sexta-feira, 3 de abril de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 11/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

Preâmbulo (cont.)

(Falávamos do Deus  cientificamente definido como O TODO INFINITO E ETERNO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA.)

Esse Deus será celebrado em ritos e cerimónias, evocando as Suas manifestações, dentro ou fora dos recintos que os humanos já construíram para adorarem os deuses por eles criados e inventados, recintos muitos deles lindérrimos e plenos de artes, desde a arquitectura, à escultura, à pintura. Magníficos! Seria uma pena não servirem de glória e louvor ao DEUS VERDADEIRO presente nos Homens que os criaram, embora levados por ideias nada ortodoxamente científicas. Mas, gloriosas, mesmo assim!

    E haverá muitas festas, festas da Primavera, do Verão, do Outono, do Inverno.

    E haverá a grande festa do Natal, o Natal de todos os seres vivos, com toda a magia de cânticos e presentes que doiraram os nossos sonhos de criança. A GRANDE FESTA DO RENOVAR-SE DA VIDA, em cada nova vida que nasce!

    E haverá orações, novas orações, obviamente. É que rezar faz bem ao corpo e à alma: ao corpo porque se criam momentos de relax, à alma porque é elevada à espiritualidade, seja lá isso o que for

    E haverá um Credo, um Credo humanista, está claro!

    E haverá vinte belíssimos Mandamentos que se encerram num só: AMAR-TE-ÁS A TI E AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

    Concluiremos que somos filhos da Terra e do Universo, forçosamente integrados num panteísmo universal em que todos somos pequenas partículas de Deus, porque DEUS É TUDO E TUDO É DEUS.

(Fim do Preâmbulo à explanação e apresentação da Nova Religião)

 


quinta-feira, 26 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 10/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

PREÂMBULO

     Com a certeza na alma de que o Homem, esse “animal religioso”, parece incapaz de viver sem religiões – e as religiões continuam a dominar o mundo e a condicionar as sociedades e os indivíduos das mais variadas formas – para conseguir um correcto governo do mundo e um domínio de si próprio, o Homem terá forçosamente de substituir as Religiões actuais por uma universal credível, tanto emocional como racionalmente, uma religião da Verdade, sem mitos de Céus ou de Infernos inexistentes, sem quaisquer invenções fruto da fantasia.

    E essa só poderá ser uma religião que tenha como base a Ciência e a Verdade do que conhecemos, das partículas sub-atómicas ao átomo, ao Universo, conscientes de que o desejo de eternidade que levou o Homem a criar deuses ou um Deus, e com eles um Paraíso ou um Inferno, dando de algum modo sentido ao sofrimento e à morte, não é mais do que a máxima manifestação do instinto vital que em qualquer ser vivo, do animal à planta, ao micróbio, à bactéria, se manifesta como um poder supremo da realidade em que nos inserimos e que fomos convidados a viver pelos Deuses, pela Sorte ou pelo Destino que nunca saberemos bem o que é...

    É essa Religião que nos propomos levar, urbi et orbi (por toda a Terra) às gentes adormecidas, anestesiadas, comprometidas com séculos, se não milénios, de obscurantismos, fanatismos, religiosismos todos non-sense, todos baseados em crenças e mistérios, todos atentando contra a verdadeira natureza do Homem: um ser racional que deve, que tem de questionar qualquer ideia que lhe seja proposta antes de a aceitar como válida, como credível, como digna de por ela se bater ou “dar a vida”.

    Para tanto, o Homem terá de ser conhecedor da realidade que a Ciência já lhe proporciona e ter formação que lhe permita ter sentido crítico na análise existencial que faz da VIDA e de tudo aquilo com que se compromete.

    Pelo non-sense com que foram criadas e em que laboram, as actuais religiões estão todas, cedo ou tarde, condenadas ao desaparecimento, dependendo do tempo que a Ciência e o Conhecimento levarem a chegar a todos os humanos, criando neles aquele espírito que será forçosamente analítico, céptico e inquisidor.

    Começaremos pela definição de Deus:

O TODO onde tudo se integra: Espaço e Tempo, Matéria e Energia.

    É uma definição que poderemos considerar científica, bem longe das definições que, ao longo da História, os Homens inventaram para os seus deuses, sejam politeístas, monoteístas, filósofos ou fétiches de feiticeiros.

    Analisadas criticamente tais concepções, constatamos que aqueles deuses não passam de humanóides, pois concebidos à imagem e semelhança de humanos, embora considerados Seres superiores com poderes extraordinários e… misteriosos, por nunca provados. Assim, o Alá dos muçulmanos, o Pai de Jesus Cristo para os cristãos, o Javé para os judeus, a tríade divina Brama, Vishnu e Shiva para os hindus, Buda para os budistas, as Divindades da Natureza para os Xintoístas, etc., e os deuses de todas as seitas religiosas, umas autónomas, outras derivadas das principais religiões mencionadas. E são deuses imperfeitos – o que é um contra-senso! – pois, além da sua acção não passar ridiculamente o horizonte dos Céus visíveis (atmosfera terrestre e firmamento onde pontuam as estrelas da galáxia Via Láctea) e Terra e, nela, o Homem, se apresentam com desejos, ciúmes, ódios, vontades, quereres, amores…, emoções obviamente não condizentes com um Ser divino…

    Outra característica notável das religiões actualmente existentes é que, não sabendo explicar os seus Céus, os seus Infernos, as suas Santíssimas Trindades, os seus anjos e santos, os seus dogmas, todas as suas invenções, remetem para o MISTÉRIO: “Não se percebe…, MISTÉRIO! E… MISTÉRIO DE FÉ!”

   Tal atitude, não deixa de ser, obviamente, um acto de cobardia intelectual. Os mentores religiosos, aceite-se embora, como na Ciência, que é muito mais o que desconhecemos do que aquilo que sabemos, o que não compreendemos do que o que compreendemos da Vida e seus mistérios e do TODO EXISTENTE, deveriam remeter os crentes para uma análise crítica de tudo em que os fazem acreditar, tudo o que, por exemplo, os cristãos exararam num Credo que  debitam monotonamente em todas as missas, certamente sem grande convicção, já que nele se afirmam ideias e conceitos que, logo a seguir, são remetidos para o mistério… (Ver Nota 1)

    Mas não! Têm o desplante de se dizerem ÚNICOS DETENTORES DA VERDADE. Como se houvesse muitas verdades acerca do Desconhecido, do Eterno, do Infinito! Enfim, Deus lhes perdoe… Afinal, só acredita quem quer ou quem, traumatizado por traumas de ensinos na infância, de catequeses fundamentalistas e anquilosadas, se sente levado, em consciência, a acreditar… E ainda pior: é da História antiga e actual que as religiões se guerrearam e se guerreiam entre si. Inacreditável!

    E, apesar de tudo, esta será uma religião que remete para o judeu Jesus de há 2.000 anos, apregoando na Terra um Reino de Justiça, de Paz, de Fraternidade universal (a que chamava “Reino de Deus”), Reino só possível quando a humanidade atingir a perfeição. Ora nós sabemos com quanta imperfeição a humanidade se debate: embora com muitas virtudes, o Homem é fundamentalmente egoísta, mau, desumano, cruel, injusto, “lobo” do seu irmão, acusando aqui a sua ascendência simiesca, parecendo-nos que coloca as suas inúmeras capacidades de criação e invenção mais ao serviço do seu lado MAU que do seu lado BOM... Então, talvez que esse autêntico Paraíso na Terra só seja possível dentro de muitos séculos ou milénios. Mas como a nossa querida Terra, integrada que está no magnífico Sistema Solar, ainda tem de vida cerca de 4.5 mil milhões de anos, há esperança de que, cedo ou tarde, tal aconteça… (Ver Nota 2)

    Então, cometerá o mais nobre acto de inteligência aquele que, constatando que só no culto da VERDADE a Vida tem sentido, adoptar para si esta RELIGIÃO com um Deus que dia a dia é descoberto ou redescoberto pela Ciência, sendo o TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, e que se manifesta em todas as coisas, não se escondendo como o de Moisés da Bíblia numa sarça ardente, o de Cristo num Céu de fé, o de Maomé num Paraíso totalmente fantasiado, aquele, cheio de anjos e santos, este, cheio de virgens apenas para os humanos machos que partem da Terra (uma tremenda e inconcebível injustiça para com as mulheres, mais uma, desta religião muçulmana: injusta na Terra, injusta no seu Céu…). (Cont.)

quinta-feira, 19 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 9/?

OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

20 Mandamentos (cont.)

4 – Da Sociedade

10º Mandamento Resolverás todos os teus conflitos não com guerras e agressividades, mas num diálogo civilizado, não cedendo a egoísmos e cobiças, privilegiando a equilibrada distribuição de espaços, riquezas e bens. Então, perguntarás: “Se não há guerras, para quê as armas de destruição das vidas dos meus irmãos e dos seus bens?” e terás de dar uma resposta em conformidade.

11º MandamentoAssimilarás e aceitarás os slogans que te permitem viver em sociedade e não ser rejeitado por ela: 1 – “Homem algum é uma ilha; todos precisam uns dos outros para sobreviver.” 2 – “Tens tantos direitos a usufruir como deveres a cumprir.” 3 – “A tua liberdade acaba onde a dos outros começa.” 4 – “Procede para com os outros como queres que procedam contigo.”

12º MandamentoRespeitarás os mais velhos e cumprirás todos os Mandamentos que já vêm de Códigos antigos, como: “Não matarás. Não levantarás falsos testemunhos. Não cobiçarás as coisas alheias nem roubarás. Os homens não cobiçarão a mulher do seu próximo, nem as mulheres cobiçarão o homem da sua vizinha”.

13º Mandamento Contribuirás para uma sociedade justa e bem organizada em que cada um tenha aquilo que consegue alcançar ou conquistar pelo seu esforço e competência, não alimentando a preguiça de quem não quer contribuir.

14º Mandamento Não viverás à custa do teu semelhante, seguindo o princípio popular: “Quem não trabalha, não come!”

15º Mandamento Tornar-te-ás confiável e credível, cumprindo o slogan “Palavra dada, palavra honrada”, e cultivarás o sorriso e o bom humor para seres elemento agradável para o teu próximo.

5 – Do Homem

16º MandamentoConsiderarás o Homem como o ser mais perfeito e completo da “Criação” a que a Natureza foi levada pela evolução, por ser o único, até agora conhecido, que possui um cérebro capaz de ideias e abstrações, raciocínios, emoções, sentimentos e ter consciência da sua finitude.

17º Mandamento Respeitá-lo-ás na sua diversidade, quer de género, quer de capacidades ou carácter, considerando-o um igual a ti e todos iguais entre si, homens e mulheres, embora cada um com a sua missão específica, na Natureza: ele dando o sémen da fecundação, ela procriando e dando à luz.

6 – De ti próprio

18º MandamentoRespeitarás o teu corpo como o bem mais precioso que te foi dado, pois é por ele e com ele que vives e é ele que te alimenta o cérebro que te permite pensar, emocionares-te, sentires, amares, teres consciência de ti e do Universo que te rodeia.

19º MandamentoSorrirás às adversidades, mesmo as mais dramáticas, vendo e valorizando em tudo e em todos o BOM e o BELO que em tudo e em todos existem.

20º Mandamento – Consciente de que não passas de mera partícula que aparece e desaparece no Tempo, e absolutamente insignificante para o Universo, não te lamentarás porque, pertencendo ao Tempo, nasces, cresces, vives e morres, integrando-te no donde vieste, a Terra, e aceitarás essa tua sina como uma benesse da Sorte que te sorriu, trazendo-te à vida, permitindo-te usufruir de tudo o existente e a que tiveste acesso pela Ciência e pelo Conhecimento.

 

FIM DESTA BÍBLIA

(Ver Nota 3, no final)

sábado, 7 de março de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 8/?

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

XI

Mandamentos

 – Vinte mandamentos! Fundamentais! Que visam os seis ítens-base da Religião ora proposta, e já exarados no Credo: 1 – Deus, 2 – A Ciência e o Conhecimento, 3 – A Terra, 4 – A Sociedade, 5 – O Homem, 6 – Tu próprio.

Assim:

1 – De Deus:

1º Mandamento – Terás como único Deus, o Deus definido pela Ciência como “O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA, SENDO INFINITO E ETERNO”.

2º Mandamento – Como ser pensante, terás este Deus não como Pai, Criador, Rei, Senhor, Juiz, Todo-Poderoso, Possuidor de um Céu…, mas a própria essência do TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, sentindo-te também tu PARTÍCULA DELE!

 

2 – Da Ciência e do Conhecimento:

3º Mandamento – Dedicar-te-ás ao aprofundamento da Ciência e à aquisição do Conhecimento para poderes usar de sentido crítico e contribuíres para um maior aperfeiçoamento da sociedade onde te inseres.

4º Mandamento – Seguirás o princípio da Ciência: “Isto é Verdade até que se prove o contrário.” No entanto, tal atitude não te impedirá de aceitar como válido o que, por agora, é tido como verdadeiro, por estar baseado em factos, provas, experiências.

5º Mandamento – Terás a Ciência e o Conhecimento como base da construção de toda a sociedade, ao nível político, económico e social. Sejas ou não chamado a colaborar directamente nessa construção.

3 – Da Terra

6º Mandamento – Respeitarás a Terra, como tua super-Mãe, pois foi dela que nasceste, é dela que te alimentas, é nela que vives e que respiras, pensas, amas e tens todos os prazeres da vida.

7º Mandamento – Terás o espaço que te for “dado” para viver sempre cuidado a primor, contribuindo assim para a beleza global desta tua Mãe-Terra, enquanto tens vida.

8º Mandamento – Respeitarás todos os seres vivos que na Terra contigo habitam, não te tornando espécie infestante, mas contribuindo para o equilíbrio global, quer te alimentes deles quer os tenhas como companhia ou apenas os admires na sua beleza e liberdade, cantando, voando pelos céus e pelos bosques, povoando os mares, lagos e rios, enchendo de verde e de todas as cores a Terra que tu pisas, no teu caminhar pela vida…

9º Mandamento – Não te esquecerás de olhar o céu, azul ou cheio de nuvens com as formas mais extravagantes, vogando ao sabor do vento e, por isso, sempre diferentes, durante o dia e, à noite, magnificamente repleto dos milhares de milhões de estrelas que fazem parte da nossa Galáxia, fantasiando o que se passará para além delas, nos triliões de triliões de astros que compõem este nosso misterioso e apaixonante Universo.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 7

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

IX

Um nome

– Demos-lhe o nome de “Os Adoradores do Deus Verdadeiro”. Mas talvez lhe possamos chamar: “Os Adoradores do Deus da Harmonia universal”. Ou simplesmente: “Os Adoradores de Deus".

                                                      X

Um Credo

    – “Creio no Deus da Harmonia Universal, infinito e eterno, que se manifesta em todas as coisas visíveis e invisíveis, vivas e não vivas, sendo Ele a Matéria e a Antimatéria, o Tempo e o Espaço, a Energia universal que tudo move, em acto ou em potência.

      – Creio na eterna integração universal de tudo quanto se actualiza em ser ou em vida, num dado momento do Tempo, num dado Espaço, não vindo nem indo para parte nenhuma, embora sempre em movimento, sempre em evolução, sempre em mudança.     

    – Creio no Homem, esse ser inteligente, composto por Corpo e Cérebro, complexo órgão que, sendo pura matéria, produz anti-matéria: raciocínios, abstrações, emoções, sentimentos…, estando nele sediada a própria consciência que tem de si.

    – Creio na Ciência e no Conhecimento como bases para tudo aquilo que o Homem pode alcançar, a nível metafísico, indo muito para além da sua evolução física, integrado que está na Natureza animal.

    – Creio na inteligência do Homem que lhe permite pensar tudo isto e lhe permitirá conhecer e aceitar toda a Verdade que ele é: uma centelha de vida que aparece e desaparece, por acaso, num dado tempo, num dado lugar, tirando daí ilações para a vida.

    – Creio que o lado BOM do Homem prevalecerá sobre o lado MAU e as suas virtudes levá-lo-ão a criar, um dia, uma sociedade perfeita e justa, tendo cada um aquilo que merece.

    – Creio na solidariedade universal e na capacidade do Homem para dominar a Terra como seu habitat, sem a destruir, autodestruindo-se.

    – Creio no prazer e na alegria, no optimismo e no pensamento positivo, na esperança e no sorriso que dão mais sentido à vida.

    – Creio na vida que foi, é e será a coisa mais bela que poderia ter acontecido à face da Terra.

    – Creio que o Homem ter tido a inteligência capaz de pensar tudo isto é o maior milagre dessa mesma vida, no seu processo de imparável evolução.

    – Creio, enfim, que o haver vida é a mais tremenda e a mais maravilhosa manifestação do Deus da Harmonia Universal a quem bendiremos para sempre. Ámen!”

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 6

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

VIII

Valores

Todos os valores humanistas de todas as religiões, filosofias, pensamentos. Valores da Ética e da Moral. Também aqui nada se perdendo, mas apenas se direccionando para o outro Homem, o Homem novo, o Homem “criado” pela Ciência, porque imbuído dela…, onde poderá sobressair o amor ao próximo de um Jesus Cristo, visando a tão almejada fraternidade universal.

Exemplos:

O valor da VIDA, o maior dos valores para um ser vivo

Os valores da liberdade, da igualdade, da fraternidade e da solidariedade

O valor da honestidade

O valor da competitividade não desenfreada, mas em solidariedade com o seu adversário (entenda-se como se quiser!)

O valor da paz

O valor do amor ao BEM, à perfeição, ao BELO

O valor da sinceridade, da lealdade, da cordialidade.

O respeito pela Terra, esse pequeníssimo astro perdido na imensidão do Cosmos, mas a Mãe que nos deu a Vida, nos alimenta e para onde regressaremos para sempre, transformados em átomos e moléculas…

O respeito pela VIDA, saga onde tivemos a sorte de nos integrarmos e dela usufruir sem nada ter feito para merecer tal privilégio

O respeito pelo outro e por todos os seres vivos, não nos tornando espécie infestante, mas controlando a natalidade humana

O respeito pelo nosso corpo, essa máquina magnífica de complexidade, onde cada peça funciona em uníssono com todas as outras, mantendo-nos vivos.

O culto da Verdade

O culto do optimismo e da positividade

O culto do espírito de humor para sermos elementos agradáveis ao convívio com os outros

O culto da esperança

O culto da iniciativa para melhorar o que pudermos à nossa volta

O culto da simpatia, da empatia e da delicadeza no trato

O culto do perdoar

O culto da compreensão e da tolerância para com os outros quando erram, perdoando-os, mas exigindo a rápida correcção dos seus erros e o propósito de não voltar a cometê-los.

O culto do cumprimento do dever

O culto do esforço para tornar a Terra num Paraíso para o Homem, em comunhão com todos os seres vivos que a habitam, já que os Paraísos e os Infernos das religiões não existem.

O culto da bondade e da solidariedade

O culto da alegria:

- alegria de viver

- alegria de ter sucesso no que nos vai acontecendo, devido ao nosso esforço

- alegria de sermos capazes de vencer tristezas, dores e frustrações

- alegria de estarmos bem com quem connosco partilha vida

- alegria de fazermos felizes os outros

Enfim, o culto da gratidão a Deus pelo dom da VIDA, gratidão aos familiares e amigos pelo amor e a amizade que nos dão no dia-a-dia.

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 5

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A Bíblia desta Religião

VII

Orações

Novas orações, obviamente.

    Ao Deus com quem partilharemos momentos de prazer para ser ainda maior o prazer, mas também momentos de dor para que a dor seja mais leve, mais fácil de levar, toleravelmente suportável; sobretudo, a dor psicológica quando a alma se sente louca de amargura, de frustração, de desgosto…

    Ao Deus de que todos fazemos parte, a quem agradeceremos, ao fim do dia, mais um dia de vida que tivemos, que bendiremos por nos trazer a noite e o descanso, pedindo-Lhe que não nos abandone ainda no dia seguinte e no outro e no outro, até termos a percepção de que não é por “vontade” d’Ele que não podemos continuar vivos, mas porque a reintegração no Universo nos chama inexoravelmente. Aí, tendo-se esgotado o nosso tempo, abriremos os braços, fechando os olhos, ainda agradecendo o termos tido um dia vida, e partiremos sem azedume, sem tristeza de nós ou dos que nos foram próximos, sendo ainda capazes, o corpo já se desvanecendo, de um sorriso de paz e de reconciliação com o mundo que nos viu nascer, crescer e ali morrer… para sempre! Nada de choros, nada de funerais, nada de cemitérios! Apenas belas canções, embora aqui de alegrias contidas pois será também anti-humano perdermos alguém do nosso convívio e desatarmos em esfuziantes gargalhadas de contentamento… E que consigamos ainda dizer, mesmo apenas balbuciando, contentes de nós: “Eu vali a pena! Valeu a pena ao Mundo e ao Universo eu ter vindo à VIDA!” Embora saibamos que, se não tivéssemos vindo, tudo rodaria exactamente na mesma, apenas com uma levíssima e efémera perturbação por nós provocada, no Espaço-Tempo que ocupámos enquanto vivos.

    Mas haverá sempre que rezar ao Eterno Desconhecido porque rezar faz bem à alma carente de certezas quando não de afectos e solidariedade. E quem senão Ele para colmatar tal necessidade? Aliás, seria bem mais simpático se fosse Eterno sem ser Desconhecido, podendo nós ter um alguém com rosto a quem dirigíssemos tais preces... Mas reconhecemos que, ontologicamente, seria um Deus impossível: no momento em que o fosse deixava de o ser; e nós, tendo a realidade que temos, sendo a matéria que somos, não é racional nem científico querer o impossível! É o MISTÉRIO do “Grande Desconhecido” sempre a acompanhar-nos!

    Um exemplo de oração? “Bendizei a Deus porque Ele é a nossa energia, a nossa luz, a nossa vida! Ele está em nós e cada um de nós está n’Ele. Bendizei-O ao deitar porque o dia chegou ao fim! Bendizei-O ao acordar porque um novo dia se começa! Bendizei-O sempre e em toda a parte porque Ele é eterno e infinito, tudo sendo e tudo contendo, existindo desde sempre e para sempre!”

    E haverá orações-poema para cada festa! Cânticos de suaves melodias ou de toques de trombeta se a tanto a festa convidar! Um desafio a todos os mentores religiosos do mundo: sheiks, imãs, gurus, rabinos, padres, sacerdotes, pastores, bispos, cardeais, papas. Todos convidados a participarem nesta religião da Verdade e a deixarem as suas religiões de fantasia (para não dizer, mais contundentemente, de mentira, vivendo comodamente à sombra ou à custa delas). Todos a trazerem o que de bonito, em ritos e cerimónias, em cânticos e rezas, em bíblias e credos, em evangelhos e deuteronómios, existe nas suas religiões. Claro, sem os seus fundamentalismos e os erros, alguns bem grosseiros à luz da razão, de que enfermam esses livros ditos sagrados, com tanta invenção, ignorância e mentira à mistura...


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 4

 

A BÍBLIA ESTA RELIGIÃO

VI

Festas

– Festas o ano inteiro! Não a santos que os não haverá, mas sempre e só a Deus e às suas manifestações:

- festas das flores, das árvores, dos animais, da fertilidade, do renovar-se da vida em tempos de Primavera;

- festas do Sol, do calor, da água, das colheitas, das frutas e legumes em tempos de Verão;

- festas das vindimas e do vinho, dos figos e tâmaras, nozes e amêndoas e das folhas caindo em tempos de Outono;

- festas da chuva, do gelo, do nevoeiro, do frio, da neve, dos citrinos em tempos de Inverno;

- a grande, a magnífica festa do renascer do Sol no solstício do Inverno, como era tradição nos antigos com os seus deuses solares que vinham em cada ano inundar de vida a Natureza.

    E, neste Solstício de Inverno, ninguém perderá o seu Natal cheio de canções não ao “Menino-Deus” que não existe, mas a todos os nascimentos de seres humanos passados, presentes e futuros, com todas as ternuras tão próprias das crianças!

     Assim, ninguém perderá nenhuma das Carols Christmas, embora com novas letras – haja poetas inspirados! –  o Silent Night, o We wish you a merry Christmas, o O come, all ye faithful – tradução para inglês do Adeste fideles atribuído ao rei D. João IV de Portugal – todos os Gloria in excelsis Deo que se quiserem cantar, também com novas letras, evocando tanta beleza que há, em formas e cores, nos seres vivos da Terra…

    Ninguém perderá prendas, compras, azáfamas stressantes da volúpia do escolher, do adivinhar, do comprar, do oferecer, continuando todos a serem levados, quer queiram quer não, na onda-avalanche que invadiu como tsunami as sociedades modernas de consumo, a todos se desejando, tantas vezes apenas por dever de ofício, “Boas Festas!”, abarrotando as crianças de prendas, os adultos de comezainas e bebedeiras, chorando lágrimas de crocodilo mas nada ou pouco fazendo pelos muitos milhões que morrem de fome por esse mundo fora, sobretudo exactamente as que mais perto estão do Natal: as crianças!

    Mas, certamente com a nova religião, tais escândalos não se produzirão nas consciências e todas as festas serão cheias de significado social, genuíno e fraterno, festas sempre esfuziantes, cheias de luz, calor e som, inundadas de gloriosas orações.

    O Natal continuará, assim, a ser a festa das festas! Um Natal de toda a gente, com um presépio em forma de berçário, um pai universal, uma mãe universal, um menino universal, decorações de brinquedos que bem poderão ser as forças e as belezas da Natureza representadas em animais, estrelas, árvores, frutos, sementes e flores, todos sendo filhos de Deus – nelas, o Sol que é apenas uma pequena estrela com os dias contados como qualquer mortal, embora vivendo os seus quase quatorze mil milhões de anos – um Natal da própria VIDA que renasce em cada morte, seja aqui na Terra que conhecemos, seja nos totalmente desconhecidos confins do Universo!...

    Tudo isto, fazendo esquecer o simpático e ternurento Natal inventado pelo Cristianismo, comemorando o nascimento daquele menino a quem se chamou Jesus Cristo, nascido de uma Virgem engravidada por um Deus chamado Espírito Santo, numa suposta gruta em Belém de Judá… Bucólico, romântico, emotivo mas… nada real, tudo do domínio da fantasia!

    Enfim, a festa da Ciência e do Conhecimento, com muitos filmes explicando para todos os humanos tudo o que se sabe e se vai sabendo ou descobrindo acerca da REALIDADE QUE NOS CIRCUNDA, ONDE NOS INSERIMOS E ONDE APARECEMOS, POR OBRA E GRAÇA DA EVOLUÇÃO DA MATÉRIA E ENERGIA QUE COMPÕEM O UNIVERSO, donde, um dia, brotou VIDA! Indo desde o “Antes do Big Bang” até ao possível “Big Crunch” e o “Depois dele”, talvez num eterno retorno do mesmo ao mesmo através do DIVERSO! Esta será uma festa sempre planeada para uma noite sem luar, apagando-se todas as luzes da cidade para que todos se possam deleitar com a miríade de estrelas e astros visíveis no Céu de um negro profundo, a olho nu ou com a ajuda de potentes telescópios. Um delírio de emoções, sentindo a nossa tão pequena pequenez e insignificância perante o majestoso e enigmático firmamento, cada um colocando-se no seu lugar de “pequeníssima partícula de matéria animada e inteligente” que está passando pelo TEMPO, daí tirando ilações…

    Mas muitas outras festas serão possíveis no mundo da fraternidade universal:

    - a festa dos pais, das mães, dos avós, das crianças...;

    - a festa das mulheres, dos homens, dos jovens...;

    - a festa até – improvável! – dos maridos obrigados a desmesurada paciência, das mulheres escravizadas, das crianças maltratadas (enquanto tais abusos houver e, obviamente, com o objectivo de acabar com eles)...;

    - e ainda a festa – também improvável! – dos que passam fome, dos que se sentem discriminados, dos sem-abrigo, dos deserdados da sorte que, nesse dia, esquecerão o desconsolo que o Destino lhes outorgou, esperando que a solidariedade universal lhes devolva a sorte perdida ou nunca tida...

    Tantas festas a colmatar a falta das religiões actuais, quando, aceite que for a Verdade da Ciência, forem dadas como totalmente “falidas” ou sem sentido!

sábado, 24 de janeiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 3

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

BÍBLIA DESTA RELIGIÃO


IV

Mentores

 – Novos sacerdotes ou todos os sacerdotes de todas as religiões existentes convertidos à RAZÃO! Voluntários. Solidários. De preferência, com capacidades de magnetismo, grande poder de comunicação, o poder de hipnotizar para também “curarem” doenças do foro psicológico que afectam a humanidade, como fez Jesus Cristo a tantos epilépticos que, por ignorância, eram chamados possessos do Diabo impondo-lhes as mãos e apelando à fé na sua cura.

V

Ritos e cerimónias

 – Música, muita música. Espectáculo! Danças e cantares. Grandiosas manifestações das energias corporais, soltares da alma arrebatada pela forte emoção de se sentir VIDA! Música para novos e velhos, crianças e adultos. Nenhuma das belíssimas composições de todos os tempos se perdendo, tudo na nova Verdade se transformando, recriando com novas letras, por exemplo, os belíssimos coros de Bach, as missas, os aleluias e até o fantástico Requiem de Mozart que servirá para celebrar cada morte, tocando-se e cantando-se, logo de seguida, o Aleluia de Haendel, em honra à vida que se foi mas que se perpetuou por uns bons anos na Terra…

    E, concretizando, não coarctando obviamente a imaginação de cada um poder criar e apresentar, urbi et orbi, sugestões para que os actos de celebração sejam mais participados, mais comoventes, mais emotivos, dando mais prazer aos corpos e às almas dos participantes, sempre com ideias renovadas para não cristalizarem em formas feitas de aborrecida monotonia..., sugerir-se-á, se a tanto o lugar o permitir:  

- dançar, dar as mãos,

- levantar os braços ao céu,

- fazer respirações profundas enchendo os pulmões de ar puro, se for em local de verde, flores ou arvoredo,

- espreguiçar-se lentamente, gostosamente,

- deitar-se no chão, se possível, e rebolar

- descontrair todos os músculos do corpo para que a alma se liberte de pressões do stress acumulado no dia-a-dia,

- com as mãos levantadas ao céu – gesto apenas lindo e elegante, pois não há céu nenhum! – rezar então ao Deus em tudo e em todos presente, orações já aprendidas ou ali distribuídas para que todos possam participar, em altas vozes de descompressão total…

- acabar as cerimónias com risos e gargalhadas de alegria e boa disposição, levando para casa uma alma feliz, o que ajudará a ultrapassar momentos mais difíceis e as adversidades da vida quer físicas quer psicológicas que se nos depararem, pela nova semana fora.

 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Uma nova religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 2

               OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

                                 A BÍBLIA DESTA RELIGIÃO

III

Celebrações de Deus e a Deus

– Celebrá-LO em pequenas ou grandes assembleias que encham igrejas, mesquitas, sinagogas, todos os templos do mundo, mesmo as novas catedrais que são os estádios ou os grandes recintos de espectáculos. Pelo menos, aos domingos!

– Celebrá-LO como o DEUS realmente existente, o Deus que é átomo e é estrela, é Homem e é Universo, é o conhecido e o desconhecido, é o animado e o inanimado, é TUDO O EXISTENTE, nada fora d’Ele existindo porque, se não, deixaria de ser o TUDO que Ele é...

– Celebrá-LO nas suas manifestações, na nossa querida Mãe-Terra, como o frio, o calor, a chuva, o Sol, todas as forças da Natureza que condicionam o quotidiano do ser humano, sem, no entanto, divinizar nenhuma delas, nem tão pouco o Sol como fez o Homem desde a mais remota antiguidade, criando os deuses solares, neles o Jesus Cristo se integrando, renascendo em cada solstício de Inverno, apelando à vida em Páscoas floridas...

 – Celebrá-LO na maior de todas as manifestações divinas: o AMOR, em festas à mãe, ao pai, ao irmão, ao noivo, à noiva, a todos os vivos (pois frutos de um acto de AMOR), desejando que todos tenham uma longa e bela vida e que aceitem sem frustrações a sua integração universal quando a vida forçosamente se lhes acabar, porque pertencendo ao TEMPO.

    E isto sem nada destruir de antigos templos, sinagogas, mesquitas, igrejas ou catedrais..., sem nada perder das muitas bonitas tradições de cerimónias, ritos e comemorações que entusiasmaram e entusiasmam multidões alienadas, embriagadas pela fé, como em festas e romarias actuais ou peregrinações a santuários onde supostamente apareceram entes divinos, sejam santos ou virgens ou anjos celestiais…, festas que encheram de magia a nossa querida infância!

    Para tanto, criar-se-ão novas cerimónias, imitando ou adaptando as antigas, não perdendo delas a magia, o encanto e o mistério, continuando a alimentar a fantasia não só das crianças mas também dos jovens, adultos e velhos, tais como a sagração da Primavera, do Verão, do Outono, do Inverno, das estrelas, do firmamento,… numa infinidade de ritos fantásticos, privilegiando-se o de comer o pão e beber o vinho em honra do “Deus-Sol”, Sol que parece ressuscitar, todos os anos, do escuro Inverno, desabrochando em vida na exuberante Primavera!

    Mas nada, absolutamente nada tendo a ver com o deus ou os deuses que os Homens inventaram à sua imagem e semelhança!

    E os velhos espaços de encontro não mais serão tristes ou escuros, sombrios e tétricos, mas inundados com abundância de luz e de som, trombetas de alegria iniciando as cerimónias!

   


domingo, 11 de janeiro de 2026

Uma nova religião baseada na Ciência e no Conhecimento: OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

 

A BÍBLIA desta Religião

I

Definição de Deus 

O TODO ONDE TUDO SE INTEGRA, ESPAÇO E TEMPO, MATÉRIA E ENERGIA, SENDO ETERNO E INFINITO”

    No ESPAÇO, que parece não ter fim (infinito), é onde tudo o existente se encontra, desde sempre e para sempre (eterno).

    A MATÉRIA e a ENERGIA – que segundo os Físicos são uma e a mesma coisa, embora sob formas diferentes, podendo, no entanto, transformar-se uma na outra, conceito exarado na magistral fórmula de Einstein E = Mc2 (A Energia é igual à Massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz)   “vaguearão” pelo Espaço sem fim, certamente também elas eternas (existiram desde sempre e existirão para sempre), formando n Universos, dos quais conhecemos um, este, onde a nossa Galáxia se encontra e da qual faz parte o Sol e o seu sistema de Planetas, sendo um deles a nossa querida Terra, nossa Mãe, porque, nela, um dia, brotou a Vida, da qual viemos a fazer parte! Uma matéria e uma energia sempre em movimento, tudo a cada momento se transformando numa qualquer outra coisa diferente da que era no momento imediatamente anterior, mas nada se perdendo – pois não tem para onde perder-se! – apenas ganhando novas formas, novas conexões, conforme átomos e moléculas se vão agrupando por efeito das quatro misteriosas forças identificadas pela Ciência, das quais a da GRAVIDADE se revela como a mais significante.

II

Objectivo último da nova religião

–  Ligarmo-nos com esse DEUS DE HARMONIA UNIVERSAL, cada um de nós contribuindo para a construção do PARAÍSO na Terra, em fraternidade com todos os seres vivos!

 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Que final possível para terminarmos a nossa análise crítica da Bíblia?

 

Segundo final possível – 2/2

Foram 436 textos!

 2ª Hipótese – 2/2

 – A “irracionalidade” de um Jesus Cristo não vem nem da sua extraordinária mensagem, nem muito menos dos seus supostos milagres que provam, tal como diz Nicodemos (Jo 3,2) que Ele vinha ou estava ou tinha a força de Deus. Vem do facto de não nos ter mostrado tudo o que anunciou como Verdade eterna, pedindo-nos tão somente para acreditarmos nele e nas suas obras… Que “insensato” Jesus! E… que “injusto” Jesus! Como querias que acreditássemos assim em tudo sem… nada ver, sem… nada entender? Como? - já perguntámos dezenas de vezes, ao longo da análise crítica do NT.

– Pior! Há ameaças para os que não acreditarem! “Quem não acreditar, será condenado e por toda a eternidade…” Quem, Jesus, quem é que quer ser condenado e condenado para a eternidade? Quem? E se essa condenação depende de se acreditar ou não em Ti, porque não agiste de modo a Te “adaptares” à nossa condição de seres racionais, à nossa… condição humana? Não pudeste…, não quiseste…, ou NADA nos poderias mostrar além da tua capacidade de fazer supostos milagres, tendo algumas capacidades para dominar a matéria e a ordem estabelecida pela Natureza para o comum dos mortais, com um simples gesto, uma simples palavra ou mesmo um pensamento…, exactamente porque NADA havia a mostrar e o teu Céu, o teu Pai, a tua Eternidade, os teus Anjos, os “teus” demónios… foi tudo invenção tua, das tuas extraordinárias, sobrehumanas, sobrenaturais, “divinas” capacidades?!… Não Te era “fácil” considerares-Te Filho de Deus, sentindo-Te possuir tais capacidades e tal poder sobrehumano?

– E outra grande dúvida, outra grande questão é porque, com todo esse teu poder, não pudeste “fugir” às Escrituras que Te “mandavam” morrer e ir para o matadouro como um cordeiro, embora depois tivesses supostamente ressuscitado, como disseste.

– É! Não Te salvaste a Ti mesmo da morte e morte da cruz, mas ressuscitaste-Te, como fizeras a Lázaro, ao filho da viúva, à filha de Jairo! Ressuscitaste?!… E enquanto aqueles voltaram a comer e a beber e… a morrer, Tu, não! Tu foste para junto de teu Pai, dizendo-nos que nos ias preparar um lugar: “Vou preparar-vos um lugar!” Como é realmente difícil “escapar-Te”, Jesus! Como é difícil não acreditar em Ti, mas... apenas pela Fé! Pela razão, é manifestamente impossível! Então, como conseguiremos, no meio deste balançar angustiado e angustiante entre Fé e Razão, entre a Verdade que nos apregoaste mas não nos mostraste, ter alguma esperança na vida eterna?…

 Para além deste final, um irónico sorriso, numa interpretação original do início da Bíblia

     Do barro, Deus criou Adão. Da costela de Adão, Deus criou Eva. Eva é tentada pela serpente e engana Adão. Resultado: Expulsão do Paraíso!

    Têm dois filhos: Caim e Abel. Caim mata Abel, dando-se o primeiro assassínio e fratricida da História do Homem.

    Este, o início do Génesis, depois de Deus ter criado o mundo. Esta, a Bíblia, no seu “melhor”! A Palavra de Deus, vejam só!

    Numa interpretação romântica da coisa, poderíamos considerar a tentação de Adão, como a oferenda da sua “serpente” a Eva que lhe mostrava escandalosamente o seu “fruto proibido”. E, sendo ela bonita, como não poderia deixar de ser, vinda directamente das mãos do Criador, nenhum Adão deste mundo resistiria a tal charme a transbordar de sensualidade: estavam no Paraíso de todas as delícias. Se este não existiu realmente, inventemo-lo agora…

    Assim, grávida, lá apareceu o simpático Abel. Mas veio, depois, Caim, o maldisposto e egoísta. De tal modo que, pensando que o mundo era pequeno demais para os dois, matou o seu rival com quem teria de dividir metade da Terra e do Céu…

Tudo tão estúpido, não é?

Mas é ao que nos leva esta "Santa Palavra de Deus" que dizem ser a Bíblia…

FIM