sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Uma nova Religião baseada na Ciência e no Conhecimento - 5

 OS ADORADORES DO DEUS VERDADEIRO

A Bíblia desta Religião

VII

Orações

Novas orações, obviamente.

    Ao Deus com quem partilharemos momentos de prazer para ser ainda maior o prazer, mas também momentos de dor para que a dor seja mais leve, mais fácil de levar, toleravelmente suportável; sobretudo, a dor psicológica quando a alma se sente louca de amargura, de frustração, de desgosto…

    Ao Deus de que todos fazemos parte, a quem agradeceremos, ao fim do dia, mais um dia de vida que tivemos, que bendiremos por nos trazer a noite e o descanso, pedindo-Lhe que não nos abandone ainda no dia seguinte e no outro e no outro, até termos a percepção de que não é por “vontade” d’Ele que não podemos continuar vivos, mas porque a reintegração no Universo nos chama inexoravelmente. Aí, tendo-se esgotado o nosso tempo, abriremos os braços, fechando os olhos, ainda agradecendo o termos tido um dia vida, e partiremos sem azedume, sem tristeza de nós ou dos que nos foram próximos, sendo ainda capazes, o corpo já se desvanecendo, de um sorriso de paz e de reconciliação com o mundo que nos viu nascer, crescer e ali morrer… para sempre! Nada de choros, nada de funerais, nada de cemitérios! Apenas belas canções, embora aqui de alegrias contidas pois será também anti-humano perdermos alguém do nosso convívio e desatarmos em esfuziantes gargalhadas de contentamento… E que consigamos ainda dizer, mesmo apenas balbuciando, contentes de nós: “Eu vali a pena! Valeu a pena ao Mundo e ao Universo eu ter vindo à VIDA!” Embora saibamos que, se não tivéssemos vindo, tudo rodaria exactamente na mesma, apenas com uma levíssima e efémera perturbação por nós provocada, no Espaço-Tempo que ocupámos enquanto vivos.

    Mas haverá sempre que rezar ao Eterno Desconhecido porque rezar faz bem à alma carente de certezas quando não de afectos e solidariedade. E quem senão Ele para colmatar tal necessidade? Aliás, seria bem mais simpático se fosse Eterno sem ser Desconhecido, podendo nós ter um alguém com rosto a quem dirigíssemos tais preces... Mas reconhecemos que, ontologicamente, seria um Deus impossível: no momento em que o fosse deixava de o ser; e nós, tendo a realidade que temos, sendo a matéria que somos, não é racional nem científico querer o impossível! É o MISTÉRIO do “Grande Desconhecido” sempre a acompanhar-nos!

    Um exemplo de oração? “Bendizei a Deus porque Ele é a nossa energia, a nossa luz, a nossa vida! Ele está em nós e cada um de nós está n’Ele. Bendizei-O ao deitar porque o dia chegou ao fim! Bendizei-O ao acordar porque um novo dia se começa! Bendizei-O sempre e em toda a parte porque Ele é eterno e infinito, tudo sendo e tudo contendo, existindo desde sempre e para sempre!”

    E haverá orações-poema para cada festa! Cânticos de suaves melodias ou de toques de trombeta se a tanto a festa convidar! Um desafio a todos os mentores religiosos do mundo: sheiks, imãs, gurus, rabinos, padres, sacerdotes, pastores, bispos, cardeais, papas. Todos convidados a participarem nesta religião da Verdade e a deixarem as suas religiões de fantasia (para não dizer, mais contundentemente, de mentira, vivendo comodamente à sombra ou à custa delas). Todos a trazerem o que de bonito, em ritos e cerimónias, em cânticos e rezas, em bíblias e credos, em evangelhos e deuteronómios, existe nas suas religiões. Claro, sem os seus fundamentalismos e os erros, alguns bem grosseiros à luz da razão, de que enfermam esses livros ditos sagrados, com tanta invenção, ignorância e mentira à mistura...