SOU
O HOMEM MAIS RELIGIOSO DO MUNDO
(Uma
proposta resumidamente estruturada desta singular Religião encontra-se no final
do livro, disponível na Net e livrarias, “Um Mundo Liderado por Mulheres”).
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Primeiro, o Homem toma consciência da sua Verdade, da sua Realidade enquanto
ser racional que não escapa à condição de ser vivente que afecta qualquer um:
começar no tempo e acabar-se no tempo, vindo do Nada, pelo milagre da Vida, e
reintegrando-se com a morte na matéria de onde veio para, transformado
novamente em moléculas e átomos, fazer parte, quiçá, de outro ser vivo ou
simplesmente ficando matéria inerte. E, aqui, é oportuno citar a Bíblia na
célebre frase que a Igreja repete ao longo dos séculos, no início da Quaresma,
quarta-feira de cinzas, não tirando depois as devidas ilações ao apregoar uma
vida eterna num Inferno com o Diabo ou no Paraíso com Deus e os seus anjos: “Memento
homo quia pulvis es et in pulverem reverteris” (Lembra-te, ó homem, que és
pó e para o pó voltarás.)
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Segundo, toma consciência da sua Verdade enquanto ser do Universo, pequeno
elemento do Planeta Terra, Terra que é pequeno astro no Sistema Solar, sistema
que é apenas um dos mais de duzentos mil milhões que compõem a nossa Galáxia, a
Via Láctea, galáxia que é apenas uma entre milhões de outras perdidas no
imenso, incomensurável – apesar de as distâncias se medirem em anos-luz –
Universo cujos limites continuam a ser um total mistério para a Ciência. Mas infinito, de certeza que não é, pois teve um início e, como tal terá um fim. Talvez o Espaço seja infinito e tudo o que nele existe - MATÉRIA e ENERGIA - seja eterno, embora sempre em transformação, indo a MATÉRIA e ENERGIA do mesmo ao mesmo através do diverso, nada se perdendo, pois não tem para onde perder-se...
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Terceiro, aceita que a sua característica principal, a racionalidade – mais um
milagre da evolução da Vida! – deve ser utilizada para se realizar plenamente
como indivíduo, sendo componente bem localizada, pela Ciência, no cérebro com
os seus mais de cem mil milhões de neurónios, mas a que filósofos e religiosos
insistem em chamar ALMA, deduzindo daí a imprescindível espiritualidade humana
e a sua imortalidade pelo carácter metafísico que revela. No entanto, lendo,
por exemplo, os livros de António Damásio, “O Erro de Descartes” e “O
Sentimento de Si”, facilmente nos apercebemos da tremenda realidade: a
alma com todas as suas prerrogativas e funções – capacidade de raciocinar, de
se emocionar, de linguagem articulada e conceptual, etc. – não passa do
resultado das conexões ou sinapses entre aqueles mais de cem mil milhões de
neurónios que compõem o nosso cérebro. (Este é um dos mais fortes argumentos
para se afirmar que a alma não pode ser imortal, pese-nos embora toda a pena do
mundo. Ah, como gostaríamos de ser imortais! Como gostaríamos de viver
para sempre em algum lugar!...).
Este
tipo de pensamento, liberto que seja dos mitos e fantasias criados pelas
religiões e impostos ao Homem, sobretudo ao ignorante, levará o mesmo Homem à
necessidade de construir uma Sociedade justa e fraterna e a pautar a sua vida
por dois grandes pensamentos de carácter filosófico-existencial: “Hoje é o
primeiro dia do resto da minha vida; tenho de o viver o melhor
possível!” e: “Cada momento de vida desperdiçado é momento de vida desperdiçado
para sempre pois tudo passa e nada se repete!” Aliás, na linha dos poetas e
filósofos latinos: “Vita brevis! Carpe diem!” (A vida é breve!
Aproveita bem cada dia!) Ou ainda seguindo a Bíblia, no seu livro da Sabedoria:
“Não te prives de um só prazer legítimo... Tudo quanto possuis vais deixar para
os outros que vierem depois de ti.”
A
conclusão só pode ser uma: em cada dia que se levanta, em cada noite que cai, a
cada raio de Sol que nos ilumina a face ou brisa que nos acaricia a mente, a
cada sentido que se nos inebria de prazer..., deveremos bendizer, em
agradecimento, o inefável e sempiterno Deus da Harmonia Universal que, não
tendo forma humana, ao modo dos deuses das religiões conhecidas, é o mais
credível porque n’Ele somos desde o nosso início até ao nosso fim, como n’Ele
são todos os seres que um dia tiveram o privilégio de receber esta dádiva
fantástica - e gratuita! - que é a VIDA!... Então, digamos permanentemente:
“Muito obrigado, Muito obrigada, meu Deus!” Até que a vida se nos acabe! E, sem
mágoa – pelo contrário, felizes por termos participado na saga da Vida –
dizermos adeus e um “Até sempre!” seja qual for a sorte que couber aos átomos e
moléculas que um dia formaram este belo ser da criação que fomos NÓS!
Sorrindo!... UM GRANDE, UM ENORME SORRISO!
A NOVA RELIGIÃO a que aqui se faz referência, foi apresentada, estruturada, em 20 textos publicados ultimamente.
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