altar de pedra, não o faças com pedras lavradas porque estarias
a profanar a pedra com o cinzel.”; “Se o patrão lhe der uma esposa e esta tiver
filhos e filhas, a esposa e os filhos pertencerão ao patrão.”; “Quem ferir uma
pessoa e lhe causar a morte torna-se réu de morte.”; “… se houver dano grave,
então pagará vida por vida, olho por olho, dente por dente, pé por pé, queimadura
por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.”

- Não justifica Javé, aqui, plenamente, a pena de morte para quem mata?
E não sei se devemos ou não espantar-nos com aquela do patrão ficar dono da
esposa e dos filhos dos seus escravos. Enfim, adaptou-Se Javé aos costumes da
época!…

- “Se o boi ferir um escravo (…) o dono do escravo cobrará trezentos gramas
de prata e o boi será apedrejado.”

- Qual a reacção do boi ao apedrejamento?!!! Acaso se emendaria de tal má
acção?!!! Lá que era bom correctivo era… Ficava a saber o que custava aos outros
uma boa marrada!!!

- “Se alguém roubar um boi ou uma ovelha e os abater ou vender, devolverá cinco
bois por um boi e quatro ovelhas por uma ovelha..”

- Vês a razão de não devolver também cinco ovelhas tal como os bois?

- “Se alguém seduzir uma virgem solteira e se deitar com ela, pagará o dote e
casar-se-á com ela.”

- Foi pena que esta lei não tivesse existido antes. Assim, os filhos de Jacob não
teriam matado o apaixonado do Siquém, por este ter dormido com a irmã deles…
(Gn 34,25)

Nota:

Há mais, muito mais! Hoje, foi apenas um pouco, para sorrirmos e para concluirmos,
mais uma vez que, de divino ou de inspiração divina, o Êxodo nada tem e que, por
isso, não pode ser considerado livro sagrado. E, se um dos livros da Bíblia não é
sagrado, que credibilidade nos merece a mesma Bíblia, considerando-a palavra de
Deus?

terça-feira, 3 de junho de 2014

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 22/?



À procura da VERDADE no livro do Êxodo - 6

- É belo e… temeroso, o aparato preparado por Javé para a apresentação
dos seus dez Mandamentos. O autor estava deveras inspirado! Como
apresentar Deus ao povo sem um grande temor perante o divino? Então…
“Javé disse a Moisés: Vai ter com o povo e purifica-o (…) que lavem as
roupas (…) porque Javé descerá (...) sobre a montanha do Sinai à vista de
todo o povo. Deverás traçar um limite ao redor da montanha (...); quem
tocar na montanha será punido de morte (…) apedrejado ou trespassado
com flechas; tanto homem como animal, não ficará vivo. (…) Três dias depois,
pela manhã, houve trovões e relâmpagos e uma nuvem espessa desceu
sobre a montanha, enquanto o toque da trombeta soava fortemente. O povo
que estava no acampamento começou a tremer. (…) Toda a montanha do Sinai
fumegava (…): o fumo subia como o fumo de uma fornalha. E a montanha
toda estremecia. O som da trombeta aumentava cada vez mais enquanto
Moisés falava e Deus lhe respondia com o trovão. Javé desceu ao cume da
montanha do Sinai e chamou Moisés lá para o alto. (…) Javé insistiu: (…) Os
sacerdotes e o povo (…) não devem ultrapassar os limites, para subirem
até onde está Javé, o qual Se voltaria contra eles.” (Ex 19,10-24)

- É: temos um autor deveras inspirado e temos um Javé-Deus todo-poderoso
mas que se apresenta com um incrível receio de uma das suas criaturas,
o Homem!... Apenas uma pergunta: Porque não quis Deus manifestar-se
ao povo mas castigaria selvaticamente quem O quisesse ver? Será que podia
manifestar-se realmente aos olhos humanos? Com que rosto? Com que corpo
se não tem corpo? E… como se mostrou a Moisés? Com que voz lhe falou?
Altissonante? Fanhosa? Estridente? Grossa? Aflautada? Suave? Dura?
Cavernosa? Ou simplesmente não falou e comunicou por pensamento?

- Depois, o cenário é todo ele tão caricato, o estilo do autor tão grandiloquente
que se torna impossível acreditar nele! Que fumo? Que relâmpagos? Que
trovões? Que trombeta? Que… VOZ?!!!

- Deus manifestar-Se… Afinal, não quis manifestar-Se, naqueles tempos,
não quer manifestar-se nestes tempos… E nós - e toda a Humanidade! - por
aqui eternamente esperando… Que injustiça… divina, Santo Deus! Ou… que
Deus impossível estes autores ditos sagrados inventaram e “impingiram”
como verdadeiro à mesma Humanidade!

- “Então Deus pronunciou todas estas palavras: Eu sou Javé teu Deus que te
fez sair da terra do Egipto…” (Ex 20,1-2) - E logo aparece o coração da lei
mosaica - os Dez Mandamentos, com forte influência do Código de Hamurabi,
que data do séc. XVIII a.C., e postos na boca de Javé, código que era certamente
do conhecimento do autor do Êxodo: 1º - Servir a Javé, Deus único e verdadeiro;
2º - Não jurar em nome de Deus; 3º - Descansar ao sábado; 4º - Honrar os pais;
5º - Não matar; 6º - Não cometer adultério; 7º - Não roubar; 8º - Não difamar
o próximo; 9º e 10º - Não cobiçar a mulher do próximo nem nenhum dos seus bens.
(Ex 20,3-17)

- “Vendo os trovões e os relâmpagos, o som da trombeta e a montanha fumegante,
todo o povo teve medo e manteve-se à distância. Então, (…) Moisés disse ao povo:
Não tenhais medo! Deus veio para vos pôr à prova, a fim de que tenhais presente
o temor a Ele e não pequeis.” (Ex 20,18-20)

- Mais uma vez o temor para… não pecarem. Isto de cumprir uma lei que não
tenha castigo parece não ser muito próprio do Homem! Interessante: várias vezes
na Bíblia Deus assusta e depois diz: “Não tenhais medo!” Aconteceu,
por exemplo, quando Jesus ressuscitou, com o anjo a dizer o “Não tenhais medo!”
às mulheres que foram ao sepulcro, aconteceu com o próprio Jesus a dizê-lo
às mesmas mulheres – mulheres que tiveram aqui o privilégio de serem as
primeiras! – e ainda aos apóstolos na Galileia.

- Perdoe-se-nos, ao terminar esta análise, o reparo jocoso ao décimo mandamento:
será que é só o homem que não pode cobiçar a mulher do outro, podendo a mulher
cobiçar o homem da outra? Ou estará o homem dessa outra incluído no “saco”
dos seus bens ou pertences?!… E, enfim – the last but not the least! – perante tal
cenário, alguém poderá ter este Javé da Bíblia como Deus credível?

terça-feira, 27 de maio de 2014

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 21/?





À procura da VERDADE no livro do Êxodo - 5

 

- Mudam de lugar e… volta a sede. E voltam os murmúrios do povo
que não se sabe bem se são contra Moisés ou contra Javé ou… contra
os dois! O que eles querem é… água! “Então, Moisés clamou a Javé
dizendo: Que vou fazer com este povo? Estão prestes a apedrejar-me!
Javé respondeu a Moisés: (…) Leva contigo a vara (…) Baterás na rocha
e dela sairá água para o povo beber.” (Ex 17,4-6)

- Que povo estranho! Nem com aquele maná se contentava e…
acreditava em Javé! E logo ali queria apedrejar Moisés! É espantoso!
Como é possível ser este o povo eleito de Javé? Certamente, por aquelas
paragens, não haveria melhor! E hoje? Se Javé quisesse escolher um povo
para dele fazer nascer um Cristo - o seu Filho Bem-amado! - que povo
escolheria? Seria chinês, americano, russo, indiano, japonês,…? Poderíamos
conjeturar que é por não “saber” o povo a escolher que Cristo não vem de
novo à Terra! Se fosse branco, revoltar-se-iam as minorias (qualquer dia,
maiorias!!!) negras, amarelas, mulatas, índias... Outra qualquer que
fosse escolhida sentiria o mesmo espírito de revolta das preteridas. É: isto
de ser Deus de tal gente é muito complicado! E um Cristo a sério fazia cá
tanta falta!…

- Mas eis que surge o milagre! Estrondoso: da rocha brotou a água! E
água em abundância, que isto, ou é milagre ou não é! Se é milagre, tanto c
usta a Deus fazer correr um fiozinho, como um regato para inundar todo um
deserto! Não fará Cristo mais tarde a multiplicação dos pães? E, depois de
ter saciado uma multidão de cinco mil, sem contar as mulheres e as crianças,
com apenas cinco pães, não sobraram doze cestos? (Mt 14,19-21)

- Avançando o povo de Israel, encontraram-se com os amalecitas. Josué
contra-ataca e sai vencedor. Obviamente, com a preciosa ajuda de Javé que está
sempre presente, dizendo a Moisés: “(…) Eu vou apagar a memória de Amalec
debaixo do céu. (Ex 17,14-15) Depois, construiu-se  um altar para oferecer
a Deus um holocausto e sacrifícios (…) (Ex 18,12)

- Mas deixemos o deprimente holocausto e os não menos deprimentes
sacrifícios em ordem a apaziguar/louvar/ agradecer a Javé, para realçar algo
de iniciativa humana (ou também inspirada por Javé?!), neste caso, pelo pai de
Séfora, mulher de Moisés, que o aconselha no melhor modo de distribuir a
administração pelo povo. (Ex 18,17-25)

- A exclusividade do povo de Israel perante Javé deixa-nos realmente perplexos:
“Vistes o que fiz aos egípcios e como vos transportei sobre asas de águia e vos
trouxe até Mim. Portanto, se Me obedecerdes e observardes a minha aliança,
sereis minha propriedade especial entre todos os povos porque a terra toda me
pertence. Vós sereis para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” (Ex 19,4-6)
Que pensarão disto os Israelitas de hoje? Considerar-se-ão ainda “nação santa,
reino de sacerdotes”? Porquê tudo isto na boca de Javé? Volta-nos a repetida
tentação de pensar que tudo não foi senão invenção do autor “sagrado” para
fazer com que o povo fosse menos mau do que parece que era, com o temor de Javé
e… dos seus castigos! Não é que a religião fosse o ópio do povo, como dirá Marx;
mas que ajudava no seu controlo, lá isso… Resta-nos acrescentar que o milagre da
água a brotar da rocha - aliás, como todos os propalados milagres da Bíblia - não 
merece qualquer credibilidade. Se precisaram de água - o que é óbvio no meio do
deserto - socorreram-se de qualquer oásis que por ali houvesse. O resto são fantasias,
porque "Deus não ajuda a quem não se ajuda"!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 20/?




















 À procura da VERDADE no livro do Êxodo - 4

 
- Porém, agora, após o estrondoso milagre da separação das águas
do mar, é hora de alegria e… de louvor a Javé: “Vou cantar a Javé, pois
a sua vitória é sublime: Ele precipitou no mar, carros e cavalos. Javé, a
minha força e o meu canto, Ele foi a minha salvação. Ele é o meu Deus:
eu O louvarei; (…) Javé é um guerreiro, seu nome é Javé.” (Ex 15,1-3)

- Que Deus é este que tem sede de vitória e necessita de esmagar
os seus inimigos que são apenas os inimigos do povo de Israel? Javé
é um “guerreiro”? Que tremenda confusão a deste autor sagrado!

- Mas não é só guerreiro. É também “terrível em poder”, “aniquila o
inimigo” “abates os teus adversários, desencadeias a tua ira”. E
ainda: “terrível em proezas, autor de maravilhas”. (Ex 15,6-11)

- A alegria é tão grande que o autor até introduz uma mulher já de
elevado estatuto social - profetisa!: “A profetisa Maria, irmã de Aarão,
pegou num tamborim e todas as mulheres a seguiram, formando coros
de dança. E Maria entoava: Cantai a Javé, pois a sua vitória é sublime:
Ele precipitou no mar carros e cavalos.”

- Os problemas vêm agora aí! Primeiro, a sede…, depois, a fome. Os
murmúrios do povo contra Moisés fazem-se ouvir. Mas… lá está Javé! E
logo a água amarga se torna bebível e “Farei chover para vós pão do céu:
o povo sairá para recolher a porção de cada dia para que Eu o experimente
e veja se observa a minha lei ou não. (…) Eu escutei as murmurações
dos filhos de Israel. Diz-lhes que comerão carne à tarde e, de manhã, se
fartarão de pão. Assim, ficarão a saber que Eu sou Javé seu Deus.” (Ex 16,4-12)
- E, de tarde, vinham as codornizes “oferecerem-se” em alimento e de
manhã, era o orvalho que se transformava em pão! Mas tudo medidinho
por pessoa, conforme ordem de Javé. Todos os dias, sendo a dobrar à sexta-feira,
para dar para o sábado. “É Javé quem vos dá o sábado (…) E no sétimo dia, o
povo descansou.” (Ex 16,13-30)

- O povo descansa e… Javé também, que isto de fazer milagres todos
os dias de carne e pão seria tão ou mais cansativo que a criação do
Génesis!… Até porque “Os filhos de Israel comeram maná durante quarenta
anos, até chegarem a uma terra habitada (…) fronteira de Canaã.” (Ex 16,35)

- É ou foi muito tempo a comerem, assim, por milagre, não é!!!… E, da
narrativa, algo se torna óbvio: tanto milagre, tanta intervenção de Javé,
colocando o “seu” povo à prova, tantos anos no deserto…, por ser tudo
tanto, a narrativa perde qualquer credibilidade – se é que, mesmo
sendo pouco, alguma tivesse! – afigurando-se-nos, com bastante certeza,
que foi mais uma fantasia do autor apelidado de sagrado muitos
séculos mais tarde.

Olhando as estrelas...


Olhando as estrelas…
 
 

 

Admirável!
De abrir a boca – neste caso, a mente – de espanto! Estou num
monte alentejano, numa suave noite de Primavera, mas sem lua
que ofusque o brilho, a beleza, a mensagem que as estrelas – aos
milhões! – nos enviam lá do céu, um céu ali tão perto, quase ao
alcance do estender da mão, mas, na realidade, tão longe, tão longe,
tão longe…
 
 
                             
 
 

O convite dos presentes é o da meditação em deslumbramento. E as
perguntas soam no silêncio, silêncio que se deslumbra na contemplação de 
tanta beleza: “A quantas dezenas ou centenas de anos-luz estarão aquelas
estrelas? Ou a quantos milhares ou milhões estarão as outras que se nos
apresentam com luz mais difusa? Quem poderá imaginar sequer o que
essas distâncias representam? Quem sabe se muitas das estrelas que
vemos agora, tendo a sua luz levado milhares de milhões de anos-luz a
chegar até nós, não se apagaram já, tendo já espalhado as suas “cinzas”
pelo Universo, integrando-se em novas estrelas que, assim, nunca
acabarão o ciclo de nascimento-vida-morte, para ressuscitar, não com a
mesma individualidade, essa para sempre perdida, mas em outra qualquer
forma tão ou ainda mais bela que a anterior? Não será esta a verdadeira
ressurreição a que também nós estaremos alegremente “condenados”?
Afinal, o Universo tem limites ou é infinito? Se tem limites, que há para
além desses limites? Se é infinito, não se confundirá com o próprio Deus,
definido como Ser eterno e infinito? É que se só pode haver um infinito que
tudo contém… E se é infinito não é forçosamente eterno, pois contendo
todo o espaço, contém todo o Tempo, tempo que só existe para todo o ser
que um dia começa e em outro se acaba? Tal como nós, tal como as estrelas?
Não será este o único Deus verdadeiro, nada tendo a ver com os deuses
– todos os deuses! – inventados pelos mentores religiosos, ao longo dos
tempos, desde os politeísmos aos monoteísmos? Tudo o existente fazendo
parte dele, como partículas de um todo – o TODO-PODEROSO?”

 
                      
            
Extrapolando, outras perguntas se perfilam nas nossas mentes, mentes
tão grandes que são capazes de pensar tudo isto, mas tão pequenas que
nem sequer conseguem descortinar o que seja um ano-luz em distância
no Espaço sideral…: “Se quiséssemos chegar a alguma dessas estrelas,
 alguma vez o conseguiríamos? Mesmo viajando à velocidade da luz, ou
seja, 300.000Km/s, fenómeno totalmente impossível devido à nossa
qualidade de seres compostos de materiais pesados? Então, que futuro,
o da humanidade, mesmo com a Ciência em contínuo progresso de
descoberta? Terá alguma possibilidade de sobrevivência, para além
dos limites que o Universo impôs à Terra, dependente do Sol e o
respectivo sistema onde ela se integra, desagregando-se, por isso – dados
da Ciência astronómica – dentro de cerca de 5 mil milhões de anos?”
 
 
 



Todas estas perguntas ficam sem resposta. A resposta perde-se no
mistério que talvez nunca a Ciência será capaz de descobrir. Mas são
questões que deveriam levar todas as pessoas a pensar e a ver a vida
com outros olhos que não os habituais.

Ah, se todas as pessoas, em vez de olharem para o chão que pisam ou
para o umbigo que alimentam, tantas vezes sofregamente…, olhassem
para o céu das estrelas, “ouvindo” a sua mensagem de beleza e de glória
“eternas”, como seriam mais felizes, como se sentiriam felizes ajudando
os seus semelhantes e não pensando apenas no seu umbigo! E como,
assim, teríamos um mundo, uma humanidade bem diferentes do mundo e
da humanidade que temos aqui e agora!

É: no céu está a resposta para os problemas que afligem o Homem.
Problemas, obviamente, criados pelo mesmo Homem que não sabe olhar
o Céu…